30 de jun de 2009

“Quem nos uniu foi Deus”

O relacionamento conjugal e familiar tem grande valor nos planos de Deus para a humanidade, mas diversos casais têm tido problemas desde o início do matrimônio por não saberem como viver esse sacramento segundo a vontade divina. Pensando nessa realidade, a Comunidade Canção Nova promove, entre os dias 17 e 19 de julho, o Acampamento para Casais. O evento trará uma programação diversificada, com adoração ao Santíssimo Sacramento, pregações, celebração da Santa Missa, grupos de oração e várias atividades para os que forem participar do acampamento. Teremos a participação de Padre Fábio de Melo, Professor Felipe Aquino, Salette Ferreira, Márcio Todeschini. Laércio Oliveira, Ricardo Sá e Eliana Sá. No sábado, Laércio Oliveira e Salette Ferreira vão animar a noite com um grande show no Rincão do Meu Senhor. O Papa Bento XVI afirmou – durante a Conferência Episcopal da República Dominicana, em julho de 2007 – que a família é o objetivo principal da nova evangelização. “A Igreja promove que a família seja o âmbito onde a pessoa nasce, cresce e se educa para a vida, e onde os pais, amando com ternura seus filhos, vão os preparando para saudáveis relações interpessoais que encarnem os valores morais e humanos em meio a uma sociedade tão marcada pelo hedonismo e a indiferença religiosa”.
Venha aprender o que é realmente ser uma família de Deus.Esperamos por você nesse grande Acampamento de Oração para casais!



Caravana Ressurreição



Sandra Gimenez e Simone Rezende



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Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 30 de Junho de 2009
Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67, S. Marçal, bispo, séc. III



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Senhor, salva-nos!»

Leituras

Gén. 19,15-29.
Ao amanhecer, os mensageiros insistiram com Lot, dizendo-lhe: «Ergue-te,
foge com a tua mulher e as tuas duas filhas que estão aqui, a fim de não
morreres também tu no castigo da cidade.»
E como ele se demorava, os homens agarraram-no pela mão, a ele, à mulher e
às duas filhas, porque o Senhor queria poupá-los, e conduziram-nos para
fora da cidade.
Depois de os terem conduzido para fora, um dos mensageiros disse-lhe:
«Escapa-te, se quiseres conservar a tua vida. Não olhes para trás nem te
detenhas em parte alguma do vale. Foge para o monte, de contrário
morrerás.»
Lot disse-lhe: «Não, Senhor, peço-te!
Este teu servo mereceu a tua benevolência, pois demonstraste a tua imensa
generosidade para comigo, conservando-me a vida, mas não poderei fugir até
ao monte, pois a destruição atingir-me-ia antes e eu morreria.
Há aqui perto uma cidade, na qual obterei refúgio. É muito pequena; permiti
que eu vá para lá. É tão pequena! E salvarei a minha vida.»
Ele disse-lhe: «Concedo-te ainda o favor de não destruir a cidade a que te
referes.
Apressa-te, porém, a refugiar-te nela, pois nada posso fazer antes de lá
chegares.» Por isso, deram àquela cidade o nome de Soar.
Erguia-se o sol sobre a terra, quando Lot entrou em Soar.
Então, o Senhor fez cair do céu, sobre Sodoma e Gomorra, uma chuva de
enxofre e de fogo, enviada pelo Senhor.
Destruiu estas cidades, todo o vale e todos os habitantes das cidades e até
a vegetação da terra.
A mulher de Lot olhou para trás e ficou transformada numa estátua de sal.
Abraão levantou-se de manhã cedo e foi ao lugar onde tinha estado na
presença do Senhor.
Voltando os olhos para o lado de Sodoma e Gomorra e para a extensão do
vale, viu elevar-se da terra um fumo semelhante ao fumo de uma fornalha.
Ao destruir as cidades do vale, porém, Deus recordou-se de Abraão e salvou
Lot do cataclismo com que arrasou as cidades onde habitava Lot.


Salmos 26(25),2-3.9-10.11-12.
Examina me, SENHOR, e põe me à prova; purifica me os rins e o coração.
Eu tenho a tua bondade diante dos meus olhos e caminho na tua verdade.
Não me juntes com os pecadores, nem a minha vida com os homens
sanguinários.
As suas mãos estão cheias de infâmia e a sua direita está cheia de suborno.
Eu, porém, caminho na minha rectidão; salva me e tem compaixão de mim!
Os meus pés seguem por caminho recto; nas assembleias, bendirei o SENHOR.


Mateus 8,23-27.
Depois subiu para o barco e os discípulos seguiram-no.
Levantou-se, então, no mar, uma tempestade tão violenta, que as ondas
cobriam o barco; entretanto, Jesus dormia.
Aproximando-se dele, os discípulos despertaram-no, dizendo-lhe: «Senhor,
salva-nos, que perecemos!»
Disse-lhes Ele: «Porque temeis, homens de pouca fé?» Então, levantando-se,
falou imperiosamente aos ventos e ao mar, e sobreveio uma grande calma.
Os homens, admirados, diziam: «Quem é este, a quem até o vento e o mar
obedecem?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354 -430) Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Meditações, cap. 37

«Senhor, salva-nos!»

Ó meu Deus, o meu coração é como um vasto mar agitado pelas tempestades:
que ele encontre em Ti a paz e o repouso. Tu ordenaste aos ventos e o mar
que se acalmassem e, sob a Tua voz, eles apaziguaram-se; vem apaziguar as
agitações do meu coração, para que tudo em mim se torne calmo e tranquilo,
para que Te possa possuir, Tu, o meu único bem, e Te possa contemplar,
suave luz dos meus olhos, sem perturbação nem obscuridade. Ó meu Deus, que
a minha alma, liberta dos pensamentos tumultuosos deste mundo, «se esconda
à sombra das Vossas asas» (Sl 16, 8). Que encontre junto de Ti um lugar de
renovação e de paz; e, repleta de alegria, possa cantar: «Deito-me em paz e
logo adormeço, porque só Vós, Senhor, fazeis que eu repouse em segurança»
(Sl 4, 9).

Que a minha alma descanse, peço-Te, ó meu Deus, que descanse da lembrança
de tudo o que está sob o céu, que desperte unicamente para Ti, como está
escrito: «Eu durmo, mas o meu coração vela» (Ct 5, 2). A minha alma só está
em paz e em segurança, ó meu Deus, debaixo das asas da Tua protecção (Sl
90, 4). Que ela permaneça eternamente em Ti e que seja abraçada pelo Teu
fogo. Que, elevando-se acima de si própria, Te contemple e cante
alegremente os Teus louvores. No meio das inquietações que me agitam, que
os Teus dons sejam a minha suave consolação, até que eu chegue a Ti, ó
verdadeira paz.




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29 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 29 de Junho de 2009
São Pedro e São Paulo, apóstolos - Solenidade

S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos
S. Pedro, apóstolo, S. Paulo, apóstolo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bernardo : «Roguei por ti a fim de que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22, 32)

Leituras

Actos 12,1-11.
Por esse tempo, o rei Herodes maltratou alguns membros da Igreja.
Mandou matar à espada Tiago, irmão de João,
e, vendo que tal procedimento agradara aos judeus, mandou também prender
Pedro. Decorriam os dias dos Ázimos.
Depois de o mandar prender, meteu-o na prisão, entregando-o à guarda de
quatro piquetes, de quatro soldados cada um, na intenção de o fazer
comparecer perante o povo, a seguir à Páscoa.
Enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus,
instantemente, por ele.
Na noite anterior ao dia em que Herodes contava fazê-lo comparecer, Pedro
estava a dormir entre dois soldados, bem preso por duas correntes, e diante
da porta estavam sentinelas de guarda à prisão.
De repente, apareceu o Anjo do Senhor e a masmorra foi inundada de luz. O
anjo despertou Pedro, tocando-lhe no lado e disse-lhe: «Ergue-te depressa!»
E as correntes caíram-lhe das mãos.
O anjo prosseguiu: «Põe o cinto e calça as sandálias.» Pedro assim fez.
Depois, disse-lhe: «Cobre-te com a capa e segue-me.»
Pedro saiu e seguiu-o. Não se dava conta da realidade da intervenção do
anjo, pois julgava que era uma visão.
Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à
porta de ferro que dá para a cidade, a qual se abriu por si mesma. Saíram,
avançando por uma rua, e logo o anjo se retirou de junto dele.
Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo e
me arrancou das mãos de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava.»


Salmos 34(33),2-3.4-5.6-7.8-9.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR; o seu louvor estará sempre nos meus
lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR! Que os humildes saibam e se alegrem.
Enaltecei comigo o SENHOR; exaltemos juntos o seu nome.
Procurei o SENHOR e Ele respondeu me, livrou me de todos os meus temores.
Aqueles que o contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido.
Quando um pobre invoca o SENHOR, Ele atende o e liberta o das suas
angústias.
O anjo do SENHOR protege os que o temem e livra os do perigo.
Saboreai e vede como o SENHOR é bom; feliz o homem que nele confia!


2 Tim. 4,6-8.17-18.
Quanto a mim, já estou pronto para oferecer-me como sacrifício; avizinha-se
o tempo da minha libertação.
Combati o bom combate, terminei a corrida, permaneci fiel.
A partir de agora, já me aguarda a merecida coroa, que me entregará,
naquele dia, o Senhor, justo juiz, e não somente a mim, mas a todos os que
anseiam pela sua vinda.
O Senhor, porém, esteve comigo e deu-me forças, a fim de que, por meu
intermédio, o anúncio fosse plenamente proclamado e todos os gentios o
escutassem. Assim fui arrebatado da boca do leão.
O Senhor me livrará de todo o mal e me levará a salvo para o seu Reino
celeste. A Ele, a glória, pelos séculos dos séculos. Ámen!


Mateus 16,13-19.
Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos
seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e
outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus
vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não
foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha
Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará
ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bernardo (1091-1153), monge cistercense e Doutor da Igreja
Primeiro sermão para a festa dos santos Pedro e Paulo, 1, 3, 5 (trad. Orval)

«Roguei por ti a fim de que a tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos» (Lc 22, 32)

Cristo Mediador «que não cometeu pecado e cuja boca não proferiu mentira.»
(1P 2, 22). Como ousaria eu aproximar-me d'Ele, eu pecador, um grande
pecador, cujos pecados são mais numerosos que a areia do mar? Ele é tudo o
que há de mais puro e eu de mais impuro. [...] Foi por isso que Deus me deu
estes apóstolos, que são homens e pecadores, grande pecadores, que
aprenderam por si mesmos e através da sua experiência a que ponto deveriam
ser misericordiosos para com os outros. Culpados de grandes faltas, eles
perdoarão facilmente os grandes pecados e usarão connosco a medida que
serviu para eles (cf. Lc 6, 38).

O apóstolo Pedro cometeu um grande pecado, talvez não haja pecado maior do
que aquele. Ele foi tão pronta e facilmente perdoado que nada perdeu do
privilégio da sua primazia. E Paulo, que havia desencadeado um furor sem
limites contra a Igreja emergente, foi levado para a fé pelo apelo do
próprio Filho de Deus. Como paga de tantos males, recebeu tantos bens que
se tornou «o instrumento escolhido para levar o nome do Senhor perante os
pagãos, os reis e os filhos de Israel» (Act 9,15). [...]

Pedro e Paulo são os nossos mestres: aprenderam plenamente com o único
Mestre de todos os homens os caminhos da vida, e ainda hoje no-los ensinam.




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28 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 28 de Junho de 2009
13º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Décimo terceiro domingo do tempo comum (semana I do saltério)
Santo Irineu, bispo, mártir, +200



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Pedro Crisólogo : «A menina não morreu; está a dormir»

Leituras

Sab. 1,13-15.2,23-24.
Deus não é o autor da morte nem se compraz com a destruição dos vivos.
Pois Ele tudo criou para a existência, e todas as criaturas têm em si a
salvação. Não há nelas veneno de morte, nem o poder do Hades domina sobre a
terra,
porque a justiça é imortal.
Com efeito, Deus criou o homem para a incorruptibilidade e fê-lo à imagem
do seu próprio ser.
Por inveja do diabo é que a morte entrou no mundo, e hão-de prová-la os que
pertencem ao diabo.


Salmos 30,2.4.5-6.11.12.13.
SENHOR, eu te enalteço, porque me salvaste e não permitiste que os inimigos
se rissem de mim.
SENHOR, livraste a minha alma da mansão dos mortos, poupaste me a vida,
para eu não descer ao túmulo.
Cantai salmos ao SENHOR, vós que o amais, e dai-lhe graças, lembrando a sua
santidade.
A sua indignação dura apenas um instante, mas a sua benevolência é para
toda a vida. Ao cair da noite, vem o pranto; e, ao amanhecer, volta a
alegria.
Ouve me, SENHOR, tem compaixão de mim; SENHOR, vem em meu auxílio.
Tu converteste o meu pranto em festa, tiraste me o luto e vestiste me de
júbilo.
Por isso o meu coração te cantará sem cessar. SENHOR, meu Deus, eu te
louvarei para sempre.


2 Cor. 8,7.9.13-15.
Mas, dado que tendes tudo em abundância fé, dom da palavra, ciência, toda a
espécie de zelo e amor que em vós despertámos cuidai também de sobressair
nesta obra de caridade.
Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se
fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza.
Não se trata de, ao aliviar os outros, vos fazer entrar em apuros, mas sim
de que haja igualdade.
No momento presente, o que vos sobra a vós supera a indigência dos outros,
para que um dia o supérfluo deles compense a vossa indigência. Assim haverá
igualdade,
como está escrito: Quem muito recolheu, não teve de mais e a quem recolheu
pouco, nada faltou.


Marcos 5,21-43.
Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se
uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar.
Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo,
prostrou-se a seus pés
e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as
mãos para que se salve e viva.»
Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava.
Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens
sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por
detrás, nas vestes,
pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei
curada.»
De facto, no mesmo instante se estancou o fluxo de sangue, e sentiu no
corpo que estava curada do seu mal.
Imediatamente Jesus, sentindo que saíra dele uma força, voltou-se para a
multidão e perguntou: «Quem tocou as minhas vestes?»
Os discípulos responderam: «Vês que a multidão te comprime de todos os
lados, e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'»
Mas Ele continuava a olhar em volta, para ver aquela que tinha feito isso.
Então, a mulher, cheia de medo e a tremer, sabendo o que lhe tinha
acontecido, foi prostrar-se diante dele e disse toda a verdade.
Disse-lhe Ele: «Filha, a tua fé salvou-te; vai em paz e sê curada do teu
mal.»
Ainda Ele estava a falar, quando, da casa do chefe da sinagoga, vieram
dizer: «A tua filha morreu; de que serve agora incomodares o Mestre?»
Mas Jesus, que surpreendera as palavras proferidas, disse ao chefe da
sinagoga: «Não tenhas receio; crê somente.»
E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João,
irmão de Tiago.
Ao chegar a casa do chefe da sinagoga, encontrou grande alvoroço e gente a
chorar e a gritar.
Entrando, disse-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A
menina não morreu, está a dormir.»
Mas faziam troça dele. Jesus pôs fora aquela gente e, levando consigo
apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou onde ela
jazia.
Tomando-lhe a mão, disse: «Talitha qûm!», isto é, «Menina, sou Eu que te
digo: levanta-te!»
E logo a menina se ergueu e começou a andar, pois tinha doze anos. Todos
ficaram assombrados.
Recomendou-lhes vivamente que ninguém soubesse do sucedido e mandou dar de
comer à menina.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), Bispo de Ravena e Doutor da Igreja
Sermão 34; CCL 24, 193ss. (a partir da trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 261)

«A menina não morreu; está a dormir»

Toda a leitura do evangelho nos é muito proveitosa, quer para a vida
presente como para a futura. Mas mais ainda o evangelho deste dia, pois
contém a totalidade da nossa esperança e anula todos os motivos de
desespero [...]. Um certo chefe da sinagoga conduzia Cristo até junto da
filha e dava ao mesmo tempo ocasião a uma hemorroísa de vir a encontrar
Jesus [...]. Cristo conhecia o futuro e não ignorava que tal mulher viria
ao seu encontro. É ela quem fará o chefe dos judeus compreender que Deus
não tem necessidade de Se deslocar, que não é necessário mostrar-Lhe o
caminho nem solicitar a Sua presença física. Pelo contrário, é preciso
acreditar que Deus está presente em todo o lado, que Ele está aqui com todo
o Seu ser e para sempre. É preciso acreditar que Ele tudo pode, sem
dificuldade, dando uma simples ordem, e que envia a Sua força sem a
transportar ; que com uma palavra anula a morte, sem mexer um só dedo da
mão; que dá a vida se assim o decidir, sem recorrer à medicina [...].

Ao chegar à casa e ao ver as pessoas chorar a menina como se fora morta,
Cristo quer trazer à fé aqueles corações incrédulos. Sabendo que pensavam
ser muito mais fácil fazer sair uma pessoa do sono do que fazer
ressucitá-la de entre os mortos, Cristo declara que a menina estava
adormecida e não morta.

Verdade é que, para Deus, a morte é um sono. Porque Deus faz um morto
regressar à vida em menos tempo que o que levamos a acordar do sono alguém
que dorme. [...]. Escutai o que diz o apóstolo Paulo : «Num instante, num
abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final - pois a trombeta soará -
os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados» (1Co
15,52) [...]. Aliás, como teria ele podido condensar em palavras a rapidez
de um acontecimento em que a força divina excede a própria rapidez? Como
poderia o tempo intervir no dom de uma realidade eterna, não submetida ao
tempo?




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27 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 27 de Junho de 2009
Sábado da 12ª semana do Tempo Comum

S. Cirilo de Alexandria, bispo, Doutor da Igreja, +444, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Basílio da Selêucia : «Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete»

Leituras

Gén. 18,1-15.
O Senhor apareceu a Abraão junto dos carvalhos de Mambré, quando ele estava
sentado à porta da sua tenda, durante as horas quentes do dia.
Abraão ergueu os olhos e viu três homens de pé em frente dele.
Imediatamente correu da entrada da tenda ao seu encontro, prostrou-se por
terra
e disse: «Meu Senhor, se mereci o teu favor, peço-te que não passes
adiante, sem parar em casa do teu servo.
Permite que se traga um pouco de água para vos lavar os pés; e descansai
debaixo desta árvore.
Vou buscar um bocado de pão e, quando as vossas forças estiverem
restauradas, prosseguireis o vosso caminho, pois não deve ser em vão que
passastes junto do vosso servo.» Eles responderam: «Faz como disseste.»
Abraão foi, sem perda de tempo, à tenda onde se encontrava Sara e
disse-lhe: «Depressa, amassa já três medidas de flor de farinha e coze uns
pães no borralho.»
Correu ao rebanho, escolheu um vitelo dos mais tenros e gordos e entregou-o
ao servo, que imediatamente o preparou.
Tomou manteiga, leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles. E
ficou de pé junto dos estranhos, debaixo da árvore, enquanto eles comiam.
Então, disseram-lhe: «Onde está Sara, tua mulher?» Ele respondeu: «Está
aqui na tenda.»
Um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa dentro de um ano, nesta
mesma época; e Sara, tua mulher, terá já um filho.» Ora, Sara estava a
escutar à entrada da tenda, mesmo por trás dele.
Abraão e Sara eram já velhos, de idade muito avançada, e Sara já não estava
em idade de ter filhos. l
Sara riu-se consigo mesma e pensou: «Velha como estou, poderei ainda ter
esta alegria, sendo também velho o meu senhor?»
O Senhor disse a Abraão: «Porque está Sara a rir e a dizer: 'Será verdade
que eu hei-de ter um filho, velha como estou?' l
Haverá alguma coisa que seja impossível para o Senhor? Dentro de um ano,
nesta mesma época, voltarei à tua casa, e Sara terá já um filho.»
Cheia de medo, Sara negou, dizendo: «Não me ri.» Mas Ele disse-lhe: «Não!
Tu riste-te mesmo.»


Lucas 1,46-47.48-49.50.53.54-55.
Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me
chamarão bem-aventurada todas as gerações.
O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o
temem.
Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para
sempre.»


Mateus 8,5-17.
Entrando em Cafarnaúm, aproximou-se dele um centurião, suplicando nestes
termos:
«Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico, sofrendo horrivelmente.»
Disse-lhe Jesus: «Eu irei curá-lo.»
Respondeu-lhe o centurião: «Senhor, eu não sou digno de que entres debaixo
do meu tecto; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado.
Porque eu, que não passo de um subordinado, tenho soldados às minhas ordens
e digo a um: 'Vai', e ele vai; a outro: 'Vem', e ele vem; e ao meu servo:
'Faz isto', e ele faz.»
Jesus, ao ouvi-lo, admirou-se e disse aos que o seguiam: «Em verdade vos
digo: Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé!
Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do
banquete com Abraão, Isaac e Jacob, no Reino do Céu,
ao passo que os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores, onde
haverá choro e ranger de dentes.»
Disse, então, Jesus ao centurião: «Vai, que tudo se faça conforme a tua
fé.» Naquela mesma hora, o servo ficou curado.
Entrando em casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele jazia no leito com
febre.
Tocou-lhe na mão, e a febre deixou-a. E ela, levantando-se, pôs-se a
servi-lo.
Ao entardecer, apresentaram-lhe muitos possessos; e Ele, com a sua palavra,
expulsou os espíritos e curou todos os que estavam doentes,
para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou as
nossas enfermidades e carregou as nossas dores.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Basílio da Selêucia (?-c. 468), bispo
Homilia nº 19 sobre o centurião, pp. 85, 235ss. (trad. Bouchet, Leccionário, p. 354 rev.)

«Digo-vos que, do Oriente e do Ocidente, muitos virão sentar-se à mesa do banquete»

Vi o Senhor fazer milagres no Evangelho e o meu discurso cauteloso é neles
que toma segurança. Vi o centurião prostrar-se aos pés do Senhor; vi as
nações enviarem a Cristo as primícias dos seus frutos. A cruz ainda não se
ergueu e já os pagãos se precipitam para o Mestre. Ainda não se escutou:
«Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19) e já os povos
acorrem. Acorrem antes de serem chamados, ardem de desejo do Senhor. Ainda
a pregação não começou e já eles se apressam ao encontro do Pregador. Pedro
[...] ainda está a ser ensinado e já eles se reúnem à volta Daquele que lhe
dá o ensinamento; a luz de Paulo ainda não refulgiu sob o estandarte de
Cristo e já as nações vêm adorar o rei com incenso (Mt 2, 11).

A agora eis que um centurião Lhe diz: «Senhor, o meu servo jaz em casa
paralítico, sofrendo horrivelmente». Aqui está de facto um novo milagre: o
servo cujos membros estão paralisados conduz o seu amo ao Senhor; a doença
do escravo devolve a saúde ao seu proprietário. Este, buscando a saúde do
servo, encontra o Senhor e, enquanto tenta conquistar a saúde do seu
escravo, deixa-se conquistar por Cristo.




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26 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 26 de Junho de 2009
Sexta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

S. José Maria Escrivá, presbítero, fundador, +1975, São Paio, mártir, +925



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Quero, fica purificado»

Leituras

Gén. 17,1.9-10.15-22.
Abrão tinha noventa e nove anos, quando o Senhor lhe apareceu e lhe disse:
«Eu sou o Deus supremo. Anda na minha presença e sê perfeito.
Deus disse a Abraão: «Da tua parte, cumprirás a minha aliança, tu e a tua
descendência, nas futuras gerações.
Eis a aliança estabelecida entre mim e vós, que tereis de respeitar: todo o
homem, entre vós, será circuncidado.
Deus disse a Abraão: «Não chamarás mais à tua mulher, Sarai, mas o seu nome
será Sara.
Abençoá-la-ei e dar-te-ei um filho, por meio dela. Será por mim abençoada,
e será mãe de nações, e dela sairão reis.»
Abraão prostrou-se com o rosto por terra, e sorriu, dizendo para consigo:
«Pode uma criança nascer de um homem de cem anos? E Sara, mulher de noventa
anos, vai agora ter filhos?»
Depois, disse a Deus: «Possa Ismael viver diante de ti!»
Mas Deus respondeu-lhe: «Não! Sara, tua mulher, dar-te-á um filho, a quem
hás-de chamar Isaac. Farei a minha aliança com ele, aliança que será
perpétua para a sua descendência depois dele.
Quanto a Ismael, também te escutei. Abençoá-lo-ei, torná-lo-ei fecundo e
multiplicarei extremamente a sua descendência. Será pai de doze príncipes,
e farei sair dele um grande povo.
Porém, é com Isaac que Eu estabelecerei a minha aliança, Isaac que Sara te
há-de dar, por esta mesma época do próximo ano.»
E, tendo acabado de falar com ele, Deus desapareceu de junto de Abraão.


Salmos 128(127),1-2.3.4-5.
Felizes os que obedecem ao SENHOR e andam nos seus caminhos.
Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás
contente.
tua esposa será como videira fecunda na intimidade do teu lar; os teus
filhos serão como rebentos de oliveira ao redor da tua mesa.
Assim vai ser abençoado o homem que obedece ao SENHOR.
SENHOR te abençoe do monte Sião! Possas contemplar a prosperidade de
Jerusalém todos os dias da tua vida,


Mateus 8,1-4.
Ao descer do monte, seguia o uma enorme multidão.
Foi, então, abordado por um leproso que se prostrou diante dele,
dizendo-lhe: «Senhor, se quiseres, podes purificar-me.»
Jesus estendeu a mão e tocou-o, dizendo: «Quero, fica purificado!» No mesmo
instante, ficou purificado da lepra.
Jesus, porém, disse-lhe: «Vê, não o digas a ninguém; mas vai mostrar-te ao
sacerdote e apresenta a oferta que Moisés preceituou, para que lhes sirva
de testemunho.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Encíclica «Spe Salvi», 36 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Quero, fica purificado»

Tal como o agir, também o sofrimento [sob todas as suas formas] faz parte
da existência humana. Este deriva, por um lado, da nossa finitude e, por
outro, da súmula de erros que se acumularam ao longo da história e que
ainda hoje não cessa de aumentar.

É preciso, obviamente, fazer tudo o que é possível para atenuar o
sofrimento: impedir, na medida do possível, o sofrimento dos inocentes;
amenizar as dores; ajudar a superar os sofrimentos psíquicos. Tudo isto são
deveres, tanto de justiça como de amor, que se inserem nas exigências
fundamentais da existência cristã e de todas as vidas verdadeiramente
humanas. Na luta contra a dor física, conseguiram-se realizar grandes
progressos; mas o sofrimento dos inocentes e também os sofrimentos
psíquicos aumentaram no decurso destas últimas décadas.

Sim, devemos fazer tudo para superar o sofrimento, mas eliminá-lo
completamente do mundo não está nas nossas possibilidades humanas,
simplesmente porque não podemos ultrapassar a nossa finitude e porque
nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, do erro, que – como
constatámos – é uma fonte contínua de sofrimento. Isto só Deus o poderia
fazer: só um Deus que entra pessoalmente na História tornando-se homem e
sofrendo nela. Nós sabemos que este Deus existe e que, por isso, este poder
que «tira os pecados do mundo» (Jo 1,29) está presente no mundo. Pela fé na
existência deste poder, surgiu na História a esperança da cura do mundo.




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25 de jun de 2009

Informativo Cléofas - 25/06/09

Informativo Cléofas, 25 de Junho de 2009 - Ano IV - Número 127

Notícias do Programa Escola da Fé

+ Papa Bento XVI concede o Pálio a Arcebispos brasileiros na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
+ Bispos do Brasil discutirão Palavra de Deus em assembleia em 2010
+ CNBB repudia a corrupção e a impunidade
+ Igreja apresenta retrato da sua ação social
+ Oração do Papa Bento XVI para o Ano Sacerdotal
+ Padre Pio é o Padre de Ars dos nossos dias", diz Postulador de franciscanos
+ Congregação para o Clero lança nova página Web dedicada ao Ano Sacerdotal
+ Pais de sêxtuplos rechaçaram aborto e esperam pronta alta de seus filhos prematuros
+ Cardeal Rouco preside renovação da Consagração da Espanha ao Sagrado Coração de Jesus
+ Episcopado dos EUA premiado por defesa de menores contra abusos



+ leia mais

O programa Escola da Fé, é exibido toda a quinta-feira às 20h30 na TV Canção Nova (Link))


Perguntas e Respostas

+ A missa do Sábado vale para o Domingo?
+ É errado usar brincos e piercings?
+ Maria era descendente de Davi assim como José?

+ O que fazer com imagens de santos quebradas?

+ índice


Blog do Prof. Felipe

SOBRE OS CONFLITOS NA USP

Estive na universidade como professor durante 40 anos; pude lecionar em três universidades públicas (UNIFEI, UNESP, USP) e em três particulares (UNISAL, FCLI, FECI). Fui diretor geral do campus da USP em Lorena por quase vinte anos, e assim pude conhecer as universidades por dentro.

A Professora Dra. Maria Herminia Almeida, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia Ciências e Letra da USP, deu uma entrevista ao jornal Folha de São Paulo, em 11 de junho de 2009, explicando o que se passa na Universidade: uma minoria que atrapalha o trabalho dos demais.

Enquanto nas universidades particulares a grande maioria dos jovens universitários brasileiros estuda, com grande sacrifício, pagando suas mensalidades, sem fazer greves e exigências, nas universidades públicas, aqueles que estudam de graça, com professores do melhor nível (todos doutores), fazem greve, agitação política. Na verdade é uma minoria que, manipulada, serve de massa de manobra. A Reitoria tem o dever de manter o campus funcionando em paz. É o povo brasileiro sofrido quem paga as despesas das universidades, para que estudem e trabalhem.

Vejamos a entrevista da Professora:

FOLHA - Como a sra. analisa a situação na USP?
MARIA HERMINIA TAVARES DE ALMEIDA - As coisas não começaram ontem [anteontem, dia do confronto]. Começou com um pequeno grupo de funcionários grevistas, que, ao começar a campanha salarial, já quis ocupar a reitoria. Depois, uma parcela minoritária de alunos, de alguns departamentos, decidiu impedir a entrada dos demais. Como você garante que os alunos que querem ter aula possam ter aula, que os funcionários que querem trabalhar possam trabalhar? Em um Estado de Direito, quem garante a liberdade de acesso e a defesa do patrimônio público é a força policial. Além disso, na televisão, parece que os manifestantes foram atacados sem razão. Mas eles provocaram. O grave é existirem grupos dentro da universidade que apostam em confrontos como esse. Houve uma aposta na radicalização...(...)

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Livro da Semana

A Igreja
51 Catequeses do Papa sobre a Igreja

A Igreja é um projeto nascido no coração do Pai, prefigurada desde a origem do mundo, preparada na Antiga Aliança, instituída por Jesus Cristo, manifestada pelo Espírito Santo em Pentecostes; é o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, o Templo do Espírito Santo, o Povo de Deus, enfim, o “Sacramento Universal da Salvação” e o mistério e sinal da íntima união dos homens com Deus (cf. Catecismo n. 759 a 797).

O pedido dos nossos Pastores neste novo milênio é para “Ser Igreja”. Antes de tudo, então, é preciso conhecê-la, sem o que não será possível amá-la e serví-la como convém. E ninguém melhor do que o próprio Papa para nos ensinar quem é esta Mãe que nos gera para a vida eterna.

Neste livro você tem 51 Catequeses que o Santo Padre ministrou sobre a Igreja, de maneira sistemática, completa e profunda. Beba desta autêntica eclesiologia.


Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 85-86283-15-0
Ano: 2004
Edição: 2
Número de páginas: 216
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14x21 cm


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Jesus Sinal de Contradição

14x21 cm - 264 páginas


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Para Entender e Celebrar a Liturgia

14x21 cm - 216 páginas



Os Anjos

14x21 cm - 144 páginas.



© 2009 - Editora Cléofas

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 25 de Junho de 2009
Quinta-feira da 12ª semana do Tempo Comum

São Máximo, bispo de Turim, +séc. V



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Bento : «Para entrar no Reino dos céus [...], é preciso fazer a vontade de Meu Pai»

Leituras

Gén. 16,1-12.15-16.
Sarai, mulher de Abrão, que não lhe dera filhos, tinha uma escrava egípcia,
chamada Agar.
Sarai disse a Abrão: «Visto que o Senhor me tornou uma estéril, peço-te que
vás ter com a minha escrava. Talvez, por ela, eu consiga ter filhos.» Abrão
aceitou a proposta de Sarai.
Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou Agar, sua escrava egípcia, e deu-a por
mulher a Abrão, seu marido, depois de Abrão ter vivido dez anos na terra de
Canaã.
Ele abeirou-se de Agar, e ela concebeu. E, reconhecendo-se grávida, começou
a olhar desdenhosamente para a sua senhora.
Sarai disse a Abrão: «Recaia sobre ti a vergonha que sofro por tua causa.
Fui eu que entreguei a minha escrava nos teus braços e, agora que sabe ter
concebido, despreza-me. Que o Senhor julgue aos dois, a ti e a mim!»
Abrão respondeu-lhe: «A tua escrava está sob o teu domínio; faz dela o que
te aprouver.» Então, Sarai tratou-a mal e humilhou-a, e Agar fugiu da sua
presença.
O mensageiro do Senhor encontrou-a junto de uma fonte no deserto, a caminho
de Chur.
Ele disse-lhe: «Agar, escrava de Sarai, de onde vens tu? E para onde vais?»
Ela respondeu-lhe: «Fujo de Sarai, a minha senhora.»
O mensageiro do Senhor disse-lhe: «Volta para a casa dela e humilha-te
diante da tua senhora.»
O mensageiro do Senhor acrescentou: «Multiplicarei a tua descendência, e
será tão numerosa que ninguém a poderá contar.»
O mensageiro do Senhor disse-lhe ainda: «Estás grávida e vais ter um filho,
e dar-lhe-ás o nome de Ismael, porque o Senhor escutou a voz da tua
angústia.
Ele será como um cavalo selvagem entre os homens; a sua mão erguer-se-á
contra todos, a mão de todos erguer-se-á contra ele, e colocará a sua tenda
em frente de todos os seus irmãos.»
Agar teve um filho de Abrão; este pôs o nome de Ismael ao seu filho dado à
luz por Agar.
Abrão tinha oitenta e seis anos quando Agar lhe deu Ismael.


Salmos 106(105),1-2.3-4.5.
Dai graças ao SENHOR, porque Ele é bom, porque o seu amor é eterno.
Quem poderá contar as obras do SENHOR e apregoar todos os seus louvores?
Felizes os que observam os seus preceitos e fazem sempre o que é justo.
Lembra-te de mim, SENHOR, por amor do teu povo. Vem trazer-me a tua
salvação,
para eu ver a felicidade dos teus escolhidos, rejubilar com a alegria do
teu povo e orgulhar-me com a tua herança.


Mateus 7,21-29.
«Nem todo o que me diz: 'Senhor, Senhor' entrará no Reino do Céu, mas sim
aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu.
Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que
profetizámos, em teu nome que expulsámos os demónios e em teu nome que
fizemos muitos milagres?'
E, então, dir-lhes-ei: 'Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que
praticais a iniquidade.'»
«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o
homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa;
mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática
poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa;
ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.»
Quando Jesus acabou de falar, a multidão ficou vivamente impressionada com
os seus ensinamentos,
porque Ele ensinava-os como quem possui autoridade e não como os doutores
da Lei.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Bento (480-547), monge
Regra, Prólogo 19-38 (trad. Rochais, Eds. cistersences 1980, p. 7 rev.)

«Para entrar no Reino dos céus [...], é preciso fazer a vontade de Meu Pai»

O que há de mais doce para nós, meus irmãos, do que a voz do Senhor a
convidar-nos ? Eis que, na sua doçura, o Senhor nos indica o caminho da
vida. [...] Se quisermos habitar na morada do Seu Reino, façamos boas
acções, se não nunca o conseguiremos. Como o profeta, interroguemos o
Senhor nestes termos: «Quem, Senhor, poderá ser hóspede do Vosso
tabernáculo, quem poderá habitar na Vossa montanha santa?» (Sl 14, 1) A
esta questão, meus irmãos, ouçamos o Senhor responder e mostrar-nos o
caminho para esta morada: «O que leva uma vida sem mancha e pratica a
rectidão, e diz a verdade no seu interior, o que não calunia com a sua
língua e não faz mal ao seu próximo» (vv. 2-3). [...]

No temor do Senhor, estes homens não se vangloriam da sua boa conduta; eles
consideram que o que há de bom neles não pode ser seu mérito, mas vem do
Senhor [...]: «Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome dai glória»
(Sl 113b, 1). Assim dizia o Apóstolo S. Paulo: «É pela graça de Deus que eu
sou o que sou» (1Cor 15, 10). [...] E o Senhor diz no Evangelho: «Todo
aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem
prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, engrossaram
os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava
fundada sobre a rocha».

Dito isto, o Senhor espera de nós que, em cada dia, respondamos com actos
aos Seus santos conselhos. Porque os dias desta vida são-nos dados como
prazo para corrigirmos o que há de mal em nós; o Apóstolo diz: «Não sabes
que Deus só é paciente para que tu mudes de vida?» (Rom 2, 4) E o Senhor
diz na Sua ternura: «Não quero a morte do pecador, mas que se converta e
que viva» (Ez 18, 23).




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24 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 24 de Junho de 2009
Nascimento de S. João Baptista - solenidade

Natividade de S. João Baptista
Solenidade da Natividade de São João Baptista



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Beda : «João não era a luz, mas veio para dar testemunho» (Jo 1, 8)

Leituras

Is. 49,1-6.
«Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe. Quando
ainda estava no ventre materno, o SENHOR chamou-me, quando ainda estava no
seio da minha mãe, pronunciou o meu nome.
Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da sua mão.
Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na sua aljava.
Disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado.»
Eu dizia a mim mesmo: «Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as
minhas forças.» Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus
a minha recompensa.
E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser
o seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel. Assim
me honrou o SENHOR. O meu Deus tornou-se a minha força.
Disse-me: «Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de
Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das
nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.»


Salmos 139(138),1-3.13-14.15.
SENHOR, Tu examinaste-me e conheces-me,
sabes quando me sento e quando me levanto; à distância conheces os meus
pensamentos.
Vês-me quando caminho e quando descanso; estás atento a todos os meus
passos.
Tu modelaste as entranhas do meu ser e formaste-me no seio de minha mãe.
Dou-te graças por tão espantosas maravilhas; admiráveis são as tuas obras.
Quando os meus ossos estavam a ser formados, e eu, em segredo, me
desenvolvia, tecido nas profundezas da terra, nada disso te era oculto.


Actos 13,22-26.
Pondo este de parte, Deus elevou David como rei, e a seu respeito deu este
testemunho: 'Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração,
que fará todas as minhas vontades.'
Da sua descendência, segundo a sua promessa, Deus proporcionou a Israel um
Salvador, que é Jesus.
João preparou a sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o
povo de Israel.
Quase a terminar a sua carreira, João dizia: 'Eu não sou quem julgais; mas
vem, depois de mim, alguém cujas sandálias não sou digno de desatar.'
Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que de entre vós são tementes a
Deus, a nós é que foi dirigida a palavra de salvação.


Lucas 1,57-66.80.
Entretanto, chegou o dia em que Isabel devia dar à luz e teve um filho.
Os seus vizinhos e parentes, sabendo que o Senhor manifestara nela a sua
misericórdia, rejubilaram com ela.
Ao oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai,
Zacarias.
Mas, tomando a palavra, a mãe disse: «Não; há-de chamar se João.»
Disseram-lhe: «Não há ninguém na tua família que tenha esse nome.»
Então, por sinais, perguntaram ao pai como queria que ele se chamasse.
Pedindo uma placa, o pai escreveu: «O seu nome é João.» E todos se
admiraram.
Imediatamente a sua boca abriu-se, a língua desprendeu-se-lhe e começou a
falar, bendizendo a Deus.
O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos, e por toda a montanha da
Judeia se divulgaram aqueles factos.
Quantos os ouviam retinham-nos na memória e diziam para si próprios: «Quem
virá a ser este menino?» Na verdade, a mão do Senhor estava com ele.
Entretanto, o menino crescia, o seu espírito robustecia-se, e vivia em
lugares desertos, até ao dia da sua apresentação a Israel.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge, Doutor da Igreja
Homilia II, 20; CCL 122, 328-330 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 487-488)

«João não era a luz, mas veio para dar testemunho» (Jo 1, 8)

O facto de o nascimento de João ser comemorado quando os dias começam a
diminuir e o do Senhor quando os dias começam a aumentar tem um significado
simbólico. Com efeito, o próprio João revelou o segredo desta diferença. As
multidões tomavam-no pelo Messias em razão das suas virtudes eminentes, e
alguns consideravam que o Senhor não era o Messias, mas um profeta, devido
à fragilidade da Sua condição corporal. E João declarou: «Convém que Ele
cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30). E o Senhor cresceu verdadeiramente
porque, quando foi olhado como profeta, deu a conhecer aos crentes do mundo
inteiro que era o Messias. João diminuiu, porque aquele que as pessoas
julgavam ser o Messias lhs apareceu, não como Messias, mas como anunciador
do Messias.

É normal, pois, que a claridade do dia comece a diminuir a partir do
nascimento de João, dado que a sua reputação de divindade havia de
desvanecer-se e o seu baptismo em breve desapareceria. Como também é normal
que a claridade dos dias recomece a aumentar a partir do nascimento do
Senhor, pois Ele veio à terra revelar a todos os pagãos as luzes de um
conhecimento que, até então, só os judeus possuíam em parte, e difundir por
todo o mundo o fogo do Seu amor.




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23 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 23 de Junho de 2009
Terça-feira da 12ª semana do Tempo Comum

Beato Bento Menni, presbítero, fundador, +1914



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Clemente de Roma : «O caminho que conduz à vida»

Leituras

Gén. 13,2.5-18.
Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro.
Lot, que acompanhava Abrão, possuía, igualmente, ovelhas, bois e tendas;
a terra não era bastante grande para nela se estabelecerem os dois, porque
os bens de ambos eram avultados.
Houve questões entre os pastores dos rebanhos de Abrão e os pastores dos
rebanhos de Lot. Os cananeus e os perizeus habitavam, então, aquela terra.
Abrão disse a Lot: «Peço-te que entre nós e entre os nossos pastores não
haja conflitos, pois somos irmãos.
Aí tens essa região toda diante de ti. Separemo-nos. Se fores para a
esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a
esquerda.»
Lot ergueu os olhos e viu todo o vale do Jordão, que era inteiramente
regado. Antes de o Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, estendendo-se até
Soar, o vale era um maravilhoso jardim, como a terra do Egipto.
Lot escolheu para si todo o vale do Jordão e dirigiu-se para o oriente,
separando-se um do outro.
Abrão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades do vale, no qual ergueu
as suas tendas até Sodoma.
Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do
Senhor.
Depois de Lot o ter deixado, Deus disse a Abrão: «Ergue os teus olhos e, do
sítio em que estás, contempla o norte, o sul, o oriente e o ocidente.
Toda a terra que estás a ver, dar-ta-ei, a ti e aos teus descendentes, para
sempre.
Farei que a tua descendência seja numerosa como o pó da terra, de modo que
só se alguém puder contar o pó da terra é que a tua posteridade poderá ser
contada.
Levanta-te, percorre esta terra em todas as direcções, porque Eu ta darei.»

Abrão desmontou as suas tendas e foi residir junto aos carvalhos de Mambré,
próximo de Hebron; e ali construiu um altar ao Senhor.


Salmos 15,2.3-4.5.
Aquele que leva uma vida sem mancha, pratica a justiça e diz a verdade com
todo o coração;
aquele cuja língua não levanta calúnias e não faz mal ao seu próximo, nem
causa prejuízo a ninguém;
aquele que despreza o que é desprezível, mas estima os que temem o SENHOR;
aquele que não falta ao juramento, mesmo em seu prejuízo;
aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem se deixa subornar
contra o inocente. Quem assim proceder não há-de sucumbir para sempre.


Mateus 7,6.12-14.
«Não deis as coisas santas aos cães nem lanceis as vossas pérolas aos
porcos, para não acontecer que as pisem aos pés e, acometendo-vos, vos
despedacem.»
«Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles,
porque isto é a Lei e os Profetas.»
«Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho
que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele.
Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e
como são poucos os que o encontram!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Clemente de Roma, Papa de 90 a c. 100
Carta aos Coríntios, §§ 36-38 (trad. beviário)

«O caminho que conduz à vida»

Meus bem-amados eis o Caminho pelo qual encontrámos a salvação: Jesus
Cristo, o Sumo Sacerdote que apresenta as oferendas, o protector e o
auxiliador da nossa fraqueza (Heb 10, 20; 7, 27; 4, 15). Por Ele fixamos o
olhar no alto dos Céus; por Ele contemplamos como que num espelho a face
pura e sublime do Pai; por Ele se abriram os olhos do nosso coração; por
Ele a nossa inteligência limitada e obscura desabrocha para a luz; por Ele,
quis o Mestre dar-nos a saborear a sabedoria imortal, Ele que é:
«resplendor da glória do Pai [...], tão superior aos anjos quanto superior
ao deles é o nome que recebeu em herança» (Heb 1, 3-4). [...]

Consideremos o nosso corpo: a cabeça não é nada sem os pés, assim como os
pés não são nada sem a cabeça; os membros mais insignificantes que temos
são necessários e benéficos para todo o corpo; e todos contribuem para a
salvação do corpo inteiro colaborando numa submissão que os unifica (1Co
12, 12ss). Asseguremos, portanto, a salvação do corpo místico que formamos
em Cristo Jesus e que cada um de nós se submeta ao seu próximo, segundo o
carisma que recebeu. Que o forte se preocupe com o fraco e que o fraco
respeite o forte; que o rico ajude o pobre e que o pobre dê graças a Deus
que lhe concedeu alguém para o compensar da sua indigência; que o sábio
mostre a sua sabedoria não por palavras mas por boas acções; que o humilde
não dê testemunho de si mesmo mas que deixe a outro esse cuidado; que
aquele que é casto na sua carne não se glorie, sabendo que é outro que lhe
concede a continência.

Pensemos então, meus irmãos na forma como nascemos: que éramos nós quando
viemos ao mundo? De que túmulo, de que escuridão nos tirou Aquele que nos
formou, nos criou e nos introduziu neste mundo que Lhe pertence? Ele já nos
tinha preparado os seus benefícios antes mesmo do nosso nascimento. Visto
que tudo isto recebemos Dele, devemos dar-Lhe graças por tudo.




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22 de jun de 2009

Porque a Igreja nos manda ajoelhar!


“João 6, 53.Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. 54.Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. 55.Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. 56.Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”

“I Coríntios 11, 28.Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. 29.Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.”

1 – A Regulamentação da Liturgia cabe somente à Santa Sé conforme o Documento do Concílio Vaticano II “Sacramentum Concilium”:

“A regulamentação da Sagrada Liturgia é da competência exclusiva da autoridade da Igreja. Esta autoridade cabe à Santa Sé e, segundo as normas do Direito, ao Bispo” (SC, nº554).

2 – A presença de Cristo na Eucaristia está acima de todas as outras presenças (no irmão, no pobre, etc) e acima de todos os sacramentos:

“1374. O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela «como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos»” Catecismo da Igreja Católica

3 – Alguns leigos, padres e falsos liturgistas tem afirmado errôneamente por aí: “celebração não é lugar de adoração” e também: “não se deve ajoelhar”... estas falas não correspondem ao que ensina a Santa Igreja, à sua doutrina e normas, mas se trata puramente de opniões pessoais sem fundamento algum nas Sagradas Escrituras ou nos documentos ou instruções da Igreja. Há várias orações na Santa Missa que nos convida à adoração: “nós vos bendizemos, nós vos adoramos...” (glória); também em várias orações eucarísticas, etc. Outro dizer comum é: “fazem da celebração uma adoração eucarística”, o que é outra grande mentira injusta, porque, só pelo fato de prestarmos um verdadeiro culto à Eucaristia nos momentos de sua estada no altar, no meio de nós, não quer dizer que fazemos de toda a celebração uma ‘adoração eucarística’. Cada coisa tem seu momento dentro da celebração, (liturgia da palavra, oração, música, etc) que deve ser vivido intensamente.

4 – O Sagrado Magistério da Igreja nos fala acerca da importância de adorar a Santa Eucaristia na Celebração:

286. Que tipo de culto é devido ao sacramento da Eucaristia? É devido o culto de latria, isto é, de adoração reservado só a Deus quer durante a celebração eucarística quer fora dela.” Compêndio do Catecismo da Igreja Católica

“1378. Na liturgia da Missa, nós exprimimos a nossa fé na presença real de Cristo sob as espécies do pão e do vinho, entre outras maneiras, ajoelhando ou inclinando-nos profundamente em sinal de adoração do Senhor. «A Igreja Católica sempre prestou e continua a prestar este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia, não só durante a missa, mas também fora da sua celebração...” Catecismo da Igreja Católica

“Não há, portanto, dúvida alguma de que todos os fiéis cristãos, segundo o costume que sempre vigorou na Igreja Católica, devem render a este Santíssimo Sacramento, ao venerá-lo, o culto de adoração, devido ao verdadeiro Deus. Não é, pois, menos digno de adoração pelo fato de ter sido instituído por Cristo Senhor para ser recebido como alimento (Mt26,6; Mc14,22). Cremos, de fato, que nele está presente o mesmo Deus de quem o Pai Eterno, ao introduzi-lo no mundo, disse: ‘E adorem-no todos os anjos de Deus’ (Sl96,7; Hb1,6); que os magos, prostrando-se, adoraram (Mt2,11), que a Escritura atesta que foi adorado pelos apóstolos na Galiléia (Mt28,17; Lc24,52)” Concílio de Trento -1545-, decreto sobre a Eucaristia, cap. V.

5 – Observe estas instruções do Missal Romano ao Sacerdote na hora da consagração: “Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la”. “Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo. Se o padre deve se ajoelhar na consagração, porque o povo não o faria? O Missal Romano determina que nós devemos nos ajoelhar durante a consagração: “Os fiéis se ajoelhem durante a consagração, a não ser em motivo de saúde, falta de espaço, grande número de presentes ou outras causas razoáveis que não o permitam” (Nº43).

6 – Estes pretensos liturgistas afirmam que não devemos ajoelhar porque precisamos estar de pé em prontidão para a missão. Mas no Santo Evangelho, na hora do envio dos apóstolos, eles se prostram diante de Jesus!:

“Mateus 28, 17.Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18.Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19.Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

Vemos que essas idéias são desculpas ridículas, pois ajoelhar-se também é estar em prontidão!

7 – Mais profundo ainda são as encíclicas dos Papas, a de João Paulo II e em especial a de Bento XVI que a escreveu logo após o Sínodo sobre a Eucaristia, onde os bispos do mundo inteiro se reuniram para meditar sobre este grande sacramento e que nos fala diretamente sobre o que estamos vivendo:

A relação intrínseca entre celebração e adoração

66. Um dos momentos mais intensos do Sínodo vivemo-lo quando fomos à Basílica de São Pedro, juntamente com muitos fiéis, fazer adoração eucarística. Com aquele momento de oração, quis a assembleia dos bispos não se limitar às palavras na sua chamada de atenção para a importância da relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração. Neste significativo aspecto da fé da Igreja, encontra-se um dos elementos decisivos do caminho eclesial que se realizou após a renovação litúrgica querida pelo Concílio Vaticano II. Quando a reforma dava os primeiros passos, aconteceu às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objecção então em voga, por exemplo, partia da ideia que o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido. Ora, tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento; já Santo Agostinho dissera: « Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; (...) peccemus non adorando Ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos ».(191) De facto, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se connosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior acto de adoração da Igreja: (192) receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O acto de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, « somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste acto pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros »

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL SACRAMENTUM CARITATIS DE SUA SANTIDADE BENTO XVI AO EPISCOPADO, AO CLERO ÀS PESSOAS CONSAGRADAS E AOS FIÉIS LEIGOS SOBRE A EUCARISTIA FONTE E ÁPICE DA VIDA E DA MISSÃO DA IGREJA.

8 – Estes leigos ou religiosos que falam o contrário do que a Igreja diz devem, ser ouvidos? A quem obedecer? A eles ou à Igreja? Já Pedro e os Apóstolos nos ensinaram: “Importa obedecer antes a Deus do que aos homens” Atos dos Apóstolos 5,29. Vamos seguir ideologias de procedencia duvidosa ou a verdadeira fé católica? Procure o seu padre ou seu bispo e não se deixe manipular por essas idéias heréticas.

“Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor!” Filipenses 2,10-11

Alessandro Silva

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 22 de Junho de 2009
Segunda-feira da 12ª semana do Tempo Comum

S. Paulino de Nola (bispo, +431), S. João Fisher (bispo mártir, +1535), S. Thomas More (leigo mártir, +1535)



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Imitação de Cristo : «Não vês a trave que está na tua vista»

Leituras

Gén. 12,1-9.
O Senhor disse a Abrão: «Deixa a tua terra, a tua família e a casa do teu
pai, e vai para a terra que Eu te indicar.
Farei de ti um grande povo, abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e
serás uma fonte de bênçãos.
Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te
amaldiçoarem. E todas as famílias da Terra serão em ti abençoadas.»
Abrão partiu, como o Senhor lhe dissera, levando consigo Lot. Quando saiu
de Haran, Abrão tinha setenta e cinco anos.
Tomou Sarai, sua mulher, e Lot, filho do seu irmão, assim como todos os
bens que possuíam e os escravos que tinham adquirido em Haran, e partiram
todos para a terra de Canaã, e chegaram à terra de Canaã.
Abrão percorreu-a até ao lugar de Siquém, até aos carvalhos de Moré. Os
cananeus viviam, então, naquela terra.
O Senhor apareceu a Abrão e disse-lhe: «Darei esta terra à tua
descendência.» E Abrão construiu ali um altar ao Senhor, que lhe tinha
aparecido.
Deixando esta região, prosseguiu até ao monte situado ao oriente de Betel,
e montou ali as suas tendas, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente.
Construiu também um altar ao Senhor e invocou o seu nome.
Abrão continuou a sua viagem, acampando aqui e ali, em direcção ao Négueb.


Salmos 33(32),12-13.18-19.20.22.
Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, o povo que Ele escolheu para sua
herança.
Do céu, o SENHOR contempla e vê toda a humanidade;
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam na sua
bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da fome.
A nossa alma espera no SENHOR; Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Venha sobre nós, SENHOR, o teu amor, pois depositamos em ti a nossa
confiança.


Mateus 7,1-5.
«Não julgueis, para não serdes julgados;
pois, conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a
medida com que medirdes, assim sereis medidos.
Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não vês a
trave que está na tua vista?
Como ousas dizer ao teu irmão: 'Deixa-me tirar o argueiro da tua vista',
tendo tu uma trave na tua?
Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás melhor para
tirar o argueiro da vista do teu irmão.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV
Livro II, caps. 2 e 3

«Não vês a trave que está na tua vista»

Quando um homem se humilha por causa dos seus defeitos, acalma os outros
facilmente e satisfaz sem custo os que consigo se iravam.Deus protege
e liberta o humilde, ama-o e consola-o.Inclina-Se para ele e dá-lhe
grande graça; e, depois do seu abatimento, eleva-o à glória.Revela os
Seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o docemente para Si.E
ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se frma em Deus e não no mundo.
[...]Mantém-te na paz e só então poderás pacificar os
outros.O homem pacífico é mais útil do que o muito instruído.O
apaixonado, porém, converte o bem em mal e acredita facilmente neste.O homem bom e pacífico converte todas as coisas em bem.Aquele que
está verdadeiramente em paz não suspeita mal de ninguém.Mas o que é
descontente e inquieto é agitado por várias suspeitas.Nem descansa,
nem deixa descansar os outros.Diz muitas vezes o que não devia dizer
e omite fazer o que devia.Preocupa-se com o que os outros têm de
fazer, mas desleixa o que lhe compete.Tem, antes de tudo, cuidado
contigo, e poderás então zelar pelo teu próximo.




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21 de jun de 2009

Padre assessor da CNBB é assassinado

Pe. Gisley Azevedo Gomes atuava no Setor Juventude do organismo episcopal


BRASÍLIA, terça-feira, 16 de junho de 2009 (ZENIT.org).- A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) comunicou na tarde de hoje o assassinato do padre Gisley Azevedo Gomes, CSS, assessor nacional do Setor Juventude do organismo episcopal, ocorrido ontem, 15 de junho.

“Profundamente consternada” com o episódio, a CNBB divulgou nota em que afirma que o crime está sendo investigado pela Polícia com o acompanhamento dos advogados da Conferência e da Congregação dos Sagrados Estigmas (Estigmatinos) à qual padre Gisley pertencia. Na nota, a CNBB não dá mais detalhes sobre o crime.

Ordenado em 29 de maio de 2005, padre Gisley estava na assessoria do Setor Juventude da CNBB há pouco mais de dois anos.

“Comprometido com a vida da juventude, organizava, juntamente com as Pastorais da Juventude do Brasil, a Campanha Nacional contra o Extermínio da Juventude que tem como lema ‘Juventude em marcha contra a violência’. Lamentavelmente ele foi vítima da violência que ansiava combater”, afirma a nota assinada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio.

“Esperamos confiantes que o crime seja apurado com eficiência e os culpados punidos com justiça. Lembrando a Campanha da Fraternidade que realizamos sobre a Segurança Pública, reafirmamos a urgência de toda a sociedade se mobilizar para por fim à violência que ceifa vidas tão precocemente.”

Aos familiares e amigos do padre Gisley, à Congregação dos Estigmatinos, às Pastorais da Juventude do Brasil e aos Movimentos Juvenis a CNBB “manifesta seu pesar e sua solidariedade”.


© Innovative Media, Inc.

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 21 de Junho de 2009
12º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Décimo Segundo Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
S. Luís Gonzaga, religioso, +1591



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»

Leituras

Job 38,1.8-11.
Então, do seio da tempestade, o Senhor respondeu a Job e disse:
Quem pôs diques ao mar, quando, impetuoso, saía do seio materno,
quando Eu lhe dava por manto as nuvens, e o enfaixava com névoas
tenebrosas?
Encerrei-o dentro dos limites que tracei, e pus-lhe portas e ferrolhos,
dizendo: 'Chegarás até aqui; não mais além; aqui se quebrará o orgulho das
tuas ondas.'


Salmos 107(106),23-24.25-26.28-29.30-31.
Os que se fizeram ao mar nos seus navios, para fazer comércio na imensidão
das águas,
esses viram as obras do SENHOR e as suas maravilhas no alto mar.
sua palavra, soprou um vento de tempestade e as ondas levantaram-se;
elevavam-se até aos céus e desciam às profundezas; a sua vida desfalecia
pelo enjoo.
Mas, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e Ele livrou-os das suas
aflições.
Transformou a tempestade em bonança, e as ondas do mar amainaram.
Alegraram-se, ao verem as ondas acalmadas, e Deus conduziu-os ao porto
desejado.
Dêem graças ao SENHOR, pelo seu amor e pelas suas maravilhas em favor dos
homens.


2 Cor. 5,14-17.
Sim, o amor de Cristo nos absorve completamente, ao pensar que um só morreu
por todos e, portanto, todos morreram.
Ele morreu por todos, a fim de que, os que vivem, não vivam mais para si
mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
Por conseguinte, de agora em diante, não conhecemos ninguém à maneira
humana. Ainda que tenhamos conhecido a Cristo desse modo, agora já não o
conhecemos assim.
Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo
passou; eis que surgiram coisas novas.


Marcos 4,35-41.
Naquele dia, ao entardecer, disse: «Passemos para a outra margem.»
Afastando-se da multidão, levaram-no consigo, no barco onde estava; e havia
outras embarcações com Ele.
Desencadeou-se, então, um grande turbilhão de vento, e as ondas
arrojavam-se contra o barco, de forma que este já estava quase cheio de
água.
Jesus, à popa, dormia sobre uma almofada.
Acordaram-no e disseram-lhe: «Mestre, não te importas que pereçamos?» Ele,
despertando, falou imperiosamente ao vento e disse ao mar: «Cala-te,
acalma-te!» O vento serenou e fez-se grande calma.
Depois disse-lhes: «Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?»
E sentiram um grande temor e diziam uns aos outros: «Quem é este, a quem
até o vento e o mar obedecem?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica
§§280, 288-292

«Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?»

A criação é o fundamento de «todos os desígnios salvíficos de Deus», «o
princípio da história da salvação» que culmina em Cristo. Por seu turno, o
mistério de Cristo derrama a luz decisiva sobre o mistério da criação;
revela o fim em vista do qual «no princípio, Deus criou o céu e a terra»
(Gn 1,1) ; desde o princípio, Deus tinha em vista a glória da nova criação
em Cristo (Rm 8, 18-23). [...]

A revelação da criação é inseparável da revelação e da realização da
aliança de Deus, o Deus Único, com o seu povo. A criação é revelada como o
primeiro passo para esta Aliança, como o primeiro e universal testemunho do
amor omnipotente de Deus. [...]

«No começo, Deus criou o céu e a terra». [...] «No princípio era o Verbo
[...] e o Verbo era Deus [...]. Tudo se fez por meio d'Ele e, sem Ele, nada
se fez.» (Jo 1, 1-3). O Novo Testamento revela que Deus tudo criou por meio
do Verbo eterno, o seu Filho muito amado. Foi n'Ele «que foram criados
todos os seres que há nos céus e na terra [...]. Tudo foi criado por seu
intermédio e para Ele. Ele é anterior a todas as coisas, e todas se mantêm
por Ele» (Cl 1, 16-17). A fé da Igreja afirma igualmente a acção criadora
do Espírito Santo: Ele é Aquele «que dá a vida», «o Espírito Criador», «a
Fonte de todo o bem».

Insinuada no Antigo Testamento, revelada na Nova Aliança, a acção criadora
do Filho e do Espírito, inseparavelmente unida à do Pai, é claramente
afirmada pela regra de fé da Igreja: «Existe um só Deus [...]: Ele é o Pai,
é Deus, é o Criador, o Autor, o Ordenador. Fez todas as coisas por Si
mesmo, quer dizer, pelo Seu Verbo e pela Sua Sabedoria», «pelo Filho e pelo
Espírito» que são como «as Suas mãos» (Santo Ireneu). A criação é a obra
comum da Santíssima Trindade.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12