1 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 01 de Junho de 2009
Segunda-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Justino, mártir, +167, Nossa Senhora da Luz



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Catarina de Siena : O dono da vinha

Leituras

Tob. 1,3.2,1-8.
Eu, Tobite, andei sempre pelos caminhos da verdade e da justiça, durante
todos os dias da minha vida, dando muitas esmolas aos meus irmãos, os da
minha nação que comigo tinham sido levados cativos para a terra dos
assírios, em Nínive.
Sob o reinado do rei Saquerdão, voltei para a minha casa e foi-me
restituída a companhia da minha mulher Ana e do meu filho Tobias. Pela
festa do Pentecostes, que é a nossa festa das Semanas, mandei preparar um
bom almoço e reclinei-me para comer.
Mas, ao ver a mesa coberta com tantas comidas finas, disse a Tobias:
«Filho, vai procurar, entre os nossos irmãos cativos em Nínive, um pobre
que seja de coração fiel, e trá-lo para que participe da nossa refeição. Eu
espero por ti, meu filho.»
Tobias saiu à procura de um pobre entre os nossos irmãos. Ao regressar
disse: «Pai.» Eu respondi: «Eis-me aqui, meu filho.» Tobias continuou:
«Pai, alguém da nossa linhagem está morto na praça pública, onde o
estrangularam.»
Levantei-me, então, sem nada ter comido e levei o cadáver da praça para um
casebre, esperando o pôr-do-sol para o poder sepultar.
A seguir, voltei, lavei-me e almocei com tristeza,
recordando-me das palavras do profeta Amós, ditas sobre Betel: «As vossas
festas converter-se-ão em luto e os vossos cantos, em lamentações.» E eu
chorei.
Quando mais tarde o sol se pôs, saí, cavei uma cova e sepultei-o.
Os meus vizinhos, porém, zombavam de mim, dizendo: «Ainda agora não tem
medo. Já o procuraram para o matar por causa disso e teve de fugir;
contudo, ei-lo de novo a sepultar os mortos.»


Salmos 112(111),1-2.3-4.5-6.
Feliz o homem que teme o SENHOR e se compraz nos seus mandamentos.
sua descendência será poderosa sobre a terra, e bendita, a geração dos
justos.
Haverá na sua casa abundância e riqueza e a sua prosperidade durará para
sempre.
Brilha para os homens rectos como luz nas trevas: ele é piedoso, clemente e
compassivo.
Feliz o homem que se compadece e empresta e administra os seus bens com
justiça.
Este jamais sucumbirá. O justo deixará memória eterna.


Marcos 12,1-12.
Jesus começou a falar-lhes em parábolas: «Um homem plantou uma vinha,
cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e construiu uma torre. Depois,
arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe.
A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo, para receber deles parte do
fruto da vinha.
Eles, porém, prenderam-no, bateram-lhe e mandaram-no embora de mãos vazias.

Enviou-lhes, novamente, outro servo. Também a este partiram a cabeça e
cobriram de vexames.
Enviou outro, e a este mataram-no; mandou ainda muitos outros, e bateram
nuns e mataram outros.
Já só lhe restava um filho muito amado. Enviou-o por último, pensando:
'Hão-de respeitar o meu filho'.
Mas aqueles vinhateiros disseram uns aos outros: 'Este é o herdeiro. Vamos
matá-lo e a herança será nossa'.
Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha.
Que fará o dono da vinha? Regressará e exterminará os vinhateiros e
entregará a vinha a outros.
Não lestes esta passagem da Escritura: A pedra que os construtores
rejeitaram tornou-se pedra angular.
Tudo isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos?»
Eles procuravam prendê-lo, mas temiam a multidão; tinham percebido bem que
a parábola era para eles. E deixando-o, retiraram-se.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santa Catarina de Siena (1347-1380), leiga da Ordem Terceira de S. Domingos, Doutora da Igreja, co-Padroeira da Europa
Diálogo 23 (trad. cf Hurtaud, et Guigues, Seuil 1953)

O dono da vinha

[Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe]: «Toda a criatura dotada de razão
possui em si uma vinha, que é a vinha da alma. A vontade, pelo livre
arbítrio, é o obreiro dessa vinha durante o tempo da vida; passado esse
tempo, já ela não pode ali fazer mais nenhum trabalho, bom ou mau, mas,
durante a vida, pode cultivar a sua vinha, vinha para a qual Eu a enviei.
Esse obreiro da alma recebeu de Mim uma força tal, que não há demónio ou
criatura alguma que lha possa tirar, se a estes se opuser. Foi no baptismo
que recebeu essa força e ao mesmo tempo o gládio do amor pela virtude e do
ódio ao pecado. Foi por esse amor e esse ódio, pelo amor por vós e pelo
ódio ao pecado, que morreu o Meu Filho unigénito, por vós derramando todo o
Seu sangue. E é este amor pela virtude e este ódio ao pecado que vós
encontrais no santo baptismo, que vos dá vida pela força do seu sangue
[...].

«Arrancai pois os espinhos dos pecados mortais e plantai as virtudes [...],
praticai a contrição, tende desgosto pelo pecado e amor à virtude;
recebereis então os frutos do sangue do Meu Filho. Não podereis recebê-los
se não vos dispuserdes a tornar-vos bons ramos unidos ao tronco da videira,
o Meu Filho, que disse: "Eu sou a videira verdadeira, o meu pai é o
agricultor, e vós, os ramos" (Jo 15, 1.5).

«Esta é a verdade. Sou Eu o verdadeiro agricultor, pois toda a coisa que
possui ser veio e vem de mim. O Meu poder é insondável e pelo Meu poder e
força governo todo o universo, pois nada é feito nem ordenado sem ser por
Mim. Sim, sou o agricultor; fui Eu Quem plantou a verdadeira videira, o meu
Filho unigénito, na terra da vossa humanidade, para que vós, que sois ramos
unidos a esta videira, deis fruto».




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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