3 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 03 de Junho de 2009
Quarta-feira da 9ª semana do Tempo Comum

S. Carlos Lwanga e companheiros mártires
Beato João XXIII, papa, +1963, São Carlos Lwanga e companheiros, mártires do Uganda, +1885-87, Santo Ovídio, bispo lendário de Braga, mártir, séc. I



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Catecismo da Igreja Católica : «Ele não é o Deus dos mortos mas dos vivos»

Leituras

Tob. 3,1-11.16-17.
Entristeci-me, chorei, e com aflição orei, dizendo:
«Tu és justo, Senhor! Todas as tuas obras são justas e todos os teus
caminhos são misericórdia e verdade; Tu és o juiz do mundo.
Agora, Senhor, recorda-te de mim, olha para mim. Não me castigues, por
causa dos meus pecados e dos meus erros, nem pelos pecados que os meus pais
cometeram contra ti.
Violando os teus mandamentos, nós pecámos diante de ti. Por isso, Tu
permitiste que nos roubassem os nossos bens e abandonaste-nos ao cativeiro
e à morte. Fizeste de nós objecto de escárnio e injúria de todos os
gentios, entre os quais nos dispersaste.
Agora, trata-me segundo as minhas culpas e as culpas dos meus pais, porque
todos os teus juízos são verdadeiros e porque nós não observámos os teus
mandamentos, e não caminhámos diante de ti na verdade.
Assim, faz comigo o que quiseres. Dá ordem para que a minha vida me seja
tirada, de forma que eu desapareça da face da terra e me converta em pó;
porque para mim é melhor morrer do que viver, pois tive de ouvir ultrajes e
mentiras, e uma grande tristeza me acabrunha. Senhor, permite que eu seja
libertado desta angústia, faz-me chegar à morada eterna e não afastes de
mim, Senhor, a tua face, pois para mim é melhor morrer do que ter sempre
diante de mim esta angústia e ter de ouvir os insultos!»
Naquele mesmo dia, aconteceu que Sara, filha de Raguel, estando em
Ecbátana, na Média, teve de ouvir também ela, injúrias de uma das escravas
de seu pai.
Ela fora dada como esposa a sete maridos. Mas Asmodeu, um demónio maligno,
matara-os, antes que se pudessem aproximar dela como esposa. Disse-lhe,
pois, a serva: «És tu que matas os teus maridos! Já foste dada a sete
homens e com nenhum até agora ficaste casada.
Porque nos espancas por terem morrido os teus maridos? Vai-te embora com
eles, e não vejamos de ti nem filho nem filha, por toda a eternidade!»
Naquele dia, a alma de Sara encheu-se de tristeza e ela pôs-se a chorar.
Subiu, então, ao quarto de seu pai, com intenção de se enforcar. Todavia,
reflectiu de novo e disse para consigo: «Não posso fazer tal coisa.
Poderiam escarnecer de meu pai e dizer-lhe: 'Tiveste uma filha única, muito
querida, e ela enforcou-se, por causa das suas desgraças'. Assim, levaria
eu para a região dos mortos a velhice de meu pai, consumida pelo luto. É
melhor, então, que não me enforque, mas peça ao Senhor a morte, para que
nunca mais ouça insultos em toda a minha vida.»
Naquele instante, Sara estendeu os braços para a janela e orou nestes
termos: «Bendito és Tu, Deus misericordioso! E bendito é o teu nome por
todos os séculos! Louvem-te todas as tuas obras, pela eternidade!
Na mesma hora, foi ouvida a oração de ambos na presença da glória de Deus.
Por isso, foi enviado Rafael para os curar: tirar as escamas brancas dos
olhos de Tobite, a fim de que com os seus próprios olhos pudesse ver a luz
de Deus; e dar Sara, filha de Raguel, como esposa a Tobias, filho de
Tobite, expulsando dela Asmodeu, o demónio maligno, pois a Tobias, de
preferência aos demais pretendentes, competia tomá-la para si. No mesmo
instante, Tobite voltou para sua casa e Sara, filha de Raguel, desceu do
quarto.


Salmos 25(24),2-4.5.6-7.8-9.
Meu Deus, em ti confio: não seja confundido, nem escarneçam de mim os
inimigos.
Pois os que esperam em ti não serão confundidos; mas sejam confundidos os
que atraiçoam sem motivo.
Mostra me, SENHOR, os teus caminhos e ensina me as tuas veredas.
Dirige me na tua verdade e ensina me, porque Tu és o Deus meu salvador. Em
ti confio sempre.
Lembra te, SENHOR, da tua compaixão e do teu amor, pois eles existem desde
sempre.
Não recordes os meus pecados de juventude e os meus delitos. Lembra-te de
mim, SENHOR, pelo teu amor e pela tua bondade.
O SENHOR é bom e justo; por isso ensina o caminho aos pecadores,
guia os humildes na justiça e dá lhes a conhecer o seu caminho.


Marcos 12,18-27.
Vieram ter com Ele os saduceus, que negam a ressurreição, e
interrogaram-no:
«Mestre, Moisés prescreveu-nos que se morrer o irmão de alguém, deixando a
mulher e não deixando filhos, seu irmão terá de casar com a viúva para dar
descendência ao irmão.
Ora havia sete irmãos, e o primeiro casou e morreu sem deixar filhos.
O segundo casou com a viúva e morreu também sem deixar descendência, e o
mesmo aconteceu ao terceiro;
e todos os sete morreram sem deixar descendência. Finalmente, morreu a
mulher.
Na ressurreição, de qual deles será ela mulher? Porque os sete a tiveram
por mulher.»
Disse Jesus: «Não andareis enganados por desconhecer as Escrituras e o
poder de Deus?
Quando ressuscitarem de entre os mortos, nem eles se casarão, nem elas
serão dadas em casamento, mas serão como anjos no Céu.
E acerca de os mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, no
episódio da sarça, como Deus lhe falou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o
Deus de Isaac e o Deus de Jacob?
Não é um Deus de mortos, mas de vivos. Andais muito enganados.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Catecismo da Igreja Católica
§§ 988-994

«Ele não é o Deus dos mortos mas dos vivos»

«CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE»

O Credo cristão — profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito
Santo, e na sua acção criadora, salvadora e santificadora — culmina na
proclamação da ressurreição dos mortos no fim dos tempos, e na vida eterna.
Nós cremos e esperamos firmemente que, tal como Cristo ressuscitou
verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também os justos,
depois da morte, viverão para sempre com Cristo ressuscitado, e que Ele os
ressuscitará no último dia. Tal como a d'Ele, também a nossa ressurreição
será obra da Santíssima Trindade. [...] A palavra «carne» designa o homem
na sua condição de fraqueza e mortalidade. «Ressurreição da carne»
significa que, depois da morte, não haverá somente a vida da alma imortal,
mas também os nossos «corpos mortais» (Rom 8, 11) retomarão a vida.

Crer na ressurreição dos mortos foi, desde o princípio, um elemento
essencial da fé cristã. «A ressurreição dos mortos é a fé dos cristãos: é
por crer nela que somos cristãos» (Tertuliano). [...] A ressurreição dos
mortos foi revelada progressivamente por Deus ao seu povo. A esperança na
ressurreição corporal dos mortos impôs-se como consequência intrínseca da
fé num Deus criador do homem todo, alma e corpo. O Criador do céu e da
terra é também Aquele que mantém fielmente a sua aliança com Abraão e a sua
descendência. É nesta dupla perspectiva que começará a exprimir-se a fé na
ressurreição. [...]  

Os fariseus e muitos contemporâneos do Senhor esperavam a ressurreição.
Jesus ensina-a firmemente. E aos saduceus, que a negavam, responde: «Não
andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?» (Mc 12,
24). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que «não é um Deus de
mortos, mas de vivos» (Mc 12, 27). Mas há mais: Jesus liga a fé na
ressurreição à sua própria pessoa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida» (Jo 11,
25). É o próprio Jesus que, no último dia, há-de ressuscitar os que n'Ele
tiverem acreditado, comido o seu Corpo e bebido o seu Sangue (Jo 6, 40.54).





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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.