14 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 14 de Junho de 2009
11º Domingo do Tempo Comum - Ano B

Décimo primeiro domingo do tempo comum (semana III do saltério)
Fernando de Portugal, o "Infante Santo", +1443



Comentário ao Evangelho do dia feito por
A carta a Diogneto : Semeados pela terra

Leituras

Ezeq. 17,22-24.
"Assim fala o Senhor DEUS: Depois, Eu próprio tomarei do cimo do cedro, do
alto dos seus ramos colherei uma haste, e plantá-la-ei num monte bastante
alto.
Plantá-la-ei na montanha elevada de Israel: deitará ramos, produzirá frutos
e tornar-se-á um cedro magnífico. Nele habitarão todas as espécies de aves;
à sombra dos seus ramos repousarão todas as espécies de voláteis.
E todas as árvores dos campos saberão que sou Eu, o SENHOR, quem humilha a
árvore elevada e eleva a árvore humilhada, quem faz secar a árvore
verdejante e florescer a que está seca. Eu, o SENHOR, o disse e o cumpro."


Salmos 92(91),2-3.13-14.15-16.
É bom louvar te, SENHOR, e cantar salmos ao teu nome, ó Altíssimo!
É bom anunciar pela manhã os teus louvores, e pela noite, a tua fidelidade,
Os justos florescerão como a palmeira e crescerão como os cedros do Líbano.
Plantados na casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus.
Até na velhice continuarão a dar frutos e hão de manter sempre a seiva e o
frescor,
para proclamar que o SENHOR é justo: Ele é o meu rochedo e nele não há
falsidade.


2 Cor. 5,6-10.
Portanto, estamos sempre confiantes e conscientes de que, permanecendo
neste corpo, vivemos exilados, longe do Senhor,
pois caminhamos pela fé e não pela visão...
Cheios dessa confiança, preferimos exilar-nos do corpo, para irmos morar
junto do Senhor.
Por isso também, quer permaneçamos na nossa morada, quer a deixemos,
esforçamo-nos por lhe agradar.
Com efeito, todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, a fim
de que cada um receba conforme aquilo que fez de bem ou de mal, enquanto
estava no corpo.


Marcos 4,26-34.
Dizia ainda: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra.

Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina
e cresce, sem ele saber como.
A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o
trigo perfeito na espiga.
E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o
tempo da ceifa.»
Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual
parábola o representaremos?
É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de
todas as sementes que existem;
mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do
horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua
sombra.»
Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram
capazes de compreender.
Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em
particular.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

A carta a Diogneto (c. 200)
VI

Semeados pela terra

Aquilo que a alma é no corpo, são-no os cristão no mundo. A alma
está espalhada por todas as partes do corpo como os cristãos pelas cidades
do mundo. A alma mora no corpo e contudo não é do corpo, como os cristãos
moram no mundo mas não são do mundo (Jo 17, 16). Invisível, a alma está
aprisionada num corpo visível. Assim também os cristãos: vê-se bem que
estão no mundo, mas o culto que rendem a Deus permanece invisível. A carne
detesta a alma e faz-lhe guerra, sem razão, porque ela lhe impede a fruição
de prazeres; de igual modo, o mundo detesta os cristãos sem qualquer razão,
porque eles se opõem aos seus prazeres. A alma ama essa carne que a
detesta, e os seus membros, tal como os cristãos amam aqueles que os
detestam.
A alma está encerrada no corpo; é contudo ela que mantém o corpo.
Os cristãos estão como que detidos na prisão do mundo; são contudo eles que
mantêm o mundo. Imortal, a alma habita uma tenda mortal; assim os cristãos
acampam no corruptível, esperando o incorruptível celeste (1Cor 15,50)...
Tão nobre é o posto que Deus lhes confiou, que não lhes é permitido
desertar.




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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