18 de jun de 2009

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 18 de Junho de 2009
Quinta-feira da 11ª semana do Tempo Comum

S. Gregório Barbarigo, bispo, +1697, Beata Osana, religiosa, +1505



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cipriano : «O pão nosso de cada dia»

Leituras

2 Cor. 11,1-11.
Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte! Mas, de
certo, ma suportareis.
Sinto por vós um ciúme semelhante ao ciúme de Deus, pois vos desposei com
um único esposo, Cristo, a quem devo apresentar-vos como virgem pura.
Mas receio que, como a serpente seduziu Eva com a sua astúcia, os vossos
pensamentos se deixem corromper, desviando-se da simplicidade que é devida
a Cristo.
Pois de boamente aceitais alguém que surge a pregar-vos outro Jesus
diferente daquele que nós pregámos, ou acolheis um espírito diferente
daquele que recebestes, ou um Evangelho diverso daquele que abraçastes.
Ora, eu penso que em nada sou inferior a esses superapóstolos.
E embora seja menos perito na palavra, não o sou, certamente, na ciência.
Em tudo e de todas as maneiras vo-lo temos demonstrado.
Porventura cometi alguma falta, ao humilhar-me para vos exaltar, quando vos
anunciei gratuitamente o Evangelho de Deus?
Despojei outras igrejas, recebendo delas o sustento para vos servir,
e encontrando-me necessitado no meio de vós, não fui pesado a ninguém, pois
os irmãos vindos da Macedónia é que proveram às minhas necessidades. Em
tudo me guardei de vos ser molesto e continuarei a fazê-lo.
Pela verdade de Cristo que está em mim, não me será tirado este motivo de
glória nas regiões da Acaia.
E porquê? Porque não vos amo? Deus o sabe!


Salmos 111(110),1-2.3-4.7-8.
Louvarei o SENHOR de todo o coração, no conselho dos justos e na
assembleia.
Grandes são as obras do SENHOR, dignas de meditação para quem as ama.
As suas obras têm majestade e esplendor; a sua justiça permanece para
sempre.
Deixou-nos um memorial das suas maravilhas. O SENHOR é bondoso e
compassivo;
As obras das suas mãos são rectas e justas, são imutáveis todos os seus
preceitos.
Foram estabelecidos pelos séculos dos séculos e baseiam-se na verdade e na
rectidão.


Mateus 6,7-15.
Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições,
porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos.
Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais
antes de vós lho pedirdes.»
«Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu
nome,
venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na
terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.'
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai
celeste vos perdoará a vós.
Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai
vos não perdoará as vossas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cipriano (c. 200-258), Bispo de Cartago e mártir
A oração do Senhor, 18 (trad. Hamman, DDB 1982, p. 52 rev.; cf breviário)

«O pão nosso de cada dia»

«Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia». Estas palavras podem entender-se no
sentido espiritual e no sentido literal: no desígnio de Deus, as duas
interpretações devem contribuir para a nossa salvação.

O nosso pão de vida é Cristo, e este pão não está acessível a toda a gente,
mas a nós sim. Tal como dizemos «Pai Nosso» porque Ele é o Pai dos que têm
fé, também chamamos a Cristo o «nosso pão» porque Ele é o pão dos que
constituem o seu corpo. Para obter este pão, rezamos todos os dias; não
queremos ser, [...] pelo pecado grave, [...] privados do pão do céu,
separados do corpo de Cristo, Ele que proclamou: «Eu sou o pão vivo que
desceu dos céus; quem come deste pão, viverá para sempre. E o pão que Eu
vos darei é a Minha carne para a vida do mundo» (Jo 6, 51). [...] O Senhor
advertiu-nos: «Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o
Seu sangue, não tereis a vida em vós» (Jo 6, 53). Pedimos, portanto, para
receber todos os dias o nosso pão, ou seja Cristo, para permanecermos e
vivermos em Cristo, e não nos afastarmos da Sua graça e do Seu corpo.

Também podemos compreender este pedido da seguinte maneira: renunciámos ao
mundo; pela graça da fé, rejeitámos as suas riquezas e as suas seduções;
pedimos apenas o alimento. [...] Aquele que se torna discípulo de Cristo e
renuncia a tudo segundo a palavra do Mestre (Lc 14, 33) deve pedir o
alimento de cada dia e não se preocupar a longo prazo. O Senhor disse: «Não
vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas
preocupações; basta a cada dia o seu trabalho» (Mt 6, 34). O discípulo
pede, portanto, com razão o seu alimento de cada dia, uma vez que está
proibido de se preocupar com o dia seguinte.




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