1 de jul de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 01 de Julho de 2009
Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Inácio de Loyola : «Resida nos vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados» (Col 3, 15)

Leituras

Gén. 21,5.8-20.
Abraão tinha cem anos quando nasceu Isaac, seu filho.
O filho cresceu até à idade em que deixou de mamar, e nesse dia Abraão
ofereceu um grande banquete.
Sara viu que o filho que a egípcia Agar dera a Abraão estava a brincar.
E ela disse a Abraão: «Expulsa esta escrava e o filho, porque o filho desta
escrava não herdará com o meu filho Isaac.»
Esta frase desgostou profundamente Abraão, por causa de Ismael, seu filho.
Mas Deus disse-lhe: «Não te preocupes com a criança e com a tua escrava.
Faz tudo quanto Sara te pedir, pois de Isaac há-de nascer a descendência
que usará o teu nome.
Contudo, farei sair também uma nação do filho da escrava, porque também ele
é teu filho.»
No dia seguinte de manhã, Abraão tomou pão e um odre de água, deu-o a Agar
e pô-lo sobre os ombros dela; depois, mandou-a embora com o seu filho. Ela
partiu e, embrenhando-se no deserto de Bercheba, por lá andou ao acaso.
Tendo-se acabado a água do odre, deixou o filho debaixo de um arbusto
e foi sentar-se do lado oposto, à distância de um tiro de arco, porque
dizia: «Não quero ver o meu filho morrer.» Sentou-se, pois, do lado oposto
e começou a chorar.
Deus escutou a voz do menino, e o mensageiro de Deus chamou do céu Agar e
disse-lhe: «Que tens tu, Agar? Nada temas, porque Deus ouviu a voz do
menino, do lugar em que está.
Ergue-te, vai buscar outra vez o teu filho, toma-o pela mão, pois farei
nascer dele um grande povo.»
Deus abriu-lhe os olhos e ela viu um poço onde foi encher o odre e deu de
beber ao filho.
Deus protegeu o menino. Ele cresceu, residiu no deserto e tornou-se um
hábil arqueiro.


Salmos 34(33),7-8.10-11.12-13.
Quando um pobre invoca o SENHOR, Ele atende o e liberta o das suas
angústias.
O anjo do SENHOR protege os que o temem e livra os do perigo.
Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados, pois nada falta aos que o
temem.
Os ricos empobrecem e passam fome, mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem
há-de faltar.
Vinde, meus filhos, escutai me: vou ensinar vos o temor do SENHOR.
Qual é o homem que não ama a vida e não deseja longos dias de prosperidade?


Mateus 8,28-34.
Chegado à outra margem, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois
possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia
passar por aquele caminho.
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus?
Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?»
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos.
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de
porcos.»
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se
despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas.
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado
com os possessos.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se
retirasse daquela região.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos Jesuítas
Exercícios espirituais: regras para maior discernimento dos espíritos (trad. DDB 1960, p. 174 rev.)

«Resida nos vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados» (Col 3, 15)

É próprio de Deus e dos Seus anjos, em Suas moções, dar verdadeira alegria
e gozo espiritual, tirando toda a tristeza e perturbação que o inimigo
suscita. Deste é próprio lutar contra a alegria e consolação espiritual,
apresentando razões aparentes, subtilezas e contínuas falácias. Só a Deus
Nosso Senhor pertence dar consolação à alma sem causa precedente. Porque é
próprio do Criador entrar, sair, produzir moções na alma, trazendo-a toda
ao amor de Sua divina majestade. Digo: sem causa, [isto é,] sem nenhum
prévio sentimento ou conhecimento de algum objecto pelo qual venha essa
consolação, mediante seus actos de entendimento e vontade.

É próprio do anjo mau, que se disfarça «em anjo de luz» (2Cor 11, 14),
entrar com o que se acomoda à alma devota e sair com o que lhe convém a si,
isto é, propor pensamentos bons e santos acomodados a essa alma justa, e
depois, pouco a pouco, procurar trazer a alma aos seus enganos encobertos e
perversas intenções.

Devemos estar muito atentos ao decurso dos nossos pensamentos. Se o
princípio, meio e fim são inteiramente bons, inclinando em tudo ao bem, é
sinal do bom anjo. Mas se o decurso dos pensamentos acaba nalguma coisa má,
ou distractiva, ou menos boa que aquela que a alma antes se propusera
fazer, ou a enfraquece, ou inquieta, ou a perturba tirando-lhe a paz, a
tranquilidade e quietude que antes tinha, é claro sinal de que procede do
mau espírito, inimigo do nosso proveito e salvação eterna [...]. Naqueles
que progridem de bem em melhor, o anjo bom toca-lhes a alma doce, leve e
suavemente, como uma gota de água que penetra numa esponja; e o mau [anjo]
toca agudamente, com ruído e agitação [...].




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