24 de jul de 2009

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 24 de Julho de 2009
Sexta-feira da 16ª semana do Tempo Comum

Santa Cristina, a Admirável, religiosa, +1224, S. Charbel (Sarbélio) Makhluf, presbítero, +1898, Beato João Soreth, presbítero, +1471



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Agostinho : «Cem, sessenta e trinta por um»

Leituras

Ex. 20,1-17.
Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo:
«Eu sou o Senhor, teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa da
servidão.
Não haverá para ti outros deuses na minha presença.
Não farás para ti imagem esculpida nem representação alguma do que está em
cima, nos céus, do que está em baixo, na terra, e do que está debaixo da
terra, nas águas.
Não te prostrarás diante dessas coisas e não as servirás, porque Eu, o
Senhor, teu Deus, sou um Deus zeloso, que castigo o pecado dos pais nos
filhos até à terceira e à quarta geração, para aqueles que me odeiam,
mas que trato com bondade até à milésima geração aqueles que amam e guardam
os meus mandamentos.
Não usarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não deixa
impune aquele que usa o seu nome em vão.
Recorda-te do dia de sábado, para o santificar.
Trabalharás durante seis dias e farás todo o teu trabalho.
Mas o sétimo dia é o sábado consagrado ao Senhor, teu Deus. Não farás
trabalho algum, tu, o teu filho e a tua filha, o teu servo e a tua serva,
os teus animais, o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
Porque em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que está
neles, mas descansou no sétimo dia. Por isso, o Senhor abençoou o dia de
sábado e santificou-o.
Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias sobre a
terra que o Senhor, teu Deus, te dá.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não responderás contra o teu próximo como testemunha mentirosa.
Não desejarás a casa do teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo,
o seu servo, a sua serva, o seu boi, o seu burro, e tudo o que é do teu
próximo.»


Salmos 19,8.9.10.11.
A lei do SENHOR é perfeita, reconforta o espírito; as ordens do SENHOR são
firmes, dão sabedoria ao homem simples.
Os mandamentos do SENHOR são rectos, alegram o coração; os preceitos do
SENHOR são claros, iluminam os olhos.
O temor do SENHOR é puro, permanece para sempre. As sentenças do SENHOR são
verdadeiras, todas elas são justas.
São mais desejáveis que o ouro, o ouro mais fino; são mais doces que o mel,
o puro mel dos favos.


Mateus 13,18-23.
«Escutai, pois, a parábola do semeador.
Quando um homem ouve a palavra do Reino e não compreende, chega o maligno e
apodera-se do que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a
semente à beira do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e
a acolhe, de momento, com alegria;
mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: se vier a tribulação ou a
perseguição, por causa da palavra, sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os
cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra que, por
isso, não produz fruto.
E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a palavra e a
compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e doutor da Igreja
Sermão 101

«Cem, sessenta e trinta por um»

A sementeira foi feita pelos apóstolos e pelos profetas, mas é o próprio
Senhor que semeia. É o próprio Senhor que está presente neles, pois foi o
próprio Senhor que fez a colheita. Porque, sem Ele, eles não são nada,
enquanto que Ele, sem eles, permanece na Sua perfeição. Com efeito, Ele
disse-lhes: «Sem Mim nada podeis fazer» (Jo 15, 5). Semeando portanto entre
as nações, que disse Cristo? «Um semeador saiu para semear» (Mt 13, 3).
Noutro texto, os semeadores foram enviados para colher; agora, o semeador
sai para semear, e não se queixa do trabalho. Com efeito, que importa que o
grão de trigo caia à beira do caminho, sobre as pedras ou entre os
espinhos? Se ele se deixasse desencorajar por estes lugares ingratos, não
avançaria até à boa terra! [...]

É de nós que se trata: seremos esse caminho, essas pedras, esses espinhos?
Queremos ser a boa terra? Dispomos o nosso coração a produzir trinta vezes
mais, sessenta vezes mais, cem vezes, mil vezes mais? Trinta vezes, mil
vezes, sempre trigo e apenas trigo. Não sejamos mais esse caminho onde a
semente é pisada por quem passa e onde o nosso inimigo a agarra como os
pássaros. Nem essas pedras onde uma terra pouco profunda faz germinar
rapidamente um grão que não consegue resistir ao calor do sol. Nunca mais
esses espinhos, as ambições deste mundo, este hábito de fazer o mal. Com
efeito, que coisa pior pode haver do que aplicar todos os esforços a uma
vida que impede de chegar à vida? Que coisa mais infeliz que escolher a
vida para perder a vida? Que coisa mais triste que temer a morte para
sucumbir ao poder da morte? Arranquemos os espinhos, preparemos o terreno,
recebamos a semente, aguentemos até à colheita, aspiremos a ser arrecadados
nos celeiros.




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