2 de ago de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 02 de Agosto de 2009


XVIII Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Santo Eusébio de Vercelli, bispo, +370, S. Pedro Julião Eymard, presbítero, +1868, S. Gaudêncio de Évora, mártir, séc. II?



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Guiges : «Dá-nos sempre desse pão»

Leituras

Ex. 16,2-4.12-15.
Toda a comunidade dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no
deserto.
Os filhos de Israel disseram-lhes: «Quem dera que tivéssemos morrido pela
mão do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos descansados junto da
panela de carne, quando comíamos com fartura! Mas vós fizestes-nos sair
para este deserto para fazer morrer de fome toda esta assembleia!»
O Senhor disse a Moisés: «Eis que vou fazer chover do céu pão para vós. O
povo sairá e recolherá em cada dia a porção de um dia. Isto é para o pôr à
prova e ver se andará, ou não, na minha lei.
«Ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: 'Ao
crepúsculo comereis carne, e pela manhã saciar-vos-eis de pão, e
conhecereis que Eu sou o Senhor, vosso Deus.'»
À tardinha caíram tantas codornizes que cobriram o acampamento, e pela
manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento.
A camada de orvalho levantou, e eis que à superfície do deserto havia uma
substância fina e granulosa, fina como geada sobre a terra.
Os filhos de Israel viram e disseram uns aos outros: «Que é isto?», pois
não sabiam o que era aquilo. Disse-lhes Moisés: «Isto é o pão que o Senhor
vos deu para comer.


Salmos 78(77),3-4.23-24.25.54.
O que ouvimos e aprendemos e os nossos antepassados nos transmitiram,
não o ocultaremos aos seus descendentes; tudo contaremos às gerações
vindouras: as glórias do SENHOR e o s
Deus ordenou às nuvens e abriu as portas do céu.
Fez chover o maná para eles comerem e deu lhes o pão do céu.
Comeram todos o pão dos fortes; enviou lhes comida em abundância.
Introduziu os na sua terra santa, na montanha que a sua direita conquistou.


Efésios 4,17.20-24.
É isto, pois, o que digo e recomendo no Senhor: não volteis a proceder como
procedem os gentios, no vazio da sua mente;
Vós, porém, não foi assim que aprendestes, ao conhecerdes a Cristo,
supondo que dele ouvistes falar e nele fostes instruídos, conforme a
verdade que está em Jesus:
que deveis, no que toca à conduta de outrora, despir-vos do homem velho,
corrompido por desejos enganadores;
que vos deveis renovar pela transformação do Espírito que anima a vossa
mente;
e que deveis revestir-vos do homem novo, que foi criado em conformidade com
Deus, na justiça e na santidade, próprias da verdade.


João 6,24-35.
Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão
subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus.
Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando
chegaste cá?»
Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me,
não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos
saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura
e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que
Deus, o Pai, confirma com o seu selo.»
Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de
Deus?»
Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou.»

Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos
em ti? Que obra realizas Tu?
Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele
deu-lhes a comer o pão vindo do Céu.»
E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés
que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do
Céu,
pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.»
Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!»
Respondeu-lhes Jesus: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá
fome e quem crê em mim jamais terá sede.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Guiges, o Cartuxo (?-1188), Prior da Grande Cartuxa
Meditação 10 (a partir da trad. SC 163, p. 181 rev.)

«Dá-nos sempre desse pão»

O pão da alma é Cristo, «o pão vivo que desceu do céu» (Jo 6, 51) e que
alimenta os Seus, agora pela fé, no mundo futuro pela visão. Pois Cristo
habita em ti pela fé e a fé em Cristo é Cristo no teu coração (Ef 3, 17). É
na medida em que crês em Cristo que O possuis.

E Cristo é, na verdade, um só pão «pois há um único Senhor, uma única fé»
(Ef 4, 5) para todos os crentes, se bem que uns recebam mais e outros menos
do dom dessa mesma fé. [...] Como a verdade é única, uma única fé na
verdade única guia e alimenta todos os crentes, e «um mesmo e único
Espírito, que distribui a cada um os Seus dons conforme entende» (1Cor, 12,
11).

Vivemos todos do mesmo pão e cada um de nós recebe a sua porção; e no
entanto Cristo é todo para nós, excepto para aqueles que destroem a
unidade. [...] Neste dom que recebi, possuo totalmente Cristo e Cristo
possui-me totalmente, tal como o membro que pertence a todo o corpo também
o possui por inteiro. Assim, esta porção de fé que recebeste é como o
pequeno pedaço que pão que está na tua boca. Mas, se não meditares
frequente e piedosamente naquilo em que crês, se não o mastigares, por
assim dizer, triturando-o e voltando-o com os dentes, isto é, com os
sentidos do teu espírito, ele não te franqueará a garganta, ou seja, não
chegará até à tua inteligência. Com efeito, como poderias compreender algo
em que meditas raramente e com negligência, sobretudo quando se trata de
uma coisa ténue e invisível? [...] Que, pela meditação, «a lei do Senhor
esteja sempre na tua boca» (Ex 13, 9) para que nasça em ti a boa
inteligência. Através da boa compreensão, o alimento passa para o teu
coração, para que não negligencies aquilo que compreendeste, mas antes o
recolhas com amor.




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