3 de ago de 2009

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 03 de Agosto de 2009


Santa Lídia, + cerca de 60, S. Pedro de Anagni, bispo, +1105



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Romano : «Todos comeram e ficaram saciados»

Leituras

Núm. 11,4-15.
A população que estava no meio deles, deixou-se arrastar pela
concupiscência e também os filhos de Israel se puseram a chorar, dizendo:
«Quem nos dará carne para comer?
Lembramo-nos do peixe que comíamos de graça no Egipto, dos pepinos, dos
melões, dos alhos porros, das cebolas e dos alhos.
Agora, a nossa garganta está seca; não há nada diante de nós senão maná.»
O maná era como a semente do coentro e o seu aspecto como o bdélio.
O povo espalhava-se a apanhá-lo e moía-o em moinhos ou pisava-o em
almofarizes; cozia-o em panelas e fazia bolos; tinha o sabor de tortas com
gordura de azeite.
Quando o orvalho caía de noite sobre o acampamento, o maná também caía.
Moisés ouviu o povo chorar agrupado por famílias, cada uma à entrada da sua
tenda. Mas a ira do Senhor inflamou-se muito e Moisés sentiu o mal perto de
si.
Então Moisés falou ao Senhor: «Porque atormentas o teu servo? Porque é que
não encontrei graça diante de ti, a ponto de pores todo este povo como um
peso sobre mim?
Acaso fui eu que concebi todo este povo? Fui eu que o dei à luz, para me
dizeres: 'Leva-o ao colo, como a ama leva a criança de peito, até à terra
que prometeste a seus pais?'
Onde arranjarei carne para dar a todo este povo que chora junto de mim,
dizendo: 'Dá-nos carne para comer!'
Eu sozinho não consigo suportar todo este povo, porque é demasiado pesado
para mim!
Se me queres tratar assim, dá-me antes a morte; se encontrei graça diante
de ti, que eu não veja mais a minha desgraça!»


Salmos 81(80),12-13.14-15.16-17.
Mas o meu povo não quis ouvir me; Israel não quis obedecer.
Por isso, entreguei os à sua obstinação; deixei os seguir os seus
caprichos.
Se o meu povo me tivesse escutado! Se Israel tivesse seguido os meus
caminhos!
Num instante, Eu humilharia os seus inimigos e castigaria os seus
adversários.
Os inimigos do SENHOR arrastar-se-iam diante dele; mas a sua sorte está
traçada para sempre.
Alimentaria o meu povo com a flor do trigo e saciá lo ia com o mel
silvestre."


Mateus 14,13-21.
Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar
deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades.
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para
com ela, curou os seus enfermos.
Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este
sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que
possa ir às aldeias comprar alimento.»
Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de
comer.»
Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.»
«Trazei-mos cá» disse Ele.
E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco
pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção;
partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos
pela multidão.
Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze
cestos.
Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e
crianças.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Romano, o Melodista (? - c. 560), compositor de hinos
Hino 24, «A multiplicação dos pães » (a partir da trad. SC 114, pp. 117ss.)

«Todos comeram e ficaram saciados»

Vendo que o dia se punha, os apóstolos do Redentor apressaram-se a ir ao
Seu encontro, exclamando:

«Mestre, a hora já é avançada, e toda esta gente está consumida pelo jejum
; ora, este sítio é deserto, como sabes. Manda-os embora antes que chegue a
noite, para que possam ir às aldeias comprar pão. Pois esta gente não é
capaz de jejuar como nós, a quem Tu deste a força porque és o pão celeste
da imortalidade.

Tu és, por natureza, o grande Salvador do mundo, e a todos ensinaste o
conhecimento; alimentando o povo com palavras de verdade, guiaste os homens
para o caminho da salvação, dando-lhes a conhecer a justiça. Eles
alimentaram espiritualmente a alma, mas agora precisam de cuidar do corpo.
[...] Manda-os embora, pois estamos muito preocupados. [...] Ensinaste os
Teus discípulos e apóstolos a ter compaixão por todos, porque Tu és o pão
celeste da imortalidade [...].»

Cristo ouviu estas palavras, e respondeu:

«Enganais-vos, não sabendo que Eu sou o Criador do mundo. Mas Eu velo pelo
mundo; sei muito bem do que esta gente precisa, vejo que estão no deserto e
que o sol já se pôs, mas fui Eu Quem fixou o ciclo do sol. Sei o que é a
exaustão desta gente e sei o que vou fazer por ela. Eu próprio serei
remédio para esta fome, porque sou o pão celeste da imortalidade [...].

Estais a pensar: «Quem alimentará esta multidão no deserto?» Pois bem,
sabei claramente quem Eu sou, amigos: fui Eu Quem alimentou Israel no
deserto e Quem lhe deu pão vindo do céu. Num lugar árido, fiz que da rocha
jorrasse água, e ainda lhes providenciei codornizes em abundância, porque
Eu sou o pão celeste da imortalidade [...].»

Do mesmo modo, multiplica também em todos nós, ó Salvador, as tuas imensas
misericórdias e, tal como saciaste a multidão no deserto com a Tua
sabedoria e a alimentaste com a Tua força, sacia-nos a todos de justiça,
tornando-nos firmes na fé, Senhor. Alimenta-nos, ó Deus compassivo; dá-nos
a Tua graça e o perdão pelos nossos erros [...], pois Tu és o Cristo único,
o Misericordioso, pão celeste da imortalidade.




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