16 de ago de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 16 de Agosto de 2009
20º Domingo do Tempo Comum - Ano B

XX Domingo do Tempo Comum (semana IV do saltério)
Santo Estêvão, rei da Hungria, +1038, S. Roque, peregrino, séc. XIV



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Gaudêncio de Brescia : «Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue fica a morar em Mim e Eu nele»

Leituras

Prov. 9,1-6.
A sabedoria edificou a sua casa, e levantou as suas sete colunas.
Abateu os seus animais, misturou o seu vinho e dispôs a sua mesa.
Enviou as suas servas para que anunciassem nos pontos mais elevados da
cidade:
«Quem for simples venha a mim!» Aos insensatos mandou dizer:
«Vinde, comei do meu pão e bebei do vinho que preparei;
deixai a insensatez e vivereis; andai pelos caminhos da inteligência.»


Salmos 34(33),2-3.10-11.12-13.14-15.
Em todo o tempo, bendirei o SENHOR; o seu louvor estará sempre nos meus
lábios.
A minha alma gloria se no SENHOR! Que os humildes saibam e se alegrem.
Temei o SENHOR, vós que lhe estais consagrados, pois nada falta aos que o
temem.
Os ricos empobrecem e passam fome, mas aos que procuram o SENHOR nenhum bem
há-de faltar.
Vinde, meus filhos, escutai me: vou ensinar vos o temor do SENHOR.
Qual é o homem que não ama a vida e não deseja longos dias de prosperidade?
Nesse caso, guarda a tua língua do mal e os teus lábios das palavras
mentirosas.
Desvia te do mal e faz o bem, procura a paz e segue a.


Efésios 5,15-20.
Portanto, vede bem como procedeis: não como insensatos, mas como sensatos,
aproveitando o tempo, pois os dias são maus.
Por isso mesmo, não vos torneis néscios, mas tratai de compreender qual é a
vontade do Senhor.
E não vos embriagueis com vinho, que leva à vida desregrada, mas deixai-vos
encher do Espírito;
entre vós, cantai salmos, hinos e cânticos espirituais; cantai e louvai o
Senhor com todo o vosso coração;
sem cessar, dai graças por tudo a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus
Cristo.


João 6,51-58.
Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá
eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do
mundo.»
Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como
pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!»
Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a
carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em
vós.
Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e
Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia,
porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira
bebida.
Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e
Eu nele.
Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de
verdade me come viverá por mim.
Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados
comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Gaudêncio de Brescia (?-após 406), bispo
Homilia pascal; CSEL 68, 30 (a partir da trad. breviário)

«Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue fica a morar em Mim e Eu nele»

O sacrifício celeste instituído por Cristo é verdadeiramente a herança
legada pelo Seu novo testamento; Ele deixou-no-la na noite em que ia ser
entregue para ser crucificado, como garante da Sua presença. Ele é o
viático da nossa viagem, o nosso alimento no caminho da vida, até chegarmos
à outra Vida, ao deixar este mundo. Era por isso que o Senhor dizia: «Se
não comerdes a Minha carne e não beberdes o Meu sangue, não tereis a vida
em vós».

Ele quis que os Seus benefícios permanecessem entre nós; quis que as almas
resgatadas pelo Seu sangue precioso fossem sempre santificadas à imagem da
Sua própria Paixão. Foi por essa razão que ordenou aos Seus discípulos
fiéis, que estabeleceu como primeiros sacerdotes da Sua Igreja, que
celebrassem estes mistérios de vida eterna. [...] Com efeito, a multidão
dos fiéis devia ter todos os dias diante dos seus olhos a representação da
Paixão de Cristo; ao segurá-la nas nossas mãos, ao recebê-la na boca e no
coração, ficaremos com uma recordação indelével da nossa redenção.

É preciso que o pão seja feito com a farinha de numerosos grãos de
fermento, misturada com água, e receba do fogo o seu acabamento.
Encontra-se aí, portanto, uma imagem semelhante ao corpo de Cristo, pois
sabemos que Ele forma um só corpo com a multidão dos homens, que recebeu o
seu acabamento do fogo do Espírito Santo. [...] Do mesmo modo, o vinho do
Seu sangue é extraído de diversos cachos de uvas, isto é, de uvas da vinha
plantada por Ele, esmagadas sob o peso da cruz; vertido no coração dos
fiéis, aí se agita pelo seu próprio poder.

É este o sacrifício da Páscoa, que traz a salvação a todos os que foram
libertados da escravatura do Egipto e do Faraó, isto é, do demónio.
Recebei-o em união connosco, com toda a avidez de um coração religioso.




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