17 de set de 2009

Reunião de Papa com todos os Patriarcas de Rito Oriental

Pela primeira vez na história da Igreja, o Santo Padre vai reunir-se, com os cinco Patriarcas Católicos de Rito Oriental (das igrejas maronita, melquita, síria, arménia e caldeia), ao mesmo tempo, no dia 19 deste mês. É um encontro muito importante para o futuro das relações entre todos nós e para a imagem pública de Igreja de Jesus Cristo.

Rezemos por este encontro.

16 de set de 2009

De bem com a vida

SER FELIZ É BOM DEMAIS!!!!!!



Começar o dia de bem consigo mesmo é um dos segredos para viver a felicidade. Numa sociedade pessimista e desesperançada, o brasileiro abate-se, não vislumbrando salda para os seus problemas. Culpa o governo, a vida, a falta de dinheiro e de trabalho pela infelicidade e mal-estar geral em que vive. É evidente que a sociedade não caminha às mil maravilhas. Os fatos estão aí, colocando à mostra as mazelas existentes - crise, miséria, corrupção, violência.

Não obstante a realidade dura em que todos nos debatemos, há pessoas que conseguem ter paz interior. Elas gostam de si mesmas, lutam pelas coisas que desejam, acreditam, têm esperança. Não são seres vindos de outro planeta. São pessoas como nós, mas que perceberam o alcance do otímismo em suas vidas.

Os otimistas sabem ver o lado positivo da vida. Acreditam no amor, na família, em Deus e, porque têm uma espiritualidade mais acurada, contornam melhor os problemas e sabem se equilibrar diante dos revezes. Não é que a vida seja um mar de rosas para eles. Mas, através da força interior que os sustenta, são capazes de superar os problemas sem grandes traumas.

Há também pessoas que não acreditam em nada, vêem tudo a partir de uma ótica cinza-escuro e fazem de um copo de água uma tempestade. São pessimistas por natureza. Não percebem o lado bom da vida, o amor que desabrocha nas pequenas coisas. Desconhecem que a maior oportunidade para realizar algo é a própria vida que oferece. Por que não aproveitá-la para entender e amar o próximo, saborear o que a vida apresenta de bom e sonhar com coisas possíveis de serem realizadas?

Amar a vida e a si mesmo, administrando as próprias verdades, é a melhor postura que o ser humano pode assumir. Mesmo se carrega um fundo de descontentamento, sempre é possível tomar consciência do problema e enfrentá-lo. Nesse caso, a pessoa pode mudar seu comportamento e aperfeiçoar-se até encarar o descontentamento como um problema superado - fazendo com que os acontecimentos da vida não tenham a força de um furacão destrutivo. A estabilidade emocional, parte integrante desse processo de amadurecimento, funciona como o fiel da balança, e dá uma visão equilibrada para a pessoa.

Quem vive num círculo fechado em torno do próprio eu não pode ser feliz. O espaço que deveria ser ocupado pêlos outros está fechado pelo egoísmo. Resultado: insatisfação consigo e com os outros.

Os pessimistas sufocam o ambiente em que vivem. Nunca estão bem e, por isso, são invejosos. Captam apenas o negativo existente ao seu redor, funcionando como multiplicadores da desgraça. Ao contrário, o otimista transmite seu modo de viver aos outros, contribuindo para que o ambiente em que se encontra seja o mais energizado possível. A tônica do seu alto astral baseia-se no amor, na autoconfiança, nos pensamentos positivos e na apreciação das coisas boas. Vive sintonizado no bem. É aberto e receptivo, por isso se posiciona de forma correta e vai em frente.

Descobre-se e se renova a cada dia, de acordo com a idade, a circunstância e o momento que está vivendo. Jamais pára e está sempre avançando no aperfeiçoamento pessoal. Em qualquer época da vida, se quiser, o homem tem algo a aprender com seu semelhante.

Hoje, num mundo contaminado pela febre do imediatismo, as pessoas estão cada vez mais impacientes, impulsivas, rotulando tudo com a marca da dificuldade: dentro e fora de casa, dentro e fora de si. O mundo está chateado, resmungão, agressivo, infeliz, porque as pessoas estão vivendo num baixo astral, contaminando-se umas às outras com o pessimismo. Mas é muito mais fácil culpar os outros pêlos males existentes do que assumir o próprio papel e contribuir para a melhoria da sociedade.

Se cada um colaborar um pouco, melhorando a si mesmo, a energia positiva passará a circular melhor no próprio ambiente, expandindo-se depois para um círculo maior, e contagiando o todo. Só dessa forma é possível construir uma sociedade onde o otimismo ajudará a vencer problemas tão profundos.

Viver positivamente exige que a pessoa cresça, amadureça, se desenvolva e aprenda a dar uma dimensão lógica e certa aos valores pêlos quais vale a pena lutar. Na inversão de valores em que hoje se vive, o ser humano está perdido num emaranhado sem saída por duas razões: não tem Deus e não tem amor. Quando Deus se torna uma presença viva dentro da pessoa, o amor a si mesmo e ao próximo brotam espontaneamente, motivando, através do otimismo, a busca da felicidade.

Fonte: Site catequisar

15 de set de 2009

Santa Teresa, Mestra de Oração




"As melhores palavras sobre a oração serão mudas, ditas ao vento, se quem as pronuncia e quem as escuta não são, num ou noutro grau, orantes.”

Nada podemos saber, falar ou escutar da oração que não seja algo vivido ou experimentado. Em Teresa, mestra da oração, é estreita e forte a relação entre experiência e oração. As suas palavras não estão mudas, antes ecoam em nossos corações. É a partir de sua experiência que iremos refletir.

Falar de Santa Teresa d’Ávila é falar em uma amizade vivida e oferecida a quem sabia que a amava. Esse relacionamento é o desenvolvimento de um dom, de uma graça recebida do próprio Deus. É através deste trato de amizade que ela nos diz o que é ser amigo do Senhor e por onde andar para o ser.

Como um dos maiores orantes da história, encontramos em Teresa de Jesus as condições de todo o autêntico magistério: de receber a comunicação de Deus (experiência), de entender o quanto lhe era dado (entendimento da graça recebida) e, por fim, da faculdade de transmitir. Em seus escritos, dizia: “Uma mercê é dar o Senhor a mercê, outra entender qual é a mercê e qual a graça, e outra o sabê-la dizer e dar a compreender como é”. Percebemos assim que ela recebe, entende e comunica a graça. Por este motivo, é considerada Mestra da Oração.

Conta, narra cada momento e cada experiência. Mas não fala como algo de fora, e sim de sua relação com Deus. Um místico não fala sobre a oração. Ele narra a sua vida de diálogo com o Seu Amado. É uma autobiografia. Ele vai abrindo horizontes, derrubando barreiras. Não questiona, mas dá a solução. Incentiva. “Olhe como fez a mim. E se nela (oração) persevera.. tenho por certo que, por fim, o Senhor a levará a porto de salvação, como, ao que parece, me levou a mim”.

Sobre a experiência com Deus, ela diz que poderia escrever um livro grande. Com o conhecimento da graça que recebia, podia analisar e selecionar as que tinham um maior valor doutrinal. Quanto ao poder comunicativo, confessa sua completa incapacidade de transmiti-la e a inteira intervenção de Deus que tudo lhe inspirava. Escrevia porque Ele dava a inspiração. “...muitas coisas das que escrevo aqui não são da minha cabeça, senão que mas dizia este meu Mestre”.

Sua vida de oração foi determinada por grandes momentos: o encontro espontâneo com Deus, intercalando-se por um tempo de oração difícil e de relações tensas, e que se encerra em um encontro acalentador e plenificante. Aqui, Teresa se rende à perseguição de Deus.

Oração espontânea

Enraizado na verdade, com opção pelo permanente e eterno, este encontro surgiu de maneira natural em sua vida. Teresa de Jesus procurou definir sua vida através da oração. Preferia a solidão para poder estar diante do seu Deus, para poder rezar as suas devoções. Com o pronunciar: “para sempre, para sempre”, o Senhor imprimia em sua meninice o caminho da verdade.

Sem se dar conta, ela trilhou essa estrada antes mesmo de saber o que significava orar. Isto surge em momentos importantes de sua vida, definindo sua tomada de consciência e sua conversão. Foi uma história com os seus altos e baixos, com suas luzes e sombras, convertendo-se definitivamente à oração. Dessa experiência com Deus, partiam todos os seus momentos de bem, e para onde eles voltavam. Isto foi o centro de sua vida.

Teresa tudo traduzia por esses momentos oracionais. Era a oração-exercício e a oração-vida. Uma alimentava a outra. Uma envolvia e arrastava a outra.
Pouco se ouviu falar de uma Teresa mística que lutava pela oração convertida em exercício doloroso, verdadeiramente impraticável. Durante longos anos de sua vida, se transformou na dor mais profunda de sua existência.

Segundo sua autobiografia, a crise da adolescência levou-a ao internamento no mosteiro das Agostinianas. Recuperou-se logo da crise. Então, Teresa de Jesus voltou a fazer orações vocais. Já como religiosa da Encarnação e após leitura de bons livros, passou a procurar a solidão para orar. Nesse tempo, tinha necessidade desses momentos. Ela se determinou, então, por empenhar todas as suas forças para estar na presença de Deus, pois percebeu que isto era parte substancial de sua vida.

Mas o retorno ao exercício da oração não era o que a determinava difícil. As causas desta dificuldade foram a incapacidade de discorrer e a incoerência entre a vida e a oração.
Teresa experimentou a falta de persistência e estabilidade na oração. Era muito difícil para ela tirar conceitos, raciocinar e até mesmo discorrer. Achava que Deus não lhe tinha dado o talento de discorrer com o entendimento e nem de aproveitar da imaginação. Confessava, repetidamente, que eram muitos os pensamentos que a atormentavam. “Passei muitos anos por este trabalho de não poder sossegar o pensamento numa coisa”. Até mesmo em sua vida mística, sofria o incômodo da imaginação, insubordinada, louca, incontrolável. Mesmo com as distrações, ela motivou que não deixassem a oração, porque elas não seriam empecilho.

Encontrou na leitura uma forma de iniciar a sua oração. Muitas vezes abria um livro e nada mais era preciso. Em outros momentos as obras do Criador eram seu livro. Ela reconhecia que essas formas eram penosas, mas era o início de uma contemplação. “Se falta o emprego da vontade e o amor ter coisa presente em que se ocupe, fica a alma como sem arrimo nem exercício; causa grande pena e soledade e aridez e dão grandíssimo combate os pensamentos”.

A incoerência da vida era a outra dificuldade que afetava a essência de sua oração. Esta se reduzia então a momentos mais ou menos longos e mais ou menos intensos de trato amistoso com Deus. Quando se determinava a corresponder o amor com amor, não era constante. Suas determinações não eram suficientes e era necessário algo mais que isso. As exigências da amizade pediam doação total e um não pactuar com a mediocridade.

O mal vinha de não cortar a raiz das ocasiões. Nesse tempo, procurava ter oração e viver a seu bel-prazer. O seu exercício não era mais sustentado pela vida. A vida, agora, minava seu coração. Sentia medo de rezar e vergonha de se apresentar diante de Deus. Ela era tentada pelo demônio para não pretender ter amizade tão estreita com o Senhor. Precisava doar-se por completo a Deus. Porém, não voltou as costas ao amor ou mesmo deixou silenciar as vozes de exigência e doação completa. Teresa fazia oração, mas não vivia. Ela se apartava muitas vezes para rezar e ler muito. Por isto, exortava os seus discípulos, que queriam chegar a uma verdadeira e íntima união com Deus, a se empenharem na mudança de suas vidas.

Passou a viver um dilema: escolher Deus ou o mundo. Ou vivia uma oração que conquistasse sua vida, que a marcasse, em que ela fosse amiga do Senhor, ou uma vida sem tanto trato com Deus. Queria ser sincera: não era possível ser orante sem o ser. Sabia que não podia brincar com o Amado. Mas quando decidida a abandonar a oração, disse para si mesma que voltaria a ela quando fosse capaz de reconstruir a sua vida, quando já não mais existisse a divisão que acontecia dentro dela mesma. Abandonou, e esse foi o momento onde a vida espiritual de Teresa atingiu o nível mais baixo. “O tempo em que estive sem oração andava muito mais perdida a minha vida... Vida tão baixa de perfeição... A minha alma tão estragada”.

Foi assim que saiu do mosteiro para cuidar do pai doente. O abandono da oração foi o que fez desmoronar a vida espiritual de Teresa. Ela confessou: “este foi o mais terrível engano... julgo não ter passado perigo tão perigoso”. Não devemos nunca abandonar a vida de oração por mais ruim ou pecadores que sejamos. A vida ruim não nos deve levar a abandoná-la, mas, sim, a intensificá-la. “Quando cair... olhe, olhe por amor de Deus, não a engane o demônio levando-a a deixar a oração - como fez a mim - por falsa humildade”.

Ao recordar esses acontecimentos, já em sua vida mística, qualificou essa decisão como humildade tão soberba, falsa. Não vira que a verdadeira humildade se coloca sob a misericórdia de Deus e por isso tem esperança. Começa a ver o sentido entre oração e vida. Passa a ter uma visão clara e nítida que a sua essência é um trato de amizade. Empenha todo o seu ser agora à exigência de doação total, exigência radical de encontro das condições de Deus e do homem no amor. Orar não se reduzia a um exercício, e sim, mais vida. “Primeiro me cansei eu de o ofender, que Sua Majestade de me perdoar”.

Oração mística

Desde muito cedo, Teresa de Jesus experimentou oração mística, muito embora de forma passageira, esporádica e fugaz. Mas ela se torna habitual, definindo sua vida de uma maneira progressiva, em abundância e qualidade quando o seu encontro com Cristo endireita definitivamente a sua vida.

A oração mística é o desenvolvimento máximo da oração. Ela é a definição mais simples e perfeita. E assim passamos a perceber que ela não vem anular a outra, mas dar maior sentido à anterior.

Aos primeiros passos de Teresa na oração, era ela que procurava chegar a Cristo, alcançar a Sua pessoa, mesmo que nem sempre conseguisse. Na oração mística, acontece o contrário. O próprio Deus vem fazer-se vivo e irresistivelmente presente. Ativo. Revelador. Refazendo sua vida. Unificando-a. A oração infusa traz, e é em si mesma, uma experiência da presença viva de Deus.
É possível perceber três fases: a experiência de Deus, a experiência de Cristo e a experiência da Trindade.

A primeira leva Teresa de Jesus a ter uma consciência viva de que Deus está realmente presente nela. “Um sentimento de presença de Deus que de nenhuma maneira podia duvidar que estivesse dentro de mim e eu toda engolfada nele”. A segunda experiência era uma presença que a enamorava e libertava, levando-a ao mistério trinitário. Esse momento lhe foi oferecido como um livro vivo onde via as verdades. E a última era uma presença habitual, uma companhia suave.
O encontro do homem com a Pessoa Divina traz consigo, simultaneamente, a experiência do próprio interior. Nessa relação, é possível perceber o papel que se tem a desempenhar. Assim, a oração é o verdadeiro encontro de amizade, onde cada um vê e assume a sua função. Existe uma harmonia e integração.

Fazer oração era então se chegar a Ele, encerrar-se dentro de si com Ele. A sua forma, agora, era o momento de comunhão com o próprio Deus. Abandonou os recursos que usava anteriormente para entrar em contato com Cristo. “Eu por mim confesso que nunca soube o que era rezar com satisfação até que o Senhor me ensinou este modo; e sempre encontrei tanto proveito neste costume de me recolher dentro de mim...”

A base do amor esponsal é o caminho do trato de amizade com Deus. Não chegamos ao ápice sem antes passarmos pelas pedras. Nós que almejamos ser almas esposas de Cristo temos que dar passos. Precisamos conhecê-lo e nos deixar conhecer; declarar o nosso amor e atender as exigências do nosso Amado para chegarmos ao ato de profunda comunhão com Ele.

Fonte: site da comunidade católica shalon

11 de set de 2009

Ajude o CEFAS!

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Deus te abençoe!
Missão CEFAS

10 de set de 2009

CONGRESSO ESTADUAL


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Informativo Cléofas 10/09/09

Informativo Cléofas, 10 de Setembro de 2009 - Ano IV - Número 136

Notícias do Programa Escola da Fé

+ Cardeal Hummes fala aos padres
+ Igrejas Católicas Dissidentes
+ Desconectadas cem comunidades sociais pedófilas graças a um sacerdote
+ Descoberto por acaso fragmento do “Codex Sinaiticus”
+ Pres. Lula sanciona projeto que institui Marcha para Jesus
+ Igreja Católica deve ser escutada por todas as nações, diz Tony Blair
+ Municípios confirmam blindagem pró-vida em estado mexicano
+ Declaração de Elba Ramalho na 3a Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, contra o aborto
+ Testemunhas do massacre de cristãos no Paquistão



+ leia mais

O programa Escola da Fé, é exibido toda a quinta-feira às 20h30 na TV Canção Nova (Link))


Perguntas e Respostas

+ Por que o ministério eclesial?
+ O que diz o catecismo sobre o anticoncepcional?
+ Pode a alma sair do corpo e voltar?

+ Reencarnação de Elias em João Batista

+ índice


Blog do Prof. Felipe

CINCO PRECONCEITOS CONTRA O AUMENTO DA POPULAÇÃO

Revista : “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº : 511 - Ano : 2005 – Pág. 29

Em síntese: Quem percorre a bibliografia referente à questão demográfica, verifica haver cinco principais preconceitos contra o aumento da população, preconceitos mais imaginários do que realistas, a saber: 1) as previsões de Tomás Roberto Malthus; 2) o esgotamento dos recursos; 3) a escassez de alimentos; 4) a superpopulação como causa de pobreza; 5) a defesa do futuro.

O advogado argentino Jorge Scala em seu livro “IPPF: A multinacional da morte” (ver PR 505/2004, p. 294), apresente sete slogans ou sentenças sobre aumento demográfico, mal fundamentadas, que os meios de comunicação social difundem, suscitando amedrontamento ou mesmo pânico. Também cita fatos que desmentem tais preconceitos oferecendo ao público aspectos da questão geralmente silenciados; ver pp. 277-287. Examinaremos, a seguir, cinco desses preconceitos.

1. As previsões malthusianas

Em 1798 o pastor (ou ministro do culto anglicano) Tomás Roberto Malthus publicou o livro “Ensaio sobre o Princípio da População”, em que afirmava ser o crescimento da população infinitamente maior do que a capacidade da terra para produzir alimentos.

Para tanto recorria ao confronto de um numerador fixo com denominador variável. O primeiro (numerador fixo) seriam os recursos naturais finitos (o mesmo campo, com os sucessivos cultivos produz cada vez menos); o denominador variável seria a população do globo que vai crescendo em forma exponencial ou geométrica. Na base de seus cálculos, Malthus previu que, um século depois, em 1898, a Inglaterra teria 112 milhões de habitantes e alimentos apenas para 35 milhões; ora em nossos dias a Inglaterra ainda está nos 58 milhões de habitantes! A nível mundial Malthus calculou que em 1998 haveria 128 bilhões de habitantes, quando na verdade estamos entre 6 e 7 bilhões...(...)

leia mais


Livro da Semana

Sabedoria em Gotas

Toda sabedoria humana é “semente do Verbo” que tem como meta levar o coração do homem a Deus.

Quem vive com sabedoria vive melhor; encontra a paz no meio das lutas da vida, sabe enfrentar as dificuldades com paciência e perseverança; caminha com fé, esperança e alegria.

Nestas páginas você vai encontrar um tesouro acumulado pela humanidade durante milênios. Saboreie com alegria este banquete que a sabedoria lhe preparou.

(Este é um livro de citações de grandes pensadores).

 

Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 978-85-88158-50-4
Ano: 2009
Edição: 4
Número de páginas: 152
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14x21 cm


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O Socorro de Deus

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Ciência e Fé em Harmonia

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Os Pecados e as Virtudes Capitais

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© 2009 - Editora Cléofas

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 10 de Setembro de 2009
Quinta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

S. Nicolau Tolentino, presbítero, +1305



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Bem-aventurada Teresa de Calcutá : «Fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca»

Leituras

Coloss. 3,12-17.
Como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos, pois, de sentimentos de
misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de paciência,
suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver
razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, fazei-o vós
também.
E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o laço da perfeição.
Reine nos vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados num só
corpo. E sede agradecidos.
A palavra de Cristo habite em vós com toda a sua riqueza: ensinai-vos e
admoestai-vos uns aos outros com toda a sabedoria; cantai a Deus, nos
vossos corações, o vosso reconhecimento, com salmos, hinos e cânticos
inspirados.
E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor
Jesus, dando graças por Ele a Deus Pai.


Salmos 150(149),1-2.3-4.5-6.
Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no seu majestoso firmamento!
Louvai-o pelos seus feitos valorosos; louvai-o por todas as suas grandes
proezas!
Louvai-o ao som da trombeta; louvai-o com a harpa e a cítara!
Louvai-o com tambores e danças; louvai-o com instrumentos de corda e
flautas!
Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos vibrantes!
Tudo o que respira louve o SENHOR!


Lucas 6,27-38.
«Digo-vos, porém, a vós que me escutais: Amai os vossos inimigos, fazei bem
aos que vos odeiam,
abençoai os que vos amaldiçoam, rezai pelos que vos caluniam.
A quem te bater numa das faces, oferece-lhe também a outra; e a quem te
levar a capa, não impeças de levar também a túnica.
Dá a todo aquele que te pede e, a quem se apoderar do que é teu, não lho
reclames.
O que quiserdes que os outros vos façam, fazei-lho vós também.
Se amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores também
amam aqueles que os amam.
Se fazeis bem aos que vos fazem bem, que agradecimento mereceis? Também os
pecadores fazem o mesmo.
E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, que agradecimento
mereceis? Também os pecadores emprestam aos pecadores, a fim de receberem
outro tanto.
Vós, porém, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem nada
esperar em troca. Então, a vossa recompensa será grande e sereis filhos do
Altíssimo, porque Ele é bom até para os ingratos e os maus.
Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso.»
«Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;
perdoai e sereis perdoados.
Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será
lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada
convosco.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs MIssionárias da Caridade
Não há maior amor

«Fazei o bem e emprestai, sem nada esperar em troca»

Pode acontecer que no apartamento ou na casa ao lado da tua viva um cego,
que muito agradeceria que fosses visitá-lo e lhe lesses o jornal. Pode
acontecer que haja uma família que tenha necessidade de alguma coisa, uma
coisa que seja a teus olhos de pouca importância, uma coisa tão simples
como tomares conta de um bebé durante meia hora. Há tantas coisas pequenas,
que são tão pequenas, que muitos se esquecem delas.Não penses
que só os pobres de espírito podem trabalhar na cozinha. Não penses que
levantares-te, sentares-te, ires e vires, que tudo quanto fazes é
desprovido de importância aos olhos de Deus.Deus não te
perguntará quantos livros leste, quantos milagres fizeste. Há-de
perguntar-te se fizeste o melhor que sabias, por amor a Ele. Podes dizer,
com toda a sinceridade: «Fiz o melhor que sabia»? Mesmo que esse melhor
seja um fracasso, tem de ser o melhor que sabemos. Se estás realmente
apaixonado por Cristo, por muito modesta que seja uma tarefa, hás-de
realizá-la o melhor que souberes, e com todo o coração. O teu trabalho será
um testemunho do teu amor. Podes esgotar-te a trabalhar, podes mesmo
matar-te a trabalhar, mas se não o fizeres por amor, esse trabalho será
inútil.




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9 de set de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 09 de Setembro de 2009
Quarta-feira da 23ª semana do Tempo Comum

S. Pedro Claver
S. Pedro Claver, presbítero, +1654, Beato Frederico Ozanam, leigo, +1853



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Isaac de l'Étoile : «Felizes vós, os que agora chorais»

Leituras

Coloss. 3,1-11.
Portanto, já que fostes ressuscitados com Cristo, procurai as coisas do
alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra.
Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos
manifestareis com Ele em glória.
Crucificai os vossos membros no que toca à prática de coisas da terra:
fornicação, impureza, paixão, mau desejo e a ganância, que é uma idolatria.

Estas coisas provocam a ira de Deus sobre os que lhe resistem.
Entre eles também vós caminhastes outrora, quando vivíeis nessas coisas.
Mas agora rejeitai também vós tudo isso: ira, raiva, maldade, injúria,
palavras grosseiras saídas da vossa boca.
Não mintais uns aos outros, já que vos despistes do homem velho, com as
suas acções,
e vos revestistes do homem novo, aquele que, para chegar ao conhecimento,
não cessa de ser renovado à imagem do seu Criador.
Aí não há grego nem judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro, cita,
escravo, livre, mas Cristo, que é tudo e está em todos.


Salmos 145(144),2-3.10-11.12-13.
Todos os dias te bendirei; louvarei o teu nome para sempre.
SENHOR é grande e digno de todo o louvor; a sua grandeza é insondável.
Louvem-te, SENHOR, todas as tuas criaturas; todos os teus fiéis te
bendigam.
Dêem a conhecer a glória do teu reino e anunciem os teus feitos poderosos,
para mostrar aos homens as tuas proezas e o esplendor glorioso do teu
reino.
teu reino é um reino para toda a eternidade e o teu domínio estende-se por
todas as gerações.


Lucas 6,20-26.
Erguendo os olhos para os discípulos, pôs-se a dizer: «Felizes vós, os
pobres, porque vosso é o Reino de Deus.
Felizes vós, os que agora tendes fome, porque sereis saciados. Felizes vós,
os que agora chorais, porque haveis de rir.
Felizes sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos expulsarem, vos
insultarem e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do
Homem.
Alegrai-vos e exultai nesse dia, pois a vossa recompensa será grande no
Céu. Era precisamente assim que os pais deles tratavam os profetas».
«Mas ai de vós, os ricos, porque recebestes a vossa consolação!
Ai de vós, os que estais agora fartos, porque haveis de ter fome! Ai de
vós, os que agora rides, porque gemereis e chorareis!
Ai de vós, quando todos disserem bem de vós! Era precisamente assim que os
pais deles tratavam os falsos profetas».


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Isaac de l'Étoile (? -c. 1171), monge cisterciense
Sermão 2 para o dia de todos os santos, 13-20 (a partir da trad. de Brésard, 2000 ano A, p. 84)

«Felizes vós, os que agora chorais»

«Felizes vós, os que agora chorais, porque haveis de rir» (Mt 5, 5).
Através desta palavra, o Senhor quer fazer-nos compreender que o caminho da
alegria é o pranto. É pela desolação que se chega à consolação; é perdendo
a vida que ela se encontra, é rejeitando-a que a conservamos, é odiando-a
que a amamos, é desprezando-a que a conservamos (Mt 16, 24ss.). Se queres
conhecer-te e ter autodomínio, entra em ti mesmo e não te procures no
exterior. [...] Cai em ti, pecador, recolhe-te na tua essência, no teu
coração. [...] Não é certo que o homem que entra em si mesmo descobre que
se encontra longe, como o filho pródigo, numa região de dissemelhança, numa
terra estrangeira, onde se senta e chora recordando-se de seu pai e da sua
pátria? (Lc 15, 17) [...]

«Adão, onde estás ?» (Gn 3, 9) Talvez estejas ainda na obscuridade para não
te encarares a ti mesmo; coses folhas de vaidade umas às outras para cobrir
a tua vergonha, olhando o que está à volta e o que é teu. [...] Olha para o
teu interior, olha para ti. [...] Entra dentro de ti, pecador, regressa à
tua alma. Contempla e chora esta alma sujeita à vaidade, à agitação e que
não se consegue libertar do seu cativeiro. [...] É evidente, irmãos, que
vivemos fora de nós mesmos, esquecidos de nós, de cada vez que nos
dispersamos em ninharias ou em distracções, de cada vez que nos regalamos
com futilidades. É por isso que a Sabedoria leva a peito convidar-nos
sempre para a casa do arrependimento antes de nos convidar para a casa do
banquete, como que para chamar a si o homem que andava no exterior de si
mesmo, dizendo-lhe: «Bem-aventurados os que choram» e noutra passagem: «Ai
de vós os que agora rides».

Meus irmãos, gemamos na presença do Senhor, cuja bondade leva ao perdão;
convertamo-nos a Ele «com jejuns, com lágrimas, com gemidos» (Jl 2, 12)
para que um dia [...] as suas consolações façam rejubilar as nossas almas.
Com efeito, felizes são os que choram, não por chorarem, mas porque serão
consolados. O pranto é o caminho: a consolação é a beatitude.




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8 de set de 2009

A UNÇÃO ESPIRITUAL (E VIDA SOBRENATURAL)









O Senhor Deus, na sua infinita misericórdia, quis realizar uma obra nova no meio do seu povo, renovando a face da terra através de uma nova efusão do Seu Espírito. Ele derramou sobre Sua Igreja uma graça especial, que nós chamamos de Renovação Carismática Católica, como cumprimento de uma promessa, como resposta da súplica da própria Igreja. O Espírito Santo é a alma da Igreja. É o motor da Igreja para que ela corresponda aos desafios próprios deste tempo.

Deus vai utilizando formas para que a Sua graça penetre dentro da Igreja e atinja toda humanidade. Assim como Stª Teresa, São Francisco, os monges, os eremitas e todos os santos e ordens fundadas são meios que o Senhor se utiliza para penetrar a Sua graça na Igreja e em cada homem, a RCC também é uma graça com características e meios próprios que Deus utiliza para penetrá-la na Igreja e no mundo.

Todos nós que tivemos essa nova experiência do batismo no Espírito Santo somos portadores desta graça para comunicá-la a Igreja e ao mundo.

Tudo devemos fazer para preservá-la. Devemos ter um zelo especial por ela, procurar vivê-la da melhor forma para poder comunicá-la de forma fiel, sem deformá-la, sem abafá-la, sem minimizá-la. “Nós existimos como Shalom para levar esta graça para a Igreja e toda humanidade. Precisamos conhecê-la mais. Ser fiel a ela é ser fiel a nossa vocação. Deformá-la é deformar também a nossa vocação. A dimensão carismática é parte essencial da nossa vocação e faz parte da nossa missão.

Se colocarmos isto de lado, nós estaremos sendo inúteis para a Igreja...Na hora que isto não for importante para nós estamos preparados para morrer porque seremos inúteis para a Igreja. Somos zeladores e comunicadores desta graça... Acolher, animar e comunicar esta graça deve ser a nossa atitude. É nossa responsabilidade acolher e viver bem esta graça. Deus nos está dando e precisamos acolhê-la e vivê-la com qualidade, com profundidade. Viver isto no meio da Igreja é a nossa missão e a Igreja reconhece esta graça em nós, por isto ela precisa ser bem acolhida, bem trabalhada e bem comunicada.

Ela é muito especial, ela é uma graça com “G” maiúsculo. Todos nós somos responsáveis de vivê-la com qualidade e fazê-la multiplicar. Devemos ter um zelo especial para vivermos esta graça, o batismo no Espírito Santo, o exercício dos carismas do Espírito Santo.” ( Parte da palestra do Moysés sobre a espiritualidade da RCC no retiro comunitário da Comunidade de Aliança em maio/96).

Todas as nossas ações devem estar impregnadas desta graça, porque todas as ações acontecem em vista deste desígnio de Deus, de cumprir este desígnio de Deus. Reter esta graça é como reter uma grande fonte num dique. O desígnio de Deus pode ser frustado. Todos nós precisamos estar atentos para não frustarmos o desígnio de Deus. Deus nos constituiu para esta missão. Comunicar esta graça deve ser a nossa prioridade, tudo o mais passa para segundo plano. Devemos estar mobilizados para isto. O mundo está passando por transformações violentas a nível social, econômico, cultural e Deus nos convocou para comunicarmos esta graça. Precisamos tudo fazer em vista do cumprimento deste desígnio de Deus. A Graça do Espírito Santo é para toda a Igreja e toda a humanidade, não é apenas para um grupo de privilegiados, os místicos, mas de todos os batizados.


Além de tudo isto, esse primeiro anúncio deve ser também recheado dos dons carismáticos. Não podemos ter medo de exercitá-los, pelo contrário, esses dons devem fluir livre e eficazmente para que este anúncio seja cheio da ação e do poder do Espírito Santo.




O Espírito Santo é a alma de todo anúncio e de toda evangelização. Omitir, deixar de ensinar, não incentivar a ação carismática do Espírito é deixar o anúncio incompleto, é ferir a vontade de Deus, é diminuir os canais da ação de Deus no meio do seu povo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes milagres acompanharão os que crerem...” ( Mc 16,15-18). Os homens não querem apenas ouvir vozes que falem de Deus, mas ouvir a voz de Deus através de nossas palavras. O Espírito Santo deve passar sem obstáculo por meio de nossas palavras.


O Espírito se manifesta principalmente em duas direções: pela santificação ou ação santificadora; e pela unção espiritual, ou ação carismática;. A sua ação santificadora é destinada a transformar as pessoas a partir do seu interior, dando-lhes um novo coração, novo sentimentos. O destinatário do Espírito não é a comunidade, e sim a pessoa em si. O Espírito Santo começa a apresentar-se como uma força de transformação interior, que modifica o ser humano e que o eleva acima de sua condição de maldade.

A presença do Espírito de Deus fica “retido” no homem. Na sua ação carismática ou unção espiritual ele vem sobre algumas pessoas e concede a elas poderes extraordinários, mas apenas temporais, para levar até o fim os compromissos. Essa ação carismática do Espírito de Deus visa principalmente o bem da comunidade, valendo-se das pessoas que o receberam.

Assim, por unção podemos entender a idéia de poder, de força de persuasão. Por exemplo, uma pregação cheia de unção, é aquela onde se percebe, por assim dizer, a forte vibração do Espírito; um anúncio que sacode, que converte de pecado, que atinge o coração das pessoas. O Espírito Santo vem nos reis de Israel, tornando-os idôneos para governar o povo de Deus: Samuel pegou a vasilia de óleo e ungiu o rapaz na presença dos irmãos. Desse dia em diante, o espírito de Javé permaneceu sobre Davi” (1Sm 16,13). O mesmo Espírito vem sobre os profetas de Deus, para que digam ao povo qual a sua vontade. É o Espírito de profecia, que animou os profetas do Antigo Testamento, até João Batista, o precursor de Jesus Cristo: “Eu estou cheio da força do eswpírito de Javé, do direito e da fortaleza, para denunciar a Jacó o seu crime e a Israel o seu pecado”.(Mq 3,8).

A unção é um componente perfeitamente bíblico do termo, presente. Por exemplo, no texto dos Atos, em que se diz que Jesus “foi ungido com o Espírito Santo e com poder”(Atos 10,38).]

A unção é mais um ato do que um estado. É algo que não se possui estavelmente, mas que lhe sobrevém, que a “investe” subitamente, no momento em que exerce um ministério ou durante a oração.

São Basílio diz que o Espírito Santo “esteve sempre na vida do Senhor, sendo a sua unção e o seu companheiro inseparável”, de sorte que “toda a atividade de Cristo se desenrolou no Espírito. Ter a unção significa, assim, ter o Espírito Santo como “companheiro inseparável” na vida, fazer tudo “no Espírito” (cf. Gl5,18). A unção é mais um dom do Espírito do que obra nossa.

Tudo isso se traduz, no comportamento humano, ora por suavidade, calma, paz, doçura, devoção, emoção, ora por autoridade, força, poder, firmeza no comando, conforme as circunstâncias, o caráter da pessoa e também do ofício que se exerce. O exemplo vivo é Jesus que, conduzido pelo Espírito, manifesta-se doce e humilde de coração, mas também, quando preciso, cheio de sobrenatural autoridade.

A unção caracteriza-se por um certo brilho interior que dá facilidade e domínio ao fazer as coisas. É algo comparável à “forma” do atleta e à inspiração do poeta: naquele momento se consegue dar o melhor de si. Porém não é algo imperceptível, inefável. Podemos reconhecer a unção quando estamos diante de uma pessoa que a possui, mas não se pode definí-la com conceitos claros e distintos. A unção participa estreitamente da natureza do Espírito, que é inapreensível.


QUE PODEMOS FAZER PARA OBTÊ-LA?

Graças ao Batismo e à Crisma, já possuímos a unção! Ou melhor, segundo a doutrina tradicional baseada em 2Cor 1,21-22, ela imprimiu em nossa alma um caráter indelével, como um ferrete ou um selo. Esta unção não pode ficar inativa, inerte, se não a “libertamos”, como um ungüento perfumado que não espalha nenhum bom odor enquanto ficar fechado no vaso. É preciso quebrar o vaso de alabastro! O vaso de alabastro, quebrado pela mulher, graças ao qual “a casa ficou toda perfumada” (cf. Jo 12,3), era símbolo da humanidade de Cristo, o verdadeiro “vaso de alabastro” por sua pureza, e que teve de ser quebrado na Paixão, para que a fragância do Espírito Santo, nele encerrada, pudesse derramar-se e perfumar toda a Igreja e o mundo inteiro. Esse vaso foi a humanidade de Jesus, totalmente repleta de seu perfume.

Porém, na hora da morte, esse vaso se rompeu. Até fisicamente seu peito foi transpassado, e assim o Espírito Santo foi derramado no mundo e inundou de perfume a sua Igreja. Jesus ressuscitado encontra os discípulos ainda na tardinha da Páscoa. Soprou sobre eles, quase como que evocando o sopro criativo do princípio de tudo e disse: “Recebam o Espírito Santo”. Veja o que nos diz Santo Inácio de Antioquia: O Senhor recebeu sobre a cabeça uma unção perfumada, para efundir sobre a Igreja o odor da incorruptibilidade.

Eis o que se insere a nossa parte no que tange à unção. Ela não depende de nós, mas de nós depende remover os obstáculos que lhe impedem esparramar-se. Não é difícil compreender o que significa para nós quebrar o vaso de alabastro. O vaso é a nossa humanidade, o nosso eu, e por vezes o nosso árido intelectualismo. Quebrá-lo significa render-se a Deus, significa obediência até a morte, como Jesus.

Atenção! Nem tudo está entregue ao esforço ascético (talvez pode dizer o que siginifica ascese). E muito mais depende a fé, a vida de oração, a súplica humilde. Jesus recebe a sua unção “quando estava rezando” (cf. Lc 3,21). “Quando mais o Pai celeste saberá dar a unção do Espírito Santo aos que lho pedirem!” (cf Lc 11,13). É preciso, pois, pedir a unção do Espírito Santo antes de assumir qualquer função importante a serviço do Reino. Porque não dizer de vez em quando: Unge meu coração e minha mente, Deus todo-poderoso, para que eu possa proclamar com a doçura e o poder do Espírito a tua Palavra? Alguns cânticos são particularmente apropriados para favorecerem esse abandono à unção que vem do alto. Um deles é o Veni Creator, mas há outros. Quantos não terão sentido descer sobre si a unção do Espírito enquanto ressoava estes cânticos do Espírito?

Por vezes se tem uma experiência quase física da recepção da unção. Uma certa emoção, clareza e firmeza se apoderam de súbito da alma; desaparece todo o nervosismo, todo o medo e toda a timidez; experimenta-se um pouco da clama e da própria autoridade de Deus.




LÍDERES UNGIDOS PARA ESPALHAR NO MUNDO O ODOR DE CRISTO

Há uma necessidade que todo o povo de Deus seja ungido pelo Espírito, pois a unção não se limita a algumas categorias de pessoas na Igreja. O ungüento espalha perfume sempre, com sua simples existência. E a unção foi conferida a cada cristão, justamente para que se torne “o bom odor de Cristo” (cf. 2 Cor 2,15). Porém para a liderança essa necessidade da unção é vital, entendida no seu duplo aspecto de doçura e força. O líder pode ter recebido a autorização para fazer ou tomar determinadas decisões, mas ele precisa de autoridade no fazê-las.

O Espirito Santo, conforme esta sugestiva leitura espiritual da Bíblia, é aquele óleo precioso derramado sobre a cabeça do novo Sumo Sacerdote, que é Cristo Jesus. Da cabeça ele se espalha “como uma mancha de azeite” escorrendo pelo Corpo da Igreja até a orla da sua veste, até onde a Igreja toca o mundo. A liturgia se apropria desta imagem quando, na Missa do Crisma, a Quinta-feira Santa, formula esta oração que também recitamos, encerrando esta meditação: Ó Deus, que ungistes o vosso Filho único com o Espírito Santo, e o fizestes Cristo e Senhor, concedei que, participando da sua consagração, sejamos testemunhas da redenção que Ele nos trouxe.(Missal romano-oração da Missa do Crisma, Quinta-feira Santa).


Fonte: Comunidade Shalon ( www.comshalom.org)

Entrevista com Padre Pio

1. Padre, o Sr. ama o Sacrifício da Missa?

Sim, porque Ela regenera o mundo.

2. Que glória dá a Deus a Missa?

Uma glória infinita.

3. Que devemos fazer durante a Missa?

Compadecer-nos e amar.

4. Padre, como devemos assistir à Santa Missa?

Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.

5. Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?

Não se podem contar. Vê-lo-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração.

6. Padre, que é sua Missa?

Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia-o chorando.)

7. Que devo descobrir na sua Santa Missa?

Todo o Calvário.

8. Padre, diga-me tudo o que o senhor sofre durante a Santa Missa.

Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só enquanto pode fazê-lo uma criatura humana. E isto, apesar de cada uma de minhas faltas e só por sua bondade.

9. Padre, durante o Sacrifício divino o senhor carrega os nossos pecados?

Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.

10. O senhor considera a si mesmo um pecador?

Não o sei, mas temo que assim seja.

11. Eu já vi o senhor tremer ao subir aos degraus do altar. Por quê? Pelo que tem de sofrer?

Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.

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12. Em que momento da Missa o senhor sofre mais?

Na Consagração e na Comunhão.

13. Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, seus olhos se encheram de lágrimas.

Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?

14. Por que, ao ler o Evangelho, o senhor chorou quando leu estas palavras: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue..."

Chora comigo de ternura!

15. Padre, por que o senhor chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?

A nós nos parece que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e continuamente O ofendam com sua ingratidão e incredulidade.

16. Sua Missa, Padre, é um sacrifício cruento?

Herege!

17. Perdão, Padre, quis dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?

Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.

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18. Quem lhe limpa o sangue durante a Missa?

Ninguém.

19. Padre, por que o senhor chora no Ofertório?

Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.

20. Durante sua Missa, Padre, o povo faz um pouco de barulho...

Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos, e ameaças? Havia um alvoroço enorme.

21. Não o distraem os ruídos?

Em nada.

22. Padre, por que sofre tanto na Consagração?

Não sejas maldoso... (Não quero que me perguntes isso...)

23. Padre, diga-me: por que sofre tanto na Consagração?

Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.

24. Padre, por que chora no altar, e que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las com o senhor.

Os segredos do Rei Supremo não podem revelar-se nem profanar-se. Pergunta-mes por que choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?

25. Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?

Sim, muito freqüentemente...

26. Padre, como pode estar-se de pé no Altar?

Como estava Jesus na Cruz.

27. No altar, o senhor está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?

E ainda me perguntas?

28. Como se acha o senhor?

Como Jesus no Calvário.

29. Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os cravos em Jesus?

Evidentemente.

30. Ao senhor também lhos pregam?

E de que maneira!

31. Também deitam a Cruz para o senhor?

Sim, mas não devemos ter medo.

32. Padre, durante a Missa o senhor pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?

Sim, indignamente, mas também as pronuncio.

33. E a quem diz: "Mulher, eis aí teu filho"?

Digo para Ela: "Eis aqui os filhos de Teu Filho".

34. O senhor sofre a sede e o abandono de Jesus?

Sim.

35. Em que momento?

Depois da Consagração.

36. Até que momento?

Costuma ser até a Comunhão.

37. O senhor diz que tem vergonha de dizer: "Procurei quem me consolasse e não achei". Por quê?

Porque nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.

38. Diante de quem sente vergonha?

Diante de Deus e da minha consciência.

39. Os Anjos do Senhor o reconfortam no Altar em que o senhor se imola?

Pois... não o sinto.

40. Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor sofre, como Jesus, o abandono total, nossa presença não serve para nada.

A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?

41. Que é a Sagrada Comunhão?

É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.

42. Quando Jesus vem, visita somente a alma?

O ser inteiro.

43. Que faz Jesus na Comunhão?

Deleita-se na sua criatura.

44. Quando se une a Jesus na Santa Comunhão, que quer peçamos a Deus pelo senhor?

Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.

45. O senhor sofre também na Comunhão?

É o ponto culminante.

46. Depois da Comunhão, continuam seus sofrimentos?

Sim, mas não sofrimentos de amor.

47. A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?

À sua Mãe.

48. E o senhor para quem olha?

Para meus irmãos de exílio.

49. O senhor morre na Santa Missa?

Misticamente, na Sagrada Comunhão.

50. É por excesso de amor ou de dor?

Por ambas as coisas, porém mais por amor.

51. Se o senhor morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Por quê?

Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.

52. Padre, o senhor disse que a vítima morre na Comunhão. Colocam o senhor nos braços de Nossa Senhora?

Nos de São Francisco.

53. Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para descansar no Senhor?

Sou eu quem descansa n'Ele!

54. Quanto ama a Jesus?

Meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e me causa pena.

55. Padre, por que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: "E vimos sua glória como do Unigênito Pai, cheio de graça e de verdade"?

Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?

56. Que união teremos então com Jesus?

A Eucaristia nos dá uma idéia.

57. A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?

Julgas que a Mãe não se interessa por seu Filho?

58. E os Anjos?

Em multidões.

59. Padre, quem está mais perto do Altar?

Todo o Paraíso.

60. O senhor gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?

Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.

61. Disseram-me que traz com o senhor o seu próprio Altar...

Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: "Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus". "Estou cravado com Cristo na Cruz." "Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão..."

Nesse caso, não me engano quando digo que estou vendo Jesus Crucificado! (Nenhuma resposta)

62. Padre, o senhor se lembra de mim na Santa Missa?

Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.

A Missa do Padre Pio, em seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Sempre foi um êxtase de amor e de dor. Seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:

63. Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.

Dize-me, filho.

64. Padre, queria perguntar-lhe que é a Missa?

Por que me perguntas isto?

65. Para ouvi-la melhor, Padre.

Filho, posso dizer-te que é a minha Missa.

66. Pois é isso o que quero saber, Padre.

Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.


(http://www.cot.org.br/igreja/entrevista-com-padre-pio-sobre-a-missa.php)


"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12