"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12

2 de fev de 2009

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 02 de Fevereiro de 2009
Apresentação do Senhor, festa.

Apresentação do Senhor
Nossa Senhora dos Navegantes



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Guerric d'Igny : «Porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos»

Leituras

Malaquias 3,1-4.
«Eis que Eu vou enviar o meu mensageiro, a fim de que ele prepare o caminho
à minha frente. E imediatamente entrará no seu santuário o Senhor, que vós
procurais, e o mensageiro da aliança, que vós desejais. Ei-lo que chega! –,
diz o Senhor do universo.
Quem suportará o dia da sua chegada? Quem poderá resistir, quando ele
aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor e como a barrela das
lavadeiras.
Ele sentar-se-á como fundidor e purificador. Purificará os filhos de Levi e
os refinará, como se refinam o ouro e a prata. E assim eles serão para o
Senhor os que apresentam a oferta legítima.
Então, a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor como nos
dias antigos, como nos anos de outrora.


Salmos 24,7.8.9.10.
Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai vos, pórticos eternos, que vai
entrar o rei glorioso.
Quem é esse rei glorioso? É o SENHOR, poderoso herói, o SENHOR, herói na
batalha.
Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai vos, pórticos eternos, que vai
entrar o rei glorioso.
Quem é Ele, esse rei glorioso? É o Senhor do universo! É Ele o rei
glorioso.


Lucas 2,22-40.
Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a Lei de Moisés,
levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor,
conforme está escrito na Lei do Senhor: «Todo o primogénito varão será
consagrado ao Senhor»
e para oferecerem em sacrifício, como se diz na Lei do Senhor, duas rolas
ou duas pombas.
Ora, vivia em Jerusalém um homem chamado Simeão; era justo e piedoso e
esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo estava nele.
Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria antes de ter
visto o Messias do Senhor.
Impelido pelo Espírito, veio ao templo, quando os pais trouxeram o menino
Jesus, a fim de cumprirem o que ordenava a Lei a seu respeito.
Simeão tomou-o nos braços e bendisse a Deus, dizendo:
«Agora, Senhor, segundo a tua palavra, deixarás ir em paz o teu servo,
porque meus olhos viram a Salvação
que ofereceste a todos os povos,
Luz para se revelar às nações e glória de Israel, teu povo.»
Seu pai e sua mãe estavam admirados com o que se dizia dele.
Simeão abençoou os e disse a Maria, sua mãe: «Este menino está aqui para
queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição;
uma espada trespassará a tua alma. Assim hão-de revelar-se os pensamentos
de muitos corações.»
Havia também uma profetisa, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, a qual
era de idade muito avançada. Depois de ter vivido casada sete anos, após o
seu tempo de donzela,
ficou viúva até aos oitenta e quatro anos. Não se afastava do templo,
participando no culto noite e dia, com jejuns e orações.
Aparecendo nessa mesma ocasião, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino
a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém.
Depois de terem cumprido tudo o que a Lei do Senhor determinava,
regressaram à Galileia, à sua cidade de Nazaré.
Entretanto, o menino crescia e robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a
graça de Deus estava com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
1.º Sermão para a festa da Purificação da Virgem Maria, 2.3.5 ; PL 185, 64-65 (a partir da trad. de Delhougne, Les Pères commentent, p. 470 ; cf SC 166, pp. 315 ss.)

«Porque meus olhos viram a Salvação que ofereceste a todos os povos»

Eis, meus irmãos, entre as mãos de Simeão, um círio aceso. Acendei também,
nesta luminária, os vossos círios, lâmpadas que o Senhor vos ordena que
segureis, acesas, em vossas mãos (Lc 12,35). «Aqueles que O contemplam
ficam iluminados» (Sl 33,6); aproximai-vos pois, de maneira a serdes, mais
que meros portadores de velas, luzes que brilham no interior e no exterior,
para vós mesmos e para o próximo.

Que haja portanto uma vela acesa no vosso coração, na vossa mão, na vossa
boca! Que a lâmpada que tendes no coração brilhe para vós mesmos, que a
lâmpada que tendes na mão e na boca brilhe para o vosso próximo. A lâmpada
que tendes em vosso coração é a devoção inspirada pela fé; a lâmpada que
tendes em vossa mão, o exemplo das boas obras; a lâmpada na vossa boca, a
palavra que edifica. Porque não devemos contentar-nos em ser luzes aos
olhos dos homens por nossos actos e palavras, pois é preciso também que
brilhemos diante dos anjos, com a oração, e diante de Deus, com as nossas
intenções. A nossa lâmpada diante dos anjos é a pureza da devoção que nos
faz cantar com recolhimento ou rezar com fervor, na sua presença. A nossa
lâmpada diante de Deus é a resolução sincera de agradar unicamente Àquele
diante de Quem encontrámos a graça [...]

Assim, a fim de acendermos todas estas lâmpadas, deixai-vos iluminar,
irmãos, aproximando-vos da fonte da luz, Jesus, que brilha nas mãos de
Simeão. Ele quer, seguramente, iluminar a vossa fé, fazer resplandecer as
vossas obras, inspirar-vos palavras para dizerdes aos homens, encher-vos de
fervor na oração e purificar as vossas intenções [...]. E, quando a lâmpada
desta vida se extinguir [...], vereis a luz da vida que não se extingue
levantar-se e elevar-se na noite como o esplendor da luz do meio-dia.





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