14 de abr de 2009

Como ser um católico bem formado?

Formações

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Quanto mais conhecemos a Igreja, mais a amamos

O autor da Carta aos Hebreus escreveu: “Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal” (Hb 5, 13-14). Sem esse “alimento sólido”, que a Igreja chama de “fidei depositum” (o depósito da fé), ninguém poderá ser verdadeiramente católico e autêntico seguidor de Jesus Cristo.

Não há dúvida de que a maior necessidade do povo católico hoje é a formação na doutrina. Por não a conhecer bem, esse mesmo povo, muitas vezes, vive sua espiritualidade, mas acaba procedendo como não católico, aceitando e vivendo, por vezes, de maneira diferente do que a Igreja ensina, especialmente na moral. E o pior de tudo é que se deixa enganar pelas seitas, igrejinhas e superstições.

Em sua recente viagem à África, que começou em 17 de maio de 2009, o Papa Bento XVI deixou claro que a formação é o antídoto para as seitas e para o relativismo religioso e moral. Em Yaoundé, em Camarões, o Sumo Pontífice disse que “a expansão das seitas e a difusão do relativismo – ideologia segundo a qual não há verdades absolutas –, tem um mesmo antídoto, segundo Bento XVI: a formação”. Afirmando que: «O desenvolvimento das seitas e movimentos esotéricos, assim como a crescente influência de uma religiosidade supersticiosa e do relativismo, são um convite importante a dar um renovado impulso à formação de jovens e adultos, especialmente no âmbito universitário e intelectual». E o Santo Padre pediu «encarecidamente» aos bispos que perseverem em seus esforços por oferecer aos leigos «uma sólida formação cristã, que lhes permita desenvolver plenamente seu papel de animação cristã da ordem temporal (política, cultural, econômica, social), que é compromisso característico da vocação secular do laicado».

Desde o começo da Igreja os Apóstolos se esmeraram na formação do povo. São Paulo, ao escrever a S. Tito e a S. Timóteo, os primeiros bispos que sagrou e colocou em Creta e Éfeso, respectivamente, recomendou todo cuidado com a “sã doutrina”. Veja algumas exortações do Apóstolo dos Gentios; a Tito ele recomenda: seja “firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem” (Tt 1, 9). “O teu ensinamento, porém, seja conforme à sã doutrina” (Tt 2,1).

A Timóteo ele recomenda: “Torno a lembrar-te a recomendação que te dei, quando parti para a Macedônia: devias permanecer em Éfeso para impedir que certas pessoas andassem a ensinar doutrinas extravagantes, e a preocupar-se com fábulas e genealogias” (Tm 1, 3-4). E “Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão” (1Tm 4,6). São Paulo ensina que Deus “quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2, 4).

Sem a verdade não há salvação. E essa verdade foi confiada à Igreja: “Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a Igreja de Deus vivo, coluna e sustentáculo da verdade” (1Tm 3,15). Jesus garantiu aos Apóstolos na Última Ceia que o Espírito Santo “ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16, 13) e “relembrar-vos-á tudo o que lhe ensinei” (Jo 14, 25). Portanto, se o povo não conhecer esta “verdade que salva”, ensinada pela Igreja, não poderá vivê-la. Mas importa que essa mesma verdade não seja falsificada, que seja ensinada como recomenda o Magistério da Igreja, que recebeu de Cristo a infalibilidade para ensinar as verdades da fé (cf. Catecismo da Igreja Católica § 981).

Já no primeiro século do Cristianismo os Apóstolos tiveram que combater as heresias, de modo especial o gnosticismo dualista; e isso foi feito com muita formação. São Paulo lembra a Timóteo que: “O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas, de hipócritas e impostores [...]” (1Tm 4,1-2).

A Igreja, em todos os tempos, se preocupou com a formação do povo. Os grandes bispos e padres da Igreja como S. Agostinho, S. Ambrósio, S. Atanásio, S. Irineu, e tantos outros gigantes dos primeiros séculos, eram os catequistas do povo de Deus. Suas cartas, sermões e homilias deixam claro o quanto trabalharam na formação dos fiéis.

Hoje, o melhor roteiro que Deus nos oferece para uma boa formação é o Catecismo da Igreja Católica, aprovado em 1992 pelo saudoso Papa João Paulo II. Em sua apresentação, na Constituição Apostólica “Fidei Depositum”, ele declarou:

“ O Catecismo da Igreja Católica [...] é uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja. Vejo-o como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé”. E pede: “Peço, portanto, aos Pastores da Igreja e aos fiéis que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem assiduamente ao cumprirem a sua missão de anunciar a fé e de apelar para a vida evangélica. Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva como texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica […]. O "Catecismo da Igreja Católica", por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão da nossa esperança (cf. lPd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê”.

Essas palavras do Papa João Paulo II mostram a importância do Catecismo para a formação do povo católico. Sem isso, esse povo continuará sendo vítima das seitas, enganado por falsos pastores e por falsas doutrinas.

Mais do que nunca a Igreja confia hoje nos leigos, abre-lhes cada vez mais a porta para evangelizar; então, precisamos fazer isso com seriedade e responsabilidade. Ninguém pode ensinar aquilo que quer, o que “acha certo”; não, somos obrigados a ensinar o que ensina a Igreja, pois só ela recebeu de Deus o carisma da infalibilidade. Ninguém é catequista e missionário por própria conta, mas é um enviado da Igreja. Sem a fidelidade a ela, tudo pode ser perdido. Portanto, é preciso estar preparado, estudar, conhecer a Igreja, a doutrina, a sua História, o Catecismo, os documentos importantes, a liturgia, entre outros. Quanto mais conhecemos a Igreja e todo o tesouro que ela traz em seu coração, tanto mais a amamos.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br

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A Paz do Senhor!!!
Irmãos, de acordo com nossa pesquisa, o tema mais querido para o Podcast foi sobre a Oração. Em segundo lugar ficou falar sobre a vida dos Santos, em 3º falar sobre as Sagradas Escrituras, Tradição e Magistério e em 4º falar sobre a História da Igreja.
Irmãos, conversando com algumas pessoas, decidimos fazer um Podcast mais eclético, com variados temas que chamaremos de séries. Faremos uma sequencia de episódios sobre a vida de oração, mas faremos também paralelamente sobre o Catecismo da Igreja, sobre a vida dos Santos, história da Igreja, etc.
Então fique alerta!
Começaremos neste mês ainda, se Deus quiser, por isso, ore por nós, fique atento e divulgue!
Mais à frente traremos mais novidades sobre este projeto.
Deus o abençoe!

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Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 14 de Abril de 2009
3ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

3ª-feira na Oitava da Páscoa
S. Pedro Gonçalves Telmo, confessor, +1246



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Cirilo de Jerusalém : «Perto do lugar em que Jesus tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo [...]. Foi ali que puseram Jesus» (Jo 19, 41-42)

Leituras

Actos 2,36-41.
Saiba toda a casa de Israel, com absoluta certeza, que Deus estabeleceu
como Senhor e Messias a esse Jesus por vós crucificado.»
Ouvindo estas palavras, ficaram emocionados até ao fundo do coração e
perguntaram a Pedro e aos outros Apóstolos: «Que havemos de fazer, irmãos?»

Pedro respondeu-lhes: «Convertei-vos e peça cada um o baptismo em nome de
Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do
Espírito Santo.
Na verdade, a promessa de Deus é para vós, para os vossos filhos, assim
como para todos os que estão longe: para todos os que o Senhor nosso Deus
quiser chamar.»
Com estas e muitas outras palavras, Pedro exortava-os e dizia-lhes:
«Afastai-vos desta geração perversa.»
Os que aceitaram a sua palavra receberam o baptismo e, naquele dia,
juntaram-se a eles cerca de três mil pessoas.


Salmos 33(32),4-5.18-19.20.22.
As palavras do SENHOR são verdadeiras, as suas obras nascem da fidelidade.
Ele ama a rectidão e a justiça; a terra está cheia da sua bondade.
Os olhos do SENHOR velam pelos seus fiéis, por aqueles que esperam na sua
bondade,
para os libertar da morte e os manter vivos no tempo da fome.
A nossa alma espera no SENHOR; Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.
Venha sobre nós, SENHOR, o teu amor, pois depositamos em ti a nossa
confiança.


João 20,11-18.
Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de
chorar, debruçou-se para dentro do túmulo,
e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o
corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés.
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram
o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta
que era Ele.
E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando
que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o
tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.»
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico:
«Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!»
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai
ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai,
para o meu Deus, que é vosso Deus.'»
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que
Ele lhe tinha dito.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Cirilo de Jerusalém (313-350), Bispo de Jerusalém e Doutor da Igreja
Catequese baptismal n° 14 (trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 204; cf. Eds. du Soleil Levant, p. 305)

«Perto do lugar em que Jesus tinha sido crucificado, havia um horto e, no horto, um túmulo novo [...]. Foi ali que puseram Jesus» (Jo 19, 41-42)

Em que estação desperta o Salvador? No Cântico dos Cânticos, diz-se: «Eis
que o Inverno passou, cessaram e desapareceram as chuvas. Apareceram as
flores na nossa terra [...]» (2, 11-12). Não estará a terra actualmente
cheia de flores [...]? Com a chegada do mês de Abril, estamos na Primavera.
Ora é nesta estação, neste primeiro mês do calendário hebraico, que se
celebra a Páscoa, outrora em símbolo e agora na realidade. [...]

Um horto foi o local da sepultura do Senhor. [...] E que diz Aquele que
está sepultado no horto? «Colho a minha mirra e o meu bálsamo, a mirra e o
aloés e todos os balsameiros mais selectos» (Cant 5, 1; 4, 14), pois tudo
isso simboliza a sepultura. Os Evangelhos também dizem: «As mulheres foram
ao sepulcro levando os perfumes que haviam preparado» (Lc 24, 1). [...]

Porque, antes de entrarem na câmara atravessando as portas fechadas, o
Esposo e médico das almas fora procurado por mulheres de coração forte. As
santas mulheres foram ao sepulcro e procuraram Aquele que havia
ressuscitado. [...] Segundo o Evangelho, Maria foi ao sepulcro, procurou-O
e não O encontrou, em seguida recebeu a mensagem dos anjos e por fim viu
Cristo. Não haviam estas circunstâncias sido também descritas? Sim, porque
Maria diz no Cântico: «Durante a noite, no meu leito, busquei aquele que a
minha alma ama» (3, 1). [...] Diz o Evangelho que Maria foi ao sepulcro
«logo de manhã, ainda escuro» (Jo 20, 1). «Procurei-O de noite, mas não O
achei.» E, no Evangelho, Maria diz: «Porque levaram o meu Senhor e não sei
onde O puseram.» Mas os anjos aparecem então: «Porque buscais entre os
mortos Aquele que vive?» (Lc 24, 5) [...] Maria não O reconheceu e era em
seu nome que o Cântico dos Cânticos dizia: «Vistes, acaso, aquele a quem a
minha alma ama?» «Mal passara pelos guardas (trata-se dos dois anjos),
encontrei aquele a quem a minha alma ama. Agarrei-me a ele e não o larguei
mais» (3, 3-4).




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13 de abr de 2009

Convocação para o abaixo-assinado pela vida!

SG n. 0919/08
Grupos pró-aborto estão promovendo um abaixo-assinado para que a ONU reconheça o aborto como um suposto direito universal, aproveitando a festa dos 60 anosda promulgação da Declaração Universal dos Diretos Humanos, no dia 10 dedezembro.
Nós, Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, entidades emovimentos em defesa da vida, estamos promovendo outro abaixo-assinado, ouseja, em favor da vida e contra o aborto. Precisamos de 50.000 assinaturas. Convocamos a todos para que divulguem esta nossa campanha a fim de neutralizarum flagrante desrespeito aos direitos humanos. Faça sua assinatura, defenda a maternidade e a vida inocente votando a favorda dignidade do embrião, do feto e da criança no útero materno.
Para isso, acesse: http://www.c-fam.org/publications/id.101/default.asp
Repasse esta mensagem à sua família, seus amigos, enfim, a todas as pessoas .
"Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19).
Brasília, 24 de outubro de 2008.

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB
Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida eFamília

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 13 de Abril de 2009
2ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA

2ª feira na oitava da Páscoa (ofício próprio)
S. Martinho I, papa, +656



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus» (Jo 20, 17)

Leituras

Actos 2,14.22-32.
De pé, com os Onze, Pedro ergueu a voz e dirigiu-lhes então estas palavras:
«Homens da Judeia e todos vós que residis em Jerusalém, ficai sabendo isto
e prestai atenção às minhas palavras.
Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, Homem acreditado
por Deus junto de vós, com milagres, prodígios e sinais que Deus realizou
no meio de vós por seu intermédio, como vós próprios sabeis,
este, depois de entregue, conforme o desígnio imutável e a previsão de
Deus, vós o matastes, cravando-o na cruz pela mão de gente perversa.
Mas Deus ressuscitou-o, libertando-o dos grilhões da morte, pois não era
possível que ficasse sob o domínio da morte.
David diz a seu respeito: 'Eu via constantemente o Senhor diante de mim,
porque Ele está à minha direita, a fim de eu não vacilar.
Por isso o meu coração se alegrou e a minha língua exultou; e até a minha
carne repousará na esperança,
porque Tu não abandonarás a minha vida na habitação dos mortos, nem
permitirás que o teu Santo conheça a decomposição.
Deste-me a conhecer os caminhos da Vida, hás-de encher-me de alegria com a
tua presença.'
Irmãos, seja-me permitido falar-vos sem rodeios: o patriarca David morreu e
foi sepultado, e o seu túmulo encontra-se, ainda hoje, entre nós.
Mas, como era profeta e sabia que Deus lhe prometera, sob juramento, que um
dos descendentes do seu sangue havia de sentar-se no seu trono,
viu e proclamou antecipadamente a ressurreição de Cristo por estas
palavras: 'Não foi abandonado na habitação dos mortos e a sua carne não
conheceu a decomposição.'
Foi este Jesus que Deus ressuscitou, e disto nós somos testemunhas.


Salmos 16(15),1-2.5.7-8.9-10.11.
Defende me, ó Deus, porque em ti me refugio.
Digo ao SENHOR: "Tu és o meu Deus, és o meu bem e nada existe acima de ti."
SENHOR, minha herança e meu cálice, a minha sorte está nas tuas mãos.
Bendirei o SENHOR porque Ele me aconselha; até durante a noite a minha
consciência me adverte.
Tenho sempre o SENHOR diante dos meus olhos; com Ele a meu lado, jamais
vacilarei.
Por isso, o meu coração se alegra e a minha alma exulta e o meu corpo
repousará em segurança.
Pois Tu não me entregarás à morada dos mortos, nem deixarás o teu fiel
conhecer a sepultura.
Hás-de ensinar me o caminho da vida, saciar me de alegria na tua presença,
e de delícias eternas, à tua direita.


Mateus 28,8-15.
Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria,
as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos.
Jesus saiu ao seu encontro e disse-lhes: «Salve!» Elas aproximaram-se,
estreitaram-lhe os pés e prostraram-se diante dele.
Jesus disse-lhes: «Não temais. Ide anunciar aos meus irmãos que partam para
a Galileia. Lá me verão.»
Enquanto elas iam a caminho, alguns dos guardas foram à cidade participar
aos sumos sacerdotes tudo o que tinha acontecido!
Eles reuniram-se com os anciãos; e, depois de terem deliberado, deram muito
dinheiro aos soldados,
recomendando-lhes: «Dizei isto: 'De noite, enquanto dormíamos, os seus
discípulos vieram e roubaram-no.'
E, se o caso chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e
faremos com que vos deixe tranquilos.»
Recebendo o dinheiro, eles fizeram como lhes tinham ensinado. E esta
mentira divulgou-se entre os judeus até ao dia de hoje.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Homilia (trad. © L'Osservatore Romano rev.)

«Vai ter com os meus irmãos e diz-lhes que subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus» (Jo 20, 17)

Na atmosfera da alegria pascal, a liturgia conduz-nos ao sepulcro onde,
como nos conta São Mateus, Maria de Magdala e a outra Maria, conduzidas
pelo amor que tinham por Jesus, tinham ido visitar o seu túmulo. O
evangelista narra que Ele veio ao encontro delas e que lhes disse: «Não
temais, ide anunciar aos meus irmãos que devem ir até à Galileia; lá me
verão.» Foi realmente uma alegria indescritível que elas demonstraram ao
rever o Senhor e, cheias de entusiasmo, foram a correr participar o
acontecimento aos discípulos.

A ressurreição repete-nos a nós também, como a estas mulheres que
permaneceram junto de Jesus durante a Sua paixão, que não tenhamos medo de
nos tornarmos mensageiros para anunciar a ressurreição. Aquele que encontra
Jesus ressuscitado e que se entrega a Ele docilmente não tem nada a temer.
Tal é a mensagem que os cristãos são chamados a difundir até aos confins da
terra. A fé cristã, como sabemos, nasce, não da aceitação de uma doutrina,
mas do encontro com uma pessoa, com Cristo morto e ressuscitado. Na nossa
existência quotidiana, temos diversas ocasiões de comunicar a nossa fé aos
outros de uma maneira simples e convicta, de tal forma que a fé possa
nascer neles devido à nossa atitude.




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12 de abr de 2009

Liturgia Diária!!!

Domingo, dia 12 de Abril de 2009
DOMINGO DA PÁSCOA NA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor
S. Victor de Braga, mártir, +300



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Máximo de Turim : «Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e cantemos de alegria»

Leituras

Actos 10,34.37-43.
Então, Pedro tomou a palavra e disse: «Reconheço, na verdade, que Deus não
faz acepção de pessoas,
Sabeis o que ocorreu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do
baptismo que João pregou:
como Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré, o
qual andou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram
oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com Ele.
E nós somos testemunhas do que Ele fez no país dos judeus e em Jerusalém. A
Ele, que mataram, suspendendo-o de um madeiro,
Deus ressuscitou-o, ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se,
não a todo o povo, mas às testemunhas anteriormente designadas por Deus, a
nós que comemos e bebemos com Ele, depois da sua ressurreição dos mortos.
E mandou-nos pregar ao povo e confirmar que Ele é que foi constituído, por
Deus, juiz dos vivos e dos mortos.
É dele que todos os profetas dão testemunho: quem acredita nele recebe,
pelo seu nome, a remissão dos pecados.»


Salmos 118(117),1-2.16-17.22-23.
Louvai o SENHOR, porque Ele é bom, porque o seu amor é eterno.
Diga a casa de Israel: «O seu amor é eterno.»
mão do SENHOR foi magnífica; a mão do SENHOR fez maravilhas.»
Não morrerei, antes viverei, para narrar as obras do SENHOR.
pedra que os construtores rejeitaram veio a tornar-se pedra angular.
Isto foi obra do SENHOR e é um prodígio aos nossos olhos.


Coloss. 3,1-4.
Portanto, já que fostes ressuscitados com Cristo, procurai as coisas do
alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus.
Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra.
Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
Quando Cristo, a vossa vida, se manifestar, então também vós vos
manifestareis com Ele em glória.


João 20,1-9.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo logo de manhã,
ainda escuro, e viu retirada a pedra que o tapava.
Correndo, foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, o que Jesus
amava, e disse-lhes: «O Senhor foi levado do túmulo e não sabemos onde o
puseram.»
Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e
chegou primeiro ao túmulo.
Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam
espalmados no chão, mas não entrou.
Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e
ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão,
ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no
chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra
posição.
Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao
túmulo. Viu e começou a crer,
pois ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia
ressuscitar dos mortos.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo
CC Sermão 53, sobre o salmo 117 ; PL 57, 361 (trad. coll. Migne n° 65, p. 126)

«Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e cantemos de alegria»

«Este é o dia que o Senhor fez, exultemos e cantemos de alegria» (Sl 117,
24). Não é por acaso, meus irmãos, que lemos hoje este salmo em que o
profeta nos convida à alegria, em que o santo David convida toda a criação
a celebrar este dia; porque hoje a ressurreição de Cristo abriu a mansão
dos mortos, os novos baptizados da Igreja rejuvenesceram a terra, o
Espírito Santo mostrou o céu. O inferno, aberto, devolve os seus mortos; a
terra, rejuvenescida, faz eclodir os ressuscitados; e o céu abre-se em toda
a sua grandeza para acolher aqueles que a ele ascendem.O ladrão
subiu ao paraíso (Lc 23, 43); os corpos dos santos entram na cidade santa
(Mt 27, 53). [...] À ressurreição de Cristo, todos os elementos se elevam,
com uma espécie de impulso, até às alturas. O inferno entrega aos anjos
aqueles que mantinha presos, a terra envia para o céu aqueles que cobria, o
céu apresenta ao Senhor aqueles que acolheu. [...] A ressurreição de Cristo
é vida para os defuntos, perdão para os pecadores, glória para os santos.
Assim, o grande David convida toda a criação a festejar a ressurreição de
Cristo, incita-a a exultar de alegria neste dia que o Senhor fez.Dir-me-eis talvez [...] que o céu e o inferno não foram estabelecidos no
dia deste mundo; como podemos então pedir aos elementos que celebrem um dia
com o qual nada têm de comum? O certo é que este dia que o Senhor fez tudo
penetra, tudo contém, abraçando o céu, a terra e o inferno! A luz que é
Cristo não foi detida pelas paredes, não foi abalada pelos elementos, não
foi ensombrada pelas trevas. A luz de Cristo é um dia sem noite, um dia sem
fim. Por toda a parte resplandece, por toda a parte brilha, em toda a parte
permanece.




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11 de abr de 2009

Liturgia Diária!!!

Sabado, dia 11 de Abril de 2009
Sábado Santo - VIGÍLIA PASCAL

Vigília Pascal
Santo Estanislau, bispo, mártir, +1097, Nossa Senhora dos Prazeres



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato Guerric d'Igny : «O Senhor actuou neste dia»

Leituras

Ex. 14,15-31.15,1.
O Senhor disse a Moisés: «Porque clamas por mim? Fala aos filhos de Israel
e manda-os partir.
E tu, levanta a tua vara e estende a mão sobre o mar e divide-o, e que os
filhos de Israel entrem pelo meio do mar, por terra seca.
E eis que Eu vou endurecer o coração dos egípcios para que venham atrás
deles, e serei glorificado por meio do faraó e de todo o seu exército, dos
seus carros de guerra e dos seus cavaleiros,
e os egípcios saberão que Eu sou o Senhor, quando for glorificado por meio
do faraó, dos seus carros de guerra e dos seus cavaleiros.»
O anjo de Deus, que caminhava à frente do acampamento de Israel,
levantou-se, partiu e passou a caminhar atrás deles. E a coluna de nuvem
levantou-se de diante deles e colocou-se atrás deles.
Veio colocar-se entre o acampamento do Egipto e o acampamento de Israel. E
houve nuvens e trevas, e iluminou-se a noite, e não se aproximaram um do
outro toda a noite.
Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez recuar o mar com um
vento forte de oriente toda a noite, e pôs o mar a seco. As águas
dividiram-se,
e os filhos de Israel entraram pelo meio do mar, por terra seca, e as águas
eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda.
Os egípcios perseguiram-nos, e todos os cavalos do faraó, os seus carros de
guerra e os seus cavaleiros, entraram atrás deles para o meio do mar.
E aconteceu que, na vigília da manhã, o Senhor olhou da coluna de fogo e de
nuvem, para o acampamento dos egípcios, e lançou a confusão no acampamento
dos egípcios.
Ele desviou as rodas dos seus carros de guerra, e eles conduziam com
dificuldade. Os egípcios disseram: «Fujamos diante de Israel, porque o
Senhor combate por eles contra o Egipto.»
O Senhor disse a Moisés: «Estende a tua mão sobre o mar, e que as águas
voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros de guerra e sobre os seus
cavaleiros.»
Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o mar voltou ao seu leito normal,
ao raiar da manhã, e os egípcios a fugir foram ao seu encontro. E o Senhor
desfez-se dos egípcios no meio do mar.
As águas voltaram e cobriram os carros de guerra e os cavaleiros; de todo o
exército do faraó que entrou atrás deles no mar, não ficou nenhum.
Os filhos de Israel caminharam em terra seca, pelo meio do mar, e as águas
eram para eles um muro à sua direita e à sua esquerda.
O Senhor salvou, naquele dia, Israel da mão do Egipto, e Israel viu os
egípcios mortos à beira do mar.
Israel viu a mão poderosa com que o Senhor actuou contra o Egipto, o povo
temeu o Senhor e acreditou nele e em Moisés, seu servo.
Então, Moisés cantou, e os filhos de Israel também, este cântico ao Senhor.
Eles disseram: «Cantarei ao Senhor que é verdadeiramente grande: cavalo e
cavaleiro lançou no mar.


Ex. 15,1-6.17-18.
Então, Moisés cantou, e os filhos de Israel também, este cântico ao Senhor.
Eles disseram: «Cantarei ao Senhor que é verdadeiramente grande: cavalo e
cavaleiro lançou no mar.
Minha força e meu canto é o Senhor: Ele foi para mim a salvação. É este o
meu Deus: glorificá-lo-ei; o Deus de meu pai: exaltá-lo-ei.
O Senhor é um guerreiro: Senhor é o seu nome.
Os carros de guerra do faraó e o seu exército Ele atirou ao mar; e os seus
combatentes escolhidos foram afundados no Mar dos Juncos.
Cobrem-nos os abismos: desceram às profundezas como uma pedra.
A tua direita, Senhor, resplandeceu de força; a tua direita, Senhor,
apanhou o inimigo.
Fá- -lo-ás entrar e plantá-lo-ás na montanha que é a tua herança, lugar que
fizeste para Tu habitares, Senhor, santuário que as tuas mãos, Senhor,
estabeleceram.
O Senhor reinará eternamente e para sempre.»


Romanos 6,3-11.
Ou ignorais que todos nós, que fomos baptizados em Cristo Jesus, fomos
baptizados na sua morte?
Pelo Baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como
Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós
caminhemos numa vida nova.
De facto, se estamos integrados nele por uma morte idêntica à sua, também o
estaremos pela sua ressurreição.
É isto o que devemos saber: o homem velho que havia em nós foi crucificado
com Ele, para que fosse destruído o corpo pertencente ao pecado; e assim
não somos mais escravos do pecado.
É que quem está morto está justificado do pecado.
Mas, se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos.
Sabemos que Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não morrerá; a
morte não tem mais domínio sobre Ele.
Pois, na morte que teve, morreu para o pecado de uma vez para sempre; e, na
vida que tem, vive para Deus.
Assim vós também: considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus,
em Cristo Jesus.


Marcos 16,1-7.
Passado o sábado, Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram
perfumes para ir embalsamá-lo.
De manhã, ao nascer do sol, muito cedo, no primeiro dia da semana, foram ao
sepulcro.
Diziam entre si: «Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?»
Mas olharam e viram que a pedra tinha sido rolada para o lado; e era muito
grande.
Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma
túnica branca, e ficaram assustadas.
Ele disse-lhes: «Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o
crucificado? Ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar onde o tinham
depositado.
Ide, pois, e dizei aos seus discípulos e a Pedro: 'Ele precede-vos a
caminho da Galileia; lá o vereis, como vos tinha dito'.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beato Guerric d'Igny (c. 1080-1157), abade cisterciense
3º Sermão para a Ressurreição (trad. SC 202, p.249s rev.)

«O Senhor actuou neste dia»

«O Senhor actuou neste dia, cantemos e alegremo-nos nele» (Sl 117, 24).
Irmãos, esperemos o Senhor e exultemos de alegria, a fim de O vermos e de
rejubilarmos na Sua luz. Abraão exultou com a simples ideia de ver o dia de
Cristo, e por isso mereceu vê-lo e rejubilar (Jo 8, 56). Também tu tens de
velar todos os dias às portas da Sabedoria (Prov 8, 34) [...], montar
guarda, com Maria Madalena, à porta do túmulo de Cristo. E estou certo de
que então compreenderás com ela quão verdadeiro é o que lemos nas
Escrituras sobre a Sabedoria em pessoa, que é Cristo: «os que a amam
descobrem-na facilmente [...]. Ela antecipa-se a dar-se a conhecer aos que
a desejam» (Sab 6, 12-13). [...]

Foi Ele mesmo que o prometeu: «Amo os que Me amam; quem Me procura
encontrar-Me-á» (Prov 8, 17). Foi assim que Maria encontrou Jesus na carne,
pois velava, tendo ido ao túmulo antes de amanhecer. É verdade que tu já
não O conhecerás segundo a carne (2Cor 5, 16), mas segundo o espírito. Mas
encontrá-Lo-ás espiritualmente, se O procurares com um desejo semelhante ao
de Maria [...]: «A minha alma deseja-Vos de noite, e o meu espírito dentro
de mim busca-Vos» (Is 26, 9). Diz com o salmista: «A minha alma está
sedenta de Vós» (62, 2). [...]

Velai, pois, irmãos, e rezai intensamente! [...] Velai tanto mais quanto
desponta já a aurora do dia que não tem ocaso. [...]  Sim, «já é hora de
despertardes do sono, que [...] a noite vai adiantada e o dia está próximo»
(Rom 13, 11-12). Velai, pois, para que a Luz da manhã, Cristo, nasça para
vós, pois «iminente como a aurora está a Sua vinda» (Os 6, 3); Ele está
disposto a renovar muitas vezes o mistério da Sua ressurreição matinal em
favor daqueles que para Ele velam. Então poderás cantar, de coração
jubiloso: «O Senhor actuou neste dia, cantemos e alegremo-nos nele».




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10 de abr de 2009

Santa Páscoa!

Mais uma vez é Páscoa!

Diz-nos a fé e confirma-nos a liturgia da Igreja Católica que é Páscoa cada vez que celebramos a Eucaristia porque nela fazemos memória da entrega única e definitiva de Jesus Cristo para nossa salvação e remissão dos pecados. Mas, na sua pedagogia, a Igreja propõe-nos cada ano um tempo especial em que somos confrontados, não só com os factos históricos que envolveram a morte e ressurreição de Cristo, mas também com o seu enquadramento bíblico, com o que os profetas anunciaram e com o que o Espírito Santo ditou aos apóstolos que foram encarregados de espalhar a Boa Nova.

E aqui estamos nós, a celebrar novamente os mistérios centrais da nossa fé, aqueles que justificam que permaneçamos juntos nesta caminhada para a Pátria definitiva e que nos empenhemos em dar aos outros possibilidade de viverem o Bem, a Verdade, a Beleza, a Paz, a Alegria, o Amor.

Na verdade, se é tempo de olhar para trás, para o amor transbordante de Deus que tudo fez para nos salvar, se é tempo de Lhe darmos graças por tão grande ternura, é tempo de olhar para o lado, para tanto irmãos nossos, filhos do mesmo Pai, que ainda não O conhecem (ou conhecem mal) e que esperam, como toda a criação, a “manifestação dos filhos de Deus”. É tempo de lhes dizer que não há trevas, não há crise, que nos possam “separar do amor de Cristo” – e que isto não é uma alienação mas uma forma responsável de viver neste mundo, aqui e agora, solidários e actuantes na Cidade dos homens, construtores da Cidade de Deus.

Que a Páscoa seja para todos nós alavanca de arranque para uma vida de comunhão mais fraterna. Que o Sangue derramado de Jesus não seja desperdiçado pela dureza e pelo fechamento dos nossos corações. Que a Alegria da Ressurreição nos conduza a uma atitude de partilha e de irradiação do Evangelho.

Que a Paz esteja connosco, tal como Jesus desejou na tarde do primeiro dia da nova criação.

Com muita amizade

 

A equipa do EAQ em língua portuguesa

Alberto, Berta, Bia, Cristina, Fernanda, José, Maria José, Luisa, Paula

Liturgia Diária!!!

Sexta-feira, dia 10 de Abril de 2009
6ª-FEIRA DA PAIXÃO DO SENHOR

Paixão do Senhor
Santo António Neyrot, mártir, +1460



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Severiano de Gabala : A cruz, árvore da vida

Leituras

Is. 52,13-15.53,1-12.
Olhai, o meu servo terá êxito, será muito engrandecido e exaltado.
Assim como muitos ficaram espantados diante dele, ao verem o seu rosto
desfigurado e o seu aspecto disforme,
agora fará com que muitos povos fiquem bem impressionados. Os reis ficarão
boqueabertos, ao verem coisas inenarráveis, e ao contemplarem coisas
inauditas.
Quem acreditou no nosso anúncio? A quem foi revelado o braço do SENHOR?
O servo cresceu diante do SENHOR como um rebento, como raiz em terra árida,
sem figura nem beleza. Vimo-lo sem aspecto atraente,
desprezado e abandonado pelos homens, como alguém cheio de dores, habituado
ao sofrimento, diante do qual se tapa o rosto, menosprezado e
desconsiderado.
Na verdade, ele tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores.
Nós o reputávamos como um leproso, ferido por Deus e humilhado.
Mas foi ferido por causa dos nossos crimes, esmagado por causa das nossas
iniquidades. O castigo que nos salva caiu sobre ele, fomos curados pelas
suas chagas.
Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas perdidas, cada um seguindo o
seu caminho. Mas o SENHOR carregou sobre ele todos os nossos crimes.
Foi maltratado, mas humilhou-se e não abriu a boca, como um cordeiro que é
levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador.
Sem defesa, nem justiça, levaram-no à força. Quem é que se preocupou com o
seu destino? Foi suprimido da terra dos vivos, mas por causa dos pecados do
meu povo é que foi ferido.
Foi-lhe dada sepultura entre os ímpios, e uma tumba entre os malfeitores,
embora não tenha cometido crime algum, nem praticado qualquer fraude.
Mas aprouve ao SENHOR esmagá-lo com sofrimento, para que a sua vida fosse
um sacrifício de reparação. Terá uma posteridade duradoura e viverá longos
dias, e o desígnio do SENHOR realizar-se-á por meio dele.
Por causa dos trabalhos da sua vida verá a luz. O meu servo ficará
satisfeito com a experiência que teve. Ele, o justo, justificará a muitos,
porque carregou com o crime deles.
Por isso, ser-lhe-á dada uma multidão como herança, há-de receber muita
gente como despojos, porque ele próprio entregou a sua vida à morte, e foi
contado entre os pecadores, tomando sobre si os pecados de muitos, e sofreu
pelos culpados.


Salmos 31,2.6.12-13.15-16.17.25.
Em ti, SENHOR, me refugio; que eu nunca seja confundido. Salva me pela tua
justiça.
Nas tuas mãos entrego o meu espírito; SENHOR, Deus fiel, salva me.
Tornei me objecto de escárnio para os meus inimigos, de desprezo para os
meus vizinhos e de terror para os meus conhecidos. Os que me vêem na rua
fogem de mim.
Votaram-me ao esquecimento como se tivesse morrido; sou como um vaso
desfeito.
Mas eu confio em ti, SENHOR; e digo: "Tu és o meu Deus.
O meu destino está nas tuas mãos; livra me dos meus inimigos e
perseguidores.
Brilhe sobre o teu servo a luz da tua face; salva me pela tua
misericórdia."
Tende coragem e fortalecei o vosso coração, todos vós, que esperais no
SENHOR!


Heb. 4,14-16.5,7-9.
Uma vez que temos um grande Sumo Sacerdote que atravessou os céus, Jesus, o
Filho de Deus, conservemos firme a fé que professamos.
De facto, não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado.

Aproximemo-nos, então, com grande confiança, do trono da graça, a fim de
alcançar misericórdia e encontrar graça para uma ajuda oportuna.
Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o
podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por
causa da sua piedade.
Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu
e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de
salvação eterna,


João 18,1-40.19,1-42.
Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da
torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus
discípulos.
Judas, aquele que o ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se
reunia ali frequentemente com os discípulos.
Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos
sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas,
entrou lá.
Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem
buscais?»
Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas,
aquele que o ia entregar, também estava junto deles.
Logo que Jesus lhes disse: 'Sou Eu!', recuaram e caíram por terra.
E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o
Nazareno!»
Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais,
então deixai estes ir embora.»
Assim se cumpria o que dissera antes: 'Dos que me deste, não perdi nenhum.'

Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e
arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita.
O servo chamava-se Malco.
Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o
cálice de amargura que o Pai me ofereceu?»
Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas
prenderam Jesus e manietaram-no.
E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote
naquele ano.
Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: 'Convém que morra um
só homem pelo povo'.
Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro
discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao
mesmo tempo que Jesus.
Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era
conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para
dentro.
Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele
respondeu: «Não sou.»
Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um
braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles,
aquecendo-se também.
Então, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da
sua doutrina.
Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo; sempre ensinei
na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada
em segredo.
Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse. Eles
bem sabem do que Eu lhes falei.»
Quando Jesus disse isto, um dos guardas ali presente deu-lhe uma bofetada,
dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?»
Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem,
porque me bates?»
Então, Anás mandou-o manietado ao Sumo Sacerdote Caifás.
Entretanto, Simão Pedro estava de pé a aquecer-se. Disseram-lhe, então:
«Não és tu também um dos seus discípulos?» Ele negou, dizendo: «Não sou.»
Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a
orelha, disse-lhe: «Não te vi eu no horto com Ele?»
Pedro negou Jesus de novo; e nesse instante cantou um galo.
De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e
eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a
Páscoa.
Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: «Que acusações
apresentais contra este homem?»
Responderam-lhe: «Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.»
Retorquiu-lhes Pilatos: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei.» «Não
nos é permitido dar a morte a ninguém», disseram-lhe os judeus,
em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de
morte havia de morrer.
Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe:
«Tu és rei dos judeus?»
Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to
disseram de mim?»
Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos
sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?»
Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza
fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse
entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.»
Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes:
Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da
Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.»
Pilatos replicou-lhe: «Que é a verdade?» Dito isto, foi ter de novo com os
judeus e disse-lhes: «Não vejo nele nenhum crime.
Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o
rei dos judeus?»
Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: «Esse não, mas sim Barrabás!»
Ora Barrabás era um salteador.
Então, Pilatos mandou levar Jesus e flagelá-lo.
Depois, os soldados entrelaçaram uma coroa de espinhos, cravaram-lha na
cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura;
e, aproximando-se dele, diziam-lhe: «Salve! Ó Rei dos judeus!» E davam-lhe
bofetadas.
Pilatos saiu de novo e disse-lhes: «Vou trazê-lo cá fora para saberdes que
eu não vejo nele nenhuma causa de condenação.»
Então, saiu Jesus com a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes
Pilatos: «Eis o Homem!»
Assim que viram Jesus, os sumos sacerdotes e os seus servidores gritaram:
«Crucifica-o! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Levai-o vós e
crucificai-o. Eu não descubro nele nenhum crime.»
Os judeus replicaram-lhe: «Nós temos uma Lei e, segundo essa Lei, deve
morrer, porque disse ser Filho de Deus.»
Quando Pilatos ouviu estas palavras, mais assustado ficou.
Voltou a entrar no edifício da sede e perguntou a Jesus: «Donde és Tu?» Mas
Jesus não lhe deu resposta.
Pilatos disse-lhe, então: «Não me dizes nada? Não sabes que tenho o poder
de te libertar e o poder de te crucificar?»
Respondeu-lhe Jesus: «Não terias nenhum poder sobre mim, se não te fosse
dado do Alto. Por isso, quem me entregou a ti tem maior pecado.»
A partir daí, Pilatos procurava libertá-lo, mas os judeus clamavam: «Se
libertas este homem, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei
declara-se contra César.»
Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e fê-lo sentar numa
tribuna, no lugar chamado Lajedo, ou Gabatá em hebraico.
Era o dia da Preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Disse, então, aos
judeus: «Aqui está o vosso Rei!»
E eles bradaram: «Fora! Fora! Crucifica-o!» Disse-lhes Pilatos: «Então,
hei-de crucificar o vosso Rei?» Replicaram os sumos sacerdotes: «Não temos
outro rei, senão César.»
Então, entregou-o para ser crucificado. E eles tomaram conta de Jesus.
Jesus, levando a cruz às costas, saiu para o chamado Lugar da Caveira, que
em hebraico se diz Gólgota,
onde o crucificaram, e com Ele outros dois, um de cada lado, ficando Jesus
no meio.
Pilatos redigiu um letreiro e mandou pô-lo sobre a cruz. Dizia: «Jesus
Nazareno, Rei dos Judeus.»
Este letreiro foi lido por muitos judeus, porque o lugar onde Jesus tinha
sido crucificado era perto da cidade e o letreiro estava escrito em
hebraico, em latim e em grego.
Então, os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: «Não escrevas
'Rei dos Judeus', mas sim: 'Este homem afirmou: Eu sou Rei dos Judeus.'»
Pilatos respondeu: «O que escrevi, escrevi.»
Os soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa dele e
fizeram quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica. A túnica,
toda tecida de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras.
Então, os soldados disseram uns aos outros: «Não a rasguemos; tiremo-la à
sorte, para ver a quem tocará.» Assim se cumpriu a Escritura, que diz:
Repartiram entre eles as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram
sortes. E foi isto o que fizeram os soldados.
Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a
mulher de Clopas, e Maria Madalena.
Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse
à mãe: «Mulher, eis o teu filho!»
Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o
discípulo acolheu-a como sua.
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir
totalmente a Escritura, disse: «Tenho sede!»
Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma
esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-lha à boca.
Quando tomou o vinagre, Jesus disse: «Tudo está consumado.» E, inclinando a
cabeça, entregou o espírito.
Como era o dia da Preparação da Páscoa, para evitar que no sábado ficassem
os corpos na cruz, porque aquele sábado era um dia muito solene, os judeus
pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e também ao outro que
tinha sido crucificado juntamente.
Mas, ao chegarem a Jesus, vendo que já estava morto, não lhe quebraram as
pernas.
Porém, um dos soldados traspassou-lhe o peito com uma lança e logo brotou
sangue e água.
Aquele que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é
verdadeiro. E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também.
É que isto aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe
quebrará nenhum osso.
E também outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que
trespassaram.
Depois disto, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas
secretamente por medo das autoridades judaicas, pediu a Pilatos que lhe
deixasse levar o corpo de Jesus. E Pilatos permitiu-lho. Veio, pois, e
retirou o corpo.
Nicodemos, aquele que antes tinha ido ter com Jesus de noite, apareceu
também trazendo uma mistura de perto de cem libras de mirra e aloés.
Tomaram então o corpo de Jesus e envolveram-no em panos de linho com os
perfumes, segundo o costume dos judeus.
No sítio em que Ele tinha sido crucificado havia um horto e, no horto, um
túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado.
Como para os judeus era o dia da Preparação da Páscoa e o túmulo estava
perto, foi ali que puseram Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Severiano de Gabala (?-c. 408), bispo na Síria
6ª Homilia sobre a criação do mundo, 5-6 (trad. Soeur Isabelle de la Source, Lire la Bible; Médiaspaul 1988, t. 1, p. 31)

A cruz, árvore da vida

Havia uma árvore no meio do paraíso. A serpente serviu-se dela para enganar
os nossos primeiros pais. Reparem nesta coisa espantosa: para iludir o
homem, a serpente vai recorrer a um sentimento inerente à sua natureza. Com
efeito, ao modelar o homem, o Senhor tinha colocado nele, para além de um
conhecimento geral do universo, o desejo de Deus. Logo que o demónio
descobriu esse desejo ardente, disse ao homem: «Sereis como deuses (Gn 3,
5). Agora sois apenas homens e não podeis estar sempre com Deus; mas, se
vos tornardes como deuses, estareis sempre com ele». [...] Dessa forma, foi
o desejo de ser igual a Deus que seduziu a mulher [...], ela comeu e
induziu o homem a fazer outro tanto. [...] Ora, após a falta, «Adão ouviu a
voz do Senhor que se passeava no Paraíso ao cair da tarde» (Gn 3, 8). [...]
Bendito seja o Deus dos santos por ter visitado Adão ao cair da tarde! E
por visitá-lo ainda agora, ao cair da tarde, na cruz.

Porque foi precisamente na hora em que Adão acabava de comer que o Senhor
sofreu a sua paixão, nessas horas marcadas pelo pecado e pelo julgamento,
isto é, entre a sexta e a nona hora. Na hora sexta, Adão comeu, de acordo
com a lei da natureza; em seguida, escondeu-se. E ao cair da tarde, Deus
veio até ele.

Adão tinha desejado tornar-se Deus; tinha desejado uma coisa impossível.
Cristo cumulou esse desejo. «Quiseste tornar-te, disse Ele, o que não
podias ser; mas Eu desejo tornar-Me homem, e posso-o. Deus faz todo o
contrário do que tu fizeste ao deixares-te seduzir. Desejaste o que estava
acima de ti; quanto a Mim, agarro o que está abaixo de Mim. Tu desejaste
ser igual a Deus; Eu quero ser igual ao homem. [...] Desejaste tornar-te
Deus e não o pudeste. Eu faço-Me homem, para tornar possível o que era
impossível» Sim, foi realmente para isso que Deus veio. Ele dá testemunho
aos seus apóstolos: «Desejei tanto comer esta Páscoa convosco!» (Lc 22, 15)
[...] Desceu ao cair da tarde e disse: «Adão, onde estás?» (Gn 3, 9) [...]
Aquele que veio para sofrer é o mesmo que desceu ao Paraíso.




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9 de abr de 2009

Informativo Cléofas - 09/04/2009

Informativo Cléofas, 09 de Abril de 2009 - Ano IV - Número 116

Comunicado do Programa Escola da Fé

Informamos que hoje não será exibido o Programa Escola da Fé com o Prof. Felipe Aquino.
Motivo:
Exibição da Missa de Lava-Pés

O programa Escola da Fé, é exibido toda a quinta-feira às 20h30 na TV Canção Nova (Link))


Perguntas e Respostas

+ Quando e como surgiu a Igreja Anglicana?
+ As Hóstias estragam?
+ O que significa a palavra Papa?

+ O Cerco de Jericó pode ser feito em casa?

+ índice


Blog do Prof. Felipe

Celebrações da Semana Santa

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 - MT 21, 9). Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.

Quinta-feira Santa

Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:

Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés

Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores...(...)

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Livro da Semana

Por que sou Católico

Muitos católicos, infelizmente, acabam abandonando a Igreja Católica, ou vivendo mal a sua fé, porque não conhecem as raízes desta fé e da Igreja. Por causa disto, as seitas vão avançando, fazendo proselitismo, e levando os filhos da única Igreja fundada por Jesus Cristo, para caminhos perigosos, onde não existem os Sacramentos deixados por Jesus para a nossa salvação.

Neste livro você vai encontrar, de maneira clara, objetiva e profunda, as razões da fé católica, e porque a Igreja Católica é a única que Jesus fundou e desejou neste mundo, para levar a humanidade de volta para Deus.


Ficha Técnica
Editora: Cléofas
ISBN: 978-85-88158-33-7
Ano: 2009
Edição: 17
Número de páginas: 192
Idioma: Português (BR)
Acabamento: Brochura
Formato: 14x21 cm


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Livro da Semana



Por que sou Católico

14x21 cm - 192 páginas


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Uma História que não é Contada

16x23 cm - 264 páginas



Ensinamentos dos Santos

14x21 cm - 136 páginas.



© 2009 - Editora Cléofas

Liturgia Diária!!!

Quinta-feira, dia 09 de Abril de 2009
5a-FEIRA DA SEMANA SANTA. Missa vespertina da Ceia do Senhor

Ceia do Senhor
Santa Cacilda, princesa moura, eremita, +1007



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Papa Bento XVI : «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13)

Leituras

Ex. 12,1-8.11-14.
O Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto:
«Este mês será para vós o primeiro dos meses; ele será para vós o primeiro
dos meses do ano.
Falai a toda a comunidade de Israel, dizendo que, aos dez deste mês, tomará
cada um deles um animal do rebanho para a família, um animal do rebanho por
casa.
Se a família for pouco numerosa para um animal do rebanho, tomar-se-á com o
vizinho mais próximo da casa, segundo o número das pessoas; calculareis o
animal do rebanho conforme o que cada um puder comer.
O animal do rebanho para vós será sem defeito, um macho, filho de um ano, e
tomá-lo-eis de entre os cordeiros ou de entre os cabritos.
Vós o tereis sob guarda até ao dia catorze deste mês, e toda a assembleia
da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo.
Tomar-se-á do sangue e colocar-se-á sobre as duas ombreiras e sobre o
dintel da porta das casas em que ele se comerá.
Comer-se-á a carne naquela noite; comer-se-á assada no fogo com pães sem
fermento e ervas amargas.
Comê-la-eis desta maneira: os rins cingidos, as sandálias nos pés, e o
cajado na mão. Comê-la-eis à pressa. É a Páscoa em honra do Senhor.
E Eu atravessarei a terra do Egipto naquela noite, e ferirei todos os
primogénitos na terra do Egipto, desde os homens até aos animais, e contra
todos os deuses do Egipto farei justiça, Eu, o Senhor.
E o sangue será para vós um sinal nas casas em que vós estais. Eu verei o
sangue e passarei ao largo; e não haverá contra vós nenhuma praga de
extermínio, quando Eu ferir a terra do Egipto.
Aquele dia será para vós um memorial, e vós festejá-lo-eis como uma festa
em honra do Senhor. Ao longo das vossas gerações, a deveis festejar como
uma lei perpétua.


Salmos 116(115),12-13.15-16.17-18.
Como retribuirei ao SENHOR todos os seus benefícios para comigo?
Elevarei o cálice da salvação, invocando o nome do SENHOR.
preciosa aos olhos do SENHOR a morte dos seus fiéis.
SENHOR, sou teu servo, filho da tua serva; quebraste as minhas cadeias.
Hei-de oferecer-te sacrifícios de louvor, invocando, SENHOR, o teu nome.
Cumprirei as minhas promessas feitas ao SENHOR na presença de todo o seu
povo,


1 Cor. 11,23-26.
Com efeito, eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus
na noite em que era entregue, tomou pão
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para
vós; fazei isto em memória de mim».
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a
nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de
mim.»
Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice,
anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha.


João 13,1-15.
Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora
da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no
mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo.
O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a
decisão de o entregar.
Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe
pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,
levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura.
Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a
enxugá-los com a toalha que atara à cintura.
Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os
pés?»
Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora,
mas hás-de compreendê-lo depois.»
Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe
Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.»
Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos
e a cabeça!»
Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés,
pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todos.»
Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: 'Nem todos
estais limpos'.
Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se
à mesa e disse-lhes:
«Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me 'o Mestre' e 'o Senhor', e
dizeis bem, porque o sou.
Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar
os pés uns aos outros.
Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também.



Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Papa Bento XVI
Exortação Apostólica «Sacramentum caritatis», §§ 1-2

«Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos» (Jo 15, 13)

Sacramento da Caridade, a santíssima Eucaristia é a doação que Jesus Cristo
faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem.
Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor «maior»: o amor que leva a
«dar a vida pelos amigos» (Jo 15, 13). De facto, Jesus «amou-os até ao fim»
(Jo 13, 1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita
humildade que Ele realizou: na vigília da Sua morte por nós na cruz, pôs
uma toalha à cintura e lavou os pés aos Seus discípulos. Do mesmo modo, no
sacramento eucarístico, Jesus continua a amar-nos «até ao fim», até ao dom
do Seu corpo e do Seu sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração
dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor durante aquela Ceia!
Que maravilha deve suscitar, também no nosso coração, o mistério
eucarístico!Com efeito, neste sacramento, Jesus torna-Se
alimento para o homem, faminto de verdade e de liberdade. Uma vez que só a
verdade nos pode tornar verdadeiramente livres (Jo 8, 36), Cristo faz-Se
alimento de Verdade para nós. [...] De facto, todo o homem traz dentro de
si o desejo insuprimível da verdade última e definitiva. Por isso, o Senhor
Jesus, «caminho, verdade e vida» (Jo 14, 6), dirige-Se ao coração anelante
do homem que se sente peregrino e sedento, ao coração que suspira pela
fonte da vida, ao coração mendigo da Verdade. Com efeito, Jesus Cristo é a
Verdade feita Pessoa, que atrai a Si o mundo. [...] No
sacramento da Eucaristia, Jesus mostra-nos de modo particular a verdade do
amor, que é a própria essência de Deus. Esta é a verdade evangélica que
interessa a todo o homem e ao homem todo. Por isso a Igreja, que encontra
na Eucaristia o seu centro vital, esforça-se constantemente por anunciar a
todos, em tempo propício e fora dele (cf. 2 Tm 4, 2), que Deus é amor.
Exactamente porque Cristo Se fez alimento de Verdade para nós, a Igreja
dirige-se ao homem convidando-o a acolher livremente o dom de Deus.




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8 de abr de 2009

Liturgia Diária!!!

Quarta-feira, dia 08 de Abril de 2009
4a-FEIRA DA SEMANA SANTA

Santa Júlia Billiart, virgem, fundadora, +1816



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beata Teresa de Calcutá : «O que mete coMigo a mão no prato, esse Me entregará.»

Leituras

Is. 50,4-9.
«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de
alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu
aprenda como os discípulos.
O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei.
Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a
barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam.
Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes.
Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria
envergonhado.
O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo?
Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa
contra mim.
O Senhor DEUS vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos
esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.»


Salmos 69(68),8-10.21-22.31.33-34.
Por causa de ti, tenho sofrido insultos, o meu rosto cobriu se de vergonha.
Tornei me um estranho para os meus irmãos, um desconhecido para os filhos
de minha mãe.
O zelo da tua casa me consome; os insultos dos que te ultrajam caíram sobre
mim.
O insulto despedaçou me o coração, até desfalecer; esperei compaixão, mas
foi em vão; alguém que me consolasse, m
Deram-me fel, em vez de comida, e vinagre, quando tive sede.
Louvarei, com cânticos, o nome de Deus; hei-de glorificá lo com acções de
graças.
Que os humildes vejam isto e se alegrem, e os que buscam a Deus se encham
de coragem,
porque o SENHOR escuta os necessitados e não despreza o seu povo cativo.


Mateus 26,14-25.
Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos
sacerdotes
e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe
trinta moedas de prata.
E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e
perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a
Páscoa?»
Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: 'O
Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero
celebrar a Páscoa com os meus discípulos.'»
Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze.
Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: Um de vós me há-de entregar.»

Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua
vez: «Porventura serei eu, Senhor?»
Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará.
O Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai
daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse
homem não ter nascido!»
Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu,
Mestre?» «Tu o disseste» respondeu Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Missionárias da Caridade
Jesus, a Palavra a proferir, cap. 8

«O que mete coMigo a mão no prato, esse Me entregará.»

Vede de que compaixão Cristo dá provas para com Judas, o homem que recebeu
tanto amor e, contudo, traiu o próprio Mestre, esse Mestre que manteve um
silêncio sagrado, sem o atraiçoar perante os companheiros. Com efeito,
Jesus poderia muito bem ter falado abertamente, revelando aos outros as
intenções ocultas e os actos de Judas; mas não o fez. Preferiu dar provas
de misericórdia e de caridade; em vez de o condenar, chamou-lhe amigo (Mt
26, 50). Se Judas tivesse olhado para Jesus de frente, como fez Pedro (Lc
22, 61), teria sido amigo da misericórdia de Deus. Jesus foi sempre
misericordioso.




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7 de abr de 2009

Karol, um homem que se tornou papa

Uma carta ao irmão que não nasceu

Meu querido irmão:

Hoje, enquanto olhava alegremente nos olhos do meu filhinho, me perguntei como é possível que alguém possa fazer mal a uma criatura inocente como esta que não pode se defender, e chorei por todos aqueles bebês que foram abortados, e não tiveram a sorte que meu filho teve de poder nascer e ser embalado nos braços de uma mãe que o esperou com amor.

Embora não tive a mesma sorte de te conhecer nesta terra, eu te amo muito meu irão, pois através do olhos da alma eu te vislumbrei. Sei que, se tivesse podido nascer, terias o cabelo preto de nosso pai e os olhos vivos e alegres de nossa mãe; talvez até se pareceria um pouco comigo. Nesta carta, a qual com o favor de Deus espero que os anjos te façam chegar, quer te pedir que perdoe nossa mãe por não ter te permitido nascer. Ela não sabia o que fazia quando foi até aquela mal chamada “clínica”, onde um médico sem escrúpulos; que sim sabia que abortar é matar; destroçou com a cureta teu corpinho que mal começava a se formar, e com ele destruiu também o plano de Deus para ti. Nossa mãe, pobrezinha, não soube o que tinha feito até muitos anos depois.

Um triste dia ambas contemplamos horrorizadas a realidade do aborto homicida refletida em algumas fotos, verdadeiras provas de que o aborto é um crime. Que dor tão grande sentimos, querido irmão, ao ver aquelas fotos pela primeira vez e comprovar como deve ter ficado teu corpinho depois do aborto que te privou a vida; e que, embora passados já vários anos, nossa querida mãe não pôde esquecer! Irmãoazinho, ela ainda sonha contigo, sobre como seria, e eu às vezes, quando nos reunimos todos os irmãos na mesa familiar com nossos pais, sinto no meu coração tua ausência que faz com que o grupo esteja incompleto e me pergunto como seria tê-lo aqui conosco.

Lá no céu, onde sei que graças à misericórdia de Deus você está, rogo a Ele que te envie meus pensamentos, e te peço perdão em nome de nossa mãe, a quem a imensa dor do arrependimento e o peso que levou em sua consciência por tua morte; não a deixaram expressar em palavras o que de veras sente. Roga a Deus por ela, pois embora sabe que Ele a perdoou porque não sabia o que fazia, ainda lembra e pensa no muito que teria te amado, se tivesse nascido. Peça a Ele por outras mulheres, para que não caiam no mesmo erro que nossa mãe, por falta de conhecimentos. Da minha parte, prometo que ainda que não pude te salvar do aborto, outras crianças serão salvas por meu esforço, pois trabalharei para levar as suas mães a mensagem que a nossa não recebeu.

O amor e lembrança, da sua irmã que espera, com a ajuda de Deus, encontrar contigo algum dia na eternidade…

Esta carta, baseada em uma experiência da vida real, foi escrita por uma dirigente do movimento pró vida, que por razões óbvias deseja permanecer no anonimato.



FONTE: Anônimo, “Carta ao irmão que não conheço,” Escolha a Vida (janeiro/fevereiro de 1991), suplemento “Caminos de Esperanza”. Escolha a Vida é o boletim de Vida Humana Internacional.

Liturgia Diária!!!

Terça-feira, dia 07 de Abril de 2009
3a-FEIRA DA SEMANA SANTA

S. João Baptista de la Salle, presbítero, fundador, +1719



Comentário ao Evangelho do dia feito por
São Romão : A negação de Pedro

Leituras

Is. 49,1-6.
«Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe. Quando
ainda estava no ventre materno, o SENHOR chamou-me, quando ainda estava no
seio da minha mãe, pronunciou o meu nome.
Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da sua mão.
Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na sua aljava.
Disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado.»
Eu dizia a mim mesmo: «Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as
minhas forças.» Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus
a minha recompensa.
E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser
o seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel. Assim
me honrou o SENHOR. O meu Deus tornou-se a minha força.
Disse-me: «Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de
Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das
nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.»


Salmos 71(70),1-2.3-4.5-6.15.17.
Em ti, SENHOR, me refugio, jamais serei confundido.
Pela tua justiça, livra me e protege me; inclina para mim os teus ouvidos e
salva me.
Sê a minha protecção e o refúgio onde me acolho. Tu prometeste salvar-me,
pois és o meu rochedo e a minha
Meu Deus, livra me das mãos do ímpio, das mãos do opressor e do violento.
Tu és a minha esperança, ó Senhor DEUS, e a minha confiança desde a
juventude.
Em ti me apoio desde o seio materno, desde o ventre materno és o meu
protector; és o objecto contínuo do m
A minha boca proclamará a tua justiça, e todo o dia anunciarei a tua
salvação, sabendo bem que ela é inen
Instruíste me, ó Deus, desde a minha juventude e até hoje anunciei sempre
as tuas maravilhas.


João 13,21-33.36-38.
Tendo dito isto, Jesus perturbou-se interiormente e declarou: «Em verdade,
em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar!»
Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem a quem se referia.
Um dos discípulos, aquele que Jesus amava, estava à mesa reclinado no seu
peito.
Simão Pedro fez-lhe sinal para que lhe perguntasse a quem se referia.
Então ele, apoiando-se naturalmente sobre o peito de Jesus, perguntou:
«Senhor, quem é?»
Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado de pão ensopado.» E
molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.
E, logo após o bocado, entrou nele Satanás. Jesus disse-lhe, então: «O que
tens a fazer fá-lo depressa.»
Nenhum dos que estavam com Ele à mesa entendeu, porém, com que fim lho
dissera.
Alguns pensavam que, como Judas tinha a bolsa, Jesus lhe tinha dito:
'Compra o que precisamos para a Festa', ou que desse alguma coisa aos
pobres.
Tendo tomado o bocado de pão, saiu logo. Fazia-se noite.
Depois de Judas ter saído, Jesus disse: «Agora é que se revela a glória do
Filho do Homem e assim se revela nele a glória de Deus.
E, se Deus revela nele a sua glória, também o próprio Deus revelará a
glória do Filho do Homem, e há-de revelá-la muito em breve.»
«Filhinhos, já pouco tempo vou estar convosco. Haveis de me procurar, e,
assim como Eu disse aos judeus: 'Para onde Eu for vós não podereis ir',
também agora o digo a vós.
Disse-lhe Simão Pedro: «Senhor, para onde vais?» Jesus respondeu-lhe: «Para
onde Eu vou, tu não me podes seguir por agora; hás-de seguir-me mais
tarde.»
Disse-lhe Pedro: «Senhor, porque não posso seguir-te agora? Eu daria a vida
por ti!»
Replicou Jesus: «Darias a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não
cantará o galo, antes de me teres negado três vezes!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

São Romão, o Melodioso (?-c.560), compositor de hinos
Hino 34 (trad. SC 128, p. 111s)

A negação de Pedro

Bom Pastor, que deste a vida pelas Tuas ovelhas (Jo 10, 11), apressa-Te, ó
santo, a salvar o Teu rebanho. [...]Após a refeição, Cristo
disse: Meus filhos, Meus queridos discípulos, esta noite todos Me negareis
e fugireis de Mim (Jo 16, 32). E, tendo todos ficado estupefactos, Pedro
exclamou: Mesmo que todos Te neguem, eu não Te negarei. Eu estarei conTigo,
e conTigo morrerei exclamando: Apressa-Te, ó Santo, a salvar o Teu
rebanho.Que dizes, Mestre? Eu, negar-Te? Eu, abandonar-Te e
fugir? E o Teu chamamento, e a honra que me fizeste, esquecer-me-ei deles?
Ainda me recordo de me teres lavado os pés e Tu dizes: Hás-de negar-Me?
Vejo-Te aproximar, com uma bacia na mão, Tu que sustentas a terra e seguras
o céu. Com essas mãos com que fui moldado são lavados os meus pés, e Tu
declaras que cairei e que não voltarei a exclamar: Apressa-Te, ó Santo, a
salvar o Teu rebanho? [...]Ao ouvir estas palavras, o Criador
do homem respondeu a Pedro: Que Me dizes, Pedro, Meu amigo? Que não Me
negarás? Que não fugirás de Mim? Que não Me rejeitarás? Também Eu gostaria
muito de que assim fosse, mas a tua fé é vacilante e não resistes às
tentações. Não te lembras de que por pouco não te afogavas, se Eu não te
estendesse a mão? Andaste sobre as águas, tal como Eu, mas logo hesitaste e
depressa sucumbiste (Mt 14, 28 ss.). E Eu acorri em teu auxílio, quando
gritaste: Apressa-Te, ó Santo, a salvar o Teu rebanho.Eis que
te digo: antes de o galo cantar, três vezes Me trairás e, deixando-te
abater por todos os lados e deixando submergir o teu espírito como que
pelas vagas do mar, três vezes Me negarás. Tu que então exclamaste e que
agora hás-de chorar, tu já não Me terás junto de ti, para te dar a mão como
da primeira vez, pois dessa mão Me servirei para escrever uma carta de
remissão em favor de todos os descendentes de Adão. Da Minha carne que vês
farei um papel, do Meu sangue a tinta, para nela escrever o dom que
distribuo sem demora a quantos exclamam: Apressa-Te, ó Santo, a salvar o
Teu rebanho!




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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12