"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12

30/03/2009

Unidade na Diversidade

Deus age pela unidade, mas também pelas variedades. Isso pode ser observado na criação. Deus atrai a Si pessoas de todos os ambientes, talentos, temperamentos etc. No mundo humano, a variação humana é freqüentemente considerada um problema a superar. Deus a considera uma oportunidade de fazer uso de todo o espectro humano para levar Sua mensagem ao mundo.

O orgulho está no centro da desunião, enquanto a humildade está no centro da reconciliação (Filip. 2:2-8). A gentileza ou mansidão é essencial para a unidade da igreja. Sendo o oposto da auto-afirmação, a mansidão não reage diante das ofensas. Paciência significa resistência diante da aflição, recusa de vingar as injustiças, e não abrir mão da esperança de reparar relacionamentos interrompidos.

Suportar uns aos outros envolve o entendimento da outra pessoa e disposição para se perdoarem e aceitar-se mutuamente. Evidentemente, todas essas graças têm suas raízes no amor, e é esta prática ativa do amor que preserva as relações e promove paz e unidade na comunidade cristã e além.

Nosso corpo compõe-se de diferentes partes que realizam diferentes funções. Mas tudo para o crescimento e melhoramento do corpo. Como indivíduos, cada um de nós cuida de seus próprios interesses. O eu é nossa prioridade, mas quando nos tornamos cristãos, devemos ter um alvo: glorificar a Deus. Trabalhando juntos para alcançar um alvo, cresceremos.

Quando nos tornamos cristãos, Cristo deu significado à nossa vida: Sua glorificação e a edificação de Seu corpo, a igreja. Embora sempre sejamos pessoas diferentes, temos sempre diferentes partes a desempenhar porque estamos trabalhando para alcançar o mesmo alvo. É assim que Cristo pode levar-nos à unidade na diversidade.

Deus ordenou a unidade do corpo cristão. Um Deus, por meio de um Cristo nos redimiu do pecado, deu-nos uma fé, nos regenerou por um Espírito, nos fez membros de um corpo por meio de um batismo, e nos deu uma esperança eterna. Toda a Divindade está envolvida na unidade da igreja. Esse tema está em harmonia com o espírito da epístola, que freqüentemente enfatiza o papel da Trindade na história da redenção.

O livro de Efésios foi escrito por Paulo enquanto era prisioneiro em Roma aguardando julgamento. Ele havia fundado a igreja de Éfeso em sua terceira viagem missionária, três a cinco anos antes. Visto que não podia visitar novamente a igreja de Éfeso, escreveu para eles uma carta a fim de fortalecê-los e confirmá-los na graça de Deus e no evangelho de Cristo, bem como para encorajá-los a realizar suas obras de serviço e santidade em resposta à graça salvadora de Deus.

O Espírito Santo promoveu a unidade na igreja formando um corpo, habitando na igreja universal e sendo a esperança da redenção futura. O Filho promoveu a unidade na igreja sendo a cabeça da igreja, o objeto de fé de todos os crentes, e Aquele em quem todos os crentes são identificados. O Pai promoveu a unidade da igreja sendo o Pai de todos, o soberano sobre todos, vivendo através de todos, e habitando em todos os crentes.

Eduardo Rocha Quintella

Bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora/ Minas Gerais

E-mail: contato@eduardoquintella.com.br

Portal na internet: www.eduardoquintella.com.br

Eduardo Rocha Quintella
contato@eduardoquintella.com.br
24/03/2009 - Belo Horizonte⁄MG

Humildes como uma Poça D'água


O mundo externo, várias culturas, brasis, Américas Latinas, Centrais e do Sul estão distantes de nós tanto quanto a lua, no entanto, voltando ao poema, fato que nós podemos observar e comprovar quando quisermos, é que um pequeno lago, não é um lago especial, pode até ser uma pequena poça de água da chuva, reflete toda a lua, mesmo que esteja cheia. Assim como o lago, pequeno o somos, mas talvez nos falte a humildade de uma pequena poça para sermos ao menos um reflexo da imensidão do mundo. Basta seguir as palavras do Mestre: sede humildes e mansos de coração.

Sentir-se pequeno não quer dizer menos importante, pois as maiores engrenagens, os maiores inventos da humanidade nada seriam sem os parafusos, as pequenas porcas e tantas pequenas peças. Sentir-se pequeno, nos abre um mundo cheio de possibilidades de crescimento, onde existe muito espaço para que possas preencher com suas ações, com seus projetos. Talvez devamos deixar o que é próprio de criança, disputar com as demais a atenção, por ser a maior, por ter um brinquedo que o colega não tem. Cultivemos os três princípios que I Coríntios nos dá: a fé, a esperança e o amor. O amor é citado como sendo, e é, o maior deles. Pois é dom de Deus, todos nós o possuímos, mas tantas vezes nos deparamos sem saber como fazer porque ele não tem manual de instruções, não se pode “baixar” um tutorial na internet. Mas Ele nos deixou escritos os seus principais mandamentos: amai a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos. Não são necessárias grandes explicações. Mas, como cita o Padre Fábio de Melo em uma de suas palestras, “estamos diante de uma sociedade que não se ama”, que quer se destruir pelo primeiro motivo que vem à sua mente.

Devemos ser humildes ainda enquanto criaturas de Deus, eu não tenho o

direito de destruir algo que alguém me presenteou. Você quebraria um presente que o seu pai ou a sua mãe lhe deu com muito carinho? Eu não quebraria. Não se quebre porque está chateado com alguma coisa, porque o seu relacionamento acabou ou porque discutiu com alguém da sua família. Talvez este não fosse o relacionamento que Deus preparou para você. Este homem ou esta mulher não traria a sua felicidade, a sua santidade. E na família, nos deparamos sim com as divergências, pois temos dificuldades em conviver com alguém que tem características muito parecidas com as nossas, com alguém que nos conhece até a alma e pode dizer que você está sentindo, muitas vezes algo que você não identificou ou não queria identificar. Por outro lado, existe o oposto muitas vezes dentro da nossa própria família. Você já ouviu aquele ditado que diz que nem os dedos das mãos que são irmãos, são iguais? Como podemos então sê-lo? Se não somos física, menos ainda seremos intelectualmente ou nos nossos temperamentos. Essas divergências, esses confrontos vão nos preparando para a vida que nos espera lá fora. Infelizmente o mundo não nos ama, não nos conhece e muitas vezes não nos aceita como somos e não está disposto a deixar passar as nossas atitudes erradas. Muitas vezes encontramos pessoas que dizem muito firmemente na empresa onde trabalha que não vai abaixar a sua cabeça, que ninguém grita com ele ou com ela, pois nem seu pai nem sua mãe fizeram isso. Este é um traço trazido pela infância de alguém que não conheceu a disciplina muitas vezes e agora não há mais tempo de ensinar a criança a obedecer para que o adulto leve esta característica para a sua vida em sociedade e em outros ambientes que exigem a presença dela. Não é bom que gritemos conosco, ninguém gosta disso, mas não é necessário que eu reaja gritando mais alto, porque não vai mais parar, perde-se o respeito de ambas as partes. Ninguém quer ser desrespeitado, desacreditado nas suas origens, na sua ética. Vemos pessoas completamente anti - éticas cobrando isso, e que podemos fazer, também é anti - ético dizermos muitas vezes essa verdade para alguém. Quem sabe, com a convivência dessa pessoa com a minha prática ética, ela não venha a perceber as falhas na sua postura. Uma pessoa adulta não ouve como uma criança os conselhos do adulto que é mais experiente, “sabe mais”, o adulto é auto - suficiente, ele muitas vezes não precisa da sua ajuda, talvez até mais jovem que ele.

Por isso a importância da humildade, somente uma pessoa adulta com o conhecimento desse dom, consegue permitir a opinião do outro nas suas práticas, consegue ouvir sem se revoltar que errou numa atitude, ou que precise melhorar suas posturas. E é preciso ser manso para não saltar com quatro pedras na mão sobre o que tentar se aproximar.

Na minha adolescência, fui impaciente, intolerante, e muitas vezes magoei quem amava, meus próprios irmãos dentro de casa. Sei disso, percebia a dor que me envolvia assim que dava uma resposta grosseira, ou não dava resposta alguma. Mas, eu não me dava conta naquele dia, ou naqueles meses que aquilo era uma dor de ter ofendido alguém. Aquela dor era interpretada como raiva da pessoa que magoei e por muito tempo foi assim, porque era próprio da fase que estava vivendo, da sobrecarga hormonal, da recente mudança de cidade, da perda do meu pai, e de uma série de fatores, digamos periódicos. Há quem diga em muitos casos que a pessoa “sempre foi assim”, “o pai e mãe nunca souberam educar”, dentre outras coisas que os pais têm que escutar e enfrentar ao ouvir por terceiros. Mas, em muitos casos é diferente. O meu, por exemplo. Sempre fui uma criança doce, amável, dengosa por ser a caçula, mal consigo ainda hoje levantar a minha voz e fazer valer a minha vontade, talvez os caçulas levem isso consigo, “somos os menores”, “ninguém vai nos ouvir”, mas estamos trabalhando isso, eu e o Pai do Céu. Citei a adolescência, porque sei que todos nós temos dificuldades nos relacionamentos com os ‘viventes’ desta fase tão importante da construção da personalidade humana. Assim como a infância, que não é única para todas as pessoas, também a adolescência não o é. Então não usemos frases como “eu já fui adolescente e nunca me comportei assim” ou expressões que se tornaram populares dentro desse tema. Cada um tem um tempo próprio para desabafar, para se sentir livre expressivamente ou fisicamente ou ainda espiritualmente, quando muitas vezes o adolescente ou pré-adolescente se revolta contra a cultura na qual está inserido, na religião, até mesmo na família. É na adolescência que se expressam muitas vezes as frustrações da infância, os medos, através do enfrentamento descompassado destes, dos complexos, da opressão sentida muitas vezes ou da super-proteção dos pais ou irmãos mais velhos.

Vem na adolescência, uma chance muito grande de se “consertar” os erros cometidos na infância, se houver uma maturidade no acompanhamento destas mudanças tão bruscas do comportamento humano. Os pais devem estar preparados para tolerar o que não precisaram tolerar na infância, pois com a ameaça de castigo, muitas vezes impediram as pequenas travessuras que faziam parte da construção, da experiência dos erros para se construir os acertos (Pe. Fábio de Melo, CD Vida). Nesta fase, para o adolescente, todos querem lhe podar, lhe frear e esta não é a melhor hora para interferir nos conceitos.

Valquira Medeiros
val.falena@gmail.com
24/03/2009 - Várzea do Poço⁄BA

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/interespaco.php?id=&e=8046

Liturgia Diária!!!

Segunda-feira, dia 30 de Março de 2009
Segunda-feira da 5ª semana da Quaresma

S. João Clímaco, religioso, +615, S. Leonardo Murialdo, confessor, +1900



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Ambrósio : O sol da justiça: a Nova Lei no Templo

Leituras

Dan. 13,1-9.15-17.19-30.33-62.
Havia um homem chamado Joaquim, que habitava na Babilónia.
Tinha desposado uma mulher de nome Susana, filha de Hilquias, muito bela e
piedosa para com o Senhor,
pois tinha sido educada pelos pais, que eram justos, de harmonia com a lei
de Moisés.
Joaquim era muito rico. Contíguo à sua casa, tinha um pomar; e com
frequência se reuniam em casa dele os judeus, pois que entre todos os seus
compatriotas gozava de particular consideração.
Tinham sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo. A eles
justamente se aplicava a palavra do Senhor: «A iniquidade veio da
Babilónia, de anciãos e juízes, que passavam por dirigir o povo.»
Estas duas personagens frequentavam a casa de Joaquim, onde vinham
procurá-los todos os que tinham qualquer contenda.
À hora do meio-dia, quando toda esta gente se tinha retirado, Susana ia
passear para o jardim do marido.
Os dois anciãos viam-na todos os dias, por ocasião do passeio, de maneira
que a sua paixão se acendeu por ela.
Perderam a justa noção das coisas, afastaram os olhos para não olharem para
o céu e não se lembrarem da verdadeira regra de conduta.
Um dia, como de costume, chegou Susana, acompanhada apenas por duas
criadas, e preparava-se para tomar banho no jardim, pois fazia calor.
Não havia aí ninguém senão os dois anciãos que, escondidos, a espiavam.
Disse às jovens: «Trazei-me óleo e unguentos e fechai as portas do jardim,
para eu tomar banho.»
Logo que elas saíram, os dois homens precipitaram-se para junto de Susana
e disseram-lhe: «As portas do jardim estão fechadas, ninguém nos vê. Nós
ardemos de desejo por ti. Aceita e entrega-te a nós.
Se não quiseres, vamos denunciar-te. Diremos que um rapaz estava contigo e
que foi por isso mesmo que tu mandaste embora as criadas.»
Susana bradou angustiada: «Estou sujeita a aflições de todos os lados! Se
faço isso, é para mim a morte. Se não o faço, nem mesmo assim vos
escaparei.
Mas é preferível para mim cair em vossas mãos sem ter feito nada, do que
pecar aos olhos do Senhor.»
Susana, então, soltou altos gritos e os dois anciãos gritaram também com
ela.
E um deles, correndo para as portas do jardim, abriu-as.
As pessoas da casa, ao ouvirem esta gritaria, precipitaram-se pela porta
traseira para ver o que tinha acontecido.
Logo que os anciãos falaram, os criados coraram de vergonha, pois jamais se
tinha dito coisa semelhante de Susana.
No dia seguinte, os dois anciãos, dominados pelo desejo criminoso contra a
vida de Susana, vieram à reunião que tinha lugar em casa de Joaquim, seu
marido.
Disseram diante de toda a gente: «Que se vá procurar Susana, filha de
Hilquias, a mulher de Joaquim!» Foram procurá-la.
E veio com os seus pais, os filhos e os membros da sua família.
Choravam todos os seus, assim como todos os que a conheciam.
Os dois anciãos levantaram-se diante de todo o povo e puseram a mão sobre a
cabeça de Susana,
enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas de coração cheio de confiança no
Senhor, olhava para o céu.
Disseram então os anciãos: «Quando passeávamos a sós pelo jardim, entrou
ela com duas criadas; e depois de ter fechado as portas, mandou embora as
criadas.
Então, um jovem, que estava lá escondido, aproximou-se e pecou com ela.
Encontrávamo-nos a um canto do jardim. Perante semelhante atrevimento,
corremos para eles e surpreendemo-los em flagrante delito.
Não pudemos ter mão no rapaz, porque era mais forte do que nós, abriu a
porta e escapou-se.
A ela apanhámo-la; mas, quando a interrogámos para saber quem era esse
rapaz,
recusou responder-nos. Somos testemunhas disto.» Dando crédito a estes
homens, que eram anciãos e juízes do povo, a assembleia condenou Susana à
morte.
Esta, então, em altos brados disse: «Deus eterno, que sondas os segredos,
que conheces os acontecimentos antes que se dêem,
Tu sabes que proferiram um falso testemunho contra mim. Vou morrer sem ter
feito nada daquilo que maldosamente inventaram contra mim.»
Deus ouviu a sua oração.
Quando a conduziam para a morte, o Senhor despertou a alma límpida de um
rapazinho, chamado Daniel,
que gritou com voz forte: «Estou inocente da morte dessa mulher!»
Toda a gente se voltou para ele e disse: «Que é que isso quer dizer?»
E, dirigindo--se para o meio deles, afirmou: «Israelitas! Estais loucos,
para condenardes uma filha de Israel, sem examinardes nem reconhecerdes a
verdade?
Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho o que estes dois
homens declararam contra ela.»
O povo apressou-se a voltar. Os anciãos disseram a Daniel: «Vem, senta-te
no meio de nós e esclarece-nos, porque Deus te deu maturidade!»
Bradou Daniel: «Separai-os para longe um do outro e eu os julgarei.»
Separaram-nos. Daniel, então, chamou o primeiro e disse-lhe: «Velho
perverso! Eis que se manifestam agora os pecados que cometeste outrora em
julgamentos injustos,
ao condenares os inocentes, absolvendo os culpados, quando o Senhor disse:
'Não farás com que morra o inocente ou o justo.'
Vamos! Se realmente os viste, diz-nos debaixo de que árvore os viste
entreterem-se um com o outro.» «Sob um lentisco.» – respondeu.
Retorquiu Daniel: «Pois bem! Aí está a mentira, que pagarás com a tua
cabeça. Eis que o anjo do Senhor, conforme a sentença divina, te vai rachar
a meio!»
Afastaram o homem, e Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: «Tu és um filho
de Canaã e não um judeu. Foi a beleza que te seduziu e a paixão que te
perverteu.
É assim que sempre tendes procedido com as filhas de Israel, que, por medo,
entravam em relação convosco. Uma filha de Judá, porém, não consentiu na
vossa perversidade.
Vamos, diz-me: sob que árvore os surpreendeste em atitude de se unirem?»
«Sob um carvalho.»
Respondeu Daniel: «Pois bem! Também tu forjaste uma mentira que te vai
custar a vida. Eis que o anjo do Senhor, de espada em punho, se dispõe a
cortar-te ao meio, para vos aniquilar.»
Logo a multidão deu grandes brados, e bendizia a Deus que salva os que põem
nele a sua esperança.
Toda a gente, então, se insurgiu contra os dois anciãos que Daniel tinha
convencido de falso testemunho, pelas suas próprias declarações e
deu-se-lhes o mesmo tratamento que eles tinham infligido ao seu próximo.
De harmonia com a lei de Moisés, mataram-nos. Deste modo, foi poupada
naquele dia uma vida inocente.


Salmos 23(22),1-3.3-4.5.6.
O SENHOR é meu pastor: nada me falta.
Em verdes prados me faz descansar e conduz me às águas refrescantes.
Reconforta a minha alma e guia me por caminhos rectos, por amor do seu
nome.
Reconforta a minha alma e guia me por caminhos rectos, por amor do seu
nome.
Ainda que atravesse vales tenebrosos, de nenhum mal terei medo porque Tu
estás comigo. A tua vara e o teu cajado dão me confiança.
Preparas a mesa para mim à vista dos meus inimigos; ungiste com óleo a
minha cabeça; a minha taça transbordou.
Na verdade, a tua bondade e o teu amor hão de acompanhar me todos os dias
da minha vida, e habitarei na casa do SENHOR para todo o sempre.


João 8,1-11.
Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
De madrugada, voltou outra vez para o templo e todo o povo vinha ter com
Ele. Jesus sentou-se e pôs-se a ensinar.
Então, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada
em adultério, colocaram-na no meio
e disseram-lhe: «Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante
adultério.
Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?»
Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que
o acusar. Mas Jesus, inclinando-se para o chão, pôs-se a escrever com o
dedo na terra.
Como insistissem em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes: «Quem de vós
estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!»
E, inclinando-se novamente para o chão, continuou a escrever na terra.
Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, e ficou
só Jesus e a mulher que estava no meio deles.
Então, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém
te condenou?»
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor.» Disse-lhe Jesus: «Também Eu não te
condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja  
Carta 26, 11-20 ; PL 16, 1044-1046 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 349 rev.)

O sol da justiça: a Nova Lei no Templo

Uma mulher culpada de adultério é levada pelos escribas e pelos fariseus à
presença do Senhor Jesus. Eles formulam a acusação como traidores, de tal
maneira que, se Jesus a absolver, dará a ideia de estar a violar a Lei; se
a condenar, dará a impressão de ter alterado a razão da Sua vinda, porque
Ele veio para perdoar os pecados de todos. [...]

Enquanto eles falavam, Jesus, de cabeça baixa, escrevia na terra com um
dedo. Vendo que eles esperavam uma resposta, levantou a cabeça e disse:
«Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!» Haverá coisa
mais divina que este veredicto?: aquele que estiver sem pecado que castigue
o pecador. Com efeito, como se pode tolerar que um homem condene o pecado
de outro quando desculpa o seu próprio pecado? Não é certo que este se
condena ainda mais, ao condenar noutro o pecado que ele próprio comete?

Jesus falou assim e escrevia no chão. Por que o faria? Era como se
dissesse: «Por que vês o argueiro que está no olho do teu irmão e não
reparas na trave que está no teu olho?» (Lc 6, 41). Ele escrevia no chão
com o mesmo dedo com que havia redigido a Lei (Ex 31, 18). Os pecadores
serão inscritos na terra e os justos no céu, como Jesus disse aos
discípulos: «Alegrai-vos por estarem os vossos nomes escritos nos céus» (Lc
10, 20).

Ao ouvirem Jesus, os fariseus «foram saindo um a um, a começar pelos mais
velhos». [...] O evangelista tem razão em afirmar que eles saíram, pois
estes homens não queriam estar com Cristo. Aquilo que se encontra no
exterior do Templo é terra; no interior encontram-se os mistérios. É que o
que eles procuravam nos ensinamentos divinos eram as folhas, não eram os
frutos das árvores; eles viviam à sombra da Lei, e por isso não eram
capazes de ver o sol da justiça (Mal 3, 20).




Gerir directamente o seu abono (ou a sua subscrição) neste endereço : www.evangelhoquotidiano.org