3 de abr de 2010

CULTURA DA MORTE - Entrevista com Raymond de Souza


 Entrevista com Raymond de Souza
Raymond de Souza
Raymond de Souza

"Este povo que quer controlar a população mundial através do aborto, eutanásia e contraceptivos, tem o mesmo pensamento de Hitler: a destruição das 'raças inferiores'".

Durante a coletiva para as mídias da Canção Nova o conferencista internacional pró-vida e pró-família Raymond de Souza* falou sobre a terrível "cultura da morte", que – por meio de leis pró-aborto, eutanásia, contracepção, entre outros – ameaça o Brasil e todos os outros países da América Latina, visto que essas práticas provocaram um colapso demográfico na Europa, diminuindo o número de mão-de-obra jovem e causando um declínio social, econômico e cultural.

No Podcast abaixo você confere em áudio esta entrevista na íntegra



cancaonova.com: Quais são os principais impactos nos países onde o aborto foi aprovado?


Raymond: Varia muito. Em Portugal, por exemplo, houve um referendo em que pela primeira vez na história um governo perguntou para o povo se ele queria o aborto. Em nenhum outro país do mundo o governo perguntou à população se esta queria isso,  pelo contrário, em outros países eles impuseram essa prática e pronto. Portugal mostra a tristeza da descristianização do mundo ocidental e da Europa em particular. 52% dos portugueses sequer foram às urnas votar, pouco ligaram, e dos que foram votar, 53% disseram "sim" ao aborto praticado nas 10 primeiras semanas de gestação. O impacto disso é muito grande, porque criou um clima psicológico no país em que se vê a criança no ventre materno como uma bola de células, e desta forma, nós começamos a estabelecer uma guerra contra nossos próprios filhos. Resultado: a população da Europa não cresce mais, existe gente muito velha e poucos jovens para trabalhar, para pagar os impostos e manter os serviços básicos de saúde, entre outros. A Grécia, por exemplo, já quebrou, ela tem tão poucos filhos por causa do aborto e da contracepção, de modo que não tem mais solução, ou seja, o país está se empobrecendo mesmo. É um quadro difícil de ser revertido por causa dessa política. Outros países da Europa estão ficando islâmicos. Na França, por exemplo, eles [islâmicos] têm um slogan que diz: “Pelo ventre de nossas mulheres conquistaremos a Europa”. Na Inglaterra eles dizem: “No fim deste século as grandes catedrais europeias serão mesquitas, porque nós temos filhos e os ingleses não”.
 

No Brasil, a população já estagnou, ela não cresce mais, chegou ao ponto em que a Europa estava há 20 anos. Bom, que impacto o aborto está causando? O aborto, a contracepção e a eutanásia estão causando o crepúsculo da civilização cristã,  um dos piores castigos que poderiam acontecer a um país. Porque uma nação que mata os seus próprios filhos é uma nação que perdeu a sua esperança e uma nação sem filhos é uma nação sem futuro, pois se não houver gerações novas o povo e a cultura acabarão. E receia-se que, se não houver uma mudança radical na Europa, por exemplo, os europeus serão uma minoria étnica em seus países. Ora, no Brasil ainda não chegamos ao ponto do Continrente Europeu, mas é preciso lutar e esclarecer a população sobre o perigo da "cultura da morte". A ideia do Lula, por exemplo, de regularizar a prostituição como uma profissão honesta é o que há de mais degradante para o sexo feminino, ou seja, ser usado como objeto e depois jogado fora quando não for mais atraente. Então, manter o ser humano numa situação dessas o que existe de “direitos humanos” nisso?



cancaonova.com: Nós percebemos que leis contrárias à moral cristã de políticas de aborto, eutanásia e controle de natalidade são as mesmas - inclusive em termos técnicos do direito - que tramitam em quase todos os países. Podemos concluir que existem, por trás disso, organizações com objetivos bem definidos, as quais planejam e financiam essas leis? 

Raymond: Certamente! A "cultura da morte" não existe de modo independente em cada país. Se assim o fosse, ela seria diferente de um país para outro por causa da raça, da língua, da cultura de religião. Hoje em dia essa "cultura" [da morte] é a mesma no mundo ocidental inteiro. Então eu tenho certeza de que, em algum lugar do mundo, há um plano bem estabelecido. É uma promoção sistemática de pílulas, de materiais de contracepção e do aborto, para reduzir o máximo possível o número de gente no mundo. É como fez Hitler, é o mesmo plano, só que Hitler era mais definido: matou com gás, fuzilamento.

Hoje, esta gente está usando a mesma mentalidade que fez Hitler famoso. De que forma? Promovendo o controle populacional, isto é, a destruição das assim chamadas “raças inferiores” - como as da América Latina e da África – através de contracepção, através do aborto. Eu tenho certeza de que isso é um plano sistematizado, porque é a mesma coisa para todos os lados.


cancaonova.com: Existe uma organização militante a favor do aborto e de outras políticas contrárias à doutrina católica denominada 'Católicas pelo direito de decidir'. O que o senhor pode nos falar sobre essa organização?


Raymond: Esse grupo é um plágio do mesmo encontrado nos Estados Unidos. "Católicas" que querem decidir sobre o aborto são uma contradição, são o mesmo que um círculo quadrado, um demônio santo, um fariseu honesto, ou seja, são uma tremenda contradição, pois uma pessoa católica não pode decidir contra a lei de Deus. Se eu sou católico apostólico romano, eu não tenho o direito de decidir contra a lei divina. Quem quis ir contra o projeto de Deus foi um sujeito chamado Lúcifer, que disse: "Não servirei [a lei divina]!" E essas mulheres dizem a mesma coisa: "Eu não vou servir [a lei divina]! Eu sirvo a mim mesma!". Por isso, a organização "Católica Pelo Direito de Decidir" é uma contradição. Eu adoraria ter um debate com elas publicamente. Estamos preparando um trabalho que já existe em inglês e agora vamos fazê-lo em português para divulgá-lo no Brasil e esclarecer ao povo católico quem é esse povo. Ao afirmarem que uma católica tem o direito de decidir a respeito do aborto ou estão mentindo ou não são mais católicas. Ou uma coisa ou outra, as duas coisas são impossíveis ter! E é interessante como, infelizmente, elas são financiadas pelas ONGs da América do Norte, pelo capital americano, que entra aí e existem pessoas que vivem uma vida de "nababo", promovendo a corrupção moral do que  chamamos de "cristianismo". Isso é uma visão de cabeça para baixo do que é o Cristianismo, como se fosse algo que nós mesmos acreditamos. Nosso Senhor mesmo disse: “Quem não está comigo está contra mim” e a organização "Católicas pelo direito de decidir" está contra Ele, porque nega o direito que  o Senhor tem de dizer o que é o bem e o que é o mal. Essas mulheres não podem rezar o Pai-nosso, e se o rezam o fazem com hipocrisia, porque no Pai-nosso nós dizemos “Seja feita a Tua vontade”; portanto, se elas querem fazer a vontade delas, por favor, tenham a sinceridade de não rezarem o Pai-nosso, admitam que não são católicas, são "'Caóticas' pelo direito de decidir," aí sim, eu teria muito mais respeito por estas pessoas, se elas fossem honestas intelectualmente e dissessem o que são e o que querem. Mas afirmarem que são "católicas" e, assim, enganarem o povo dizendo que existe um direito de decidir, o qual não foi dado por Deus, é o mesmo que dizer que Adolf Hitler fez tudo legalmente – ele o fez, mas na lei errada dele. Essas "católicas" estão promovendo a "cultura da morte" e a cultura do pecado mortal e eu sugiro a todos os católicos que tenham cuidado e não se deixem influenciar por pessoas, que querem nos afastar do bem e do amor de Deus.
*Raymond de Souza é brasileiro de nascimento, católico e cidadão australiano naturalizado. Conferencista internacional sobre temas de apologética católica, sobretudo, no campo da moral na defesa da vida humana e da família. Seu apostolado assiste programas de educação religiosa em paróquias, escolas e associações leigas em 12 países da América do Norte, Europa, África e Oceania. Em 2008 ele foi nomeado diretor de programações para os países de língua portuguesa pela Human Life International (Vida Humana Internacional). Sua função é manter contato com movimentos pró-vida e pró-família no Brasil, em Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Açores, Cabo Verde, Timor leste e Macau.

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