4 de abr de 2010

Um exército de sacerdotes exterminadores de demônios – Exorcistas parte 1


Exorcistas

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O exorcista-chefe do Vaticano, Gabriele Amorth, espantou o mundo na semana passada ao declarar, alto e bom som, que “o demônio está à solta no Vaticano”.

A justificativa para tal desabafo, que macula a residência oficial dos católicos com a fumaça do diabo, foram os inúmeros de casos de pedofilia envolvendo religiosos e o atentado ao papa Bento XVI no Natal do ano passado. Casos recentes não faltam para sustentar a frase do Padre Amorth, que já tem 85 anos e dedicou os últimos 25 à realização de 70 mil rituais de expulsão do diabo do corpo de fiéis atormentados.
No Brasil, dois monsenhores e um padre da cidade de Arapiraca, Alagoas, foram acusados de abusar sexualmente de seus coroinhas. “Quando se fala de Satanás dentro do Vaticano, é de casos como esses que está se falando”reitera o exorcista.
O diabo existe, não é uma entidade subjetiva ou simbólica, e precisa ser enfrentado. E o que poderia ser tratado como um arroubo medieval em outras épocas hoje ganha força considerável com um lobby de peso: o do próprio papa Bento XVI, que acredita no demônio e defende a volta dos rituais de exorcismo.

“Quando se fala na fumaça de Satanás no Vaticano, é de casos de pedofilia e violência na Igreja que está se falando” Padre Gabriele Amorth, exorcista-chefe do Vaticano.

Até mesmo entre os católicos, leigos e religiosos, que consideram muito caricata e teatral a figura demoníaca e preferem subjetivar o mal, deixando-o, assim, mais palatável para se conviver com ele. Com o advento da psiquiatria e os avanços da medicina, o mundo passa a se enganar pensando que tudo pode ser explicado pela ciência. Desvios como os dos padres do coral Regensburger Domspatzen e dos brasileiros de Arapiraca ganharam nome de sintomas psiquiátricos.
Até quem se diz possuído pelo demônio já tem diagnóstico reconhecido pela quarta edição do manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais, publicado em 1994 – a pessoa seria vítima de um “Transtorno Dissociativo Sem Outra Especificação”.
A Satanás, cuja própria existência foi colocada em dúvida, sobrou o papel de como sempre Pai da Mentira, dizer a todos que ele não existe, que é só um subjetivo do mal ou simplesmente passado.
Enquanto isso, o ofício de exorcista, em baixa, parou de atrair seminaristas. “A quase totalidade do episcopado católico nunca fez exorcismos nem assistiu a um ritual”, acusa o Padre Amorth.
Boa parte dos bispos, responsáveis pela investidura do cargo de exorcista oficial a um dos sacerdotes de suas dioceses, abandonou a obrigação. Muitos não acreditam sequer na existência do demônio.
Bento XVI começou a tentar reverter esse quadro a partir de 2005. Em seus discursos e documentos, constam referências diretas a uma série de pilares teóricos do catolicismo que ele pretende retomar. Entre eles está, por exemplo, o reconhecimento da existência do demônio como um espírito do mal que se manifesta de forma objetiva nas atitudes dos homens.
“A Igreja precisa se organizar para capacitar seus padres e fiscalizar melhor quem faz exorcismos”Padre Gabriele , exorcista oficial da Diocese de Roma, que dá cursos para outros sacerdotes pelo mundo.

CONTINUA…

Fonte: Reporter de Cristo.

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