1 de ago de 2010

Ateísmo e Incredulidade.O que a igreja diz?


Segundo a definição que nos dá o Catecismo da Igreja Católica :
2089. - A Incredulidade é o desprezo da verdade revelada, ou a recusa voluntária de lhe prestar assentimento.
Muitas vezes o Antigo Testamento nos aponta a Incredulidade do Povo Deus a quem chama rebelde :
- Sim, desde que vos conheço, fostes sempre rebeldes ao Senhor.(Deut.9,24). 
No Novo Testamento Jesus queixou-se da Incredulidade do  povo  até perante os Seus milagres :
- Ai de ti, Corozaim! Ai de ti Betsaida ! Porque, se os milagres realizados entre vós, tivessem sido realizados em Tiro e Sidónia, de há muito teriam feito penitência… (Mat. 11,21). 
Parte do capítulo 12 de S. João ( de 37 a 40 ) nos fala na Incredulidade dos Judeus :
- Embora tivesse feito tantos milagres na sua presença, não acreditavam n’Ele. (Jo.l2,37). 
No juízo final será condenada a Incredulidade  a que se refere o Catecismo da Igreja Católica :
678. - Então será condenada a incredulidade culpável que não teve em conta a graça oferecida por Deus…
Podemos dizer que a Incredulidade é também uma forma de Ateísmo.
Até ao aparecimento do Agnosticismo, o termo Ateísmo referia-se a todos aqueles que acreditavam e afirmavam que se não podia provar a existência de Deus.
Tradicionalmente há, portanto, três espécies de Ateístas :
- Materialistas, Agnósticos filosóficos e os Panteístas.
Os Agnósticos filosóficos consideram que a evidência invocada para justificar a crença em Deus é insuficiente para garantir a afirmação ou negação da existência de Deus, e acreditam que qualquer asserção acerca da existência de Deus é temerária.
Os Materialistas não são estritamente Ateístas porque eles não acreditam que alguma coisa possa existir fora do estreito sistema material, mas são geralmente classificados como Ateístas porque as suas pressuposições materialistas excluem as realidades espirituais.
Os Panteístas afirmam que Deus não é um ser pessoal distinto do mundo, afirmam que Deus e o mundo é apenas uma só substância.
Os positivistas lógicos, são muitas vezes Ateístas materialistas, porque eles mantêm a opinião de que qualquer asserção a respeito de Deus, não tem sentido, e acreditar em Deus não é uma garantia.
Muitos dos Ateístas contemporâneos são de um Ateísmo prático e não especulativo, com a excepção do Materialismo dialéctico, que é explicitamente Ateísta.
O Ateísmo pode ser culpável quando uma pessoa rejeita deliberadamente provas persuasivas da existência de Deus.
O aumento notório de pessoas que modernamente professam o Ateísmo (considerando-o verdadeiro, um dos mais óbvios “sinais dos tempos”) pode ser atribuído ao cinismo, à opressão e às imposições dos sistemas religiosos deformados que caracterizam a era moderna.
Contribuíram para este estado de coisas, as obras literárias do século XIX, de Hegel, Marx, Engels, Comte, Schopenhauer, Nietzsche, e outros.
Os chefes responsáveis da Igreja Católica, constantemente se têm imposto contra o mal e os perigos do Ateísmo, por todos os meios ao seu alcance.
No último século XX, cinco Papas se pronunciaram contra o Ateísmo, incluindo o actual Papa João Paulo II.
O Concílio Vaticano II tratou do assunto muito em particular com a Constituição Pastoral a Igreja no Mundo moderno.
O mesmo Concílio apresenta algumas formas de Ateísmo dos nossos dias :
1)- Não se acredita em Deus porque Ele é um grande mistério …
2)- Demasiada confiança nos métodos científicos, sobre a fé e a revelação.
3)- Um Humanismo que leva os seres humanos até à exclusão de Deus.
4)- Ideias falsas a respeito de Deus e da religião.
5)- Protesto contra a verdadeira existência do mal.
6)- A vida fácil orientada apenas para os prazeres e os bens materiais.
7)- Imoralidade e maus exemplos dos que se dizem católicos, ou que, pelo menos, frequentam a Igreja.
Duas noções perfeitamente Ateístas que comprometem o estilo de vida das pessoas :
- Uma é que a fé e a dependência de Outro, aparece como qualquer coisa que está em contradição com a verdade humana, a liberdade e a independência.
- A outra é a de que a crença em Deus e os sistemas religiosos são apontados como uma espécie de droga – ópio – que induz as pessoas para uma esperança simplista num futuro irreal e uma eternidade incerta ou mal compreendida.
E ainda o Concílio Vaticano II  apresenta  dois remédios contra o Ateísmo :
1)- Mostra claramente que a Fé Cristã não tira a liberdade humana nem ultraja a dignidade e os direitos humanos.
2)- Os membros da Igreja são testemunhas da mensagem diária do Evangelho, proclamam os ensinamentos cristãos e encorajam o Povo de Deus a praticar a justiça, o amor e o perdão.
A Igreja também recomenda um diálogo sincero e prudente sobre o Evangelho, sobre os problemas sociais e económicos que impedem o desenvolvimento humano e exercem enorme pressão nas pessoas de hoje.
Quando os Membros da Igreja, voluntariamente se alheiam dos ensinamentos cristãos ou ensinam doutrinas erradas, ou são deficientes na sua vida moral, social e religiosa, estão a dar uma falsa imagem da autêntica face de Deus e da Religião, como diz o Catecismo da Igreja Católica :
2123. -  Muitos dos nossos contemporâneos não atendem a esta íntima e vital ligação a Deus, ou até a rejeitam explicitamente; de tal maneira que o Ateísmo deve ser considerado entre os fatos mais graves do tempo actual.(GS 18 §1).
Na prática, os Ateístas confessos, ao pretenderem negar a Deus, confessam a sua existência, porque ninguém pretende negar o que não existe.
Mas ser Ateísta confesso é simplesmente ter medo de que Deus possa existir para seu desconforto e para condenação da sua vida e das suas atitudes.
Afinal só é verdadeiramente Ateu (isto é sem Deus), aquele que nunca teve a graça de ouvir falar de Deus e desconhece a sua existência.
A doutrina da Incredulidade e do Ateísmo faz parte do 1º Mandamento.
Vem a propósito falar de Incredulidade, para nos pormos um pouco no lugar de Tomé, para, como ele, reconhecermos os nossos  erros e termos como ele a coragem de poder confessar : Meu Senhor e Meus Deus.
fonte: universo católico.

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