31 de out de 2010

A Freira que viu sangue



Quando eu era uma criança, minha avó paterna me contou um fato interessante. Depois com o passar dos anos, já tendo me formado na Faculdade de Direito, ao conversar com um amigo num café do centro de São Paulo, ele me contou a mesma história. De fato, antes essa história circulava muito, mas hoje caiu no “esquecimento”... Passo a narrar o que ela me contou:

Um taxista, numa manhã de sol, se despediu da família e entrou no seu automóvel para ir trabalhar. No seu automóvel havia uma imagem pequena de Nossa Senhora fixado no painel, e como era seu costume, antes de sair rezou três “Ave-Marias” para que a Mãe do Céu o protegesse e à sua família, pedindo também que Nossa Senhora lhe mandasse passageiros suficientes para que ele pudesse trazer o sustento para sua casa. Depois disso, ligou seu automóvel e calmamente saiu pelas ruas de São Paulo.

Depois de algum tempo ele observou uma freira que vestia um hábito muito bonito na beira da calçada. Pensou: “Acho que ela precisa de um táxi.” Parou perto dela e saindo do automóvel abriu a porta traseira para que ela adentrasse. E foi o que ela fez.
Sorrindo por ser o seu primeiro cliente, perguntou:

- “Bom dia irmã, para onde a senhora quer que eu a leve?”

Ela, que era uma freira já de idade avançada, mas com rosto angelical, lhe respondeu:

- “Ao mosteiro da Luz, na Avenida Tiradentes.”

Então o taxista, zelosamente em sua profissão, tomou o rumo indicado.Porém ao passar pelo Viaduto do Chá, a freira pediu para o taxista parar o carro. Ele estacionou e ela saiu do automóvel e se apoiando no muro lateral do viaduto, ficou observando detidamente o movimento dos carros que passavam por debaixo do viaduto. Como ela demorava muito para voltar ao carro, o taxista resolveu ir falar com ela muito respeitosamente.

- “A senhora precisa de alguma coisa? Está esperando alguém? Olhando o movimento?”

Foi então que a freira olhou para o taxista e disse:

- “Estou vendo rios de sangue que inundarão as ruas do Brasil.”

O taxista empalideceu, olhou para a rua que estava embaixo do viaduto, e voltando os olhos novamente para a freira disse:

- “A senhora não quer que eu lhe ajude a voltar para o carro?”

A freira com olhar de doçura e muita bondade, deu meia volta e entrou no carro para prosseguir no seu trajeto. Chegando ao belíssimo Mosteiro da Luz, a freira saiu do automóvel e entrou no Mosteiro. O taxista esperou por mais de meia hora, mas a freira não voltava para pagar-lhe a corrida. Cansado de tanto esperar ele resolveu bater na porta do Mosteiro. Logo veio uma freira de meia idade abrir a porta.

- “Pois não, o que o senhor deseja?”

E o taxista explicou que havia trazido a freira e que precisava receber seu dinheiro para prosseguir no seu trabalho. A freira que lhe atendeu, disse-lhe:

- “Isto é impossível, pois ninguém saiu daqui e ninguém chegou também desde ontem à tarde. Nossas irmãs estão todas recolhidas numa cerimônia.”

Ante a insistência do taxista, a freira convidou-o a entrar e então apontar qual é a freira que ele trouxe de táxi.As freiras estavam todas numa sala, numa cerimônia de réquiem, rezando.Olhando para todas elas ele não identificava nenhuma, mas de repente o taxista tomou um susto muito grande e empalideceu. Era justamente a irmã falecida que estava na urna funerária que havia pegado o táxi. Ao relatar isso, a freira se admirou muito, pois a irmã havia
falecido no dia anterior e estava sendo velada.

- “O senhor tem certeza de que era mesmo esta freira?” – indagou a irmã.

- “Sim, absoluta certeza” – respondeu o taxista relatando tudo o que tinha havido, inclusive a visão das ruas cheias de sangue. As freiras então choraram e se afervoraram em suas orações. O taxista saiu muito impressionado, rezando para que Nossa Senhora protegesse o Brasil de todas as coisas ruins que viriam num futuro breve.

Fonte: Blog Ponto de Táxi - O nosso ponto de encontro. 
http://pontodetaxi0001.blogspot.com

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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
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