27 de out de 2010

Satanás não tem "chifres, nem asas, nem cauda", afirma exorcista

O sacerdote e exorcista espanhol José Fortea recomendou que os fiéis tenham medo de pecar, recordou que Satanás existe embora não tenha "chifres, nem asas nem cauda" e animou os fiéis a procurarem um sacerdote ante a suspeita de uma possessão.

Em une entrevista concedida ao jornal ‘El Tiempo’ durante sua visita à Colômbia, o sacerdote explicou que "o demônio não tem corpo, não tem cor, nenhuma forma visual, nem chifres, nem asas, nem cauda. É uma entidade imaterial, invisível", e esclareceu que em vez de ter medo dele, "devemos ter medo de pecar, de ofender a Deus".

"Acreditar em Deus supõe acreditar no que Ele disse. E Ele falou sobre a existência do demônio e advertiu, ao final do Pai Nosso: ‘livrai-nos do mal’, que se pode traduzir como ‘livrai-nos do maligno’", assinalou.

O sacerdote admite que nunca viu um demônio mas está seguro de sua existência e assegura ter sentido a presença do mal. "Não me tocaram nem fizeram coisas comigo. Nisso atuei como um cientista; mesmo levando hábito religioso, não estou desprovido da razão. Vi muitos possuídos ao longo de minha vida, existem fenômenos que não são enfermidades mentais e que se liberaram com exorcismos. Não se pode curar um esquizofrênico com um exorcismo ", explicou.

"Certo número de vezes, estando sozinho em minha casa ou em outros lugares, senti uma presença maligna. E eu não sou nada sugestionável. E mentiria se não reconhecesse que senti essa presença maligna de um modo intenso e poderoso. Eu tinha um gato e vi como se escondia atrás das cortinas, olhando para um ponto concreto do ar; não é normal que um gato se esconda, trema e olhe para um ponto concreto", acrescentou.

Do mesmo modo, esclareceu que "embora costumamos falar do demônio, em realidade há muitos demônios, cada um distinto, mas há um que é o chefe de todos os demônios, o mais poderoso: Satanás".

O Padre Fortea assinalou que "todos aqueles que vão ao espiritismo, à bruxaria e, pior ainda, ao satanismo, correm o risco de ser possuídos. Essa é a lei geral, mas existem casos que não se explicam por que ocorrem, mesmo que não tenham recorrido a essas práticas".

"Quando um possuído recebe o exorcismo, passa um tempo razoável até ser liberado. Requer-se um número de sessões. O demônio resiste, porque sabe que está condenado a sair", acrescentou e recordou que sempre houve poucos casos de possessão e poucos exorcistas.

O sacerdote explica que não se sente "especialmente perseguido, mas a razão me diz que o demônio, dado que existe, tem algumas contas pendentes comigo".

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