25 de nov de 2010

Igreja salta da 7ª para 2ª instituição mais confiável por causa do posicionamento claro contra o aborto, diz estudo da FGV


Fonte: Voto Católico
Grafico da Folha de São Paulo, 18.11.2010

Em estudo divulgado hoje pela Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas a Igreja Católica passou a ser considerada pelos entrevistados a segunda instituição mais confiável no país, sendo que no segundo trimestre deste ano ela  ocupava o 7º escalão.

O Índice de Confiança na Justiça (ICJ), produzido trimestralmente pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, revelou que a Igreja ganhou credibilidade diante dos brasileiros consultados. No terceiro trimestre, 54% dos entrevistados disseram que a Igreja é uma instituição confiável em comparação com o segundo trimestre de 2010, quando 34% dos entrevistados deram essa resposta. Em contraposição, a confiança nos Partidos Políticos caiu de 21% para 8% no período, mantendo-se em última posição no ranking de confiança nas instituições. As Forças Armadas continua tendo o primeiro lugar no Índice. Você pode ver o informe completo do Índice aqui.

Na nota oficial que divulga os resultados, a FGV destaca que esta importante mudança pode ser explicada pela forma com que a Igreja Católica marcou o processo eleitoral Presidencial.

Para Luciana Gross Cunha, professora da Direito GV e coordenadora do ICJ Brasil, a controvérsia sobre o aborto travada entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais pesou decisivamente para o aumento do índice de confiança na Igreja.

"A Igreja estava em um grau baixo de avaliação quando foi feita a apuração no segundo trimestre, muito perto da crise envolvendo a instituição com denúncias de pedofilia", observa Luciana. "A última fase da coleta coincidiu com a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais. Isso fez a diferença", disse a pesquisadora ao jornal O Estado de São Paulo.

A professora destaca que o tema aborto não foi citado na consulta. "A gente pede resposta de forma espontânea para dizer se a instituição é confiável ou não. Mas é evidente que é esse (o ataque ao aborto) o motivo principal do aumento significativo da confiança na Igreja".

Este aumento na confiança, apesar da dura campanha de desprestígio que a Igreja tem sofrido em decorrência dos casos de homossexualidade e abuso de menores entre membros do clero, deve-se à posição clara que um pequeno grupo de Bispos assumiu com respeito ao tema do aborto, e não a posição dúbia, ou às vezes omissa, da Conferência Episcopal(CNBB) e de alguns membros do Episcopado.

A confiança regenerada na Igreja deve-se, em boa parte, ao testemunho e às palavras de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo da Diocese de Guarulhos; de Dom Benedito Beni dos Santos, Bispo da Diocese de Franca, de Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo da Diocese de Frederico Westphalen; de Dom Cristiano Jakob Krapf, Bispo da Diocese de Jequié; de Dom Filippo Santoro, Bispo Petrópolis; de Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro, Bispo de Oliveira; de Dom Fernando Arêas Rifan, Prelado da Administração Apostólica São João Maria Vianney;  de Dom Emílio Pignoli, Bispo emérito de Campo Limpo; de Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo emérito de Nova Friburgo; Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar de Aracajú; Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro; de Dom Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo Metropolitano da Paraíba; de Dom Aloísio Roque Oppermann, Arcebispo Metropolitano de Uberaba; de Dom Gil Antonio Moreira, Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora; de Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasilia; de Dom Anuar Batisti, Arcebispo Metropolitano de Maringá; de Dom Alberto Taveira Corrêa, Arcebispo Metropolitano de Belém; e dos cardeais Dom Eugenio Sales, Arcebispo emérito de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Odilo Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, e Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo Metropolitano de Aparecida. Entre outros.

Os resultados do Índice são um dado importante a ser considerado por nossos Pastores. Os posicionamentos ambíguos da CNBB e um setor dos bispos no Brasil muitas vezes nos deixam perplexos ou confundidos como fiéis. A confiança se perde. A mensagem do Santo Padre do dia 28 de outubro passado, na qual pede aos Bispos do Brasil que se posicionem sem medo de serem incompreendidos ou criticados é reveladora. O lugar recuperado pela Igreja no Índice parece apontar em direção necessidade de atender a sede que o povo tem de testemunhas e ao fato de a Igreja ensinar com claridade e fidelidade será sempre um bem para os fiéis e para a sociedade.
Posted: 18 Nov 2010 10:46 AM PST
Essa falácia já está na sua segunda edição. Durante muitos anos, num tempo a perder de vista, sem haver falsete no piscar dos olhos, se afirmava que os países de maioria protestante eram todos prósperos, e os de maioria católica eram inexoravelmente atrasados. Essa sentença levou tempo para ser desmontada. O perverso da afirmação consistia na insinuação de que ser católico seria sinônimo de atrasado, e ser protestante estaria garantido ser próspero. Isso levava à consideração de que Deus abençoava os protestantes, e entregava os católicos à sua própria sorte.

Portanto, a religião verdadeira seria a de linha protestante. Hoje nem os nossos irmãos evangélicos (como hoje os protestantes preferem ser chamados), seguem essa teoria absurda. Dentro dessa chave de leitura atualmente as religiões aprovadas por Deus seriam as do Japão, da China, e das  religiões dos tigres asiáticos. Porque por lá é que está o sumo do progresso... “Do trabalho de tuas mãos comerás” (Sl  128, 2). Só quem trabalha (com inteligência), é que pode “ver a prosperidade todos os dias”  (Sl 128, 5).

Nos dias atuais aparece uma teoria requentada. Agora o sucesso econômico tem outra causa. Está definitivamente garantido – dizem os fautores da nova teoria – que os países prósperos são geridos por povos sem religião, frios no fervor religioso, que “não vão à igreja”. As populações piedosas, as que tem vida comunitária, estariam fadadas a patinar no atraso  e deglutir o pó que os países prósperos levantam. 

O ensinamento falso dessa afirmação está em dizer que os povos que se voltam para o alto, não tem iniciativa, são parcos de inteligência, e não acreditam em si. Portanto, fadados ao marasmo e à pobreza. Mas os agnósticos, não. Esses estariam com tudo, pois acreditam em si, e por isso são prósperos. Essa audácia se derruba com um simples exemplo que nos vem à mente, e que deleta essa torpe teoria. Vejam o país - ainda o mais próspero do planeta - a América do Norte. É um país, cujo povo é muito religioso, e tem alto índice de praticantes. E conheço também uma região do nosso Brasil, com várias cidades, umas próximas às outras. E aí se vê exatamente o contrário: as cidades muito religiosas são as mais progressistas. E as menos religiosas são as mais fraquinhas. 

É preciso buscar outra teoria melhor. Essa não pegou. Está eivada de fanatismo.

Dom Aloísio Roque Oppermann é Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Uberaba.
Uberaba, 18 de novembro de 2010.

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