27 de nov de 2010

Questão da sexualidade: objetivo do Papa é superar visão mecânica

ZENIT:
No livro-entrevista, centro da mensagem “é uma proposta de esperança”, diz bispo
PETRÓPOLIS, sexta-feira, 26 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O bispo de Petrópolis (Brasil), Dom Filippo Santoro, afirma que o Papa, no recém-lançado livro-entrevista “Luz do Mundo”, de Peter Seewald, no trecho que gerou polêmica na mídia por abordar o uso do preservativo, trata de valorizar a sexualidade humana como expressão do amor.
Em artigo divulgado à imprensa nessa quinta-feira, Dom Filippo assinala que Bento XVI “reafirma a posição da Igreja na perspectiva de não banalizar a sexualidade reduzindo tudo à distribuição de preservativos sem a devida ênfase numa séria campanha educativa”.
O objetivo da fala do Papa, segundo o bispo, é “superar uma visão puramente mecânica da sexualidade e abrir a uma visão mais humana, que comporta a doação à vida do outro e não apenas uma droga para uma satisfação narcisista de si”.
“Trata-se de ampliar a afetividade e não de frustrá-la ou reduzi-la”, diz Dom Filippo.
“Assim o Papa se coloca na perspectiva da valorização da sexualidade humana como expressão de amor, responsabilidade e dom de si e não como redução do outro a objeto. Isso aprofunda e não reforma o ensinamento moral da Igreja.”
O bispo de Petrópolis recorda – no contexto das palavras de Bento XVI – que quando a prática sexual “representa um efetivo risco para a vida do outro, e somente neste caso excepcional, o uso do preservativo, reduzindo o risco do contagio, é um primeiro ato de responsabilidade, um primeiro passo para uma sexualidade mais humana”.
“Não estamos diante de nenhuma revolução na visão da moral cristã, mas sim diante de um aprofundamento do valor da sexualidade e do valor pleno da vida, que nasce do respeito da dignidade humana”, afirma.
Segundo Dom Filippo, o horizonte do Papa “é muito maior que a pura questão do preservativo”.

“O centro da mensagem do Papa nesta entrevista é uma proposta de esperança para a humanidade, que tem um horizonte grande e quer oferecer uma luz para o presente e o destino das pessoas”, afirma o prelado.

Bispo filipino: “não tergiversar” o que Papa diz sobre preservativo
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MANILA, sexta-feira, 26 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Nas Filipinas está ocorrendo uma "tergiversação oportunista" das declarações de Bento XVI sobre o uso do preservativo, feitas no livro-entrevista "Luz do Mundo".
Esta é a advertência do arcebispo emérito da diocese filipina de Lingayen-Dagupan, Dom Óscar Cruz, que pede que se acabe com a desinformação que está circulando sobre as declarações do Papa, precisamente quando a nação está debatendo um projeto de lei sobre anticoncepção.
"Quando argumentamos, não aceitemos 'meias verdades', porque dessa forma perderemos", disse o arcebispo.
Dom Cruz afirmou que não lhe surpreende que os promotores da anticoncepção nas Filipinas tenham utilizado as declarações do Papa como um "foguete".
Acrescentou que os partidários do projeto de saúde reprodutiva fariam qualquer coisa para conseguir o que querem e que o único recurso seria aderir estritamente à verdade.
Em resposta aos que pedem à hierarquia que mude o ensinamento sobre a anticoncepção, o prelado afirmou que a Igreja não poder permanecer em silêncio porque tem o dever de defender a moral, seja ela aceita facilmente ou não.
Esperando que escutem
Em meio ao debate sobre o projeto de lei de saúde reprodutiva que promoveria a utilização de anticoncepcionais, alguns líderes políticos estão afirmando que as declarações do Papa podem reforçar o apoio a esta medida.
Um porta-voz do presidente Benigno Aquino III pediu aos líderes da Igreja local que mostrassem uma "flexibilidade correspondente" à supostamente mostrada pelo Papa.
Os partidários da medida exigem que os comentários do Pontífice incitem a Conferência dos Bispos Católicos das Filipinas a ceder finalmente em sua postura sobre a anticoncepção.
Enquanto isso, os líderes da Igreja local tentaram estender a verdade do que o Papa disse realmente.
"Eles [os partidários do projeto de lei] respeitam o Papa, mas nossa preocupação é que estão agindo a partir de uma ideia equivocada", explicou o diretor da Comissão de Família e Vida da arquidiocese de Manila, Pe. Joel Jason.
"Esperemos que escutem as correções. (...) Tendemos a tirar as coisas de contexto. Antes de tirar uma conclusão, deveriam ter considerado primeiro todo o contexto do que o Santo Padre disse realmente."
Segundo o sacerdote, as declarações do Papa não mudam sua afirmação de que a única solução real para a AIDS é a humanização da sexualidade.
Além disso, continuou, o Papa também destacou que o sexo não deveria ser tratado como uma droga para buscar o prazer, que se toma à vontade, sem levar em consideração suas consequências.
A Igreja se mantém firme em sua postura, afirmou o Pe. Jason. A AIDS deve ser combatida com eficácia.
"Não se pode fazer uma opção de mínimos, mas sim uma opção de máximos; não vamos considerar o preservativo como uma solução", disse, recomendando fidelidade e abstinência, com as quais não há forma de se contrair a AIDS.

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