1 de nov de 2010

Tu ne cede malis!

Klauber Cristofen Pires | 01 Novembro 2010
Artigos - Eleições 2010
Tu ne cede malis sed contra audentior Ito.
(Jamais ceda ao mal, mas lute cada vez mais bravamente contra ele.)
Lema do Instituto Ludwig von Mises, extraído do livro VI de Eneida, de Virgílio.
Caros leitores,
Ao escrever este texto, trago-vos a mensagem de quem faz uma avaliação do processo eleitoral. As minhas impressões pessoais sobre o anúncio do resultado e o discurso da Sra. Dilma Rousseff pela tevê deixaram-se marcar pela observação do tom lúgubre geral, muito diferentemente da "maior festa da democracia" da história do país, quando Lula logrou o primeiro mandato. Parece refletir bem o pesar da parcela brasileira que obteve consciência do perigo que a Sra. Estela representa. O programa Fantástico a exibiu de forma protocolar, e seguiu sua programação com outros temas, como se nada de mais houvesse acontecido.
Diferentemente dos articulistas mais famosos que tudo deram de si pela candidatura de Serra, jamais deixei de frisar que a sua escolha, de minha parte, se daria tão somente por um processo de exclusão. Era o menos pior. Só isto. Justamente por tal motivo, meu desapontamento não se deu na medida com que deve ter acometido a tantos. Antes de tudo, este blog trabalha por oferecer uma proposta anti-política, de consolidação de instituições privadas de cidadania e de convencimento da opinião pública a não abrir mão de sua liberdade e de sua propriedade, capacitando-a, sobretudo, a desmascarar a demagogia dos políticos, sejam de quais agremiações forem.
Estas eleições trouxeram avanços e retrocessos para ambos os lados. Do ponto de vista das instituições, o maior perdedor foi o Poder Judiciário Eleitoral, TSE e TRE's. Jamais a legislação e a atuação dos juízes foi tão casuísta, particularista, e sejamos francos, tendenciosa. Este é o lado mais preocupante.
Por outro lado, a crise havida com as religiões, em especial, quanto ao tema do aborto, agravada pela ampliação internacional da polêmica, cujo ápice se deu com a intervenção direta do Papa Bento XVI, finalmente jogou a CNBB contra a parede, para que os bispos impostores ou cumpram a sua missão ou fujam pela janela. A CNBB, que certamente restou com as suas estruturas abaladas, agora se vê diante da divulgação do que antes poucos tinham conhecimento, isto é, de que ela não representa a hierarquia canônica, no que pese - e como - o fato de tantas vezes ter se apresentado como tal, em flagrante impostura.
Uma parte da imprensa também finalmente ergueu os olhos para a ameaça - agora tornada mais real - do cerceamento à liberdade de expressão, e portanto antevejo dias menos floridos para a Sra. Dilma Rousseff e o PT, e nisto o maior perigo reside no Poder Judiciário, a ratificar fórmulas extravagantes de controle dos meios como uma necessidade de controle como se fossem independentes da liberdade estrita de reproduzir o pensamento.
Ainda, para completar, uma variedade de instituições privadas está saindo das fraldas, e deve começar a gerar uma repercussão cada vez maior. Em quatro anos muito pode acontecer. Será uma mudança geral na opinião pública a força que poderá mudar a naturalidade com que hoje as pessoas que são enganadas pelas esquerdas votam nelas, e isto vai acontecer.
As oposições precisam adotar estratégias diferentes, na verdade, as que têm desprezado ao longo dos anos e que publicamos reiteradamente aqui, tenha sido da minha lavra ou de outros colunistas ilustres. Termino este texto já tendo ouvido o pronunciamento de Serra, com uma orelha apontada para a esperança e outra para a desconfiança, mas escutei palavras de que o movimento de oposição está só começando, a lutar pela liberdade e pela democracia. Oxalá tenham aprendido a lição.

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