5 de jan de 2011

SOMOS REALMENTE LIVRES?




- Liberdade de... liberdade para...

Liberdade: palavra mágica, ideal e fascinação, destruição e força.
Meta a atingir e fardo para se levar.
Desafio cotidiano e tormento contínuo.
É difícil ser livre, saber autodeterminar-se,
conseguir projetar um estilo de vida
com responsabilidade e consciência.
É fácil, afinal, saber em que consiste
a tão decantada liberdade?
A resposta requer de nós uma busca febril,
feita de tentativas, de quedas, de ilusões e desfalecimentos.
Às vezes temos algum sucesso, mas muito passageiro para ser degustado em profundidade.

Somos realmente livres?

Temos um nome escolhido por outros, falamos uma língua que não escolhemos, não escolhemos também nossa família.
Temos um corpo que nos condiciona notavelmente: é imperfeito, fica doente e, às vezes, não responde do modo que queremos.
E nossa personalidade?
Alguns traços de nosso caráter são herdados de nossos pais. Sabemos, além disso, que influência têm os impulsos inconscientes, os instintos, os acontecimentos ocorridos na infância.
A sociedade, com seus inumeráveis condicionamentos econômicos e culturais, acaba de completar o quadro.
Mas, então, até que ponto é livre o nosso agir? Em que consiste, no fundo, a liberdade?
Trata-se apenas de uma liberdade negativa, isto é, não dependemos de estruturas, de imposições, de alienações; não estamos sujeitos a perseguições?
Ou, então, trata-se de uma liberdade no sentido positivo, isto é, somos livres para tomar uma atitude, uma decisão, para fazer um projeto que diz respeito a nós mesmos?

Saiba que:

A liberdade tem sua origem na essência do ser, no mais profundo do ser, onde se situa a dimensão espiritual.
Você está imerso nessa dimensão superior que, sem renegar, compreende e engloba a dimensão biológica, a psicológica e a sociológica, valorizando-as e atribuindo-lhes certa hierarquia.
É aí que se aprofundam as raízes inalienáveis de sua dignidade como ser humano.

Por isso, lembre-se:

Você pode sempre, e livremente, tomar uma atitude diante de qualquer situação com a qual tenha de se defrontar.
É justamente nessa tomada de posição que você exerce sua liberdade.
A liberdade está na escolha da atitude a ser tomada cada vez que nos defrontamos com uma situação que não pode ser mudada.
Viver a liberdade implica um dúplice movimento:
por um lado você é livre por não depender exclusivamente de seus instintos nem de suas determinações; por outro lado, você é livre enquanto ser responsável, possuidor de dimensão dinâmicas, significativas, prospectivas; enquanto ser fundamentalmente orientado para a realização e o cumprimento do real sentido da existência.

Um conselho

Não procure a liberdade. Somente em nível de estruturas, de condicionamentos sociais, de imposições vindas de cima.
Busque, antes, a liberdade de poder elaborar um projeto de si mesmo, que envolva os outros, a natureza, a sociedade, num crescendo harmônico e profundamente humano.

Saber usar a liberdade

Você é chamado, hoje, a decidir sobre seu ser moral, a dar uma resposta às interrogações que lhe são colocadas, com tragicidade e realismo, pela vida cotidiana.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se o seu trabalho é automatizado, padronizado?
Você trabalha oito ou mais horas por dia, desempenhando sempre os mesmos papéis, digitando sempre no mesmo computador, manuseando sempre as mesmas máquinas, apertando sempre os mesmos parafusos.
Talvez você pense: “O trabalho é uma necessidade, um meio para ganhar dinheiro; uma iniciação à verdadeira vida.
Vou poder manifestar plenamente minha personalidade, minhas aspirações íntimas somente nas horas livres: essa é a ‘verdadeira vida’ ”.
Que uso você pode fazer, então, de sua liberdade, se o seu tempo “livre” lhe reserva aborrecimento, angústia, solidão?
Você sentia-se reduzido a frangalhos porque estava às voltas com um trabalho que não lhe permitia realizar o significado real de sua existência e lhe provocava uma pobreza interior que você queria e devia vencer a todo o custo.
Agora tem à disposição um “tempo livre forçado” e sente-se “condenado” ao divertimento.
Enfrenta, então, os engarrafamentos das estradas, às vezes sob um sol escaldante; ou entoca-se num cinema, numa danceteria ensurdecedora, num bar cheio de fumaça.

Lembre-se:

Como no trabalho automatizado e despersonalizante, também nos momentos de ócio absoluto jamais você poderá sentir-se u ser responsável, único, insubstituível.
Que uso você pode fazer de sua liberdade se, em circunstâncias contrárias, procura inutilmente um trabalho, por dias a fio, pois é uma das vítimas da recessão, da crise econômica?
Paradoxalmente, você tem muito tempo à disposição, mas a liberdade parece perdida na névoa da indefinição.
O vazio de seu tempo é o vazio de sua consciência.
Permanecer desocupado provoca um sentimento de inutilidade; talvez você até chegue a pensar que sua vida não tem mais sentido.
Enfim, que uso você pode fazer de sua liberdade se, tendo atingido um limite de idade, consideram-no um aposentado e, como tal, o dispensam do emprego, mandando-o para casa?
Os hábitos que, por anos, Sustentaram o seu dia desmoronam...
Você perde o ritmo de vida que modelou múltiplas e ricas atividades.
De repente privam-no de uma função que você desempenhou bem por tanto tempo.
Você já viveu bastante e, agora, com a aproximação da velhice, experimenta certo vazio interior e certo medo do amanhecer, quando tudo tem de recomeçar.
Medo de continuar a sorrir, de recomeçar a lutar.
Acaba até sentindo certa culpa de ainda estar vivo.
Corre o risco de sentir-se inútil, Abandonado, triste.
O que fazer, então?
Fugir de si mesmo?
Para onde?
Para a neurose, para a depressão?

Preste atenção!

Afugente as divagações que o afastam de si mesmo.
Estabeleça um espaço, um deserto onde você possa se reencontrar.
Mais do que a ausência de homens e de mulheres, o deserto é a presença de Deus.
A concentração e a meditação irão ajudá-lo a descobrir as tarefas que você foi chamado a realizar .
Essas ocasiões, essas possibilidades nunca mais voltarão, porque são específicos, individuais, concretas.
Compete a você decidir que influência terão. Somente atendendo aos apelos que chegam de pontos diversos, você poderá descobrir o sentido mais verdadeiro de sua existência.

A consciência como guia

Ser homem, ser mulher
significa ir além de si mesmo.
A essência da existência humana encontra-se na própria auto-superação.
Ser homem, ser mulher quer dizer
estar sempre voltado para alguma coisa ou para alguém, oferecer-se e dedicar-se plenamente a um trabalho, a uma pessoa amada, a um amigo a quem se quer bem, a Deus, com quem se deseja viver em comunhão.
A transcendência torna sua vida não-dividida, não-seccionada.
Você está em relação com o outro.
Sua existência é o testemunho mais autêntico de que a vida é relação. Eis as autênticas dimensões da liberdade.

site: comunidade católica shalon

Bons ventos no Ministério das Comunicações

Por Altamiro Borges

Tomou posse nesta segunda-feira (3) o ministro das Comunicações do governo Dilma Rousseff, o ex-sindicalista Paulo Bernardo. Bem diferente dos seus antecessores, que nunca trataram a pasta como estratégica no processo de democratização do país, ele deu sinais positivos neste rumo. Em seu rápido pronunciamento, afirmou que a sua prioridade será o fortalecimento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), “que garanta o acesso da grande massa da população brasileira ao serviço”. Ele ainda enfatizou o desafio da reestruturação dos Correios. "A empresa é uma das mais admiradas do país e nós queremos garantir que isso continue".

Para desespero dos barões da mídia, Paulo Bernardo também defendeu a urgência de um novo marco regulatório para o setor. “Para o fortalecimento das comunicações, não posso omitir a necessidade do marco regulatório. Não se trata da revisão de direitos arduamente conquistados de liberdade de expressão... É uma garantia da pluralidade da informação", afirmou o ministro, que assumiu a pasta das Comunicações após deixar a do Planejamento, ocupada no governo Lula. É evidente que esta meta, que esbarra na raivosa resistência da ditadura midiática, demandará forte pressão dos movimentos sociais.

Alvarez desagrada as teles

Outro sinal positivo foi dado com a composição do Ministério. Paulo Bernardo indicou como seu secretário-executivo, segundo no posto de comando da pasta, o ativo Cezar Alvarez, ex-assessor especial do presidente Lula e coordenador do programa de inclusão digital do governo passado. Esta nomeação deve ter incomodado as poderosas operadoras de telefonia, as teles – na sua maioria, multinacionais –, conforme já registrou, num texto que visa estimular a cizânia, o sítio Convergência Digital:

“A decisão deverá desagradar as empresas de telefonia, que identificaram Alvarez como o principal adversário político a ser combatido no governo Dilma Rousseff, na tentativa de esvaziar o ímpeto da implantação do Plano Nacional de Banda Larga... Alvarez colheu dentro e fora do governo Lula inimigos poderosos, que não vão se acomodar diante do novo quadro político do Ministério das Comunicações”.

O destrutivo lobby das teles

Ainda segundo revela o sítio, “as teles não perdoam Cezar Alvarez pelo fato dele ter interferido diretamente na Anatel nos últimos meses e obrigado a agência reguladora a colocar a banda larga como serviço público, sob o regime privado, na revisão dos contratos de concessão... Nas últimas semanas Alvarez foi duramente combatido dentro do Palácio do Planalto por executivos das empresas de telefonia, na tentativa de evitar a nomeação dele para a Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações”.

Como se observa, o ministro Paulo Bernardo terá muitas dores de cabeça. Se não se atolar no pragmatismo conciliador, ele terá que enfrentar os latifundiários da radiodifusão, que não aceitam qualquer tipo de marco regulatório, e as ambiciosas teles, que não toleram entraves aos seus lucros. Caso queira, de fato, encarar a comunicação como algo estratégico para o aprofundamento da democracia, Paulo Bernardo necessitará do respaldo da presidenta Dilma, de muita convicção e habilidade política e de forte pressão dos movimentos sociais. O jogo promete ser duro, mas parece que começou bem. 

Fonte: http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/201101035308/Coluna-politica/bons-ventos-no-ministerio-das-comunicacoes.html

4 de jan de 2011

BENTO XVI AOS "PUERI CANTORES": VOCÊS EXPRESSAM A ALEGRIA DA ALMA QUE ENCONTRA DEUS

◊   Cidade do Vaticano, 30 dez (RV) - O canto que expressa o amor de Deus pelo homem e do homem por Deus é um "serviço" que contribui para aumentar a fé de toda a Igreja. Foram as palavras com as quais Bento XVI expressou a sua gratidão aos Pueri Cantores.

O Pontífice recebeu nesta quinta-feira na Sala Paulo VI, no Vaticano, milhares de crianças, jovens e adolescentes pertencentes a numerosos coros provenientes de várias partes do mundo, que participaram nestes dias, em Roma e no Vaticano, do 36º Congresso da Federação Internacional dos Pueri Cantores.

Um agradecimento em oito línguas, do inglês ao russo, para comunicar a todos um mesmo pensamento: buscar as palavras e as notas justas para cantar para Deus significa levar a alma de quem escuta o canto a fazer seu, de certo modo, um pedacinho do céu; significa tocar o amor de Deus com as cordas do coração.

Numa Sala Paulo VI repleta de música e de vitalidade, Bento XVI dirigiu-se aos presentes, cerca de 4.500 pessoas que nestes dias participaram do referido Congresso: cerca de cem coros de 14 países de quatro continentes, com três mil vozes de crianças, jovens e adolescentes dos 7 aos 17 anos.

O Papa fez o primeiro agradecimento, em inglês, pelo empenho deles no "apostolado do canto coral na liturgia":

"Assim como vocês louvam a Deus, dão voz ao desejo natural de todo ser humano de glorificá-lo, com cantos de amor. É difícil encontrar as palavras para expressar a alegria do encontro amoroso da alma com Deus. E, no entanto, a bela música é capaz de expressar algo do mistério do amor de Deus por nós e do nosso por Ele."

"Recordem sempre que o canto de vocês é um serviço" – prosseguiu o Santo Padre. Um serviço a Deus, sobretudo, aos próprios companheiros de fé, porque esse tipo de canto reforça no coração e na mente a oração a Cristo. E é "um serviço a toda a Igreja que oferece uma antecipação da liturgia celeste, que é o objetivo de todo verdadeiro culto, quando os coros dos anjos e santos se unem numa canção sem fim de amor e de louvor". Em seguida, em língua italiana acrescentou:

"Caros amigos, agradeço a vocês e àqueles que os instruem no canto sacro, pelo precioso serviço que realizam na Liturgia. Encorajo-os todos a perseverarem e convido-os a se sentirem partícipes da vida das comunidades cristãs às quais pertencem. Custodiem a alegria que a vinda de Jesus traz consigo e descubram sempre mais como Ele quer bem a vocês."

Em seguida, o Pontífice saudou os Pueri Cantores de língua alemã:

"O Evangelho da Noite Santa fala dos Louvores dos anjos, que os Pastores ouviram nos campos de Belém. Desde o início os cristãos compreenderam estas palavras como um canto e aprenderam disso para honrar a Deus através da música. Também vocês, com o seu canto, participam dessa tarefa, para que Deus seja glorificado e os homens tenham grande alegria."

Por fim, eis o que disse Bento XVI saudando os Pueri Cantores de língua portuguesa:

"A minha afetuosa saudação também para os «Pequenos Cantores» vindos de Portugal. Agradeço-vos o precioso serviço que realizais, animando com o canto as celebrações litúrgicas."


2 de jan de 2011

O Bem Absoluto

FORMAÇÕES canção nova

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Conhecer e viver a vontade de Deus para si


A criatura humana tem em si a capacidade de reconhecer o Bem Absoluto, que é Deus, como um bem, mas, muitas vezes, não reconhece os bens relativos ou terrenos nos seus aspectos positivos e negativos. Quando se torna escravo da liberdade anticristã, o homem se esquece de que estes bens são atraentes sob alguns aspectos, mas todos são insuficientes para saciar a necessidade que temos do Bem Infinito, que é Deus.
E, quando o homem não reconhece a transitoriedade dos bens terrenos, torna-se escravo do própria natureza, rebaixando-se a si mesmo, sem conseguir vislumbrar a quão alta vida Deus o chamou. Condicionado por fatores internos, como traumas, enfermidades, complexos, ou por fatores externos como a propaganda, por exemplo, ele pode, de certa forma, diminuir ou até extinguir sua própria liberdade de arbítrio, enquanto pensa que está caminhando para a liberdade, está em plena escravidão de si e das ideias deste mundo, rumo à autodestruição.
Infelizmente, muitos fazem depender sua escolha dos costumes, das circunstâncias que estão atravessando ou das opiniões das pessoas com quem convivem. Estes fatores, embora não tirem a liberdade de escolha do homem, restringem a capacidade de reconhecer o que é realmente bom. Outros se tornam escravos da própria razão, deixando de se abrir à novidade do CHAMADO PESSOAL de Deus para si. Há ainda os que fazem suas opções seguindo seus sentidos superficiais (estéticos, afetivos, ideológicos, etc.), esquecidos de que a felicidade do homem não está condicionada a estes valores efêmeros, como toda realidade visível, mas na realização do fim supremo para o qual veio ao mundo.
Se tivesse se deixado aprisionar por sua própria natureza, pelos costumes ou pela lógica, o Profeta Abraão jamais teria deixado sua terra, seu povo e encontrado a plenitude de sua vida. Assim também os outros Profetas, Juízes, Reis, Nossa Senhora, os Apóstolos, Paulo e todo o povo das Sagradas Escrituras resumiriam sua existência à do Jovem Rico da Bíblia, que não quis conhecer e viver a vontade de Deus para si.
O ser humano foi feito para ultrapassar a si mesmo, sua natureza, seus sentimentos, e sua razão em busca de Deus. Quem sufoca em si ou nos outros essa tendência, de alguma forma, mutila a natureza humana.
Comunidade Nova Vida

1 de jan de 2011

Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé

Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé
O Senhor quer nos ensinar que para acontecer o “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” é preciso, de nossa parte, uma contínua ação de “reagir” contra o pecado, contra a tentação, contra as forças do mal. Talvez pensemos que a nossa posição é defensiva, mas o Senhor vem nos ensinar o contrário. Nossa atitude é de reagir, reagir firmes, reagir na fé. São Pedro nos exorta:

“Sede sóbrios, vigiai! Vosso adversário, o diabo, como um leão que ruge, ronda, procurando a quem devorar. RESISTI-LHE, FIRMES NA FÉ” (1Pd 5,8-9a).

Vencemos o demônio resistindo-lhe firmes na fé. “Firmes na fé” significa acreditar na vitória do Senhor em nós. Sabemos da nossa fraqueza, do nosso pecado e da facilidade com que erramos. Pecamos. Resvalamos. Mas o Senhor é fiel e poderoso. O poder de Deus é soberano sobre nós, sobre a nossa vida.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" de monsenhor Jonas Abib)

31 de dez de 2010

Ano novo, vida nova...


“O objetivo de um ano novo não é que nós deveríamos ter um ano novo. É que nós deveríamos ter uma alma nova.” (Gilbert Keith Chesterton)
Um ano se foi. Olhar para trás e perceber que em meio a tantas lutas houve muitas vitórias. Nas quedas houve mãos que insistiam em nos levantar. No sorriso houve a oportunidade de mudar. Na lágrima houve a experiência de se purificar.
Um ano se aproxima mas não basta o ano ser novo, é preciso querer uma “alma nova” (não falo de sermos gasparzinhos) que sabe que tem destino, que agarra oportunidades de ser melhor. Alma que entende que a manha passou mas a tarde é oferecida. Alma que entende que ser santo é possível e nem por isso é necessário deixar de ser jovem! Alma que sabe que o mundo muda quando a gente muda.
Então desejo a você neste ano novo… Uma alma nova!
Topa o desafio?
Feliz Alma nova!
Tamu Junto
Adriano Gonçalves

29 de dez de 2010

Aprofundamento de Cura

Ex-petista declara apoio a Serra e diz que PT relativizar aborto é 'maluquice'

Suspenso do PT, em 2009, por militar radicalmente contra o aborto e ir de encontro a uma resolução do congresso nacional do partido de 2007, o deputado federal Luiz Bassuma (agora no PV) diz que foi punido pela "unanimidade" do partido, e que a intenção de relativizar a posição do PT com relação ao tema, hoje, é "maluquice". Junto com Bassuma, foi punido pela mesma defesa "pró-vida" o deputado Henrique Afonso (PV).

Bassuma afirma que a candidata Dilma Rousseff (PT) demonstra uma "mudança eleitoreira" e diz apoiar o candidato José Serra (PSDB) no segundo turno.
FOLHA - Por que o sr. saiu do PT?
LUIZ BASSUMA - Só em 2007, o PT fecha questão a favor da descriminalização do aborto. Eu já tinha militância nessa questão há muito anos, é uma questão filosófica e religiosa na minha vida. E eu me neguei a cumprir essa resolução. O estatuto do PT diz: por questões filosóficas, religiosas, éticas e de foro íntimo, nenhum filiado poderá ser punido. O PT quis me enquadrar. O último governo quis legalizar o aborto duas vezes e não conseguiu, nós conseguimos impedir.
O sr. diz o governo Lula?
O Lula. Aí, em 2009, o PT resolve me punir com um ano de suspensão.
Isso porque o sr. era contra o aborto?
Se eu ficasse caladinho, poderia ter ficado no PT até hoje. Eles não queriam que eu liderasse o movimento. Era porque eu defendia a vida, era contra o aborto.
O PT demonstra estar revendo essa defesa. Como o sr. vê isso?
Eles me puniram por unanimidade, o diretório nacional todo, incluindo o José Eduardo [Cardozo, coordenador da campanha de Dilma], o atual presidente do PT [José Eduardo Dutra]. E Dilma era chefe da Casa Civil. Você acha que é brincadeira? O governo tinha interesse em aprovar isso [o aborto], tentou. Relativizar agora é uma maluquice.
E o sr. pensa em voltar ao PT?
Nunca, estou declarando apoio público ao Serra. O ideal seria a Marina [Silva, PV]. Não foi possível o melhor, tem que evitar o pior. E o pior para o Brasil é Dilma, por razões políticas e, no meu caso pessoal, por essa razão em defesa da vida.
O sr. acha que ela é a favor do aborto?
A vida dela toda, tem declarações dela no passado. A visão de mundo dela é essa. Se ela quiser mudar agora, vai ser uma mudança eleitoreira, para ganhar a eleição.

28 de dez de 2010

2011, o ano em que poderemos dar adeus à liberdade na internet

Cada vez mais governos e instituições parecem controlar o uso da web, caso de países como China e Estados Unidos.

Este artigo de final de ano é, acima de tudo, um modesto olhar sobre o que vejo e imagino para o futuro. Afinal, estamos prestes a começar 2011, e ao que tudo indica, será um ano decisivo para a Internet e para todo o seu grande potencial livre.
Ao longo de sua história, a Internet tem sido essencialmente livre de regulamentação governamental. Embora existam exceções - alguns países estão trabalhando bastante para controlar o conteúdo online.  
Mas, sem dúvida, tem sido profundo o impacto da Internet sobre a indústria da música e do cinema, jornais, entretenimento, privacidade, transparência de governo (voluntária ou não) e educação.
Claro, existem muitas pessoas que não estão felizes com estas mudanças, muitas vezes, impostas pela web. Por alguns anos, a indústria dos direitos autorais protestou bastante contra a Internet.  Ainda que alguns indivíduos tenham realmente tido dores de cabeça, nada realmente mudou para a maioria, pelo menos até o momento. 
Entrentato, os esforços para controlar a rede de outras maneiras estão começando a crescer.
Governos x Internet
Um exemplo recente foi o evento ITU Plenipotentiary Conference, em Guadalajara, no México, onde ocorreu uma grande discussão sobre a possibilidade de extender à Internet o regime regulatório dos sistemas mundiais de telefonia. Mas, no final, o encontro terminou sem a conclusão de um regulamento global.
Uma outra tentativa surgiu com a Comissão para Ciência e Tecnologia das Nações Unidas, que votou no sentido de estabelecer um comando único, nas mãos do Fórum para Governança da Internet - um grupo responsável por discutir questões na web relacionadas, principalmente, a direito de imagens.
Agora, um grupo, constituído por países integrantes da ONU, investigará como ajustar a IGF para este comando. Sinceramente, não é preciso muita imaginação para prever o provável resultado. 
Afinal, os governos, em geral não gostam muito da internet ou pelo menos de atividades online que eles não controlam. Alguns, como a chinês, por exemplo, estabeleceram inúmeras restrições aos websites de seus próprios países. Um caso recente é a Venezuela. 
Uma possível reestruturação da Internet permitiria a cada país gerenciar o conteúdo de tal forma que se tornaria difícil descobrir o que está acontecendo ao redor do mundo.
Mas não temos de esperar a ONU para refletirmos sobre o futuro. Recentemente, o governo dos EUA tirou do ar uma série de domínios, sem qualquer notificação oficial aos proprietários. 
Caso semelhante pode ter ocorrido caso o governo dos EUA tenha realmente pressionado o PayPal e a Amazon para interromper seus serviços ao WikiLeaks, novamente, sem a utilização de nenhum meio legal. 
Você não tem de ser um fã do WikiLeaks para entender que deixar o governo dos EUA decidir sozinho, sem nenhum processo jurídico como o definido pela Constituição, não é um caminho para a liberdade. Além disso, a FCC votará um novo marco regulatório para a internet no dia 21 de dezembro – e o conteúdo está sendo mantido longe dos holofotes.
Posso estar sendo um pouco alarmista, mas os sinais indicam que a Internet do futuro não será igual àquela que um dia conhecemos, a não ser no nome. Feliz Ano Novo.
(Scott Bradner)
Fonte: IDGNOW

Servir a Igreja sem deixar minha casa

Voltando ao primeiro amor

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Sem perseverarmos não alcançaremos nossos objetivos
Recordo-me claramente daquela noite, quando pela primeira vez participei de um grupo de oração e experimentei os efeitos do amor de Deus em minha vida. Saí do lugar com uma sensação diferente, semelhante a que sentimos quando estamos apaixonados, o mundo parecia ter um colorido especial e apesar dos problemas serem os mesmos, já não tinham tanto peso. Não sei explicar ao certo o que aconteceu, mas passei por uma profunda mudança interior. De imediato, comecei a empenhar-me para que cada vez mais pessoas pudessem experimentar a mesma graça e, desde então, grande parte de minha vida é empenhada nesse objetivo. Sou feliz vivendo assim e realizo-me ao perceber que, por intermédio do meu ninistério, Deus chega ao coração de tantos dia a dia.
Porém, partilho com você uma experiência desconcertante que vivi dias atrás enquanto fazia o estudo diário da Palavra.

Em Apocalipse 2, 10 o Senhor diz: "Conheço as tuas obras e o teu trabalho... sofreste, e tens paciência; trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Porém tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta [...]".
Levei um susto ao perceber que Deus falava diretamente comigo naquele trecho da Sagrada Escritura e tenho rezado pedindo a graça de um reavivamento interior. Então, com este propósito, comecei a ler e a refletir a respeito da perseverança. Foi quando encontrei a seguinte história: "Conta-se que um religioso, nos primeiros cinco anos de seu ministério, manteve um quadro em sua escrivaninha que dizia: 'Ganhe o mundo para Cristo'. Nos cinco anos seguintes, trocou o quadro para: 'Ganhe um ou dois para Cristo'. Depois dos primeiros dez anos de seu ministério, o quadro de sua escrivaninha dizia: 'Tente não perder muitos'. Até que um dia enquanto organizava seu armário encontrou o primeiro quadro e ficou surpreso ao perceber o quanto havia se afastado da meta, fez uma revisão de vida e voltou a colocar o primeiro quadro de volta em sua escrivaninha."
É só uma história, mas nos leva a pensar em nossos propósitos de vida cristã e nos propõe recomeçar. Fico pensando, enquanto escrevo, nas vezes em que me comprometi diante de Deus, e a partir de coisas simples, levada por inúmeras situações, acabei por me esquecer.
Pense agora nas vezes em que você afirmou, por exemplo: "Eu nunca mais faço isso!" Ou ainda: "Daqui para frente vou agir diferente"... Conseguiu cumprir o propósito? A resposta nem sempre é positiva, ou seja: falta-nos perseverança. E esse é um dos graves problemas que afetam nossa geração. Somos constantemente estimulados a buscar o prático, o imediato e o fácil. Tudo que nos custa sacrifício, tendemos a rejeitar. Desde esperar um pouco mais na fila do banco até cultivar uma planta ou lavar uma roupa à mão, escrever uma carta, etc.
A perseverança é uma das mais belas e exigentes virtudes encontradas na vida cristã, é considerada a base para alcançar as vitórias. Aliás, acredito que o motivo de encontrarmos tantas pessoas infelizes, frustradas e desmotivadas, em nossos dias, está ligado também à falta dessa virtude [perseverança]. Quem não lutou por conquistar algo, não tem muito o que comemorar.
O problema é que quem deseja perseverar, deve saber que precisa renunciar algumas coisas. O atleta que pretende perseverar na carreira, certamente vai ter de renunciar ao grande consumo de chocolate, por exemplo. O cristão, por sua vez, se deseja perseverar em sua "carreira", deve renunciar a tudo que o impede de viver dignamente como filho amado de Deus, inclusive quando se trata de relacionamentos.
Não é tarefa fácil, a renúncia sempre causa dor, mas só se alcança a vitória lutando por ela.

Continuando a ler a passagem em Apocalipse 2, encontramos no versículo 13 o seguinte: "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida." Ou seja, persevere que vale a pena! E tudo isso tem a ver com o primeiro amor, porque sem perseverarmos não conseguiremos manter acesa a chama da caridade em nossa alma, e sem a caridade, nada tem sentido.
Talvez as inúmeras atividades que fomos assumindo tenham nos afastado da meta e de nossos primeiros propósitos, mas Deus nos oferece a chance de recomeçar. E este é o momento! Lembrando que o Senhor está muito mais interessado em nosso coração do que nas obras que realizamos em nome d'Ele. Façamos uma revisão de vida e deixemo-nos conduzir por Seu amor.
Proponho vivermos a experiência daquele religioso da história. Vamos organizar nosso "armário interior" e procurar o quadro onde nosso primeiro propósito está escrito. Quando o encontrarmos, tenhamos a coragem de colocá-lo de volta na nossa "escrivaninha" e retomemos, com coragem, nosso propósito inicial. Se dermos os primeiros passos com decisão o Senhor nos ajudará a perseverarmos.
Estamos juntos!
Foto
Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Dijanira Silva Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal. Trabalha na Rádio CN FM 103.7 

Os Santos, o diabo e a cerveja...


Jesus deu início aos seus milagres transformando a água em vinho, e nao podia ser diferente num ambiente mediterrâneo.Difícil imaginar Jesus fornecendo cerveja aos convidados de um casamento na Galiléia. O vinho tem uma presença simbólica e ritual bastante importante na Igreja Católica e tem como principaissantos protetores Sao Vicente e Sao Amand. Contudo, nos países do Norte da Europa, onde é impossível cultivar a vinha e produzir vinho, esse constituía no passado uma preciosidade importada com certa dificuldade, reservada para a missa (e para a mesa dos ricos e poderosos), enquanto a cerveja era a bebida cotidiana para todos e de produçao fácil e barata.

Talvez seja por isso que há muitos santos católicos com alguma relaçao à cerveja. Há tantos santos considerados padroeiros da cerveja quanto países cervejeiros, e até mais; e nem sempre a conexao com a cerveja é muito clara. Entre eles, há até personagens de grande importância na historia da Igreja: Sao Lucas, um dos Evangelistas; Sao Agostinho de Hyppo (353-430), um dos Padres da Igreja e autor das Confessoes (na juventude ele fora um grande bebedor); e Sao Nicolas de Myra (que nos países anglo-saxoes se tornou popular ao ponto de transformarse no personagem de Santa Claus, isto é, Papai Noel). 




Durante os primeiros séculos do cristianismo nao havia um verdadeiro processo de canonizaçao, mas era a devoçao popular que transformava bispos, monges, mártires, virgens, eremitas e fazedores de milagres em objetos de culto e devoçao, muitas vezes só local e rs vezes universal. Esse processo aconteceu também com muitos abades e superioras de conventos e mosteiros.

A regra de Sao Benedito (480-547), por exemplo, pregava normas de comportamento muito rígidas para os monges da ordem: havia uma só refeiçao por dia. Por outro lado permitia-se que os monges consumissem 5 litros de cerveja por dia. Nos freqüentes jejuns, qualquer comida era proibida, mas a cerveja era permitida. Ela, portanto, representava uma forma importante de sustentaçao no meio das privaçoes e era tratada como "pão líquido", quase imprescindível.

Os mosteiros, já que funcionavam também como pousadas, os mosteiros vendiam para os viajantes a cerveja que produziam. A cerveja, dos monges era, certamente, a melhor da época. Por esse motivo ficaram conhecidos como santos da cerveja.

Em Glasgow, Sao Mungo fundou em 540 uma irmandade religiosa e uma pequena produçao de cerveja, considerada a primeira e mais antiga fábrica da Escócia. Neste país, Sao Cuthbert (636-687), bispo de Lindisfarne (o mosteiro onde foi realizada a Bíblia manuscrita com as miniaturas mais esplendorosas da história da arte), no fim da vida retirou-se em eremitagem na ilha deserta de Farne, onde esperou a morte vivendo só de cevada (a única planta que crescia na inóspita ilha) e bebendo cerveja.

Sao Patrício - hoje padroeiro da Irlanda - tinha, entre seus monges, tal Mescan, especializado na fabricaçao de cerveja para suprir as necessidades da comunidade. Na Irlanda, Santa Brígida (457-525), tomada de compaixao, rezou para transformar água suja em cerveja para alimentar os leprosos no leprosário que fundara.

Na abadia de Kildare que fundara como mosteiro para monjas, ela própria cuidava da produçao de cerveja que distribuía para todos na Páscoa. Sao Columbanus (543-615), outro santo irlandes, deixou uma prece que pode servir de modelo para qualquer amante da cerveja: ?Rogo para morrer na cervejaria; molhem meus lábios com cerveja enquanto eu expiro; assim, quando o coro dos anjos chegar, eles dirao:

"Deus seja propício a esse bebedor"

Na Alemanha, a beata Hildegard von Bingen (1098- 1179), abadessa beneditina, erudita e visionária, uma das mulheres mais notáveis de todos os tempos, foi a primeira a dar uma contribuiçao científica r técnica de acrescentar o lúpulo na fabricaçao da cerveja. No tratado Physica Sacra, ela afirmava: ?O lúpulo detém o apodrecimento e dá mais durabilidade r cerveja?.

Na Bélgica, o mais famoso padroeiro da cerveja é Gambrinus (provável transcriçao popular de Jan Primus, Joao Primeiro), rei das Flandres e do Brabante (1251-1294), que reclamava para si - abusivamente, é obvio - o título de ?inventor da cerveja?. Foi também o único rei a chegar ao ponto de definir-se ?rei dos cervejeiros? e ?rei cervejeiro?. A lenda concede-lhe outro mérito: teria sido ele o primeiro a levantar o copo para brindar desejando ?Prost!? (?Saúde!?), uma tradiçao que se tornou universal.

Talvez nao seja o suficiente para se tornar santo de verdade, mas já basta para que haja no mundo muitas cervejarias e beer cafés com seu nome. Na regiao do Norte da Europa sao cultuados Arnould, bispo de Metz (580-640), e Arnulph de Oudenaarde, considerados patronos dos cervejeiros nas Flandres.

O primeiro pregava aos camponeses a necessidade de beber cerveja, purificada pelo tratamento e fermentaçao, ao invés da água nem sempre limpa da época. Para demonstrar as propriedades benéficas da bebida durante um surto de peste, Arnould teria mergulhado um crucifixo num tonel de cerveja e exortado a populaçao a beber unicamente do recipiente ?consagrado?. Diz a lenda que a epidemia foi esconjurada.

O segundo era um guerreiro de uma ordem militar, que se converteu e tornou-se monge beneditino, fundando a abadia de Sao Pedro de Oudenburg - uma das primeiras a produzir cerveja. Outro história Arnold (ou Arnaud ou Arnould), bispo de Soissons na mesma época, tornou-se padroeiro dos cultivadores de lúpulo. Sua contribuiçao r história da cerveja foram uns canudos de palha em forma de cone que permitiam filtrar as muitas impurezas da cerveja da época. Ele teve a idéia fabricando cones de palha para apiários da abadia de Affligem (que ainda fabrica sua maravilhosa cerveja), e por isso é sempre representado cercado de abelhas.

Os babilônios, quatro milenios antes, já tinham pensado numa forma até mais sofisticada de canudo-filtro (o rei usava um canudo de ouro). Na Bavária, algumas das maiores cervejarias ainda carregam o nome de Augustiner, Franziskaner e Paulaner, testemunha de suas origens religiosas. Em outro grande país cervejeiro a República Checa, nao podia faltar um santo cervejeiro. Wenceslau, rei da Boemia no século 10, foi um grande protetor do Cristianismo sendo santificado pela Igreja, e da cerveja, sendo santificado pelo povo. Wenceslau II, no século 13, manteve a popularidade da dinastia obtendo do Papa a revogaçao de um edito que proibia a fabricaçao de cerveja na Boemia.

Alguns santos da cerveja nao parecem mesmo ter nenhuma relaçao aparente com a cerveja como é o caso de Sao Thomas A?Becket, bispo de Canterbury. Talvez foi escolhido como patrono da Brewers? Company, guilda dos cervejeiros de Londres, porque quando viajou para a França em 1158 para pedir a mao da princesa francesa da Borgonha para o rei Enrique da Inglaterra, levou, além de outros presentes, vários tonéis da cerveja ale de excelente qualidade fabricada nos mosteiros da cidade. 
É muito curioso como o diabo aparece com freqüência relacionada à cerveja, apesar de tantos santos. A cerveja deve ser mesmo uma das grandes tentações que o Maligno nos manda. É só ver a quantidade de rótulos de cerveja que trazem a imagem do Demo, do Cujo, do Tisnado, do Tinhoso, do Pai do Mal, do Arrenegado, como diria o Riobaldo, ou seu nome. Ao lado, confira uma listinha (provavelmente incompleta) das cervejas atuais cujo nome é relacionado ao Maligno:
Devil´s Brew
Diablo Gold
Lúcifer
666 Devil´s Pale Ale
Victory Hop Devil
Arctic Devil
Hop Devil
Devil Over a Barrel
Horny Devil
Duvel
Lá Biere Dú Demon
Duivels Bier
Düber Dukels Bier
Lobkowicz Demon
Devil´s Kiss
Fourche du Diable
Horny Devil
Maudite
Wychwood Devil
Red Devil Pale Ale
Devil´s Thumb Stout

Algo que os franceses, tao orgulhosos de seus maravilhosos Bourgogne, nao podiam competir. O mais absurdo é com certeza Sao Lourenço, bispo de Roma. Ele foi martirizado de forma terrível. Foi amarrado numa grelha de ferro e colocado em cima de brasas. Conta a lenda que ele ainda manteve serenidade suficiente para ironizar seus algozes, comentando: ?Acho que deste lado já estou ao ponto, podem virar para o outro lado?. A similitude do tratamento reservado a Sao Lourenço com o sistema de secagem do malte fez com que ele passasse a ser considerado padroeiro da guildados cervejeiros de Bamberg. Na Idade Média as analogias nao precisavam ser muito sutis.

Entre outros santos cuja história pessoal aparentemente em nada justifica o fato de serem considerados ?santos da cerveja? há um tal de Sao Veronus (ou Avronus), padroeiro da cidade belga de Lambic (que deu nome a um tipo de fabricaçao de cerveja, sem adiçao de fermentos). Esse nao aparece entre os santos oficiais da Igreja e do qual quase nada se sabe a seu respeito a nao ser as lendas.

ainda, Benno Scharl, um bávaro considerado um dos ?pais? da cervejaria moderna por seu tratado de técnica da cervejaria de 1802, descreve pela primeira vez cientificamente o processo lager. No entanto, nao era nenhum santo, mas sim jesuíta.

Por fim, a própria cerveja, no passado, podia ser santificada em certas festividades e cerimônias religiosas, como bebida sacramental e sacralizante, da mesma forma que o vinho na missa.

Entre os Khevsurs da Geórgia, por exemplo, a cerveja era ligada ao culto dos guerreiros mortos em combate. A cerveja sagrada era preparada segundo um ritual milenar. Havia nos templos uma sala especialmente reservada para a celebraçao (?darbazi?). A cada prece e oraçao para o herói morto o sacerdote bebia do cálice da bebida santificada. Aliás, os georgianos estao entre os raros povos da antiguidade que tomavam cerveja e vinho nas cerimônias e no dia-a-dia.

E o diabo?

Depois de séculos de celebraçao do uso da cerveja pelos santos, a associaçao com demônio e cerveja cresceu nos últimos tempos - especialmente com a Reforma protestante -, até se tornar uma associaçao natural. A própria Igreja católica também contribuiu retomando a mentalidade dos antigos romanos (para os quais a cerveja era para bárbaros, enquanto as pessoas civilizadas tomavam vinho), santificando o vinho e acabando por demonizar a cerveja. Mas há claramente algo mais profundo, ligado a um aspecto bacântico e excessivo, nao só da cerveja em si, mas também das culturas cervejeiras. 
Roberto Cattani

27 de dez de 2010

Por que Nossa Senhora aparece? lançado livro que aborda essa questão.

Fonte: Shalom
http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/19423-por-que-nossa-senhora-aparece


As aparições de Maria, as mensagens, a interpretação dos videntes são acontecimentos que atravessam toda a história do Cristianismo.
Especialmente no campo do discernimento e do significado das aparições, a Igreja católica se interroga há muito tempo.
Por que Maria aparece aos homens? Qual é o sentido e o motivo destas aparições? Como se distinguem as verdadeiras aparições das sugestões? Por que os reconhecimentos da Igreja são menores que o número das aparições? Como se explica a popularidade destes fenômenos?
Para responder a estas e a muitas outras perguntas, Dom René Laurentin, considerado um dos principais especialistas mundiais sobre o tema, junto com reconhecidos colaboradores, escreveu e publicou Dizionario delle Apparizioni della Vergine Maria [Dicionário das Aparições da Virgem Maria, n.d.t.] (edições Art -http://www.edizioniart.it/).
A edição italiana do Dicionário foi enriquecida e atualizada com mais de cem vozes desde a publicação da edição original francesa de 1997.
Trata-se de uma obra única e extraordinária, na qual se recolhem e analisam 2.567 aparições.
Durante a apresentação celebrada em Roma, próximo à Praça de São Pedro, Dom Laurentin afirmou: “Não sou eu quem escolheu as aparições, mas foram elas que escolheram através da voz dos bispos”.
O conhecido teólogo explicou que, já em 1952, o bispo de Lourdes, Dom Pierre Marie Théas, pediu-lhe que estudasse as aparições.
O mesmo lhe pediram depois Dom Ghillem, para as aparições de Pontmain, o reitor de Fátima para as aparições de Portugal, e da Rue de Bac, de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa.
O volume, de 1200 páginas, está dividido em três partes: a primeira é uma introdução geral que explica o fenômeno das aparições sob um perfil interdisciplinar; a segunda recolhe 1900 testemunhos sobre lugares e pessoas, objeto das aparições da Virgem Maria até 1966. A terceira parte do volume contém mais de 600 testemunhos de lugares e pessoas objeto de aparições (reconhecidas ou não) desde 1966 até nossos dias.

DISQUE 100 E PROTESTE !


 
DISQUE 100 E PROTESTE
"Caros amigos a paz!!
Nós acompanhamos nestes ultimos dias o pronunciamento cretino do Sr. Cabral, Governador do Rio de Janeiro. Ainda mais porque fundamente o aborto dizendo: "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?", Eu não tive! Além dele pensar que todos os demais que escutavam eram assassinos, que tinham mandado a sua namoradinha matar, ele incita o Aborto como algo normal, comum, como uma brincadeirinha de adolescentes.
Cabral também criticou a falta de discussão sobre o tema. "Há uma hipocrisia no Brasil. Esse tema foi muito mal discutido na campanha eleitoral. As pessoas já conhecem minha opinião. Acho que primeiro que a mulher tem que ser muito ouvida", afirmou.
É verdade, nós que defendemos a vida somos hipócritas! É verdade, devemos escutar as mulheres, então façamos o seguinte, comecemos a escutar as mulheres que já fizeram o aborto e veremos se são felizes, contentes, e se escolheram e melhor opção! Minha experiência de confissionário mostra que as mães que mataram os seus filhos no seu ventre são infelizes, tristes, e levam consigo o peso da morte e não se perdoam.
É triste ver um governador defender o aborto, a morte, o aumento da Promiscuidade, como política de segurança pública.
Nós não podemos nos calar diante destas imbecilidades que escutamos, não podemos ser mais um povo passivo nas mãos dos governantes.
Se não somos a favor da morte, devemos protestar, de forma direta, e para isso vos convido a usar o instrumento da Secretaria dos Direitos Humanos, o Disque 100, que por sinal é gratuito.
Ligue Disque 100, depois quando atenderem, tecla 1 (para assuntos relacionados com crianças e adolescentes), depois tecle 2 (para falar com um dos atendentes), e diga:
"Quero registrar meu protesto contra o Governador do Rio de Janeiro, Sr. Sérgio Cabral, que quer legalizar o aborto para facilitar a promiscuidade e o controle populacional. Quero denunciar a incitação do Aborto por parte do Governador do Rio de Janeiro, pois não aceito que uma autoridade pública dê um pronunciamento tendencioso como este, em público, promovendo uma prática que é crime, e matança de inocentes" 
http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2010/12/sr-cabral-e-o-aborto.html ).
Proteste, use o serviço público e deixe a sua queixa!
Faça a sua parte de cidadão, e seja a favor de Deus, da Vida!!! Não podemos ser omiços, diante da incitação ao Aborto, diante do insentivo da matança dos inocentes!!
Pe. Mateus Maria, FMDJ

SEGUE ABAIXO AS ATUALIZAÇÕES DO NOSSO BLOG NOSSA SENHORA DE MEDJUGORJE:

Retiros de silêncio, deserto e hospedagem, programação 2011

Clonagem e Reprodução Humana

Natal, Vida que Nasce

O povo quer a vida, Cabral quer a morte

COMENTÁRIO DO EVANGELHO DE DOMINGO:
O Sim de José! Castidade e fidelidade a vontade de Deus.

Ateus e Agnósticos discriminam cristãos

APOFTEGMA
Sem a graça de Deus tudo é passageiro!!!

PERMITAM A JESUS DE NASCER EM VOSSOS CORAÇÕES

A PEQUENA VIA - SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS - LITURGIA DIÁRIA , 21 DE DEZEMBRO DE 2010

Visita em Medjugorje de um bispo equatoriano

Fazei de tudo para que o vosso coração possa ser um lugar acolhedor

O ANTI-NATAL BRASILEIRO

SUPORTE AS DEMORAS DE DEUS

Madres do Deserto - Maria Egípicia - Parte III

São José, "homem novo, que encara o futuro com confiança e com coragem"

Vocação, o chamado do homem para servir a Deus e ao próximo

A LIBERDADE DA FÈ CATÓLICA

"Que o Senhor que é rico em Misericórdia te abençoe: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!"

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Depois de terem sido ab-rogados os cânones 1399 e 2319 do C.D.C., graças à intervenção do Papa Paulo VI em AAS 58 (1966) 1186, os escritos referentes a novas aparições, manifestações e milagres, etc., podem ser espalhados e lidos pelos fiéis, mesmo sem licença expressa (“imprimatur”) da autoridade eclesiástica, contanto que se observe a moral cristã.

Permaneçamos Unidos em Oração com Maria!
Um fraterno abraço em Cristo Jesus!

Pe. Mateus Maria, FMDJ
Prior do Mosteiro Menino Jesus

 

Panie Jezu Ufam Tobie!

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12