30 de abr de 2011

O Papa na TV

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Na Sexta-Feira Santa passada, 22 de abril, o Papa Bento XVI apareceu, em ato inédito e histórico, num programa de perguntas e respostas da TV pública italiana. É a primeira vez que um Pontífice se apresenta na TV para responder diretamente a perguntas realizadas pelo público.

O Papa apareceu no programa pré-gravado italiano "À sua imagem", da RAI, onde respondeu sete perguntas vindas de igual numero de pessoas de diversas partes do mundo. Sofrimento, coma, perseguição aos cristãos, a ressurreição e Maria, foram alguns dos temas tratados.

Apresentamos na íntegra a intervenção do Santo Padre, divulgado o mesmo dia em inglês pela Catholic News Agency, em tradução ao português feita pelo site Dextra, a quem agradecemos profundamente o envio texto.
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Pergunta: Santo Padre, quero agredecê-lo por sua presença aqui, que nos enche de alegria e nos lembra que hoje é o dia em que Jesus mostrou Seu amor do modo mais radical, ou seja, morrendo na cruz como um inocente. É precisamente sobre este tema do sofrimento inocente que é a primeira pergunta, de uma criança japonesa de 7 anos de idade, que diz: "Meu nome é Elena. Sou japonesa e tenho sete anos de idade. Estou muito assustada, porque a casa onde eu me sentia segura balançou muito e muitas crianças da minha idade morreram. Não posso ir brincar no parque. Quero saber: por que tenho que sentir tanto medo? Por que crianças têm que ficar tão tristes? Estou pedindo ao papa, que fala com Deus, para explicar isto para mim".

Resposta: Querida Elena, mando-lhe minhas sinceras saudações. Também tenho as mesmas perguntas: por que é assim? Por que você precisa sofrer tanto, enquanto outros vivem tranquilos? E nós não temos as respostas, mas sabemos que Jesus sofreu como você sofre, uma inocente, e que o Deus verdadeiro, que está revelado em Jesus, está do seu lado. Isto me parece muito importante, mesmo que não tenhamos as respostas, mesmo que ainda estejamos tristes; Deus está do seu lado e você pode estar certa de que isto vai te ajudar. Um dia nós até entenderemos por que foi assim. No momento, me parece importante que você saiba: Deus a ama, mesmo que pareça que ele não a conhece. Não, Ele a ama, Ele está do seu lado e você pode ter certeza de que no mundo, no universo, há muitos que estão com você, pensando em você, fazendo o que podem por você, para ajudá-la. E esteja ciente de que, um dia, você entenderá que este sofrimento não foi vazio, não foi em vão, mas, por trás dele, havia um bom plano, um plano de amor. Não foi acaso. Esteja certa de que nós estamos com você, com todas as crianças japonesas que estão sofrendo. Queremos ajudá-la com nossas orações, com nossas ações, e você pode ter certeza de que Deus vai ajudá-la. Neste sentido, oramos juntos para que a luz possa vir a você assim que possível.

P. A segunda pergunta nos apresenta um Calvário, porque temos uma mãe sob a cruz de seu filho. Esta mãe é uma italiana chamada Teresa e lhe pergunta: "Sua Santidade, o espírito de meu filho Francisco, que está em coma vegetativo desde o domingo de Páscoa de 2009, deixou seu corpo, tendo em vista que ele não está mais consciente, ou ainda está próximo a ele?"

R. Certamente seu espírito ainda está presente em seu corpo. A situação, talvez, é como a de um violão cujas cordas foram rompidas e portanto não pode mais tocar. O instrumento do corpo é frágil assim, é vulnerável, e o espírito não pode tocar, por assim dizer, mas permanece presente. Eu também tenho certeza de que este espírito oculto sente, no fundo, o amor da sra., mesmo que incapaz de compreender os detalhes, suas palavras, etc. Ele sente a presença do amor. Sua presença, portanto, caros pais, cara mãe, próxima a ele durante horas e horas todos os dias, é o verdadeiro ato de um amor de grande valor, porque esta presença entra nas profundezas daquele espírito oculto. Seu ato também é, assim, um testemunho de fé em Deus, de fé no homem, de fé, digamos, de compromisso com a vida, de respeito pela vida humana, mesmo nas mais tristes das situações. Eu a encorajo, portanto, a prosseguir, a saber que a sra. está fazendo um grande sacrifício pela humanidade com este sinal de fé, com este sinal de respeito pela vida, com este amor a um corpo ferido e a um espírito sofredor.

P. A terceira pergunta nos leva ao Iraque, à juventude de Bagdá, cristãos perseguidos que lhe mandam esta pergunta; "Saudações do Iraque, Santo Padre", dizem eles. "Nós, cristãos em Bagdá, somos perseguidos como Jesus. Santo Padre, em sua opinião, de que modo podemos ajudar nossa comunidade cristã a reconsiderar seu desejo de emigrar para outros países, convencê-los de que partir não é a única solução?"

R. Antes de mais nada, quero saudar cordialmente a todos os cristãos no Iraque, nossos irmãos e irmãs, e devo dizer que oro todos os dias pelos cristãos no Iraque. Eles são nossos irmãos e irmãs sofredores, como os que também estão sofrendo em outras terras e portanto são particularmente caros aos nossos corações e devemos fazer tudo o que pudermos para eles poderem ficar, para eles poderem resistir à tentação de emigrar, que é muito compreensível nas condições em que eles estão vivendo. Eu diria que é importante que estejamos próximos a vocês, queridos irmãoes e irmãs no Iraque, e também queremos ajudar vocês, se vocês vierem, verdadeiramente receber vocês como irmãos e irmãs. Naturalmente, todas as instituições que verdadeiramente têm a possibilidade de fazerem algo no Iraque por vocês deveriam fazê-lo. A Santa Sé está em contato permanente com as diversas comunidades, não só a comunidade católica e as outras comunidades cristãs, mas também com nossos irmãos e irmãs muçulmanos, xiitas e sunitas. Queremos criar a reconciliação e a compreensão com o governo, também, para ajudar nesta difícil jornada rumo à reconstrução de uma socieadade dilacerada. Porque este é o problema, a sociedade está profundamente dividida, dilacerada, não há mais a consciência de que "Em nossa diversidade, somos um só povo com uma história em comum, onde cada um tem seu lugar." Esta consciência precisa ser reconstruída: de que, na diversidade, eles têm uma história em comum, uma determinação em comum. No diálogo, precisamente com os vários grupos, queremos assistir ao processo de reconstrução e encorajar vocês, queridos irmãos e irmãs no Iraque, a terem fé, a serem pacientes e terem fé em Deus, a colaborarem neste difícil processo. Estejam certos de nossas orações.

P. A próxima pergunta vem para o sr. de uma muçulmana na Costa do Marfim, um país que há dois anos está em guerra. O nome desta senhora é Bintu e ela o saúda em árabe, dizendo: "Que Deus esteja em todas as palavras que dizemos um ao outro e que Deus esteja com o sr." Esta é uma expressão que eles usam ao começarem um discurso. Ela então continua, em francês: "Caro Santo Padre, aqui na Costa do Marfim, nós sempre vivemos em harmonia, entre cristãos e muçulmanos. As famílias são muitas vezes formadas por membros de ambas as religiões. Também existe uma variedade de etnias, mas nunca tivemos problemas. Agora, tudo mudou: a crise em que estamos vivendo, causada pela política, semeou a divisão. Quantos inocentes perderam suas vidas! Quantas pessoas foram desabrigadas desalojadas, quantas mães e quantas crianças traumatizadas! Os mensageiros extortam à paz, os pofetas exortam à paz. Como embaixador de Jesus, o que o sr. aconselha ao nosso país?

R. Gostaria de responder a seu cumprimento: Que Deus também esteja com a sra. e a ajude sempre. Eu devo dizer que recebi cartas de partir o coração da Costa do Marfim, nas quais vi dor, as profundezas do sofrimento e estou triste de que eu possa fazer tão pouco.  Podemos fazer uma coisa sempre: continuar em oração com vocês e, tanto quanto possível, podemos oferecer serviços de caridade. Acima de tudo, queremos ajudar, tanto quanto estiver em nosso poder, os contatos humanos e políticos. Incumbi o cardeal Turkson, que é o presidente de nosso Conselho para a Justiça e a Paz, de ir à Costa do Marfim tentar mediar, falar com os diferentes grupos e pessoas, encorajar um novo começo. Acima de tudo, queremos fazer ouvir a voz de Jesus, em quem a sra. também crê como um profeta. Ele sempre foi um homem de paz. Era de se esperar que, quando Deus viesse a Terra, ele seria um homem de grande poder,  destruindo todas as forças opositoras. Que ele seria um homem de poderosa violência como um instrumento da paz. De forma alguma. Ele venho em fraqueza. Ele veio com a única força do amor, totalmente sem violência, até indo para a cruz. Isto é o que nos mostra que ele é a verdadeira face de Deus, que a violência nunca vem de Deus, nunca ajuda a trazer nada de bom, mas é um meio destrutivo e não o caminho para se escapar das dificuldades. Ele é, assim, uma forte voz contra todos os tipos de violência. Ele convida fortemente todos os lados a renunciarem à violência, mesmo se eles acharem que estão certos. O único caminho é se renunciar à violência, começar novemente o diálogo, na tentativa de encontrarem juntos a paz, com uma nova preocupação uns com os outros, uma nova disposição de se estar aberto um ao outro. Esta, cara sra., é a verdadeira mensagem de Jesus: buscar a paz com os meios da paz e deixar a violência de lado. Nós rezamos por vocês, que todos os setores de sua sociedade possam ouvir a voz de Jesus e que a paz e a comunhão assim retornem.

P. Santo Padre, a próxima pergunta é sobre o tema da morte e Ressurreição de Jesus e vem da Itália. Vou lê-la para o sr: "Sua Santidade, o que Jesus ficou fazendo durante o tempo entre Sua morte e Ressurreição? Tendo em vista que, na recitação do Credo, lá se diz que Jesus, após Sua morte, desceu ao Inferno, devemos pensar que isto também nos acontecerá, após a morte, antes de irmos para o Paraíso?" 

R. Antes de mais nada, esta descida do espírito de Jesus não deve ser imaginada como geográfica ou como uma viagem espacial, de um continente a outro. É a jornada do espírito. Devemos lembrar que o espírito de Jesus sempre toca o Pai, está sempre em contato com o Pai, mas, ao mesmo tempo, este espírito humano se estende às próprias fronteiras do ser humano. Neste sentido, ele vai até as profundezas, até os lugares perdidos, aonde vão todos os que não chegarem à meta de suas vidas, transcendendo assim os continentes do passado. Esta palavra sobre a descida do Senhor ao Inferno significa principalmente que Jesus alcança até o passado, que a eficácia da Redenção não começa no ano 0 ou 30, mas também vai ao passado, abrange o passado, todos os homens e mulheres de todos os tempos. Os Padres da Igreja dizem, com uma belíssima imagem, que Jesus toma Adão e Eva, ou seja, a humanidade, pela mão e os guia adiante, os guia para o alto. Ele assim cria acesso a Deus, porque a humanidade sozinha não pode chegar ao nível de Deus. Ele mesmo, sendo homem, pode tomar a humanidade pela mão e abrir o acesso. Acesso a quê? À realidade que chamamos Paraíso. Então, esta descida ao Inferno, ou seja, às profundezas do ser humano, ao passado da humanidade, é uma parte essencial da missão de Jesus, de Sua missão como Redentor, e não se aplica a nós. Nossas vidas são diferentes. Nós já estamos redimidos pelo Senhor e chegamos diante do Juíz, após nossa morte, sob o olhar atento de Jesus. Por um lado, este olhar será purificador: eu penso que todos nós, em maior ou menor grau, temos necessidade de purificação. O olhar de Jesus nos purifica, tornando-nos assim capazes de vivermos com Deus, de vivermos com os Santos e acima de tudo de vivermos em comunhão com os que nos são caros e nos precederam.

P. A próxima pergunta também é sobre o tema da Ressurreição e vem da Itália. "Sua Santidade, quando as mulheres chegam ao sepulcro no domingo, após a morte de Jesus, elas não reconhecem seu mestre, mas o confundem com outrem. Isto também acontece com os apóstolos: Jesus lhes mostra suas feridas e parte o pão, a fm de ser reconhecido precisamente por suas ações. Ele tem um corpo de verdade, feito de carne, mas também glorioso. O que significa Seu corpo ressurrecto não ter as mesmas características de antes? O que, exatamente, significa um corpo glorioso? A Ressurreição também será assim para nós?"

R. Naturalmente, não podemos definir o corpo glorioso, porque ele está além de nossa experiência. Só podemos observar os sinais que Jesus nos deu para entendermos, pelo menos um pouco, em que direção devemos buscar esta realidade. O primeiro sinal: o sepulcro está vazio. Ou seja, Jesus, morto, não deixa seu corpo para trás para se corromper. Isto mostra que até a matéria está destinada à eternidade, que ela é verdadeiramente ressurrecta, que ela não permanece como algo de perdido. Mas ele então assumiu esta matéria em uma nova condição de vida. Este é a segunda questão: Jesus não morre mais, ou seja, Ele está além das leis da biologia e da física, porque Ele suportou esta morte única. Portanto, há uma nova condição, uma condição diferente, que não conhecemos, mas que está mostrada no fato de Jesus e que é uma grande promessa para todos nós: que há um novo mundo, uma nova vida, rumo à qual estamos em uma jornada. Estando nesta condição, Jesus teve a possibilidade de se deixar ser sentido, de oferecer sua mão a seus seguidores, de comer com eles, mas ainda de estar além das condições da vida biológica como a vivemos. Nós sabemos que, por outro lado, Ele é um homem real, não um fantasma, que Ele vive uma vida real, mas uma nova vida que não está mais submetida à morte que é nossa grande promessa. É importante entender isto, pelo menos tanto quanto pudermos, para a Eucaristia. Na Eucaristia, o Senhor nos dá Seu corpo glorioso, não carne para comermos em um sentido biológico. Ele nos dá a Si mesmo, esta novidade de que Ele está em nossa humanidade, em nosso ser como pessoa, e isto nos toca por dentro com Seu ser, de modo que nós podemos nos deixar ser penetrados por Sua presença, transformados em Sua presença. Esta é uma questão importante, porque assim já estamos em contato com esta nova vida, este novo tipo de vida, já que Ele entrou em mim e eu saí de de mim mesmo e estou estendido em direção a uma nova dimensão da vida. Eu acho que este aspecto da promessa, da realidade de que Ele Se dá para mim e me retira de mim mesmo, rumo ao alto, é a questão mais importante. Isto não tem a ver com observarmos coisas que não podemos compreender, mas de estarmos em uma jornada para a novidade que sempre começa novamente na Eucaristia.

P. Santo Padre, a última pergunta é sobre Maria. Na cruz, testemunhamos um pungente diálogo entre Jesus e Sua mãe, no qual Jesus diz a Maria: "Eis teu filho," e a João, "Eis tua mãe". Em seu último livro, Jesus de Nazaré, o sr. o define como "A última determinação de Jesus." Como devemos entender estas palavras? Que significado elas tiveram naquele momento e o que elas significam hoje? E, falando de confiar algo, o sr. pretende renovar uma consagração à Virgem no começo deste novo milênio?

R. Estas palavras de Jesus são, acima de tudo , um ato muito humano. Nós vemos Jesus como um verdadeiro homem que realiza um ato humano, um ato de amor por Sua mãe, confiando a mãe ao jovem João para que ela ficasse em segurança. Uma mulher vivendo sozinha no Oriente naquela época era uma situação impossível. Ele confia sua mãe a este jovem e para este jovem ele dá sua mãe, portanto Jesus age, de fato, como um ser humano com um sentimento profundamente humano. Iso me parece algo de muito lindo, de muito importante, porque antes de qualquer teologia, nós vemos neste ato a verdadeira humanidade de Jesus, seu verdadeiro humanismo. Naturalmente, entretanto, isto tem várias dimensões, não só sobre este momento, mas em relação a toda a história. Em João, Jesus confia todos nós, toda a Igreja, todos os futuros discípulos, a Sua mãe e Sua mãe a nós. Nisto, o curso da história está cumprido. Cada vez mais, a humanidade e os cristãos entenderam que a mãe de Jesus é a sua mãe e cada vez mais eles se confiaram à Mãe. Pense nos grandes santuários, pense nesta devoção a Maria na qual cada vez mais pessoas sentem que "Esta é sua mãe." E mesmo alguns que têm dificuldades de alcançar Jesus em sua grandeza, o Filho de Deus, se confiam sem dificuldade à Mãe. Alguém disse, "Mas isto não tem nenhuam fundação bíblica!" A isto eu respondo, com São Gregório, o Grande: "Com a leitura", diz ele, "crescem as palavras das Escrituras." Ou seja, elas se desenvolvem em uma realidade vivida. Elas crescem e cada vez mais na história esta Palavra se desenvolve. Nós vemos como podemos ser todos gratos por haver verdadeiramente uma Mãe; a todos nós foi dada uma Mãe. Também podemos ir ter com esta Mãe com grande confiança, porque ela também é a Mãe de todo cristão. Entretanto, também é verdade que esta Mãe expressa a Igreja. Não podemos ser só cristãos, seguindo um Cristianismo baseado em nossas próximas idéias. A Mãe é a imagem da Igreja, a Madre Igreja, e nos confiarmos a Maria significa que devemos nos confiar à Igreja, viver a Igreja, ser a Igreja com Maria. E assim chegamos ao significado de nos entregarmos: os papas, -- seja Pio XII, Paulo VI, João Paulo II -- realizaram um grande ato de confiar o mundo a Nossa Senhora e me parece, como um gesto diante da humanidade, diante da própria Maria, que este foi um gesto muito importante. Eu acredito que agora é importante internalizar este ato, deixarmo-nos ser penetrados e confirmá-lo em nós mesmos. Neste sentido, estive em alguns dos maiores santuários marianos do mundo: Lourdes, Fátima,  Czestochowa, Altötting…, sempre com esta idéia de tornar real, de interiorizar este ato de entrega, de modo que ele possa verdadeiramente se tornar nosso ato. Eu acho que o ato grande e público foi feito. Talvez um dia será necessário repeti-lo de novo, mas no momento me parece mais importante vivê-lo, torná-lo real, entrar nesta entrega de modo que ela possa ser verdadeiramente nossa. Por exemplo, em Fátima, eu vi como as milhares de pessoas presentes entravam verdadeiramente nesta entrega. Em si mesmos, por si mesmos, eles se confiavam a ela; eles tornaram real esta entrega de si. Isto assim se torna uma realidade na Igreja viva e assim  também a Igreja cresce. A entrega comum a Maria, deixando-nos ser penetrados nesta presença, criando e entrando em comunhão com Maria, torna a Igreja, torna-nos um só com Maria, verdadeiramente a Noiva de Cristo. Assim, no momento, eu não pretendo fazer um novo ato de entrega pública, mas eu preferiria convidá-los a entrarem nesta entrega que já foi feita, de modo que verdadeiramente possamos vivê-la todos os dias e que assim possa crescer uma Igreja verdadeiramente Mariana, uma Igreja que seja Mãe, Noiva e Filha de Jesus.

29 de abr de 2011

Frente parlamentar apresentará PEC contra o aborto

A proposta deverá acrescentar ao artigo 5º da Constituição a expressão "desde a concepção" na parte que trata da inviolabilidade do direito à vida.

Gustavo Lima
(E/D) Dep. Odair Cunha (PT-MG), Dep. Salvador Zimbaldi (PDT-SP), Dep. Leonardo Monteiro (PT-MG), Dep. Alberto Filho (PMDB-MA) e Maria Esther de Albuquerque
Relançamento da frente contou com apresentação do programa Rede Cegonha, elogiado por parlamentares
O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto, deputado Salvador Zimbaldi (PDT-SP), anunciou nesta quarta-feira que reapresentará à Câmara proposta de emenda à Constituição para garantir a proteção da vida desde a concepção.
A proposta deverá acrescentar ao artigo 5º do texto constitucional a expressão "desde a concepção" na parte que trata da inviolabilidade do direito à vida. O texto atual refere-se apenas à vida, sem especificações.
Sugestão com teor semelhante (PEC 62/03) já havia tramitado na Câmara, apresentada pelo ex-deputado Severino Cavalcanti, mas foi arquivada no início de 2007. Zimbaldi pretende iniciar em breve a coleta de assinaturas de deputados e apresentar a proposta em nome da frente parlamentar.
O anúncio de Salvador Zimbaldi foi feito durante o 4º Encontro Brasileiro de Legisladores e Governantes pela Vida, promovido pela frente parlamentar, que foi reinstalada nesta quarta-feira.
Rede Cegonha
Um dos principais pontos do evento foi a apresentação do programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde. Lançado há um mês pela presidente Dilma Rousseff, o programa tem o objetivo de garantir às mulheres brasileiras, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento adequado desde o início da gravidez até o segundo ano de vida do bebê.
O deputado Odair Cunha (PT-MG), vice-presidente da frente, defendeu a participação de estados e municípios no programa para viabilizar sua implantação efetiva. Ele afirmou que o programa coincide com as políticas defendidas pela frente e constitui uma ação afirmativa em defesa da vida.
O deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), coordenador para a Região Sudeste da frente parlamentar, também defendeu o programa, considerando as ações previstas atendem a princípios defendidos pelo grupo parlamentar.
Segundo a coordenadora do programa, Maria Esther de Albuquerque Vilela, o Rede Cegonha assegura o direito à gravidez, parto e pós-parto seguros e humanizados, além de acesso ao planejamento familiar. À criança é garantido o direito a um nascimento seguro e a um crescimento saudável. Com a iniciativa, o governo quer reduzir os índices de mortalidades materna e infantil no País.
Estatuto do Nascituro
Deputados e vereadores defenderam ainda, durante o encontro, a aprovação, pela Câmara, do Estatuto do Nascituro (PL 478/07). A proposta, aprovada em 2010 pela Comissão de Seguridade Social e Família, estabelece o momento da concepção como o início da vida.
O texto, relatado pela deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) na Comissão de Seguridade, encontra-se agora na Comissão de Finanças e Tributação. “A sociedade está dizendo que não aceita o aborto. A gente viu que o tema foi para a rua durante as eleições de 2010”, observou a relatora.
Entre os vereadores que se pronunciaram, Ângela Guadagnin (PT), de São José dos Campos (SP), ressaltou o papel de resistência dos legisladores. O nascituro, disse, precisa da mãe para se desenvolver e deve ter seus direitos garantidos.
A vereadora defendeu ainda o apoio à mulher vítima de estupro e às mães que não têm condições de criar seus filhos ou que tenham sido abandonadas pelo companheiro. Esse apoio incluiria acompanhamento psicológico, ajuda financeira e até encaminhamento de crianças para adoção. “Pensando nas causas que levam a mulher a abortar, é possível elaborar políticas de prevenção à prática”, afirmou.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ralph Machado
(Fonte: Agência Câmara de Notícias)

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 8º dia



OITAVO DIA (Sexta-feira)
Diz Jesus: Hoje traze-Me as almas que se encontram na prisão do purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Que as torrentes do Meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas essas almas são muito amadas por Mim. Elas pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da Minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmola do espírito e pagarias as suas dívidas à Minha justiça.




Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes que quereis misericórdia, eis que estou trazendo à morada do Vosso compassivo Coração as almas do purgatório, almas que Vos são muito queridas e que no entanto devem dar reparação à Vossa Justiça. Que as torrentes de Sangue e Água que brotaram do Vosso Coração apaguem as chamas do fogo do purgatório, para que também ali seja glorificado o poder da Vossa misericórdia.

Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a Sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso diletíssimo Filho, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém. (Diário, 1226 e 1227)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

28 de abr de 2011

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 7º dia



SÉTIMO DIA (Quinta-feira)



Diz Jesus: Hoje traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Essas almas foram as que mais sofreram por causa da Minha Paixão e penetraram mais profundamente no Meu espírito. Elas são a imagem viva do Meu Coração compassivo. Essas almas brilharão com uma luz especial na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do inferno. Defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.


Misericordiosíssimo Jesus, cujo Coração é o próprio amor, aceitai na morada do Vosso compassivo Coração as almas que honram a glorificam de maneira especial a grandeza da Vossa misericórdia. Essas almas tornadas poderosas pela força do próprio Deus, avançam entre penas e adversidades, confiando na Vossa Misericórdia. Essas almas estão unidas com Jesus e carregam sobre seus ombros a humanidade inteira. Elas não serão julgadas severamente, mas a Vossa misericórdia as envolverá no momento da morte.
Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa inescrutável Misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Essas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas, repletas de alegria, cantam um hino de misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia segundo a esperança e confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: “As almas que veneram a Minha insondável Misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória”. Amém. (Diário, 1224 e 1225)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

27 de abr de 2011

Ponha o chaveiro do seu carro ao lado da sua cama à noite


Caso vc ouça algum barulho no jardim ou no quintal ou ache que tem alguém tentando entrar na sua casa, basta apertar o botão do chaveiro que o alarme do carro dispara e a buzina vai continuar tocando até que vc o desligue ou que a carga da bateria se esgote.
Essa dica veio de um coordenador de seguranças residenciais.
A próxima vez em que vc chegar em casa à noite e for guardar o chaveiro do carro, lembre-se disto: “vc tem nas mãos um sistema de alarme de segurança que já está à sua disposição e não precisa de instalação”.
Teste-o.  Ele vai disparar se vc apertar o botão a partir de quase todos os lugares de sua casa e a buzina vai continuar tocando daquele jeito escandaloso até que a bateria do carro se esgote ou que vc aperte o botão de reset do chaveiro.
O alarme funciona se vc tiver estacionado o carro na rua, em frente à sua casa, na entrada para carros ou na garagem.
Se o alarme disparar no momento em que algum mal-intencionado estiver tentando invadir a sua casa, o mais provável é que o ladrão saia correndo e desapareça.
Dali a alguns segundos, todos os seus vizinhos estarão olhando pelas janelas pra ver quem está lá fora e isso é coisa que nenhum criminoso quer.
E não se esqueça de estar com o chaveiro na mão ao caminhar em direção a seu carro em um estacionamento. O alarme pode ter a mesma utilidade nesse lugar.
Esse recurso também é útil para qualquer outra emergência, como um ataque cardíaco, quando vc não consegue chegar até o telefone.

Recebido por email.

Um sorriso muda muita coisa...

Muito Bom...


NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 6º dia


SEXTO DIA (Quarta-feira)
Diz Jesus: Hoje traze-Me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas, e mergulha-as na Minha misericórdia. Essas almas são as mais semelhantes ao Meu Coração. Elas Me confortaram na amarga Paixão da Minha agonia. Vi que no futuro iriam velar junto aos meus altares quais anjos terrestres. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a Minha graça. Às almas humildes favoreço com a minha confiança.
Misericordiosíssimo Jesus, que dissestes: “Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração”, aceitai na morada do Vosso compassivo Coração as almas mansas e humildes e as almas das criancinhas. Essas almas encantam todo o céu e são a especial predileção do Pai Celestial. São como um ramalhete diante do trono de Deus, com cujo perfume o próprio Deus se deleita. Essas almas têm morada permanente no Coração compassivo de Jesus e cantam sem cessar um hino de amor e misericórdia pelos séculos.


Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na morada compassiva do Coração de Jesus. Essas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume dessas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes por essas almas, abençoai o mundo todo, para que as almas cantem juntamente a glória à vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém. (Diário, 1220, 1221 e 1223)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 5º dia


QUINTO DIA (Terça-feira)
Diz Jesus: Hoje traze-Me as almas dos cristãos separados da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na Minha amarga Paixão dilaceravam o Meu Corpo e o Meu Coração, isto é, a Minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as Minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a Minha Paixão.


Misericordiosíssimo Jesus, que sois a própria bondade, Vós não negais a luz àqueles que Vos pedem. Aceitai na morada do Vosso compassivo Coração as almas dos nossos irmãos separados, e atraí-os pela Vossa luz à unidade da Igreja e não os deixeis sair da morada do Vosso compassivo Coração, mas fazei com que também eles glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia.

Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor de vosso Filho e para a Sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa grande misericórdia por toda a eternidade. Amém. (Diário, 1218 e 1219)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

25 de abr de 2011

Bento XVI


DENIS LERRER ROSENFIELD
O Estado de S.Paulo - 25/04/11

Acaba de ser publicado o último livro do papa Bento XVI, aliás, Joseph Ratzinger, intitulado Jesus de Nazaré, da Entrada em Jerusalém à Ressurreição. Sem dúvida, trata-se de uma grande obra de teologia, com extremo refinamento na análise filosófica, que o coloca na melhor tradição dos pensadores cristãos.

A sua obra, certamente de valor universal, tem também uma significação especial para o País, na medida em que se contrapõe a uma tendência ainda muito vigente na Igreja brasileira, a da Teologia da Libertação. Em perda de importância na Europa, continua atual na América Latina. É ela que dá forma às pastorais da Igreja, em particular à Comissão Pastoral da Terra (CPT), que criou o MST, e ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além de alimentar sua cruzada contra a modernização do Código Florestal. Esse setor da Igreja se alinha, e deles participa ativamente, aos ditos movimentos sociais - organizações revolucionárias que procuram abolir o capitalismo e instaurar uma sociedade socialista no País. Posicionam-se, explicitamente, contra a economia de mercado, o direito de propriedade e o Estado de Direito.

Do ponto de vista doutrinário, elevam Che Guevara, por exemplo, à posição de um mártir ou santo da Igreja, pois seria um revolucionário como Jesus teria sido. A noção de revolucionário serve para alinhá-los numa mesma posição teológico-política, como se fizessem parte da mesma tradição. Não hesitam, nessa perspectiva, em justificar a violência, como ocorre em invasões de propriedades, com armas brancas (facões e foices), cárcere privado, destruição de maquinário e morte de animais.

Nesse contexto, cabe particularmente ressaltar a seguinte passagem do livro do papa: "A voga das teologias da revolução que, segundo a interpretação de um Jesus zelote, tinha procurado legitimar a violência como meio para instaurar um mundo melhor - o Reino - acalmou-se (nos últimos anos). As consequências terríveis de uma violência motivada religiosamente estão, de maneira radical, diante de nossos olhos. A violência não instaura o reino de Deus, o reino da humanidade. É, ao contrário, o instrumento preferido pelo Anticristo - mesmo com uma motivação religiosa idealista. Ela não serve à humanidade, mas à inumanidade".

Note-se, preliminarmente, que "zelote", a pessoa que pratica o "zelo" pela "Lei", religiosamente entendida, é o que não recua diante do emprego da violência para fazer valer os seus valores. A vontade que usa desse zelo é aquela que usa a força para impor suas próprias concepções. A justificativa de um mundo melhor se torna apenas um instrumento de legitimação do uso da força e da violência, como se, assim, tudo estivesse permitido. As leis do Estado são simplesmente desconsideradas.

Observador atento do mundo de hoje, e não apenas do mundo judeu e helenístico de Jesus, Bento XVI condena de forma radical a violência política e religiosamente motivada. Já nos anos 70 do século passado havia criticado fortemente a Teologia da Libertação, mostrando a incompatibilidade radical entre marxismo e cristianismo.

É bem verdade que, no País, a onda de teologias revolucionárias ainda não se acalmou. A CPT e o Cimi têm justificado o uso da força enquanto meio de imposição de seus próprios valores, tomando esses meios como necessários para a transformação social e política. Livros, textos e material didático são produzidos, segundo essa concepção, para crianças e jovens, moldando a sua cabeça, onde a mensagem cristã é substituída pela revolucionária. Che Guevara, em textos para jovens, torna-se o herdeiro dessa linha de pensamento, bem ele que zombava, com zelo, da religião.

Evitando qualquer ambiguidade, Bento XVI chega a dizer que teologias revolucionárias são instrumentos do "Anticristo", o que é uma condenação inapelável do ponto de vista religioso. A sua atração, no entanto, não deixa de ser exercida, precisamente pelo fato de utilizar uma mensagem "idealista", como quando o discurso revolucionário aparece travestido de palavras como "solidariedade", "fraternidade", "luta contra o lucro", "combate ao egoísmo", e assim por diante.

Em termos políticos, trata-se de uma forma de capturar a opinião pública com palavras que procuram suscitar simpatia à sua causa, que seria, na verdade, em termos teológicos, uma perversão da verdadeira mensagem crística. Se estivéssemos apenas diante da violência explícita, ela seria mais facilmente condenável. Como aparece revestida de valores idealistas, o perigo é muito maior, pois a sua máscara pode não ser reconhecida como mera máscara.

O discurso moralmente superior, desta maneira utilizado politicamente, torna-se uma ferramenta da prática revolucionária. Bento XVI se posiciona contra essa concepção e essa prática de falsos humanistas, que se colocam, assim, fora do verdadeiro cristianismo. "No justo sofredor, a lembrança dos discípulos reconheceu Jesus: o zelo pela Casa de Deus conduziu-o à Paixão, à Cruz. Trata-se da virada fundamental que Jesus fez no tema do zelo. Ele transformou em zelo pela Cruz o "zelo" que queria servir a Deus pela violência. Ele estabeleceu, então, definitivamente o critério do verdadeiro zelo - o zelo do amor que se dá".

O tema da justiça é objeto de uma releitura feita a partir do sofrimento do corpo do Cristo, que, com seu exemplo, mostra um outro caminho possível para a humanidade, absolvendo, mesmo, os que o condenavam. É o amor ao outro que toma o lugar da invasão e destruição do outro.

Logo, o grande desafio que se coloca para a Igreja brasileira e, em particular, para suas pastorais, como a CPT e o Cimi, vinculados à CNBB, é se seguirão as orientações teológicas papais ou se continuarão fundamentadas na concepção de um Jesus supostamente revolucionário. As palavras de Bento XVI são claras: "Jesus não vem como destruidor; ele não vem com a espada do revolucionário".

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 4º dia



QUARTO DIA (Segunda-feira)
Diz Jesus: Hoje traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia.


Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz do mundo todo, aceitai na morada do Vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não Vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem as maravilhas da Vossa misericórdia e não os deixeis sair da morada do Vosso compassivo Coração.
Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém. (Diário, 1216 e 1217)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai-Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai-Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

24 de abr de 2011

NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA - 3º dia



TERCEIRO DIA (Domingo)
Hoje traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.
Misericordiosíssimo Jesus, que concedeis prodigamente a todas as graças do tesouro da Vossa misericórdia, acolhei-nos na morada do vosso compassivo Coração e não nos deixeis sair dele pelos séculos; suplicamo-Vos pelo amor inconcebível de que está inflamado o Vosso Coração para com o Pai Celestial.
Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como para a herança do Vosso Filho, e pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda a multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa incomensurável misericórdia, por toda a eternidade. Amém. (Diário, 1214 e 1215)

Rezar o TERÇO DA MISERICÓRDIA

No início:
Pai Nosso, Ave-Maria, Credo

Nas contas do Pai Nosso:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

Nas contas da Ave-Maria:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

No final, rezar três vezes:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.



Fonte: http://nossasenhorademedjugorje.blogspot.com/2011/04/novena-divina-misericordia_23.html

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12