22 de jun de 2011

PAPA NA AUDIÊNCIA GERAL: SALMOS NOS ENSINAM A FALAR COM DEUS

◊   Cidade do Vaticano, 22 jun (Rádio Vaticano) - Bento XVI acolheu, nesta quarta-feira, milhares de fiéis e peregrinos, na Praça São Pedro, no Vaticano, para a habitual Audiência Geral.

Continuando seu ciclo de catequeses sobre a oração cristã, o Papa se deteve hoje sobre os Salmos, livro de oração por excelência.

Os cento e cinqüenta cânticos que compõem o Livro dos Salmos expressam a riqueza da experiência humana e nos ensinam como falar com Deus. Em hebraico, os Salmos são chamados Tehellim ou cânticos de louvor. Duas idéias centrais resumem esta vasta gama de sentimentos: a súplica e o louvor, ambos profundamente unidos.

A oração de louvor é, na verdade, a nossa melhor resposta a Deus que mesmo nos momentos de provação permanece sempre ao nosso lado. "Muitos Salmos são atribuídos a Davi, grande Rei de Israel que, como o Ungido do Senhor, prefigurava o Messias. Em Jesus Cristo e no seu mistério pascal o Saltério encontra o seu significado mais profundo e o cumprimento profético" – ressaltou o Papa.

A seguir, o Santo Padre fez um resumo, em português, de sua catequese, saudou os fiéis lusófonos presentes na audiência e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

Queridos irmãos e irmãs,

Hoje iniciamos uma nova etapa no percurso das catequeses sobre a oração, ao entrar no "livro de oração" por excelência: o livro dos Salmos. Composto por cento e cinqüenta salmos, segundo diversas formas literárias, o Saltério se apresenta como uma manifestação das múltiplas experiências humanas que se fazem oração. E, dentre essas formas expressivas, há dois âmbitos que sintetizam toda a oração do saltério: a súplica e o louvor. Trata-se de duas dimensões correlacionadas e inseparáveis, pois toda a súplica é animada pela certeza de que Deus responderá, abrindo-se assim ao louvor; por sua vez o louvor brota da experiência da salvação recebida, que supõe a necessidade de ajuda, expressa pela súplica. Desta forma, os salmos ensinam a rezar, de modo análogo ao que acontece com a criança que aprende a falar, assimilando a língua de seus pais para poder expressar as suas sensações e emoções. Nos salmos, a própria Palavra de Deus se torna palavra de oração. Por fim, é com Jesus que os salmos encontram o seu cumprimento definitivo e o seu sentido mais pleno e profundo. De fato, o cristão recitando os salmos, reza ao Pai em Cristo e com Cristo.

Saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, em particular os brasileiros de Curitiba e os jovens portugueses que se organizaram sob o lema “Eu acredito” para unir seus coetâneos à volta do Sucessor de Pedro. Continuai a fazer da oração um meio para crescerdes nesta união. Cada dia, pedi a Jesus como os seus primeiros discípulos: "Senhor, ensinai-nos a rezar"! Que Deus vos abençoe!
No final da audiência, Bento XVI recordou que amanhã, quinta-feira, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), presidirá, em Roma, a celebração eucarística na Basílica Papal de São João de Latrão e a procissão eucarística, após a missa, até a Basílica Papal de Santa Maria Maior.

"Convido os fiéis romanos e todos os peregrinos a se unirem neste ato de profunda fé na Eucaristia, precioso tesouro da Igreja e da humanidade" – concluiu o Santo Padre. (MJ)

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