3 de ago de 2011

A Igreja Católica e a Ciência


Albert Einstein
Poucas pessoas conhecem a atuação da Igreja Católica em favor da humanidade. Uma das mais antigas críticas é que a Igreja Católica foi contra o desenvolvimento da ciência. 

O artigo do professor Fabrício de Paula Leitão, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte,  dá uma mostra da atuação da Igreja em favor da ciência, não discriminando os cientistas nomeados para Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano, a mais antiga do Mundo.  

 E mostra, também, que os grandes cientistas Louis Pasteur  -  “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita aproxima de Deus”-  e Albert Einstein  -“quanto mais acredito na ciência, mai s acredito em Deus, o universo é inexplicável sem Deus”- afirmaram  que a ciência e a fé devem caminhar juntas.

Ciência e FéPor Fabrício de Paula Leitão
A Tribuna do Norte do dia 03 de fevereiro publicou um artigo do professor universitário e economista Alcir Veras com o titulo “Einstein fora do CNPq”. O titulo deste artigo foi inspirado num momento de humor-irônico durante recente entrevista que o cientista brasileiro, de elevado prestígio internacional, Miguel Nicolélis, concedeu ao Jornal O Estado de São Paulo, sobre a situação em que se encontra atualmente a pesquisa científica no Brasil. É uma crítica a atividade cientifica brasileira, que ele considera extremamente elitizada, com instituições de pesquisa dominadas por normas burocratas com exigências e critérios curriculares tão absurdos que o maior gênio da física, Albert Einstein provavelmente hoje não seria admitido como pesquisador no CNPq.

Trata-se de uma crítica severa a atual política educacional do país, com enfoque na área da pesquisa feito por um dos maiores neurocientista do mundo e com repercussão no meio científico.
Por outro lado, extraio deste artigo a informação da recente nomeação do cientista Miguel Nicolélis para membro da Pontifícia Academia de Ciências Sociais do Vaticano.
Lamentavelmente, nenhum meio de comunicação deu ênfase a esse acontecimento de grande importância para a ciência brasileira e internacional, e que enche de orgulho de ver um brasileiro pertencer à primeira academia científica do mundo do qual Galileu Galilei foi um dos seus membros. Anteriormente, apenas dois cientistas brasileiros participaram desta Academia, o geneticista Crodowaldo Pavan e o médico Carlos Chagas que durante quatros mandatos consecutivos, entre os anos de 1972 e 1988 esteve na presidência da Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano.

A Pontifícia Academia das Ciências foi fundada em Roma, em 1603,com o nome de Academia dos Linces, por Frederico Cesi, e tem como objetivo promover a pesquisa e examinar questões cientifica de interesse da Igreja. Atualmente, conta com aproximadamente 80 membros nomeado pelo Papa Bento XVI, sob indicação do corpo acadêmico, sem nenhum tipo de descriminação, muitos dos cientistas-membros não são católicos.
A própria nomeação do cientista Miguel Nicolelis é a prova dessa imparcialidade, pois o mesmo é ateu convicto e defende posições contrárias as defendidas pela a igreja católica no plano doutrinário e social. Por sua vez o atual presidente da Academia o biólogo suíço Werner Arber, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina em 1978, é hoje o primeiro presidente não Católico a presidir esta instituição desde a sua fundaç ão. O que demonstra a imparcialidade das decisões da Academia, sem a mínima interferência religiosa numa total harmonia entre a razão e a fé.

Acredito que não existe nenhuma instituição cientifica no mundo, que tenha acumulado durante esses anos mais cientistas com o titulo de Prêmio Nobel do que a Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano. É uma lista extensa, inclusive vários deles foram indicados membros acadêmicos, antes de receberem este prêmio de prestígio internacional.
Devido à extensão da lista, citarei alguns, entre eles incluem: Ernest Rutherford (Química 1908); Guglielmo Marconi (Física, 1909); Alexis Carrel (Fisiologia, 1912); Max Von Laue (Física, 1914); Max Planck (Física, 1918); Niels Bohr (Física, 1922); Werner Heisenberg (Física, 1932); Paul Dirac (Física, 1 933); Erwin Schrödinger (Física, 1933); Peter J.W. Debye (Química 1936); Otto Hahn (Química 1944)........ ...... Ryoji Noyori (Química 2001), totalizando o período de1908 a 2001, mais de quarenta cientistas possuidores do Prêmio Nobel em diversas áreas da ciência.
O Papa Bento XVI ultimamente acabou também de nomear como membros da Academia dois Prêmios Nobel: o físico Klaus Von Klitzing e o químico taiwanês Yuan Tseh-Lee Aqueles que defendem o antagonismo entre a fé e a razão, continuam a difamar a igreja por não conhecer a grande contribuição cultural e científica que a igreja deixou para a civilização ocidental. Com o fim do império romano e a invasão dos povos bárbaros durante seis séculos, a única instituição que contribui para a permanência cultural e social da Europa foi à igreja. Quem fundou as primeiras Universidades foi a igreja, exatamente na Idade Média, entre elas podemos citar a de Salerno e Bolonha na Itália, Oxford e Cambridge na Inglaterra e Sorbonne na França. A ciência foi sempre parceira da caminhada da igreja na historia da humanidade, uma no campo material outra no campo espiritual mas ambas obras do mes mo Deus.
As importantes obras literárias de São Tomás de Aquino que por volta do século XIII já demonstrava que “entre a fé cristã e a razão subsiste harmonia natural”. Jamais há oposição entre fé e a ciência, pois onde termina o limite estreito de alcance da ciência, começa o horizonte infinito da fé e ambas se completam. Que bela frase dita pelo cientista Frances Louis Pasteur “a pouca ciência afasta de Deus, mas a muita aproxima de Deus”. Assim também expressava o prêmio Nobel de Física de 1921, Albert Einstein “quanto mais acredito na ciência, mai s acredito em Deus, o universo é inexplicável sem Deus”.
Parabéns Miguel Nicolelis, esta terra Natal que lembra o nascimento de Cristo que você escolheu para jogar a semente do seu instituto de neurociência assemelhe a parábola do semeador na esperança de que... “Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um. Aquele que tem ouvidos, ouça”. (Mc 13,7-9)
Por Fabrício de Paula Leitão - Arquiteto e professor da UFRN
Fonte:  Tribuna do Norte -Natal/RN - 27 de Fevereiro de 2011 às 00:00n

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