22 de ago de 2011

Lombardi comenta protestos contra JMJ em Madri



Qualifica-os como “fenômeno marginal” que não afetou realização do evento
MADRI, domingo, 21 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – O porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi SJ, referiu-se às marchas de protesto contra a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – ocorridas na Puerta del Sol na quarta e quinta-feira à noite – como um “fenômeno marginal” dentro do evento, que não afeta sua realização.
“A Igreja está a favor da liberdade de expressão” e é consciente de que “podem ser expressadas opiniões diferentes”, apesar de que isso deve ser realizado “de forma respeitosa e correta”, afirmou o porta-voz vaticano, durante a coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, no Palácio de Congressos de Madri.
Com relação aos momentos de tensão vividos entre a noite da quarta e da quinta-feira na Puerta del Sol, entre grupos de manifestantes e peregrinos, comentou que são realidades “desagradáveis”, porém, “dentro da marginalidade”; e que conservar a ordem pública é uma responsabilidade das autoridades.
Além disso, manifestou que não existe preocupação, por parte da Santa Sé, por que estes protestos afetem o desenvolvimento normal da JMJ.
Não são “indignados”
Por sua parte, o chefe da organização da JMJ, Yago de la Cierva, explicou que, dentro dos protestos, é necessário distinguir entre dois grupos diferentes: o movimento 15-M, também chamado de “indignados”, e o grupo “laicista”.
Com relação ao primeiro, precisou, a origem do protesto “não havia sido a JMJ em si, mas o destino de fundos públicos ao evento”, ponto que, a partir da organização da JMJ, “nós lhes esclarecemos oportunamente, pois não é verdade que há financiamento público”.
Outra questão é a “contra-manifestação” convocada por elementos laicistas, sobre a qual reiterou que a manutenção da ordem pública “não é responsabilidade da organização da JMJ”.
No entanto, De la Cierva não deu muita importância aos protestos, afirmando que, em um quadro, são necessárias as sombras para que se aprecie a luz”.
“O mundo pôde ver, através das câmeras de televisão, a forma de comportar-se de uns e de outros, a proposta de vida e uns e de outros. A decisão sobre qual se prefere depende de cada um”, concluiu.

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