3 de set de 2011

Quer saber como evitar dores nos pés? Leia este artigo.


Médica Isabel Sacco e preparador José Rubens D’Elia foram convidados.
Eles falaram dos prós e contras de cada sapato, cãibras e escalda-pés.


Cuidar da aparência dos pés, fazer as unhas, lixá-los e hidratá-los é fundamental. Mas também é preciso conhecer qual é o seu tipo de pé e de pisada na hora de comprar um sapato, por exemplo. Essa noção sobre si mesmo ajuda a evitar problemas ortopédicos e musculares.
A saúde dos pés foi tema do Bem Estar desta quarta-feira (31), que recebeu no estúdio a doutora em biomecânica Isabel Sacco e o preparador físico José Rubens D’Elia. Eles falaram sobre os prós e contras de vários tipos de calçados, escalda-pés, cãibras, salto alto, circulação e dor, entre outros assuntos relacionados.
O consultor de atividade física também passou uma série de alongamento que serve para todo tipo de pé, mas é mais importante para o cavo. Da mesma forma que é bom se alongar ao acordar, para melhorar a postura e esticar os músculos, é importante alongar os pés.
Os exercícios de fortalecimento, que podem ser feitos com uma toalha, também são importantes para quem usa muito os pés e vive se mexendo, correndo, andando, fazendo esporte e usando calçados apertados, impedindo movimentos naturais e fisiológicos.
O fortalecimento é especialmente indicado para quem tem os pés planos (ou “chatos”), porque ficam por inteiro em contato com o chão, principalmente a planta, parte mais atingida porque fica fraca e rebaixada.
5 dicas para os seus pés:
1 – Hidrate-os
As células da superfície da pele absorvem o hidratante e ficam mais saudáveis. Quando você deixa o pé seco, ele se machuca e abre pequenas rachaduras, que servem de porta de entrada para bactérias. O creme evita essas fissuras. Há duas coisas importantes para observar na hora de comprar um hidratante para os pés. Eles devem ter, preferencialmente, lanolina e vaselina. Também é bom evitar passar muita lixa, porque isso aumenta a calosidade e engrossa a sola.
2 – Observe-os ao final do dia
Ficar atento a calos, bolhas e manchas avermelhadas pode ajudar a entender se você está usando um sapato adequado ou não. Se você observa seu pé e percebe que o sapato está deixando-o marcado, pode ser um sinal de que precisa mudar de calçado. Às vezes, aumentar ou melhorar a amarração já pode ser suficiente.
3 – Opte pelo sapato mais flexível
Na hora de comprar um calçado, uma boa dica é sempre optar pelo mais flexível. Borracha dura e solados muito rígidos são problemas que prejudicam a todos, mas ainda mais quem anda muito. O movimento anatômico do sapato na hora de mover o pé é imprescindível.
4 – Para caminhadas, use amortecedor
Na hora de escolher um sapato para caminhar ou correr, é fundamental perceber se ele tem amortecedor. Quando você caminha, seu corpo recebe impacto. No dia a dia, amortecer essa pressão é importante, ainda mais para quem corre ou caminha por muito tempo ou quem está começando.
5 – Ande mais descalço
Andar descalço é bom porque preserva a saúde dos pés e mantém os músculos vivos, ativos, as articulações móveis e as juntas saudáveis. O pé é tão vivo quanto suas coxas, pernas e braços. Pé dentro de calçado é pé “enjaulado”, com pouca possibilidade de se mexer. Pode andar descalço com meia, para quem não gosta de andar com os pés diretamente no chão. Só é preciso cuidar com os idosos, que tendem a escorregar mais. Por isso, eles precisam de sapatos antiderrapantes.
Vantagens e desvantagens de 10 tipos de sapato:
1 – Plataforma: aumenta o risco de quedas, tira a estabilidade da caminhada, reduz a mobilidade e altera a forma de apoio em mata-borrão dos pés, que é esperada no andar normal.
2 – Salto alto com bico fino: muda a estrutura e a forma de andar, o bico comprime os dedos, encurta os músculos da batata da perna, aumenta a lordose lombar e favorece as cãibras nos pés e nas pernas.
3- Salto baixo com bico redondo: é melhor que o salto alto, e o bico arredondado é mais indicado para os dedos.
4 – Sapato tipo de boneca: não tem problemas, é confortável e tem o bico redondo e sem salto. Só é pouco flexível.
5 – Bota de cano alto com salto: o salto pode aumentar o risco de quedas ao tirar a estabilidade dos pés.
6 – Bota de cano baixo sem salto: é melhor, pois o cano baixo protege mais de torções em relação ao calçado que não é bota e não tem salto.
7 – Sapato social de homem: tem pouca flexibilidade. É preferível um sapatênis para quem caminha ou fica em pé por muito tempo.
8 – Sapatênis: é melhor que o sapato social, porque o cadarço ajuda a fazer o ajuste com o tamanho dos pés e é mais flexível. Também absorve mais o impacto do dia a dia.
9 – Tênis com solado alto: é muito ruim, prejudica a pisada e não favorece os pés. O problema está na altura do calcanhar, na distância dele em relação ao chão.
10 – Tênis para corrida e caminhada: não pode ter um amortecedor grande, 2 a 3 cm de altura, mas também não pode ter palmilha reta. Precisa ser flexível e confortável.

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