1 de nov de 2011

Aniversário de 10 anos do Windows XP

Há exatos 10 anos, em 25 de outubro de 2001, chegava às lojas o Windows XP, o sistema operacional de maior sucesso e mais duradouro da Microsoft até hoje. O software ainda roda, segundo a última medição do StatCounter, em 38,8% dos computadores com acesso à internet no mundo. O sucessor do XP, Windows Vista, lançado em janeiro de 2007, está presente em apenas 11% dos computadores, e o mais recente sistema da Microsoft, o Windows 7, levou dois anos para desbancar a versão lançada há uma década, atingindo 40,4% dos usuários neste mês.


Mas o que levou o Windows XP, além de ser adotado por tantos usuários, a permanecer na segunda posição entre os sistemas operacionais mais usados no mundo mesmo uma década depois de chegar às lojas? "Em 2001, o XP era um sistema revolucionário. Foi o primeiro sistema operacional da Microsoft a executar realmente multitarefa, a não depender do DOS e tinha uma interface muito amigável", explica o colunista em informática B. Piropo.

O Windows XP trouxe, à época, as maiores modificações visuais desde a atualização da versão 3.1 para a 95. A disposição dos elementos continuou igual, com a área de trabalho, barra de tarefas e menu Iniciar. Os dois últimos, no entanto, ganharam novas funcionalidades e meios de personalização que implicaram em mudanças visuais. A Microsoft, por outro lado, optou por deixar a área de trabalho com o mínimo de ícones possível, e as janelas ganharam uma barra na lateral esquerda com sugestões de operações a serem aplicadas aos arquivos exibidos, entre outras informações.

Outros recursos que hoje parecem banais surgiram com o XP, como uma maior abrangência dos perfis, permitindo que cada usuário do PC protegesse suas configurações, pastas, correio eletrônico e até informações de navegação de outras pessoas que utilizassem a máquina. As atualizações automáticas do Windows também chegaram com o XP.

Além disso, em comparação aos Windows 95, 98 e Millenium Edition (ME), o XP mostrou uma diminuição do número de travamentos. Baseado na arquitetura da versão 2000, na qual os programas rodavam de forma isolada uns dos outros e do próprio kernel (algo como o núcleo) do sistema operacional, a estrutura permitia que, se uma operação travasse, as demais e o próprio Windows não fossem afetados.

Um sucesso e dois fracassos
O sucesso do sistema operacional, segundo Piropo, é todo mérito do XP. "Quando a Microsoft desenvolveu o XP, desenvolveu em cima do núcleo do Windows 2000, extremamente estável. Eles pegaram um sistema corporativo muito bom, apararam as arestas e criaram um sistema muito amigável para o usuário comum", afirma o especialista. Por outro lado, não há como deixar de atribuir esse sucesso, em parte, aos fracassos do Windows ME e do Windows Vista, respectivamente o antecessor e o sucessor do XP.

No upgrade do ME para o XP, o Windows teve ganhos consideráveis de desempenho. Segundo dados do eTesting Labs em 2001, o XP tinha um desempenho geral 54% mais rápido que o ME. "O Millenium Edition foi uma tentativa de precipitar um sistema operacional que não estava pronto. Foi, com certeza, um dos piores sistemas operacionais que a Microsoft já criou", afirma Piropo.

Já o fracasso do sucessor, o Windows Vista, se deu por um cuidado da Microsoft em melhorar um dos itens que mais gerou reclamação dos usuários no XP: a segurança. Segundo Piropo, o sistema operacional foi uma versão "adocicada" do 2000, despida das características mais corporativas e com uma interface mais aprimorada para o usuário final, com a inclusão de auxiliares como programas multimídia. Entre as mudanças feitas do 2000 para o XP, um sistema corporativo para um doméstico, foi a segurança. "Como a base dele foi o 2000, extremamente estável e muito seguro, ele teve que ser preparado para ser utilizado por usuários domesticos. Pra que ficasse mais amigável, alguns itens de segurança foram retirados, o que gerou reclamação", diz Piropo.

Tentando corrigir o grande número de vírus e malwares que atingiam o XP, quantidade que Piropo atribui à popularidade do sistema, a Microsoft errou a mão na hora de garantir a segurança do Vista, tornando o sistema pouco amigável pela infinidade de alertas de segurança exibidos pelo sistema. No Windows 7, a Microsoft aparou as arestas novamente, e conseguiu fazer do seu sistema operacional mais recente o líder do mercado. "O Windows 7 foi um aperfeiçoamento do XP, e me parece melhor ainda porque ele tem toda a usabilidade com uma segurança muito maior, e consegue usufruir de todas as vantagens das plataformas modernas", diz o especialista.

Mesmo com os 10 anos de sucesso do XP, a Microsoft já vem incentivando os usuários a abandonarem o sistema. A gigante do software encerrou, no ano passado, o suporte para usuários do Windows XP com Service Pack 2, o segundo pacote de atualizações do sistema operacional, e pretende encerrar esse suporte para o Service Pack 3 até 2014.

O futuro do Windows na "era pós-PC"
Dez anos depois do lançamento do seu sistema operacional de maior sucesso, a Microsoft vive em uma época de transição, com tablets conquistando uma enorme fatia de mercado que antes era dominada pelos computadores pessoais com Windows. Segundo Piropo, o Windows 7 não está preparado para essa realidade, mas o lançamento do Windows 8, previsto para o ano que vem, pode colocar a Microsoft nessa briga contra a Apple, com seu iOS, e Google, com o Android.

"O Windows 8 está sendo concebido muito mais com esses concorrentes em mente do que como um sucessor do Windows 7. As plataformas mudaram, os desktops estão começando a copiar os dispositivos móveis, e pelo que eu vi do Windows Phone e do Windows 8, essa concorrência vai ser forte", disse Piropo.

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