3 de fev de 2012

Católicos americanos devem “se preparar para sofrer, inclusive a prisão” depois da decisão do governo Obana de obrigar a pagar seguros que incluem anticonceptivos, esterilização e remédios abortivos, afirma Bispo Americano.

Fonte: Carmadélio


A secretária de Saúde e Serviços Humanos do governo Barack Obama, Kethleen Sebelius, estipulou o prazo de 12 meses para que todas as instituições católicas dos Estados Unidos acatem a norma de fornecerem métodos de planejamento familiar para os seus empregados. Segundo Dom Fabian Bruskewitz “isto significa que todos os nossos hospitais católicos, escolas, agências de serviços sociais e similares serão obrigados a participar do mal”.
O prelado afirmou ainda que os católicos norte-americanos devem “se preparar para sofrer, inclusive a prisão” depois da decisão do governo Obana de obrigar a pagar seguros que incluem anticonceptivos, esterilização e remédios abortivos.
Dom Fabian(foto) encaminhou uma carta a todas as paróquias de sua diocese e pediu aos padres que a lessem nas missas do último domingo. Em sua mensagem o prelado esclareceu os pontos desta norma e exaltou os fiéis a fazer como “os mártires dos primeiros tempos, temos de estar preparados para aceitar o sofrimento que pode incluir altas multas e a prisão”.
O Bispo de Lincoln advertiu ainda que “a liberdade religiosa nos Estados Unidos está em grave perigo”. Segundo ele, foi pedido ao presidente Obama que “rescinda esta lei, mas todas as solicitações encontraram uma parede e chegaram a ouvidos surdos na administração”.
Dom Fabian Bruskewitz é um dos muitos Bispos da Igreja Católica nos Estados Unidos que tem se pronunciado sobre este tema polemico. Na Diocese de Phoenix (Arizona), os católicos ouviram uma mensagem enviada pelo Bispo Dom Thomas Olmsted afirmando que “toda gente de fé não pode ser renegada e cuidada como segunda classe e nem despojada de seus direitos dados por Deus”.
O Bispo da Diocese de Marquette (Michigan), Dom Alexander Sample afirmou que se esta lei entrar em vigor, “nós, os católicos, nos veremos obrigados a violar nossas consciências ou a deixar a cobertura dos planos de saúde de nossos funcionários e sofrer as penalidades por fazer isto”.
Em Nova Orleans (Luisiana), Dom Gregory Aymond ressaltou em sua mensagem no final de semana que é necessário atuar de frente contra “este ataque sem precedentes a liberdade religiosa”.
O Arcebispo de Miami (Flórida), Dom Thomas Wenski afirmou, também em carta encaminhada a todas as paróquias da Arquidiocese, é “um assunto sério e alarmante que afeta direta e negativamente a Igreja nos Estados Unidos e que atenta contra o direito fundamental à liberdade religiosa de todos os cidadãos de qualquer fé”, disse inicialmente.
Segundo Dom Thomas, o governo federal, que pretende ser “de e para o povo”, com essa decisão, “acabou de acertar um duro golpe a cerca de uma quarta parte deste povo – a população católica – e a outras milhões de pessoas a quem os fiéis católicos oferecem seus serviços”.
Ao concluir a carta, o arcebispo norte-americano fez dois pedidos aos fiéis da Flórida. A primeira: “como comunidade de fé, se comprometam a rezar e a jejuar para que a sabedoria e a justiça prevaleçam e liberdade religiosa possa ser restaurada, pois “sem Deus não podemos fazer nada; com Deus, nada é impossível”. Em segundo lugar o prelado recomendou que os fiéis visitassem a página da Conferência Episcopal dos Estados Unidos www.usccb.org/conscience“, para “informarem-se melhor sobre este assalto grave à liberade religiosa e sobre como entrar em contato com o Congresso em apoio de uma legislação que revogue a decisão governamental”.
Entenda o caso
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama apresentou um projeto de lei que prevê o reembolso a contracepção e a pílula do dia seguinte, como parte do plano americano de assistência à saúde. Segundo o projeto, a partir de 1º de agosto de 2012, as mulheres poderão ter acesso a todas as formas de contracepção aprovadas pelo FDA (Food and Drug Administration).
Com base nesta lei, todos os contratos relacionados ao seguro-doença, deverão compreender estes serviços. Os empregadores que alegarem crenças religiosas para não fornecerem a cobertura para a contratação, terão até o dia 1º de agosto de 2013 para se conformar as novas regras. (LB)

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