30 de jun de 2012

O Amor de Deus - Pregadora: Alina Viana


Este dia vinte e três de junho, foi marcado pelo segundo dia de “Seminário de Vida no Espírito”, com o tema “O Amor de Deus”, e tivemos a alegria de ter mais pessoas conosco que vieram receber a mesma semente que foi plantada no sábado passado e que se juntou a nós nesta mesma caminhada.

O Ministério de música começou muito bem, envolvendo a assembleia com muito louvor, dança e alegria. Na sequencia do louvor, houve um momento muito bom de oração clamando o Espírito Santo, para que todos nós pudéssemos abrir o nosso coração, para tudo o que ainda iria acontecer na reunião.

A pregação foi feita por nossa amiga e companheira do “Nova Jerusalém” Alina, que esbanja paz e muita serenidade apenas com o seu jeitinho de ser. O tema, como relatei acima, foi o “O Amor de Deus”, com a palavra em Isaias 43  e também o Catecismo da Igreja Católica.

A Mensagem:


O Senhor nos ama no individual, somos todos importantes para este Deus que é pai, independentemente de nossos erros ou pecados
Pertencemos ao Senhor, porque viemos do Seu coração e somos feitos para amar, pois Ele é Amor;
Sou precioso para Deus;
Tudo o que o Senhor criou, criou para eu e você;
Somente em Deus é que conseguiremos buscar a felicidade e ser feliz;
O Senhor nos ama muito mais do que uma mãe ama seu filho, mais que um esposo ama a esposa, mais que tudo neste mundo. O amor tudo transforma;

A Alina deu o exemplo de como uma ostra sofre para transformar um grão de areia que entra dentro dela, se transformar em uma linda pérola. Assim é que temos que fazer transformar nossas dificuldades em vitórias, pois elas são como um grão de areia diante de Deus.
Temos que nos abrir para Deus, sem medo de nos machucar.
Viver “O Amor de Deus” é, apesar de todos os problemas e dificuldades na vida, acreditar que Deus tudo pode e você com Ele pode ir muito mais além.

A pregação foi encerrada com um momento de oração e com a música “Eu Sou o Que Sou” de “Agnus Dei”, pedindo muita cura em nossos corações, para que possamos amar e curar nossas carências.

Vamos nos preparando para o próximo tema que será o “Pecado”!
Contamos com a presença de Todos!!!



Christian da Vitória
Equipe de Comunicação



Uma triste situação na Igreja da Áustria


Igreja Católica na Áustria passa por uma situação delicada de rebeldia
A Igreja Católica austríaca começou a tomar providências contra o numeroso grupo de sacerdotes e leigos desobedientes que assinaram o “Chamado à Desobediência”, lançado em 28 de junho de 2011, liderado pelo padre Helmut Schüller.
Esses sacerdotes e leigos rebelados querem uma “reforma da Igreja”, com o fim do celibato e o acesso da mulher ao sacerdócio. O Papa João Paulo II disse certa vez que “a Igreja não precisa de reformadores, mas de santos”. Os santos são os verdadeiros reformadores da Igreja, e não destruidores.
O Papa Bento XVI e o cardeal arcebispo de Viena e presidente da conferência episcopal austríaca, Christoph Schönborn, têm sido cautelosos e pacientes com esses desobedientes, esperando que se convertam, mas já começa a tomar as primeiras providências. O cardeal Schönborn, em 11 de junho, chamou o decano da paróquia de Pieting, Viena, e lhe pediu que retirasse seu nome do “Chamado à Desobediência” ou renunciasse às suas funções.
Lamentavelmente o decano, Peter Meidinger, preferiu continuar na desobediência e demitiu-se do cargo. O porta-voz do cardeal Schonborn, Michael Prüller, disse que “a obrigação de um decano de velar para que reine a ordem em seu decanato é incompatível com um chamado à desobediência”. Peter Meidinger continua sendo sacerdote.
Em 5 de abril, em sua mensagem da Quinta-feira Santa, o papa Bento XVI criticou esses sacerdotes austríacos, e o cardeal de Viena se reuniu duas vezes com o líder do movimento, o padre Helmut Schüller, e pediu,  sem sucesso, o fim do “Chamado à Desobediência”.
Estamos de fato diante de um triste movimento que pode até gerar um cisma na Igreja.
Em 22 de maio de 1994 o Papa João Paulo II publicou a Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis”, e nela declarou que a Igreja não recebeu de Cristo a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal a mulheres. O Papa se baseou no procedimento do próprio Cristo, que não chamou mulheres para a Última Ceia (na qual instituiu e conferiu o sacramento da Ordem) como também no testemunho constante da Tradição cristã, que nunca ousou ir além do que Cristo fez. João Paulo II disse:
“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.
Fica, portanto, claro que se trata de uma definição permanente do Magistério da Igreja e que não pode ser alterado.
Sobre o celibato dos sacerdotes os últimos Papas têm dito reiteradamente que é uma necessidade pastoral, já que Cristo foi celibatário e elogiou o celibato quando falou daqueles que se “tornam eunucos por amor ao Reino de Deus” (cf. Mt 19,12). O celibato dá ao sacerdote a graça de se dedicar inteiramente ao serviço do Reino de Deus, como Jesus.
Entre os anos 2000 e 2010 o número de sacerdotes aumentou de 405 mil para 413 mil, declarou neste final de semana o diretor do Setor Estatístico do Vaticano, Monsenhor Vittorio Formenti. (18 de junho de 2012, Gaudium Press). Isso mostra que não é preciso esta desobediência sacerdotal que tanto ofende o grande Sacerdote.
A Igreja não quer rejeitar nenhum de seus filhos, especialmente os sacerdotes, mas não pode ser conivente com a desobediência.
Prof. Felipe Aquino
Professor de História da Igreja do Instituto de teologia Bento XVI da Diocese de Lorena e da Canção Nova

Fonte:
 http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2012/06/26/interna_internacional,302646/igreja-catolica-austriaca-pune-padre-que-pediu-fim-do-celibato.shtml
e

29 de jun de 2012

Índia: curas inexplicáveis fazem católicos crescerem de forma absolutamente surpreendente!


Zenit
Sucessivos casos de curas inexplicáveis, consideradas sobrenaturais, parecem ser a principal causa do crescimento maciço de fiéis católicos em uma remota região da Índia.
Dom John Kattrukudiyil de Itangar, bispo da região de Arunachal Pradesh, nordeste do país, considera o fenômeno da cura a única razão para o crescimento de uma igreja da sua diocese, que, praticamente sem católicos há 35 anos, agora acolhe 40% da população.
Durante visita à sede da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) em Königstein, na Alemanha, o bispo descreveu a situação na diocese: “Muitas vezes, as pessoas me contam histórias de curas que acontecem em lugares diversos. E o que eles me contam me deixa assombrado”.
O prelado, cuja região faz fronteira com a China, o Butão e a Birmânia, acrescentou: “Eu tenho uma base sólida nos meus estudos teológicos, e é fácil ser cético sobre esse tipo de coisa. Mas as pessoas estão absolutamente convencidas de que elas foram curadas”.
O bispo contou o caso de um homem que, depois de um passado de perseguição contra a Igreja, se converteu depois de se casar com uma moça católica. “Ele tinha sido convidado a rezar por um homem paralítico. Ele não queria, mas foi assim mesmo e rezou. No dia seguinte, o paralítico se levantou e caminhou até a igreja. Ele ficou tão impressionado com aquela experiência milagrosa que começou a ir à igreja e é agora um dos membros mais ativo da paróquia”.
O bispo admite que esses episódios são tratados com ceticismo na maior parte das vezes em que os narra a terceiros, embora já sejam muitas as experiências diretas: “Quando eu falei sobre essas coisas na Europa, e em outros lugares, muita gente me perguntou se eu não estava contando histórias de pescador”.
Essas histórias, no entanto, destaca dom Kattrukudiyil, significaram “um aprofundamento da vida espiritual para o povo”. “Há muitas histórias de curas que me relatam e que eu não posso ignorar. É a experiência de uma igreja muito jovem, que está experimentando a mesma graça da Igreja dos tempos apostólicos”.
“O fato de muitas pessoas terem experimentado a cura rezando para Jesus atraiu muita gente para a Igreja nos primeiros tempos. Elas atingiram uma espécie de paz de espírito, que as levou a pertencer a essa Igreja. De acordo com os relatos que eu recebo, pessoas que foram visitar doentes e rezaram por eles acabaram vendo aquelas pessoas serem curadas”.
O bispo explica que a região esteve interditada para o acesso de missionários cristãos por causa de leis que só foram revogadas em 1990. “A situação mudou definitivamente quando os jovens de Arunachal Pradesh foram educados em escolas católicas perto de Assam”, disse ele.
“Os alunos dessas escolas pediram o batismo, e, com a permissão dos pais, receberam o sacramento antes de retornar para as aldeias, onde a fé se desenvolveu logo depois. Alguns desses jovens acabaram sendo eleitos para cargos importantes do governo. Isso ajudou a mudar a situação”.
Inicialmente, os novos católicos sofreram sérias dificuldades em muitos lugares, incluindo espancamentos, casas incendiadas, morte de animais domésticos, expulsão do trabalho e da escola. Gradualmente, porém, as coisas melhoraram e não houve mais episódios de perseguição nos últimos vinte anos.
“Hoje, a Igreja não é apenas tolerada, mas admirada pelo seu trabalho na educação e na saúde, tanto que os políticos aproveitam qualquer ocasião para solicitar as atividades filantrópicas da Igreja”.

27 de jun de 2012

Informativo Cléofas - 27/06/2012


Informativo Cléofas, 27 de Junho de 2012 - Ano VII - N° 222



Notícias do Site Cléofas

O programa Escola da Fé, é exibido toda quinta-feira às 20h40 na TV Canção Nova (Link)


Para Meditar...
Por que o namoro não é o tempo de viver a vida sexual?
Namoro tempo de escolha, não de celebrar a sexualidade
As coisas da vida somente são boas e nos fazem felizes se são usadas dentro de sua finalidade. Você não pode, por exemplo, usar o seu celular como um martelo!… Desvirtuando a sua finalidade, você provoca dano. Com o sexo se dá o mesmo; se for vivido fora do seu sentido, estraga tudo. Qual o sentido do sexo? O sexo, no plano de Deus,  tem duas dimensões, finalidades: “unitiva” e “procriativa”; elas se completam. Deus fez do casal humano “a nascente da vida” (Paulo VI); e assim deu ao homem a honra, a glória e a missão de gerar e educar os filhos.  Nenhuma outra missão é mais nobre do que esta.
Se é belo construir casas, carros, aviões…, mais belo ainda é gerar é educar um ser humano, imagem e semelhança de Deus. Nada se compara à missão de ser pai e mãe.  Na aurora da humanidade Deus disse ao casal: “multiplicai-vos”. “A dualidade dos sexos foi querida por Deus, para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus” ( Paulo VI). Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Pergunte e Responderemos
Porque o casal casado somente no civil não pode comungar?
O Papa João Paulo II disse na exortação apostólica "Familiaris Consortio" que o casamento diante de Deus só é válido quando o casal recebe o Sacramento do matrimônio; em caso contrário estará vivendo sem observar a lei de Cristo, e assim, não é lógico que entre em Comunhão com o Corpo de Cristo quem não está em comunhão com a sua lei.
Prof Felipe Aquino



Blog do Prof. Felipe Aquino

Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro
Hoje, 27 de junho, é uma das festas mais antigas e belas de Nossa Senhora; “Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro”. Jesus é o Perpétuo Socorro. E esta festa é celebrada no mesmo dia do grande  S. Cirilo de Alexandria (330-442), bispo e doutor da Igreja, que presidiu o importantíssimo Concílio  de Éfeso que no ano de 431 proclamou solenemente Nossa Senhora como Mãe de Deus (Theotókos), diante da heresia de Nestório, patriarca de Constantinopla, que negava esta verdade.
A devoção à Nossa Senhora Mãe do Perpétuo Socorro é uma devoção universal, conhecida e venerada em todos os continentes do mundo, talvez a mais ampla e conhecida devoção de Nossa Senhora, especialmente no Oriente. Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Livro da Semana
Problemas no Casamento
Há muitos problemas no casamento, e eles se diferenciam em cada casal. Para muitos falta um diálogo frequente, sadio e frutuoso, que é o combustível do amor conjugal. Para outros é não saber corrigir o cônjuge que erra; para outros é a monotonia da vida conjugal. Para muitos casais falta aquela palavra carinhosa, o passeio descontraído, a atenção com o outro, o cuidado do lar, uma boa apresentação pessoal de cada um. Há problemas como a diferença de idade, o desemprego, as doenças, as drogas, a bebida, as traições, as brigas, os temperamentos diferentes, as violências de palavras e atos, a chantagem emocional para dominar o outro, o desrespeito, os ressentimentos, gritos, acusações, lembranças de erros do passado; relacionamento com os parentes, o uso do dinheiro, as dívidas, a mentira, a moda, as comparações prejudiciais, as reclamações mútuas, irritação e mau humor, negativismo, autopiedade, os amigos e parentes, os programas sociais, as  férias, etc. Sabemos que o casamento cristão é um sacramento indissolúvel quando é valido, mas pode ter sido nulo, então a Igreja assim o declara nesses casos. Todos esses problemas e casos são tratados neste livro pelo Prof. Felipe Aquino com sua vasta experiência de 40 anos de casado, pai de 5 filhos, 10 netos e a pregação de muitos Encontros em Congressos sobre este assunto.


Assista o programa do Prof. Felipe Aquino:
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DILMA não está honrando com a sua palavra contra o Aborto diz Deputado Federal


Deputado Federal JOÃO CAMPOS denuncia governo e presidente Dilma por não estar horando com a sua palavra da nas eleições contra o Aborto. ......

 Pronunciamento do Sr. Deputado Federal João Campos no plenário da Câmara dos Deputados. 

(...)Em 2010, no período eleitoral, a candidata do PT e do ex-presidente Lula se viu obrigada a contrariar seu partido e seu padrinho político e assinou documento firmando compromisso com a sociedade brasileira, especialmente CÂMARA DOS DEPUTADOS 4 com as lideranças evangélicas do país de que eleita, seu governo não tomaria nenhuma iniciativa em relação a esse assunto. 

Pra nossa surpresa e indignação, matéria da Folha de São Paulo, de 06 deste mês, informa que o governo da presidente Dilma, através do Ministério da Saúde, dirigido pelo Ministro Alexandre Padilha, está com iniciativas que buscam caminhos oblíquos para fomentar o aborto no Brasil através de um programa de redução de danos. A Frente Parlamentar Evangélica já deliberou sobre várias providências sobre essa possível iniciativa do governo Dilma. Não vamos aceitar, de forma alguma, mesmo imaginado que a Presidente não tenha conhecimento do que está sendo desenvolvido no Ministério da Saúde. Acreditamos que ao saber, ela mesma determinará que essa iniciativa seja lançada na lata de lixo. Desde a criação da Frente Parlamentar, o sucesso da iniciativa vem estimulando a repetição de atos públicos em CÂMARA DOS DEPUTADOS defesa da vida em muitas cidades do País, com adesão crescente da comunidade. 

A organização do Movimento em comitês estaduais e municipais tem confirmado a opção amplamente majoritária dos brasileiros contra o aborto, prática que contraria os princípios cristãos de nosso povo. Em decorrência desse apoio, já está programada grande manifestação aqui em Brasília, para amanhã, em defesa da vida e pelo Brasil sem aborto. Conclamaremos pela aprovação do Estatuto do Nascituro, que irá definir a garantia à vida dos seres humanos que foram concebidos, mas ainda não nasceram. O PL 478/2007, de autoria dos Deputados Luiz Bassuma e Miguel Martini busca definir os direitos da pessoa humana nesse período e os deveres e responsabilidades da
família, da sociedade e do estado. 

(...) Quem faz essa defesa da vida tem convicção de que nada é mais importante ou pode estar acima desse bem supremo que nos é oferecido no momento da concepção. Os argumentos em favor do aborto são falsos porque ignoram esse direito fundamental e se apegam a questões circunstanciais, geralmente relacionadas à condição social dos pais, e procuram se sustentar em dados estatísticos sem comprovar sua autenticidade. Ora, se existem condições que dificultam a criação com dignidade dos filhos, então devemos atuar sobre esses condicionantes, sem abrir mão do que é essencial. 

Se a gravidez precoce é indesejável e dificulta extremamente a criação dos filhos, então devemos agir para evitar que adolescentes engravidem de forma CÂMARA DOS DEPUTADOS irresponsável. Se mulheres sozinhas hesitam em ser mães solteiras, então devemos oferecer a todas as mulheres educação, orientação médica e espiritual e condições dignas de trabalho para que possam construir suas famílias e educar seus filhos da forma que julgam mais apropriada. Quem luta pela vida parte do princípio de que não podemos evitar problemas cometendo um crime. Precisamos aprender a prevenir os problemas, ou enfrentálos com coragem e dignidade quando for necessário. 

Registro, por derradeiro, a indignação da Frente Parlamentar Evangélica com a decisão do STF que alterou ilegitimamente o Código Penal para tornar não punível o aborto por anencefalia. De igual forma com a nomeação, pela presidente Dilma, de uma Ministra pró-aborto, Eleonora Menicucci, da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres. Estamos indignados também com, iniciativas da Comissão de Juristas, no Senado, encarregada de elaborar anteprojeto de reforma do Código CÂMARA DOS DEPUTADOS Penal, que deseja descriminalizar outras hipóteses de aborto e a eutanásia. O Código Penal precisa ser reformado, concordamos, mas não terá nosso apoio se vier com inclusão de matérias contra a VIDA. Nós a rejeitamos. 

É reagindo a tudo isso que não tem parado de crescer o apoio ao Movimento Nacional da Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto, cujos valores e métodos exprimem os sentimentos e as convicções da maioria esmagadora do povo brasileiro. Obrigado. 

Origem: Sala das Sessões, de 2012 JOÃO CAMPOS Deputado Federal Presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional

Fonte: Blog Nossa Senhora de Medjugorje Rainha Da Paz

26 de jun de 2012

Informativo Cléofas - 20/04/2012


Informativo Cléofas - 22 de Junho de 2012



O que é lícito no ato sexual?
O fato de o sexo ser legítimo no casamento, e só no casamento, não quer dizer que nele “vale tudo” como se diz.
Não somos animais irracionais; aliás, nem os animais irracionais usam o sexo de maneira errada. Ao contrário, são extremamente naturais.
A moral católica se rege pela “lei natural”, que Deus colocou no mundo e no coração do homem. Aquilo que não está de acordo com a natureza, não está de acordo com a moral. Será que, por exemplo, o sexo oral ou anal está de acordo com a natureza? Certamente não.
O Catecismo da Igreja nos ensina o seguinte:
“Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, testemunham e desenvolvem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido” (§2362; GS, 49).
Em discurso proferido em 29/10/1951, o Papa Pio XII disse palavras esclarecedoras sobre a vida sexual dos casais:
“O próprio Criador (...), estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa” (CIC § 2362).
Tenho ouvido esposas que se queixam dos maridos que as obrigam a fazer o que elas não querem e não aceitam no ato sexual. É uma violência obrigá-las a isto. Aquilo que cada um aceita, dentro de suas características psicológicas, não sendo uma afronta à lei natural, pode ser vivido com liberdade pelo casal.
O casal deve vigiar para que a relação sexual não seja mundanizada, isto é, realizada à moda da prostituição vendida em filmes pornográficos. O casal cristão não precisa desses DVDs eróticos para se preparar para o ato sexual.
Da mesma forma o casal que busca Deus não precisa ir se deliciar em um motel de beira de estrada. Sabemos que ali é um lugar de prostituição, de adultério e de fornicação, tão condenados por Deus. Ora, assim como um casal não entra para fazer uma refeição em um restaurante sujo, da mesma forma não pode celebrar o seu amor numa cama de adúlteros.
O casal cristão pode experimentar plenamente o segredo da felicidade sexual no prazer e na alegria, porque sabe combinar na cama, harmoniosamente, o corpo e a alma, o humano com o divino.
Sem isso não adianta excitantes, hormônios, “viagras”, técnicas, bebidas, músicas, danças, sofisticações eróticas, posições acrobáticas. Algumas dessas coisas, usadas com equilíbrio, até podem ajudar a harmonia sexual do casal, mas se faltar a essencial conjugação do corpo com o espírito, tudo pode falhar e terminar em frustração.

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24 de jun de 2012

O Semeador - Pregador: Alessandro Silva


O Grupo de Oração “Nova Jerusalém” mais uma vez vem promover o Seminário de vida No Espírito e o povo sedento, veio buscar a sabedoria e a espiritualidade com este Deus Magnífico.
        
O tema desta primeira semana foi o SEMEADOR, que começou com muita animação e louvores. O pregador desta noite foi o Alessandro Teixeira da Silva um dos fundadores do “Nova Jerusalém”, uma pessoa que não se cansa de se atualizar e evangelizar também na internet através do blog missaocefas.org


Na pregação além da bíblia foi utilizado um vídeo e também slides, que ilustraram muito bem, facilitando para que a mensagem chegasse bem ao povo. O tema principal foi a “parábola do semeador”.

-A semente plantada a beira do caminho:
É quem ouve a palavra, mas não entende, aí vêm as coisas do mundo e as tira.
- A semente plantada em solo pedregoso:
É quem acolhe a palavra com alegria, mas não tendo raiz, acaba sendo inconstante e com as tribulações não se sustenta e cai.
-A semente plantada em terra boa: É quem ouve a palavra, compreende e produz frutos.
        
Um dos recados que ficou na pregação foi para tomarmos muito cuidado com a indiferença para com a Palavra, pois é um dos maiores pecados contra Deus; também para não deixarmos nossas preocupações abafar nossa fé.
        
Foi abordada a passagem do grão de mostarda, que é tão pequeno, mas pode chegar até cinco metros de altura.
         A assembleia ficou muito envolvida com a pregação que foi muito bem explanada.
        
A pregação foi encerrada com a música do Dunda “Sementes”, então foi conduzido um momento de oração.
        
Esta primeira etapa foi encerrada com o retorno dos grupos de partilha reforçando a mensagem da importância de que todos nós devemos regar esta sementinha que foi plantada com tanto carinho em nossos corações nesta noite.

Christian da Vitória
Equipe de Comunicação

22 de jun de 2012

Ano da Fé



VATICANO, 21 Jun. 12 / 07:16 pm (ACI/EWTN Noticias)

Esta manhã foi apresentado na Sala de Imprensa da Santa Sé o programa de atividades para o Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI de 11 de outubro a 24 de novembro de 2013.

No ato estiveram presentes o Presidente do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella e o Subsecretário do dicasterio, Dom Graham Bell.

Conforme foi informado à imprensa, os eventos mais importantes deste especial ano contarão com a presença do Santo Padre e serão realizados em Roma. Entre estes destaca-se a abertura do Ano da Fé na Praça de São Pedro (na quinta-feira 11 de outubro) com uma solene Eucaristia, concelebrada por todos os Padres sinodais, os presidentes das Conferências Episcopais e alguns clérigos que participaram do Concílio Vaticano II.

Em 21 de outubro se canonizarão sete mártires e confessores da fé. Entre eles o francês Jacques Barthieu; o filipino Pedro Calugsod; o italiano Giovanni Battista Piamarta; a espanhola María Del Carmen; a iroquesa Katheri Tekakwhita e as alemãs Madre Marianne (Barbara Cope) e Anna Schäffer.

Em 25 de janeiro de 2013, na tradicional celebração ecumênica na Basílica de São Pablo Extramuros, rezará-se para que "através da profissão comum do Símbolo os cristãos (...) não esqueçam o caminho da unidade".

No dia 28 de abril o Santo Padre celebrará a crisma de um grupo de jovens e no domingo 5 de maio estará dedicado à piedade popular e ao trabalho das confrarias.

No dia 18 de maio, vigília de Pentecostes, haverá um encontro de movimentos eclesiais na Praça de São Pedro. No domingo 2 de junho, celebração do Corpus Christi, haverá uma solene adoração Eucarística, que será realizado à mesma hora em todas as catedrais e igrejas do mundo.

O domingo 16 de junho estará dedicado ao testemunho do Evangelho da Vida. No dia 7 de julho concluirá na Praça de São Pedro a peregrinação dos seminaristas, noviças e noviços de todo o mundo.

No dia 29 de setembro haverá uma celebração pelo aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica enquanto o 13 de outubro estará dedicado à presença da Maria na Igreja.

Finalmente, em 24 de novembro de 2013 se celebra a jornada de encerramento do Ano da Fé.

Do mesmo modo, indicou-se que os diversos dicasterios têm em programadas iniciativas publicadas no calendário. Entre os eventos culturais destaca-se uma exposição sobre São Pedro em Castel Sant'Angelo (7 fevereiro- 1 maio 2013) e um concerto na Praça de São Pedro (22 de junho 2013).

A Jornada Mundial da Juventude, que será celebrada no Rio de Janeiro entre os dias 23 e 28 de julho de 2013 também ocorrerá no contexto do ano da Fé e contará com a presença do Santo Padre.



21 de jun de 2012

Amar o mundo apaixonadamente



Homilia do Fundador: 'Amar o mundo apaixonadamente' ('Questões Atuais do Cristianismo', São Paulo, Quadrante, 3ª ed., 1986; n. 113). No texto São Josemaria faz um resumo do espírito que difundiu a partir de 1928.

Opus Dei -
(Homilia pronunciada no campus da Universidade de Navarra em 8 de outubro de 1967)
 
Acabam de escutar a leitura solene dos dois textos da Sagrada Escritura correspondentes à Missa do XXI domingo depois de Pentecostes. Tendo ouvido a Palavra de Deus, ficam já situados no âmbito em que querem mover-se as palavras que agora vou dizer: palavras de sacerdote, pronunciadas perante uma grande família de filhos de Deus em sua Igreja Santa. Palavras, portanto, que desejam ser sobrenaturais, pregoeiras da grandeza de Deus e de suas misericórdias para com os homens: palavras que a todos preparam para a impressionante Eucaristia, que hoje celebramos no campus da Universidade de Navarra. 

Considerem por alguns instantes o fato que acabo de mencionar. Celebramos a Sagrada Eucaristia, o sacrifício sacramental do Corpo e Sangue do Senhor, esse mistério de fé que reúne em si todos os mistérios do Cristianismo. Celebramos, portanto, a ação mais sagrada e transcendente que os homens, pela graça de Deus, podem realizar nesta vida. Comungar no Corpo e no Sangue do Senhor vem a ser, em certo sentido, como que desligar-nos de nossos liames de terra e de tempo, para estarmos já com Deus no Céu, onde o próprio Cristo nos enxugará as lágrimas dos olhos e onde não haverá morte, nem pranto, nem gritos de fadiga, porque o mundo velho já terá terminado (Cfr. Apocalipse, I, 4).

Esta verdade tão consoladora e profunda, este significado escatológico da Eucaristia, como os teólogos costumam denominá-lo, poderia, no entanto, ser mal entendido: e assim aconteceu sempre que se quis apresentar a existência cristã como algo unicamente espiritual - isto é, espiritualista -, próprio de pessoas puras, extraordinárias, que não se misturam com as coisas desprezíveis deste mundo ou que, quando muito, as toleram como algo necessariamente justaposto ao espírito, enquanto aqui vivemos.

Quando se vêem as coisas deste modo, o templo se converte, por antonomásia. no lugar da vida cristã; e, nessa altura, ser cristão é ir ao templo, participar em cerimônias sagradas, incrustar-se numa sociologia eclesiástica, numa espécie de mundo segregado, que se apresenta a si mesmo como ante-câmara do céu, enquanto o mundo comum vai percorrendo o seu caminho. Assim, a doutrina do Cristianismo, a vida da graça, andariam como que roçando o buliçoso avançar da história humana, mas sem se encontrarem com ele.

Nesta manhã de Outubro, enquanto nos preparamos para adentrarmos no memorial da Páscoa do Senhor, respondemos simplesmente não! a essa visão deformada do Cristianismo.

Reparem, por um momento, em como está em emoldurada a nossa Eucaristia, a nossa Ação de Graças: encontramo-nos num templo singular; poderia dizer-se que a nave é o campus universitário; o retábulo, a Biblioteca da Universidade; além, as máquinas que levantam novos edifícios; e, por cima, o céu de Navarra...

Será que esta enumeração não está confirmando, de uma forma plástica e inesquecível, que é a vida corrente o verdadeiro lugar da existência cristã? Meus filhos: aí onde estão nossos irmãos os homens, aí onde estão as nossas aspirações, nosso trabalho, nossos amores - aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. Em meio das coisas mais materiais da terra é que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens.

Tenho-o ensinado constantemente com palavras da Escritura Santa: o mundo não é ruim, porque saiu das mãos de Deus, porque é criatura dEle, porque Javé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gên, I, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o fazemos ruim e feio, com nossos pecados e nossas infidelidades. Não duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus. 

Pelo contrário, devem compreende agora - com uma nova clareza - que Deus os chama a servi-Lo em a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que me procuravam lá pela década de 30, que tinham de saber materializara vida espiritual. Queria afastá-los, assim, da tentação, tão freqüente nessa época e agora, de levar uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas.

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla, não podemos ser como esquizofrênicos, se queremos ser cristãos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser - na alma e no corpo - santa e plena de Deus, desse Deus invisível, que nós encontraremos nas coisas mais visíveis e materiais.

Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor em nossa vida de todos os dias, ou não O encontraremos nunca. Por isso, posso afirmar que nossa época precisa devolver à matéria e às situações aparentemente mais vulgares seu nobre e original sentido: pondo-as ao serviço do Reino de Deus, espiritualizando-as, fazendo delas meio e ocasião para o nosso encontro contínuo com Jesus Cristo.

O autêntico sentido cristão que professa a ressurreição de toda a carne - sempre combateu, como é lógico, a desencarnação , sem medo de ser tachado de materialista. É lícito, portanto, falar de um materialismo cristão, que se opõe audazmente aos materialismos cerrados ao espírito.

O que são os sacramentos - vestígios da Encarnação do Verbo, como afirmaram os antigos - senão a mais clara manifestação deste caminho escolhido por Deus para nos santificar e levar ao Céu? Não vêem que cada sacramento é o amor de Deus, com toda a sua força criadora e redentora, dando-se a nós através de meios materiais? O que é a Eucaristia - já iminente - senão o Corpo e Sangue adoráveis do nosso Redentor, que se oferece a nós através da humilde matéria deste mundo - vinho e pão -, através dos elementos da natureza, cultivados pelo homem, como o quis recordar o último Concílio Ecumênico? (Cfr. Gaudium et Spes, 38).

Assim se compreende, meus filhos, que o Apóstolo chegasse a escrever:Todas as coisas são vossas, vós sois de Cristo e Cristo é de Deus(1 Cor. III, 22-23). Trata-se de um movimento ascendente que o Espírito Santo, difundido em nossos corações, quer provocar no mundo; da terra até à glória do Senhor. E para ficar bem claro que - nesse movimento - se incluía também o que parece mais prosaico, São Paulo escreveu ainda: quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus(1 Cor. X, 31).

Esta doutrina da Sagrada Escritura, que se encontra - como sabem - no próprio cerne do espírito do Opus Dei, deve levar-nos a realizar o trabalho com perfeição, a amar a Deus e aos homens pondo amor nas pequenas coisas da jornada habitual, descobrindo esse algo divino que se encerra nos detalhes. Que bem ficam aqui aqueles versos do poeta de Castela!:Despacito, y buena letra: el hacer las cosas bien importa más que el hacerlas (Devagarinho, e boa letra; que fazer as coisas bem, importa mais que fazê-las. A. Machado, Poesias Completas, CLXI. - Proverbios y cantares, XXIV. Espasa Calpe, Madrid, 1940.).

Eu lhes asseguro, meus filhos, que quando um cristão desempenha com amor a mais intranscendente das ações diárias, está desempenhando algo donde transborda a transcendência de Deus. Por isso tenho repetido, com insistente martelar, que a vocação cristã consiste em transformar em poesia heróica a prosa de cada dia. Na linha do horizonte, meus filhos, parecem unir-se o céu e a terra. Mas não: onde de verdade se juntam é no coração, quando se vive santamente a vida diária...

Viver santamente a vida diária, como acabo de dizer. E com estas palavras me refiro a todo o programa dos afazeres cristãos. Portanto, deixem-se de sonhos, de falsos idealismos, de fantasias, disso que costumo chamar demística do oxalá: oxalá não me tivesse casado, oxalá não tivesse esta profissão, oxalá tivesse mais saúde, oxalá fosse jovem, oxalá fosse velho...; e atenham-se, pelo contrário, sobriamente, à realidade mais material e imediata, que é onde o Senhor está: olhai minhas mãos e meus pés - disse Jesus ressuscitado -, sou eu mesmo. Apalpai e vede que um espírito não tem carne e ossos, como vedes que eu tenho (Luc XXIV, 39).

São muitos os aspectos do ambiente secular que se iluminam a partir destas verdades. Pensem, por exemplo, na atuação que têm como cidadãos na vida civil. Um homem ciente de que o mundo - e não só o templo - é o lugar do seu encontro com Cristo, ama este mundo, procura adquirir um bom preparo intelectual e profissional, vai formando - com plena liberdade - seus próprios critérios sobre os problemas do meio em que se desenvolve; e, por conseqüência, toma suas próprias decisões, as quais, por serem decisões de um cristão, procedem além disso de uma reflexão pessoal, que tenta humildemente captar a vontade de Deus nesses detalhes pequenos e grandes da vida.

Mas jamais esse cristão se lembra de pensar ou dizer que desce do templo ao mundo para representar a Igreja, e que suas soluções são assoluções católicas para aqueles problemas. Isso não pode ser, meus filhos! Isso seria clericalismo, catolicismo oficial, ou como queiram chamá-lo. Em qualquer caso, é violentar a natureza das coisas. Há que difundir por toda a parte uma verdadeira mentalidade laical, que deve levar a três conclusões:

—  temos que ser suficientemente honrados, para arcar com a nossa própria responsabilidade pessoal;

—  temos que ser suficientemente cristãos, para respeitar os irmãos na fé, que propõem - em matérias de livre opinião - soluções diversas da que cada um sustenta;

—  e temos que ser suficientemente católicos, para não nos servirmos de nossa Mãe a Igreja, misturando-a em partidarismos humanos.

Já se vê claramente que, neste terreno como em todos, não poderíamos realizar esse programa de viver santamente a vida diária, se não gozássemos de toda a liberdade que nos reconhecem simultaneamente, a Igreja e a nossa dignidade de homens e mulheres criados à imagem de Deus. Contudo, não esqueçam, meus filhos, que falo sempre de uma liberdade responsável.

Interpretem, portanto, minhas palavras, como elas são realmente: um chamado para que exerçam - diariamente!, não apenas em situações de emergência - os direitos que têm; e para que cumpram nobremente as obrigações que têm como cidadãos - na vida pública, na vida econômica, na vida universitária, na vida profissional - assumindo com valentia todas as conseqüências das suas livres decisões, e arcando com o peso da correspondente independência pessoal. E essa cristã mentalidade laicalpermitirá fugir de toda e qualquer intolerância, de todo fanatismo; vou dizê-lo de um modo positivo: fará que todos convivam em paz com todos os concidadãos, e fomentará também a convivência nas diversas ordens da vida social.

Sei que não tenho necessidade de recordar o que, ao longo de tantos anos, venho repetindo. Esta doutrina de liberdade de cidadãos, de convivência e de compreensão, constitui parte importante da mensagem que o Opus Dei difunde. Será que ainda tenho de voltar a afirmar que os homens e mulheres que querem servir a Jesus Cristo na Obra de Deus são simplesmente cidadãos iguais aos outros, que se esforçam por viver com séria responsabilidade - até as últimas conclusões - sua vocação cristã?

Nada distingue meus filhos de seus concidadãos. Em contrapartida, além da fé, nada têm de comum com os membros das congregações religiosas. Amo os religiosos, e venero e admito suas clausuras, seus apostolados, seu afastamento do mundo - seu contemptus mundi -, que são outrossinais de santidade na igreja. Mas o Senhor não me deu vocação religiosa, e desejá-la para mim seria uma desordem. Nenhuma autoridade na terra poderá me obrigar a ser religioso, assim como nenhuma autoridade pode forçar-me a contrair matrimônio. Sou sacerdote secular: sacerdote de Jesus Cristo, que ama o mundo apaixonadamente.

Os que seguiram a Jesus Cristo comigo, pobre pecador, são: uma pequena percentagem de sacerdotes, que anteriormente exerciam uma profissão ou um ofício laical; um grande número de sacerdotes seculares de muitas dioceses do mundo - que assim confirmaram sua obediência aos respectivos Bispos e seu amor à diocese e a eficácia de seu trabalho diocesano -, sempre com os braços abertos em cruz para todas as almas lhes caberem no coração, e que estão como eu no meio da rua, no mundo, e o amam; e a grande multidão formada por homens e por mulheres - de diversas nações, de diversas línguas, de diversas raças - que vivem de seu trabalho profissional, casados a maior parte deles, solteiros muitos outros, e que, ao lado de seus concidadãos , tomam parte na grave tarefa de tornar mais humana e mais justa a sociedade temporal: na nobre lide dos afãs diários, com responsabilidade pessoal - repito -, experimentando com os outros homens, lado a lado, êxitos e malogros, tratando de cumprir seus deveres e de exercer seus direitos sociais e cívicos. E tudo com naturalidade, como qualquer cristão consciente, sem mentalidade de gente seleta, fundidos na massa de seus colegas, enquanto procuram descobrir os fulgores divinos que reverberam nas realidades mais vulgares.

Também as obras promovidas pelo Opus Dei, como associação, têm essas características eminentemente seculares: não são obras eclesiásticas. Não gozam de nenhuma representação oficial da Sagrada Hierarquia da Igreja. São obras de promoção humana, cultural, social, realizadas por cidadãos, que procuram iluminá-las com as luzes do Evangelho e caldeá-las com o amor de Cristo. Um dado que pode exprimir isto com mais clareza: O Opus Dei, por exemplo, não tem nem terá jamais como missão dirigir Seminários diocesanos, onde os Bispos, instituídos pelo Espírito Santo (At. XX, 28), preparam seus futuros sacerdotes.

Em contrapartida, o Opus Dei fomenta centros de formação operária, de habilitação agrícola, de educação primária, secundária e universitária, e tantas e tão variadas atividades mais, no mundo inteiro, porque seus anseios apostólicos - como escrevi faz muitos anos - são um mar sem fundo. 

Mas, para que me hei de alongar nesta matéria, se a presença dos que me escutam é de per si mais eloqüente do que um longo discurso? Os Amigos da Universidade de Navarra que me escutam, são parte de um povo que sabe estar comprometido no progresso da sociedade a que pertence. Seu alento cordial, sua oração, seu sacrifício e suas contribuições não se inserem nos quadros de um confessionalismo católico: prestando a sua colaboração, eles são claro testemunho de uma reta consciência de cidadãos, preocupada com o bem-comum temporal; testemunham que uma Universidade pode nascer das energias do povo e ser sustentada pelo povo.

Quero aproveitar a ocasião para agradecer uma vez mais a colaboração prestada à nossa Universidade por esta minha nobilíssima cidade de Pamplona, a grande e forte região navarra; e pelos Amigos procedentes de toda a geografia espanhola e - digo-o com especial emoção - pelos não espanhóis, e ainda pelos não católicos e os não cristãos, que compreenderam, mostrando-o com fatos, aliás, a intenção e o espírito deste empreendimento.

A todos se deve que a Universidade seja um foco, cada vez mais vivo, de liberdade cívica, de preparação intelectual, de emulação profissional, e um estimulo para o 

ensino universitário. O sacrifício generoso de todos está na base do labor universal que visa o incremento das ciências humanas, a promoção social, a pedagogia da fé.

O que acabo de enunciar foi visto com clareza pelo povo navarro, que reconhece também em sua Universidade um fator de promoção econômica da região, e especialmente de promoção social, havendo possibilitado a tantos de seus filhos um acesso às profissões intelectuais que - de outro modo - seria árduo e, em certos casos, impossível conseguir. O discernimento do papel que a Universidade haveria de desempenhar em sua vida, decerto motivou o apoio a ela dispensado por Navarra desde o início: apoio que, sem dúvida, terá de ser de dia para dia mais amplo e entusiasta.

Continuo mantendo a esperança - porque corresponde a um critério justo e à realidade vigente em muitos países - de que um dia o Estado Espanhol contribua, por sua parte, para aliviar os ônus de uma tarefa que não tem em vista proveito privado algum, pois - muito pelo contrário -, por estar totalmente votada ao serviço da sociedade, procura trabalhar com eficácia em prol da prosperidade presente e futura da nação.

E agora, filhos e filhas, permitam que me detenha em outro aspecto - particularmente entranhável - da vida ordinária. Refiro-me ao amor humano, ao amor limpo entre um homem e uma mulher, ao noivado, ao matrimônio. Devo dizer uma vez mais que esse santo amor humano não é algo permitido, tolerado, ao lado das verdadeiras atividades do espírito, como poderiam insinuar os falsos espiritualismos a que antes aludia. Faz quarenta anos que venho pregando, de palavra e por escrito, exatamente o contrário; e já o vão entendendo os que não o compreendiam.

O amor que conduz ao matrimônio e à família pode ser também um caminho divino, vocacional, maravilhoso, por onde corra, como um rio em seu leito, uma completa dedicação ao nosso Deus. Já o lembrei: realizem as coisas com perfeição, ponham amor nas pequenas atividades da jornada; Descubram - insisto - esse algo divino que nos detalhes se encerra: toda esta doutrina encontra lugar especial no espaço vital em que se enquadra o amor humano.

Já o sabem os professores, os alunos e todos os que dedicam seu trabalho à Universidade de Navarra: eu encomendei os amores de todos a Santa Maria, Mãe do Amor Formoso. E ai está a ermida que construímos com devoção, no campus universitário, para receber de todos as orações e a oblação desse maravilhoso e limpo amor, que Ela abençoa.

Não sabeis que vosso corpo é templo do Espírito Santo, recebido de Deus e que não vos pertenceis? (1 Cor, VI, 19) Quantas vezes responderão, diante da imagem da Virgem Maria, da mãe do Amor Formoso, com uma afirmação cheia de júbilo à pergunta do Apóstolo: sim, nós o sabemos e queremos vivê-lo com tua ajuda poderosa, ó Virgem Mãe de Deus!

A oração contemplativa surgirá em todos sempre que meditarem nesta realidade impressionante: alago tão material como meu corpo foi escolhido pelo Espírito Santo para estabelecer sua morada..., não pertenço mais a mim..., meu corpo e minha alma - todo o meu ser - são de Deus... E essa oração será rica em resultados práticos, derivados da grande conseqüência que o próprio Apóstolo propõe: glorificai a Deus em vosso corpo(1 Cor. VI, 20).

Por outro lado, como não podem deixar de reconhecer, só entre os que compreendem e avaliam em toda a sua profundidade o que acabamos de considerar acerca do amor humano, pode surgir essa outra compreensão inefável de que falou Jesus (Cfr. Mat. XIX, 11), que é puro dom de Deus e que impele a entregar o corpo e a alma ao Senhor, a oferecer-Lhe o coração indiviso, sem a mediação do amor terreno.

Tenho que terminar, meus filhos. Disse no começo que minhas palavras pretendiam anunciar alguma coisa da grandeza e da misericórdia de Deus. Penso tê-lo feito, falando de viver santamente a vida ordinária: porque uma vida santa em meio da realidade secular - sem ruído, com simplicidade, com veracidade -, não será, porventura a manifestação mais comovente das magnalia Dei (Eclesi. XVIII, 4), dessas portentosas misericórdias que Deus sempre exerceu, e não deixa de exercer, para salvar o mundo?

Agora peço que se unam com o salmista à minha oração e ao meu louvor:magnificate Dominum mecum, et extollamus nomen eius simul (SalmoXXXIII, 4); engrandecei o Senhor comigo, e enalteçamos seu nome todos juntos. Quer dizer, meus filhos: vivamos de fé.

Tomemos o escudo da fé, o elmo da salvação e a espada do espírito, que é a Palavra de Deus. Assim nos anima o Apóstolo São Paulo na Epístola aos de Éfeso (Efés, VI, 11 e ss.), que faz um instante se proclamava liturgicamente.

Fé, virtude que nós, os cristãos, tanto necessitamos, de modo especial neste ano da Fé promulgado por nosso amadíssimo Santo Padre o Papa Paulo VI: porque, sem a fé, falta o próprio fundamento para a santificação da vida ordinária.

Fé viva neste momento, porque nos abeiramos do mysterium fidei (1 Tim.III, 9), da Sagrada Eucaristia; porque vamos tomar parte nesta Páscoa do Senhor, que resume e realiza as misericórdias de Deus para com os homens.

Fé. meus filhos, para confessar que, dentro de uns instantes, sobre esta ara, vai-se renovar a obra de nossa Redenção(Secreta do domingo IX depois de Pentecostes). Fé para saborear o Credo e experimentar, em torno deste altar e desta Assembléia, a presença de Cristo, que nos faz cor unum et anima una(At. IV, 32), um só coração e uma só alma; e nos converte em família, em igreja, una, santa, católica, apostólica e romana, que para nós é o mesmo que universal.

Fé, finalmente, filhas e filhos queridíssimos, para demonstrar ao mundo que tudo isso não são cerimônias e palavras, mas uma realidade divina, apresentando aos homens o testemunho de uma vida ordinária santificada, em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e de Santa Maria.

Fonte:
http://www.opusdei.org.br/art.php?p=12552

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12