30 de jun de 2012

Uma triste situação na Igreja da Áustria


Igreja Católica na Áustria passa por uma situação delicada de rebeldia
A Igreja Católica austríaca começou a tomar providências contra o numeroso grupo de sacerdotes e leigos desobedientes que assinaram o “Chamado à Desobediência”, lançado em 28 de junho de 2011, liderado pelo padre Helmut Schüller.
Esses sacerdotes e leigos rebelados querem uma “reforma da Igreja”, com o fim do celibato e o acesso da mulher ao sacerdócio. O Papa João Paulo II disse certa vez que “a Igreja não precisa de reformadores, mas de santos”. Os santos são os verdadeiros reformadores da Igreja, e não destruidores.
O Papa Bento XVI e o cardeal arcebispo de Viena e presidente da conferência episcopal austríaca, Christoph Schönborn, têm sido cautelosos e pacientes com esses desobedientes, esperando que se convertam, mas já começa a tomar as primeiras providências. O cardeal Schönborn, em 11 de junho, chamou o decano da paróquia de Pieting, Viena, e lhe pediu que retirasse seu nome do “Chamado à Desobediência” ou renunciasse às suas funções.
Lamentavelmente o decano, Peter Meidinger, preferiu continuar na desobediência e demitiu-se do cargo. O porta-voz do cardeal Schonborn, Michael Prüller, disse que “a obrigação de um decano de velar para que reine a ordem em seu decanato é incompatível com um chamado à desobediência”. Peter Meidinger continua sendo sacerdote.
Em 5 de abril, em sua mensagem da Quinta-feira Santa, o papa Bento XVI criticou esses sacerdotes austríacos, e o cardeal de Viena se reuniu duas vezes com o líder do movimento, o padre Helmut Schüller, e pediu,  sem sucesso, o fim do “Chamado à Desobediência”.
Estamos de fato diante de um triste movimento que pode até gerar um cisma na Igreja.
Em 22 de maio de 1994 o Papa João Paulo II publicou a Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis”, e nela declarou que a Igreja não recebeu de Cristo a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal a mulheres. O Papa se baseou no procedimento do próprio Cristo, que não chamou mulheres para a Última Ceia (na qual instituiu e conferiu o sacramento da Ordem) como também no testemunho constante da Tradição cristã, que nunca ousou ir além do que Cristo fez. João Paulo II disse:
“Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto da máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (cf. Lc 22, 32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja”.
Fica, portanto, claro que se trata de uma definição permanente do Magistério da Igreja e que não pode ser alterado.
Sobre o celibato dos sacerdotes os últimos Papas têm dito reiteradamente que é uma necessidade pastoral, já que Cristo foi celibatário e elogiou o celibato quando falou daqueles que se “tornam eunucos por amor ao Reino de Deus” (cf. Mt 19,12). O celibato dá ao sacerdote a graça de se dedicar inteiramente ao serviço do Reino de Deus, como Jesus.
Entre os anos 2000 e 2010 o número de sacerdotes aumentou de 405 mil para 413 mil, declarou neste final de semana o diretor do Setor Estatístico do Vaticano, Monsenhor Vittorio Formenti. (18 de junho de 2012, Gaudium Press). Isso mostra que não é preciso esta desobediência sacerdotal que tanto ofende o grande Sacerdote.
A Igreja não quer rejeitar nenhum de seus filhos, especialmente os sacerdotes, mas não pode ser conivente com a desobediência.
Prof. Felipe Aquino
Professor de História da Igreja do Instituto de teologia Bento XVI da Diocese de Lorena e da Canção Nova

Fonte:
 http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2012/06/26/interna_internacional,302646/igreja-catolica-austriaca-pune-padre-que-pediu-fim-do-celibato.shtml
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