31 de ago de 2012

Informativo Cléofas - 16/08/2012


Informativo Cléofas, 16 de Agosto de 2012 - Ano VII - N° 229



Notícias do Site Cléofas

O programa Escola da Fé, é exibido toda quinta-feira às 20h40 na TV Canção Nova (Link)


Para Meditar...
A restauração da família em Cristo
A restauração das famílias atuais em Jesus Cristo
O Papa João Paulo II chamou a família de “Santuário da vida” (Carta às Famílias, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família, guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida. É a “a Igreja doméstica” (LG, 11) onde Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido. Disse o Concílio Vaticano II que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (Gaudium et Spes, 47) e “constitui o fundamento da sociedade” (GS, 52). Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Pergunte e Responderemos
A Igreja permite casamentos sem o sacramento da crisma?
Eu e minha namorada somos católicos, no entanto, somente eu sou crismado, ela nunca fez a crisma, isso nos impede de casar?, nós podemos casar e em seguida ela fazer a crisma? Outra dúvida, se for de acordo com o Padre, nós podemos receber a benção do casamento em outro local, sem ser a igreja, por exemplo, no local onde será realizada a confraternização pelo casamento?
Sua noiva pode ser crismada depois do casamento; para se casar basta ser batizada. O matrimônio pode ser celebrado em outro lugar se o pároco autorizar, mas normalmente é celebrado na igreja matriz da paróquia. Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Blog do Prof. Felipe Aquino
Honrar o pai é Honrar a Deus!
Honrar nosso pai é o mesmo que honrar a Deus
A grande e honrosa tarefa que Deus reservou para os pais é a de gerar e educar os seus filhos. Os pais são cooperadores de Deus na maior de todas as missões, gerar os filhos de Deus, à sua imagem e semelhança. Nada pode se igualar à sublimidade desta obra. Se é importante e digno produzir os bens que utilizamos: casas, roupas, móveis, alimentos, etc, quanto mais digno e nobre é dar a vida a novos seres humanos? Uma só vida humana vale mais do que todo o universo material, pois nada disso tem uma alma imortal, imagem e semelhança do próprio Deus.
O Catecismo da Igreja nos ensina que “a paternidade divina é a fonte da paternidade humana”(§ 2214), e que aí está o “fundamento da honra devida aos pais”. Os filhos devem aos pais o “dom da vida”. Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Livro da Semana
No Coração da Igreja
Foi no “Coração da Igreja” que Deus Pai depositou as riquezas da nossa fé. Aí, Deus encerrou os Sacramentos da Igreja e toda a sabedoria da Salvação. Nestas páginas você vai encontrar um pouco de toda essa riqueza um tanto escondida para muitos. São escritos de grandes santos e santas da Igreja ealguns textos básicos da nossa fé que a Igreja nos apresenta como a mais pura sabedoria salvífica. São páginas destinadas a nossa oração, meditação e crescimento espiritual que nos levam a amar mais e servir melhor a nossa Santa Mãe Igreja.


Assista o programa do Prof. Felipe Aquino:
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Palestra - A Fé e a Razão em Harmonia

Palestra - A Igreja Mãe e Mestra

Palestra - Como vencer a Depressão?

Coleção Família

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Coleção Catecismo da Igreja Católica


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O Brilho da Castidade


A Sagrada Tradição

A luta contra a Depressão
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Editora Cléofas - 2012

70.000 cristãos estão em campos de concentração na Coreia do Norte




Quando Kim Jong Un sucedeu seu pai, Kim Jong Il, a comunidade internacional esperava que a Coreia do Norte diminuísse ou eliminasse de vez uma série de restrições para os cidadãos do país. A posse de Kim Jong II como ditador foi marcada por intensa perseguição e execuções dos cristãos e quando Kim Jong Un assumiu, o mesmo não se repetiu, passando uma mensagem de esperança de um futuro de tolerância no país.

De fato, proibições sobre alimentos ocidentais, como pizza e batatas fritas, e as restrições ao uso de telefones celulares, por exemplo, chegaram ao fim, explica Ryan Morgan, analista do International Christian Concern.

“O novo governante foi mostrado na televisão estatal, sorrindo estranhamente e visitando um parque de diversões”, disse Morgan.

No entanto, os habitantes dessa nação comunista isolada não possuem nenhuma evidência de qualquer melhoria na condição da igreja perseguida. “Não ouvimos qualquer relato de melhora para os cristãos no país e não temos motivos para acreditar que alguma coisa mudou”, revela.
“O regime norte-coreano ainda tem mais de 70.000 cristãos aprisionados em campos de concentração”.

Morgan explicou que um cristão fiel e toda sua família podem ir para a prisão por toda a vida apenas pelo “crime” de possuir uma Bíblia. O analista diz ainda que um recente relatório da Comissão Sobre a Liberdade Religiosa Internacional afirma que o regime norte-coreano está cada vez mais tratando as crenças religiosas como “ameaças potenciais à segurança do país”.

O relatório diz que o regime oferece recompensas para quem fornecer informações que levem à prisão de pessoas envolvidas na distribuição de literatura cristã. O ministério Portas Abertas relata que a segurança nas fronteiras com a China e a Coreia do Sul não é mais a responsabilidade do exército.

“O serviço secreto assumiu a responsabilidade de guardar as fronteiras. Eles pegam os contrabandistas e os forçam a espionar as redes de cristãos na China, especialmente aquelas que ajudam os refugiados”, disse um representante do Portas Abertas.

Os crentes na Coreia do Norte continuam sendo extremamente cuidadosos por causa da perseguição, mas afirmam estarem mais preocupados com seus ministérios do que com o novo ditador. “Os cristãos prestam atenção em Kim Jong Un, mas estão mais preocupados em fazer a obra de Deus”, disse a fonte. “Nosso trabalho não tem sido afetado por estas novas resoluções”. O Portas Abertas indica que a Coreia do Norte ainda está em primeiro lugar na lista dos maiores perseguidores dos cristãos no mundo.

“Acredita-se que pelo menos 25% dos cristãos estejam definhando em campos de trabalho forçados por que se recusaram a adorar o fundador da Coreia do Norte, Kim II-Sung [avô do atual líder].
Qualquer forma de adoração a outra pessoa além do ‘Grande Líder’ (Kim II-Sung) e do “líder supremo”(Kim Jong-II) é visto como traição. Cristãos norte-coreanos são frequentemente presos, torturados ou até mortos por sua fé em Jesus Cristo”, afirma o relatório da organização.
“Metade da população vive no norte, perto da China, onde existe a maior redes de igrejas subterrâneas. Em todo o país, cerca de dez milhões de habitantes estão desnutridos, com milhares de pessoas sobrevivendo apenas comendo grama e cascas de árvore”, finaliza o Portas Abertas.

Traduzido de WND  -  Gospel Prime
Rainha Maria




Informativo Cléofas - 01/08/2012


Informativo Cléofas, 02 de Agosto de 2012 - Ano VII - N° 227



Notícias do Site Cléofas

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Para Meditar...
E quando a aridez espiritual chegar?
A única saída é fechar os olhos e dar as mãos a Jesus para ser guiado por Ele
Muitas vezes, podemos passar por algum período de aridez espiritual, isto é, não temos vontade de rezar, torna-se difícil assistir a Santa Missa, a reza do Terço fica pesada, etc. Até mesmo a sagrada Comunhão se torna um sacrifício diante das dúvidas que podem atingir a nossa alma. Parece que o céu sumiu.
Como vencer esse estado de espírito no qual parece que Deus está longe e que nos falta a fé? Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Pergunte e Responderemos

O que é o livre arbítrio?

Livre arbítrio é a liberdade que Deus nos deu para que possamos ser semelhantes a ele; sem isso seríamos robos, marionetes, teleguiados. Os gestos de amor não têm valor se não forem livres; Deus quer ser amado e servido, mas livremente.

Quando se tira do homem a liberdade, como fazem os comunistas, tira-se a sua dignidade de filho de Deus. Um homem sem liberdade é como um passarinho na gaiola. 

Prof. Felipe Aquino





Blog do Prof. Felipe Aquino
O que é ser Feliz?
Para ser feliz verdadeiramente
A sede de felicidade foi colocada em nosso coração pelo próprio Deus, porque ele nos criou para sermos felizes com Ele. Mas o pecado desvirtuou o sentido da felicidade; e agora, ao invés de buscarmos a felicidade que traz alegria, corremos atrás da felicidade que traz somente o prazer.
Inventaram agora um tal SEGREDO, através do qual você pode satisfazer todos os seus desejos não atendidos até hoje; é um sonho, uma miragem no deserto. A felicidade não é esta proposta por esta magia fantasiosa. A Carta da Felicidade é aquela que Jesus nos ensinou no Sermão da Montanha. Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Livro da Semana
A mulher do Apocalipse
Os dogmas e as verdades sobre Nossa senhora, fundamentados na Bíblia, na Tradição da Igreja e no Sagrado Magistério. " Sem conhecer as verdades que a Igreja ensina sobre Maria, não se conhece o mistério de Cristo e a Igreja ", disse o Papa Paulo VI.


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30 de ago de 2012

Diálogos sobre a Imaginação Moral


Me lembro do dia de Formação que tivemos num domingo onde assistimos e discutimos a parte 1 do Senhor dos Anéis! Foi de uma riqueza espiritual!



Vivemos em nossos dias as consequências de uma racionalidade iluminista, totalmente afastada das verdadeiras fontes da sabedoria. Acredita-se que os valores tradicionais podem ser unicamente concebidos como valores locais e históricos, sem qualquer princípio universal que os torne realmente fundantes da existência moral do sujeito.


A autonomia individual moderna se distancia da tradição e, consequentemente, das virtudes. Se não há mais conhecimento moral transmitido, não resta mais nada que fundamente a experiência verdadeira contida no bem viver virtuoso.
A consequência lógica e natural é o surgimento do relativismo. A fragmentação da tradição impossibilitou o reconhecimento da verdade transmitida e recebida ao longo dos tempos. As palestras abordarão o tema da imaginação moral como meio adequado para libertar o homem da prisão racionalista em que a cultura ocidental se vê imersa, bem como o papel da educação para a excelência da virtude ética, tendo como pano de fundo as obras O Senhor dos AnéisHobbit As Crônicas de Nárnia.


Martírio de São João Batista



João, cujo nascimento celebramos a 24 de Junho, deixa o mundo desde sua primeira infância; deixa mesmo a casa paterna que era todavia uma casa de santos e retira-se para o deserto, longe do bulício dos homens, para só conversar com Deus. Tem como veste apenas um rude cilício de pele de camelo, um cinto também tão espantoso sobre os rins; como alimento, gafanhotos e mel silvestre; e na sede, água pura. Exposto às intempéries e não tendo outro retiro que os rochedos, sem recurso, sem servidores, e sem outra manutenção; essa a vida que leva João Batista, desde a infância. Queixamo-nos ainda agora!
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Mas eis aqui uma privação bem mais surpreendente. João Batista tinha sentido sobre a terra o Verbo Encarnado, desde o seio de sua mãe; o pai tinha-lhe predito que ele seria o profeta e devia preparar-lhe o caminho. Entretanto, ele não deixa o deserto para o ir ver entre os homens; ele o conhece tão pouco, que será necessário que o Espírito Santo lhe dê um sinal, para o conhecer, quando chegar o tempo de o manifestar ao mundo. Todavia, ele ocupa-se sem cessar de Jesus, sem cessar ele medita em sua grandeza, sem cessar ele o adora em silêncio, sem cessar o escuta dentro de si. Ele não tem curiosidade de o ver com os olhos do corpo: é que ele sabe que Jesus opera invisivelmente, de longe como de perto. Eis quem deve servir e amar a Jesus, não mais como criança, que é preciso nutrir de leite, de consolações sensíveis, mas como homem feito, que se nutre de alimento sólido, que se nutre de privações e de sofrimentos. Somos assim?
Morrei, delicadeza no beber e no comer, delicadeza nas vestes, delicadeza no dormir; morreu, orgulho humano; morrei, curiosidade, ambição, desejo de aparecer. Se, como João Batista, queremos preparar os caminhos para Jesus, introduzi-los nos nossos corações e nos corações dos outros, como João Batista, morramos a toda vista humana, a todo afeto da carne e do sangue.
Há quinhentos anos não aparecia mais profeta. Mas uma grande novidade se espalha: um profeta veio do deserto e prega nas margens do Jordão. É o filho de Zacarias e de Isabel; seu nome é João; seu nascimento foi maravilhoso; sua vida é ainda mais maravilhosa. Não come, não bebe, por assim dizer; vive de gafanhotos e de mel silvestre. Seu vestuário é um rude cilício com um cinto de couro. Fazei frutos dignos de penitência, diz, porque o reino de Deus está próximo e o Messias vai aparecer. Toda a Judéia, toda Jerusalém para lá acorre e recebe o batismo de penitência, confessando os pecados. Corramos nós também à pregação desse admirável missionário; nós também confessemos os pecados e recebamos o batismo da penitência, para nos prepararmos à vinda de Jesus Cristo, a nossos corações.
Que multidão de pecadores abraça a penitência! João dizia-lhes: Já o machado está posto à raiz das árvores; toda árvore que n]ao der bons frutos será cortada e atirada ao fogo. Que faremos então? Perguntava a multidão do povo. Mestre, que faremos? Perguntavam os publicanos. E nós também, perguntavam os soldados, que faremos? E ele dizia a cada um o que devia fazer, e todos o faziam. Os maiores pecadores, as mulheres de má vida, acreditavam na pregação, convertiam-se e ganhavam o céu. Os fariseus ao contrário, os escribas, aqueles que se consideravam sábios e justos, não acreditavam e não se convertiam.
Temamos que, em nos ocupando de ciência, observando uma regularidade exterior, nos não enchamos de orgulho, como os escribas e os fariseus, e não percamos, como eles, o espírito de penitência e de compunção. Talvez os pecadores do mundo, cujos escândalos deploramos, se convertam e nos precedam no céu, ao passo que, árvores cheias de flores e de folhas, mas sem bons frutos, seremos cortados e atirados ao fogo. Deus nos livre de tal calamidade!
A admiração que se teve pelo santo precursor foi logo tão grande, que o povo tinha o espírito suspenso e todos pensavam se João não seria Cristo. Mas João respondeu a todos: Eu vos batizo na água para a penitência; mas aquele que deve vir depois de mim é mais poderoso que eu e não sou digno de lhes desatar as correias das sandálias (como faria um escravo ao senhor). Não, não sou digno de me prostrar diante dele, para lhe desatar a correia da sandália. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo. Tem o abano na mão e limpará a eira; ajuntará o trigo no celeiro e queimará a palha num fogo que jamais se extinguirá.
Não somente o povo tinha de João tão alta idéia. A cidade de Jerusalém manda-lhe uma solene delegação de padres e de levitas, para lhe perguntar se era o Messias. Ele respondeu claramente: Não sou Cristo. - Como então? Sois Elias? - Não. - Sois um profeta? - Não. - Que sois, então? Que dizeis de vos mesmo? - Eu sou a voz daquele que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor, como disse o profeta Isaías. - Mas, se não sois nem Cristo, nem Elias, nem profeta, porque, então, batizais? - Eu vos batizo, respondeu ele, na água, mas há no meio de vós quem não conheceis; deve vir depois de mim; e não sou digno de lhes desatar os cordões das sandálias. - Esse era João Batista. Quanto mais o elevam, mais ele se abaixa, mais atribui a Jesus somente toda sua glória.
Entretanto, como o Senhor mesmo nos afirma, João era Elias em espírito e em virtude, se não o era em pessoa, era profeta e mais que profeta, porque devia não somente anunciar o Cristo futuro, mas mostrá-lo já vindo, batizá-lo com suas mãos. E com isso se julga indigno de lhes prestar os mais humildes serviços, de desatar-lhe as sandálias. Ó minha alma, ousaremos ainda glorificarmo-nos de alguma coisa? Orgulhamo-nos de vãos louvores que se nos dão, cobiçar os que nos não dão! Quem somos, perto de João Batista?
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No meio dessa multidão de pecadores, que se apresentam a João para receber o batismo de penitência, há um que ele recusa receber e admitir ao mesmo. Quem é? É Jesus, que vem da Galiléia ao Jordão e se apresenta a João para ser batizado. O senhor apresenta-se ao servo, o criador à criatura. Deus ao homem? O Santo dos Santos, confunde-se entre os pecadores, o Juiz entre os culpados. João o tinha reconhecido e adorado desde o seio de sua mãe, reconhece-o de novo e o adora. Eu, diz ele, inclinando-se diante de Jesus, eu é que tenho necessidade de ser por vós batizado; e vós vindes a mim! - Ó bem-aventurado João, obtende-me de Jesus vossa humildade.
Que vais fazer Jesus? Que dirá? Deixai-me agir agora, pois convém que cumpramos toda a justiça. Jesus, tendo tomado sobre si as iniqüidades de todos, era justo, era conveniente que se misturasse aos pecadores. Tendo vindo principalmente para nos curar do orgulho, da vaidade, da rebelião para com Deus, era conveniente que nos desse o exemplo de humildade, de abaixamento. Admiremos essa maravilhosa questão entre o senhor e o servo. Quem se colocará mais abaixo do outro? Ai! Nossas discussões são da mesma natureza? Entre nós não é quem mais se eleva acima do outro? Quão pouco nos assemelhamos a Jesus e a João Batista! Ó Divino Mestre, tende piedade de nós, tende piedade de mim! Dai-nos, dai-me ser doce e humilde de coração, como vós e vosso santo precursor.
A humildade de João era sincera e ele obedeceu à ordem de Jesus. Ambos descem ao Jordão. O rio, que se tinha detido outrora diante da arca da aliança, para deixar passar o povo de Deus, sob o comando de Josué ou Jesus; o Jordão estremece de alegria desconhecida: suas águas rodeiam, com respeito, a carne adorável do Filho de Deus feito homem; correm com pesar; correm, santificadas por aquele contato a santificar todas as águas do universo e comunicar-lhes a virtude de apagar os pecados pelo batismo. Entretanto, o bem-aventurado João põe sobre a cabeça sagrada de Jesus uma mão agitada pelo respeito e pela alegria e batiza seu Senhor e seu Deus; Jesus está imerso nas águas; afoga os pecados do mundo e delas sai para criar um mundo novo, um homem novo.
Ao sair do deserto, aonde tinha ido depois do batismo e triunfado do demônio, Jesus caminhava ao longo do Jordão. João viu-o vir para seu lado e disse: Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Todos os dias, de manhã e de noite, imolava-se no templo um cordeiro e a isso se chamava o sacrifício perpétuo. Como se São João tivesse dito: Não acredites que esse cordeiro, que se oferece dia e noite, seja o verdadeiro cordeiro, a verdadeira vítima de Deus; eis aquele que se pôs, entrando no mundo, no lugar de todas as vítimas; também ele é a vítima pública do gênero humano, e somente pode expirar ou tirar aquele grande pecado que é a fonte de todos os outros e que por isso pode ser chamado de pecado do mundo, isto é, pecado de Adão, que é o pecado de todo o universo.
Esse cordeiro já foi imolado em figura; e pode-se dizer, na verdade, que foi morto e posto à morte desde a origem do mundo. Foi massacrado em Abel, o Justo: quando Abrão quis sacrificar o filho, começou em figura o que devia ser terminado em Jesus Cristo. Vemos também cumprir-se nele o que começaram os irmãos de José, Jesus foi odiado, perseguido até à morte por seus irmãos; foi vendido na pessoa de José, atirado a uma cisterna, isto é, entregue à morte; esteve com Jeremias no lago profundo, com os moços na fornalha ardente, com Daniel na cova dos leões. Era imolado em espírito em todos os sacrifícios. Estaca no sacrifício de Noé, oferecido ao sair da arca, quando viu no céu o arco-íris como sacramento da paz; no que os patriarcas ofereceram nas montanhas , no que Moisés e toda a lei ofereciam no tabernáculo e depois, no templo; e não tendo jamais deixado de ser imolado em figura, vem agora, sê-lo em verdade.
Cada dia, assistimos ao sacrifício adorável onde esse cordeiro de Deus, continua a se imolar pelos pecados do mundo. Cada dia mesmo, podemos aí comer a carne adorável dessa vítima. O padre diz-nos como outrora São João: - Ecce agnus Deu, ecce qui tollit peccata mundi; - eis o cordeiro de Deus, eis aquele que tora os pecados do mundo. Creiamos, adoremos; mas creiamos, adoremos com a fé dos patriarcas e dos profetas, com a fé de São João Batista.
Um dia os discípulos de João lhe vieram dizer: Mestre, aquele que estava convosco além do Jordão e a quem destes testemunho, batiza e todos vão a ele. Julgavam que tendo ele também vindo a João, para ser por este batizado, não se devia abandonar a João por ele. Escutemos a resposta de João: "O homem nada pode receber, se não lhe for dado pelo céu. Vós me prestais testemunho de que eu disse: Aquele de quem é a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo que assiste e escuta é transportado de alegria pela voz do esposo. E por isso minha alegria completa-se. É preciso que ele cresça e que eu diminua". Meditemos bem nestas últimas palavras.
Os discípulos de João viam, com uma espécie de inveja, que o mestre era abandonado para ir a Jesus. Seu mestre, ao contrário, estava no auge da alegria, por isso. Tinha vindo anunciar Filho de Deus feito homem, anunciá-lo como esposo da natureza humana, esposo da Igreja, esposo de nossas almas. Esse divino esposo tinha começado a fazer ouvir sua voz e João com isso ficou fora de si, pela alegria: está no auge de seus desejos. É preciso, diz, que cresça e que eu diminua. Palavras admiráveis! Quem nos dera imitá-lo? Quem nos dera procurar a glória de Jesus, às custas da nossa?

Os discípulos de João ficaram com inveja por causa de seu mestre. Algo de semelhante nos pode acontecer. Pode acontecer que no mesmo bem sejamos invejosos uns dos outros, que vejamos com pesar que outro faça melhor que a nossa. Ah! Meus irmãos ou irmãs, sejamos invejosos pela glória de Jesus, nosso mestre único. Que todos nos abandonem para ir a Jesus; que a glória de Jesus aumente, sem cessar e que a nossa diminua: como São Jão deveremos por isso estar no auge da alegria.
Quando João estava na prisão, soube dos discípulos as obras do Cristo;mandou dois deles dizer-lhe: "Sois vós quem deveis vir, ou devemos esperar outro?" O fim de João era curar os discípulos da má disposição em que estavam, com relação a Jesus e dar-lhe ocasião de reconhecer, por eles mesmos, que era verdadeiramente o Messias, que esperavam, segundo o testemunho que lhes tinha dado. Esses homens foram ter com Jesus e disseram-lhe: "João Batista mandou-nos . dizendo: sois o que deve vir ou devemos esperar outro?" No mesmo instante ele curou vários doentes de suas chagas, bem como libertou alguns possessos do demônio e grande número de pessoas e deu a vista aos cegos. E respondendo disse: "Ide, contai a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e o Evangelho a boa nova, é anunciada aos pobres. E bem-aventurado o que não se escandalizar de mim".
Sua resposta mostrava a realização destas palavras de Isaías: Eis que deve vir Deus mesmo e ele vos salvará. Então serão abertos os olhos dos cegos, os ouvidos dos surdos; então curvar-se-á como um cervo coxo e será livre a língua dos mudos. Jeová enviou-me para pregar o Evangelho aos pobres. Acrescenta uma advertência para eles e para os judeus de não se escandalizarem, se se chocarem nele, pedra angular, fundamento de salvação para uns, mas pedra de escândalo para outros.
Depois que os enviados partiram, Jesus se pôs a falar de João à multidão: "A quem fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Mas a quem fostes ver? Um homem molemente vestido? Eis que os que se cobrem de vestes preciosas e vivem nas delícias estão nos palácios dos reis. Mas a quem fostes ver? Um profeta? Sim, eu vos digo e mais que um profeta. Pois dele está escrito: eis que envio meu anjo, diante de tua face, o qual preparará a estrada por onde deves caminhar. Na verdade, eu vos digo, entre os que nasceram de mulher não há profeta maior do que João Batista; mas aquele que Oe menor no reino de Deus é maior do que ele. Era Jesus mesmo menor que João na idade, mas maior em tudo o mais. Ora, desde o tempo de João Batista até o presente, o reino dos céus sofre violência e os violentos o arrebatam. Pois até Jesus, todos os profetas e a lei profetizaram; mas ele mostrou a realização. E se o quereis ouvir, é ele, Elias, que deve vir. Quem tem ouvidos, para ouvir, ouça.
Herodes, o Tetrarca, tinha mandado prender João e o acorrentar na prisão, por causa de Herodíades, mulher de Filipe, seu irmão, a quem tinha desposado; porque João disse a Herodes: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. Herodes queria fazê-lo morrer; mas temia o povo, porque se tinha a João por grande profeta. Entretanto, armava-lhe ciladas e o queria matar, mas não podia, porque Herodes, que temia João, sabendo que era homem justo e santo, fazia-o conservar, agindo mesmo em muitas coisas por seu conselho e escutando-o de boa vontade.
Por fim, chegou um dia favorável: o do nascimento de Herodes, no qual ele deu um banquete aos príncipes, aos tribunos militares e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíades dançou diante de Herodes e de tal modo lhe agradou e aos que estavam à mesa, que ele lhe disse: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou: Eu te darei tudo o que me pedires, meso que seja a metade de meu reino. Ela saiu e foi falar com sua mãe. Que pedirei? Sua mãe respondeu-lhe: A cabeça de João Batista.
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Voltando imediatamente com grande ânsia para a sala, onde o rei estava, ela fez-lhe o pedido, dizendo: "Quero que me deis agora mesmo, numa bandeja, a cabeça de João Batista." O rei ficou muito aflito; entretanto, por causa do juramento que tinha feito e daqueles que estavam à mesa, com ele, não aquis contristar, com uma recusa. Assim, tendo chamado um de seus guardas, ordenou-lhe que trouxesse a cabeça de João numa bandeja. E o guarda cortou-lhe a cabeça na prisão e a trouxe numa bandeja; deu-a à moça e a moça a entregou à mãe.
Os Apóstolos viam na sorte de São João um comentário falante do que Jesus lhes acabava de dizer sobre os obstáculos que encontrariam no mundo. João tinha vindo anunciar a paz, reconciliar os pais com os filhos e prepará-los para a vinda de Cristo. O povo crê na sua palavra e o reverencia como a um profeta; mas os fariseus dizem que ele é possesso do demônio. O tetrarca da Galiléia Herodes Antigas, considera-o um justo e um santo, mas tem medo, porque aquele santo repreende-o de seus crimes, em particular de seu incesto. Herodes tinha desposado a filha de Aretas, rei dos árabes, mas tendo visto Herodíades, mulher de seu irmão. Herodes Filipe, concebeu por ela uma paixão criminosa e prometeu-lhes despedir a primeira mulher para desposá-la. A lei de Moisés ordenava ao irmão desposar a viúva do irmão falecido, sem filhos. Mas Herodíades não era viúva, o marido ainda vivia, e tinha, dentre outras, uma filha, Salomé a dançarina. Era então, sob todos os aspectos, um enorme escândalo. Ademais, uma guerra surgiu entre Arestas e Herodes, onde os judeus sofreram sangrenta derrota. João defendia a causa de Deus e a causa da humanidade, quando disse: Não vos é permitido ter a mulher de vosso irmão. O justo é posto na prisão pelo culpado. Herodes teria querido fazê-lo morrer imediatamente: uma coisa, porém, lhe impedia, o temor do povo. Chegou a festa de seu aniversário, dia de regozijo e de graças: estava sentado no banquete, entre prazeres; uma moça, a mesma cuja honra as censuras de João tendiam a vingar, recebeu a promessa de obter tudo o que lhe pedisse. Pedirá talvez a liberdade de João, seu vingador, seu benfeitor. Ela quer sua cabeça, entre outras iguarias da mesa. Ao público, teve-se o cuidado de dizer, como vemos no historiador Josefo, que isso se tinha feito por razões de estado, por medidas de alta política, para a segurança do reino, ao passo que era apenas um assassínio em favor do adultério e do incesto. E eis a história de todas as oposições, que o Evangelho ou a verdade encontram no mundo.
Os discípulos de João, tendo sabido de sua morte, vieram buscar-lhe o corpo e o puseram num túmulo, Depois, foram contar a Jesus o que tinha acontecido.
Fotos: santiebeati.it
(Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XV, p. 324 à 335)

Fonte:
http://www.arautos.org/noticias/39916/Martirio-de-Sao-Joao-Batista.html

29 de ago de 2012

Informativo Cléofas - 25/07/2012


Informativo Cléofas, 25 de Julho de 2012 - Ano VII - N° 226



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As lições da Sagrada Família
A família é uma realidade sagrada
O Papa João Paulo II, na Carta às Famílias, chamou a família de “Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como que de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família: guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida.
O Concílio Vaticano II já a tinha chamado de “a Igreja doméstica” (LG, 11) na qual Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; nele também foi ensinado que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS, 47).
Jesus habita com a família cristã. A presença do Senhor nas Bodas de Caná da Galiléia significa que o Senhor “quer estar no meio da família”, ajudando-a a vencer todos os seus desafios; e Nossa Senhora ali o acompanha com a sua materna intercessão. Continue lendo...
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Qual o significado da cruz de malta?
Trata-se de uma cruz de uma ordem de cavalaria. Sua origem pode, talvez, remontar a Rogério da Sicília (1090 dC), que reconquistou para os cristãos este território localizado no mar Mediterrâneo e que estava nas mãos dos islâmicos desde 870 dC; o território foi, mais tarde, em 1530, cedido por Carlos Magno à ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém, que adotou o nome de Cavaleiros de Malta e passou a usar a cruz de malta como insígnia.
Prof. Felipe Aquino

Blog do Prof. Felipe Aquino
A preciosa Bênção dos Pais
A importância da bênção dos pais na vida dos filhos
Quando eu era criança, estava acostumado a pedir a bênção aos meus pais – a qualquer hora que saísse ou chegasse em casa, – naquele apressado “Bença, pai!”, “Bença, mãe!”, tão apressado que quase não ouvia a resposta. Todos nós, quando crianças, estávamos tão acostumados a pedir a bênção dos pais que, quando saíamos sem ela, parecia-nos que faltava algo à nossa segurança ou ao sucesso de nossos planos… Ao menos quatro vezes por dia eu e meus oito irmãos pedíamos a bênção a nossos pais: ao acordar, ao irmos para a escola, ao voltar da escola, e ao se deitar.
Hoje, passados os anos, tenho profunda consciência da importância da bênção dos pais na vida dos filhos. É a Sagrada Escritura que nos alerta da necessidade dessa bênção. Toda a Bíblia está repleta de passagens indicando a importância que Deus dá aos pais na vida dos filhos. Os pais são os cooperadores de Deus na criação dos filhos e, dessa forma, são também um canal aberto para que a bênção divina chegue aos filhos. Continue lendo...
Prof. Felipe Aquino


Livro da Semana
O socorro de Deus para as aflições da alma
Os sofrimentos da alma causam somatização; geram problemas de saúde de ordem física: dor de cabeça, de estômago, cólicas, insônia, cansaço, taquicardia, sudorese, hipertensão, gastrite, gases, etc.

Quando a pessoa está sofrendo na alma, mergulhado na angústia, parece que tudo vai mal, nada funciona, até mesmo a fé se torna difícil de viver. E isto afeta até mesmo pessoas de profunda religiosidade e espiritualidade. Há uma pressão que sufoca aqueles que não estão preparados para enfrentar os sofrimentos do espírito.

O mundo moderno é dinâmico, ameaçador, competitivo...e muitos não sabem enfrentar isso. Alguns já perderam até a própria identidade e vivem no vazio, levando uma vida sem sentido, caminhando sem rumo e sem meta, sem poder chegar a lugar algum. "Nenhum vento é favorável ao barco que não sabe para onde deseja ir", já disse alguém.

Neste livro você poderá encontrar o Socorro de Deus para os males da alma; são "atitudes de fé" que precisamos cultivar como "hábitos diários", de modo que não sejamos pegos de surpresa e tragados pela melancolia.


Assista o programa do Prof. Felipe Aquino:
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CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.