"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12

20/07/2012

Informativo Cléofas - 20/04/2012 - Os Dogmas da Igreja


Informativo Cléofas - 20 de Julho de 2012



O que é Dogma?
Dogma é uma verdade revelada por Deus, e, como tal, diretamente proposta pela Igreja à nossa fé.
A Revelação, fonte do dogma, dá a conhecer o ensinamento divino em seu próprio conceito: tal é a primazia de Pedro e de seus discípulos e, como consequência, a infalibilidade pontifícia. Para que uma verdade revelada seja um dogma é necessário que este proponha diretamente à nossa fé por uma definição solene da Igreja o pelo ensinamento de seu magistério ordinário.
No Evangelho se sublinha várias vezes a natureza da fé. Está descrita como uma adesão ao ensinamento divino anunciado por Cristo ou pregada em seu nome e com sua autoridade pelos Apóstolos. No Evangelho de São Marcos encontramos:
"Depois lhes disse: 'Ide pelo mundo e pregai a boa nova a toda criação. O que crer e for batizado se salvará; o que não crer, será condenado.'" (Mc 16,15-16).
"A fé é garantia do que se espera; a prova das realidades que não se vêem. Foi ela que valeu aos nossos ancestrais." (Hb 11,1-2).
Do século I ao IV, esta doutrina se manifesta pela insistência com a qual os Santos Padres afimaram a obrigação de crer integramente na doutrina ensinada por Jesus Cristo aos Apóstolos. Para que o ensinamento divino contido nas Sagradas Escrituras seja um dogma são necessárias duas condições:
1. O sentido deve estar suficientemente manifestado.
2. Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. Quando o texto das escrituras estiver definido pela Igreja como contendo um dogma revelado, com sentido preciso e determinado, é um dever estrito para os exegetas católicos aceitá-lo.
Para nosso crescimento, listamos abaixo boa parte dos Dogmas da nossa Igreja:
Dogmas sobre Deus
1. A Existência de Deus
2. A Existência de Deus como Objeto de Fé
A Unicidade de Deus
3. Deus é Eterno
4. Santíssima Trindade
Dogmas sobre Jesus Cristo
1. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deus por essência
2. Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam
3. Cada uma das duas naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física
4. Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus
5. Cristo imolou-se a si mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício
6. Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz
7. Ao terceiro dia depois de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos
8. Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direita de Deus Pai
Dogmas sobre a Criação do Mundo
1. Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada
2. Caráter temporal do mundo
3. Conservação do mundo
Dogmas sobre o Ser Humano
1. O homem é formado por corpo material e alma espiritual
2. O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação
3. O homem caído não pode redimir-se a si próprio
Dogmas Marianos
1. A Imaculada Conceição de Maria
2. Maria, Mãe de Deus
3. A Assunção de Maria
4. A Virgindade perpétua de Maria
Dogmas sobre o Papa e a Igreja
1. A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus Cristo
2. Cristo constituiu o Apóstolo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado de jurisdição
3. O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja
4. O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra
5. A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes
Dogmas sobre os Sacramentos
1. O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo
2. A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento
3. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo
4. A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação
5. A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo
6. Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue
7. A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
8. A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo
9. O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento
Dogmas sobre as Últimas Coisas (Escatologia)
1. A Morte e sua origem
2. O Céu (Paraíso)
3. O Inferno
4. O Purgatório
5. O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo
6. A Ressurreição dos Mortos no Último Dia
7. O Juízo Universal



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Editora Cléofas - 2012

O Homem e a Graça




O leitor permita-me hoje algumas confidências. Mesmo considerando que o site Voto Católico está destinado a fornecer orientações práticas aos católicos que procuram informar-se, a fim de que possam influir bem nas eleições ou na vida política do país, ocorreu-me que seria oportuno tratar de um tema que, embora mais diretamente ligado à fé, não deixa também de ser prático.

Certa feita, aproveitando um conselho prático de São Francisco de Sales – de tirar lições espirituais dos acontecimentos cotidianos –, passeando por Tiradentes, vendo ali os sinais exteriores evidentes de uma presença pulsante do catolicismo em tempos não tão distantes, veio-me à mente a seguinte intuição: em dias passados provavelmente a maior parte da população daquela cidade vivia em estado de graça, isto é, na graça santificante, em comunhão com Deus. E, o que é muito salutar, esses homens e mulheres sabiam o que é a graça santificante.

Não me lembro se na mesma ou em outra viagem, estava eu ali lendo a esplêndida e original biografia de Santo Tomás de Aquino saída da pena de Chesterton. De súbito, a ideia que eu mantinha a respeito dos munícipes de Tiradentes e – por que não dizer? – de várias cidades brasileiras, há uns cinquenta anos atrás, transpôs-se para a Idade (preconceituosamente chamada de) Média: é bem possível que a maior parte dos homens e mulheres que viviam na Europa, durante o Medievo, se achassem em estado de graça e soubessem de que isso se tratava.

Quem compreende o que significa encontrar-se ou não em estado de graça tem consciência de que esse assunto é de extrema gravidade e de crucial importância. Aliás, eu diria até, é o único assunto relevante. Como a graça santificante é indispensável à salvação de uma alma, é também indispensável à salvação do mundo. Sem a graça santificante, que é o próprio Deus habitando na alma, o homem tende irremediavelmente à destruição, ao egoísmo, ao afastamento da verdade sobre si mesmo.

Quem já não se deu conta de que, há uns cinquenta anos – curiosamente os jornais estampam hoje, dia do Papa, dia de São Pedro, que há cinquenta anos os católicos eram 93,1% da população –, o edifício mais importante dos municípios brasileiros era a Igreja Matriz situada na praça principal? Quais acontecimentos eram os mais relevantes da vida em sociedade? Não seriam as festividades religiosas? Ora, em muitos lugares, as estações da via sacra ainda estão encravadas nas ruas e adornadas de imagens esplendorosamente esculpidas. Tudo isso é sinal de que não somente a Igreja Matriz estava no coração da cidade, mas de que Deus estava no âmago dos cidadãos. Hoje, porém, os edifícios principais das cidades são os shopping centers, e os exercícios nas academias substituíram a prática da ascese cristã. Outrora, a Igreja e os sermões eram formadores de opinião; hoje, a mídia – que está a serviço do lucro, obviamente – e as novelas é que são os nossos conselheiros.

Santa Teresa de Ávila e São Francisco de Sales, além de muitos outros, já descreveram a situação calamitosa em que se encontra um homem em pecado mortal. A alma em situação de pecado grave é incapaz de qualquer obra boa; tudo nela procede do egoísmo. Nada mais nela provém daquela fonte límpida e verdadeira que é Deus. Não há amor nem verdade numa alma em inimizade com Deus. Alguns gestos, alguns atos podem até ter a aparência de amor e de verdade, mas são meros cacoetes; não são autênticos. São como a moeda falsa posta em circulação por quem não é a autoridade competente para fazê-lo. Quantos enganos não geram esses falsos valores! Não há amor e verdade bastantes em um mundo cuja maioria esmagadora das pessoas não se encontra mais em estado de graça, aliás, o que é mais grave, nem sabe o que é isso. Sem a graça de Deus, não há limites para o mal. Sem Deus, não há limite para a queda, para o erro e para a mentira.

O alijamento de Deus da vida pública é apenas um sintoma, é consequência. Não constitui a verdadeira doença. Se as coisas que dizem respeito a Deus não ocupam mais a centralidade que possuíam na vida pública, é porque Ele não habita mais os corações. Ele foi alijado também das nossas almas. Delicado, retirou-Se antes de ser expulso. Ao notar que Sua presença constituía um estorvo, partiu. Nossas ações exteriores apenas refletem o que se passa no nosso interior. Se o mundo está doente é porque não há pessoas em estado de graça em número ou em santidade suficiente para neutralizar a ação dos que vivem sob o império do egoísmo.

Na vida espiritual, não existe neutralidade; não existe meio termo. Santo Agostinho, na Cidade de Deus, escreve: dois amores fundaram, pois, duas cidades. O amor a Deus, até o desprezo de si, a cidade celeste; e o amor a si, até o desprezo de Deus, a cidade terrestre. O amor a si até o desprezo de Deus tem prevalecido nos tempos que correm.

Há dois reinos, duas cidades, misturados neste mundo. Embora estejam todos neste mundo, uns cidadãos pertencem a um reino, e outros, a outro reino. Estes dois reinos, estas duas cidades, o trigo e o joio, encontram-se em permanente oposição. Uns agem sob o influxo da graça de Deus; outros, de acordo com os sussurros do egoísmo, do amor próprio. Uns, sob a ação alegre e diligente do Espírito Santo, promovem a sacralidade de cada homem, sem distinções, advogando direitos de terceiros. Outros, escravos do orgulho, do egoísmo e do pessimismo, do prazer temporal entediante, vassalos do pai da mentira, introduzem, com falsos argumentos, políticas públicas que atendam aos seus gostos e caprichos cada vez mais sórdidos e requintados, violadores da sacralidade do homem. Com efeito, a alma morta pelo pecado grave não tem gosto pelas coisas de Deus e, cega pelo breu do egoísmo, não enxerga mais a sua dignidade nem a dignidade dos outros.

Há dois reinos, dois mundos em combate. Um oferece resistência ao outro. Como outrora Cristo travou diálogos duríssimos com os homens do seu tempo, também hoje a Igreja, que é o próprio Cristo, trava diálogos duríssimos com os homens resistentes à graça divina. Mesmo que desenvolva os melhores argumentos, as mais coerentes explicações, a parcela da humanidade resistente à graça divina a eles se oporão.

Que fazer diante disso? Como está claro, o combate não é puramente intelectual; é, antes de tudo, espiritual. Para um combate espiritual é preciso valermo-nos de armas espirituais. Assim, em primeiro lugar, para que a humanidade volte a viver em comunhão com Deus, devemos nós mesmos procurar esta comunhão, confessando-nos assiduamente e afastando-nos do pecado mortal como o único mal, a única desgraça a evitar. Decerto, não somente a confissão, mas a recepção frequente dos sacramentos. Uma alma que se eleva, eleva o mundo.

Além disso, a oração, a vida ascética, o cumprimento dos nossos deveres para com Deus. De um modo particular, além da meditação (ou oração mental) diária, a recitação do terço e, tanto quanto possível, de mais de um terço e, quem sabe, do rosário completo, servindo-nos do exemplo de São Domingos de Gusmão. O santo rosário, este meio excelente, este remédio eficaz indicado pela Virgem Santíssima, continua sendo um dos instrumentos mais potentes para amolecer os corações e torná-los dóceis à ação do Espírito Santo. Nossa Senhora do Rosário apareceu a São Domingos no século XIII. Não por mera coincidência, Nossa Senhora do Rosário apareceu a Lúcia, Jacinta e Francisco, no mês de maio, em 1917, no dia 13. O temível exército de Maria possui uma arma letal contra as hostes inimigas. Tal arma a manejam pobres, velhos, doentes, crianças e aleijados, e, quanto mais débil for o soldado, mais eficazes e certeiros serão os disparos.

Fonte:

Paul Medeiros Krause é Procurador do Banco Central em Belo Horizonte.
Belo Horizonte, 8 de julho de 2012



Informativo Cléofas - 18/07/2012


Informativo Cléofas, 18 de Julho de 2012 - Ano VII - N° 224



Notícias do Site Cléofas

O programa Escola da Fé, é exibido toda quinta-feira às 20h40 na TV Canção Nova (Link)


Para Meditar...
Mãe, consolo de Deus para o mundo
Mãe, a maior reserva de amor e compaixão que Deus colocou no mundo
Quando o nosso mundo se agita neste mar de violências e de injustiças, não podemos deixar de lembrar de tua pessoa, Mãe, porque ainda és, a maior reserva de amor que Deus colocou neste mundo. Quando tudo parece estar perdido, ainda resta o coração; é de lá que a vida começa a renascer. E tu, ó mãe, tens entre os homens o primado do coração.
Nem os arranha-céus mais altos, nem os computadores mais possantes, nem os aviões mais velozes, podem ser comparados à beleza transcendente do teu olhar e o sentimento incomparável do teu coração. Mãe, foste criada não só para dar a vida aos homens, muito mais do que isto, para semear o amor entre eles. Sois tão diga, que até o próprio Deus quis nascer de ti, em forma humana. Continue lendo...


Pergunte e Responderemos
O piercing e a tatuagem
Muitos leitores têm-nos perguntado sobre tatuagem e piercing.
Os médicos, especialmente os dermatologistas, chamam a atenção para o perigo de transmitirem por tal via doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isto acontece porque freqüentemente os que realizam o piercing, a tatuagem ou a automutilação do corpo, às vezes não tomam as necessárias cautelas higiênicas: verifica-se que um adolescente em cada cinco é assim contagiado, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas.
Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias: na língua, umbigo, nariz,sombrancelhas, ou nos órgãos genitais. Seis ou sete anéis fixados através do pavilhão da orelha podem acarretar necrose da cartilagem.
Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. Continue lendo...


Blog do Prof. Felipe Aquino

Prof. Felipe Aquino receberá o título de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”
Professor Felipe Rinaldo Queiroz Aquino receberá título concedido pelo Papa
Divulgamos ontem, uma notícia publicada pela Canção Nova em 16 de julho de 2012, informando que o Prof. Felipe Aquino receberá das mãos de D. Benedito Beni um título concedido pelo Papa, de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”; um título criado no ano de 1831, pelo Papa Gregório XVI para manifestar o reconhecimento da Igreja por aquelas pessoas que se entregaram a ela na defesa da fé católica e na pregação do Evangelho. Continue lendo...


Livro da Semana
A moral Católica e os dez mandamentos
A Moral católica não são grades escravizantes; antes, são janelas abertas para o infinito das bem-aventuranças e um meio de felicidade. O mundo se engana pensando que pode ser feliz de outra maneira.
Não basta crer em Deus e conhecer a fé católica; é preciso viver de acordo com o que ensina a Moral divina, dada por Jesus Cristo à Igreja.
Todo aquele que conhece, faz o que Deus manda e obedece as Suas Leis é feliz, é bem-aventurado, como disse Jesus no Sermão da Montanha.
Neste livro você poderá conhecer o que a Igreja Católica, porta voz de Cristo, nos ensina sobre esta maneira de viver os costumes.


Assista o programa do Prof. Felipe Aquino:
PERGUNTE E RESPONDEREMOS
Toda sexta-feira às 15h30 na TV Canção Nova


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