2 de set de 2015

Fases da nossa caminhada de formação integral à imagem do Senhor


O projeto CEFAS nasceu depois de anos de vida missionária na Igreja, CEBs, RCC e Comunidade de Aliança. Muita oração, discernimento, leitura, estudo e observação me levaram a concluir várias coisas.

Uma delas é a necessidade da urgência missionária na Igreja hoje. Os católicos, na sua maioria, não são missionários, não tem um coração voltado à missão, assim como deveria ser conforme a essência do cristianismo primitivo. Não digo isso dos religiosos, mas da maioria leiga. Não quero generalizar, mas a resposta à necessidade missionária é muito aquém do que se deveria, conforme o próprio São João Paulo II disse na Exortação Christifidelis Laici.

Temos vivido uma mornidão neste sentido. O Senhor sempre me despertou para a importância disso hoje.

Em outra postagem vou mergulhar melhor sobre a urgência das missões, principalmente o chamado aos leigos, dentro da sua realidade. Muito pensam que quando se fala em missões, que seria você abandonar família, local de residência e se aventurar em outras terras. Isso também, mas é muito mais que isso. Temos que assumir um papel missionário dentro de nossas realidades. Quando olhamos nossa rua como campo de missão, nosso bairro, nossa cidade, as cidades vizinhas, nosso trabalho, nossa família e amigos a coisa muda totalmente. Tal como um missionário viaja para ser um anunciador e profeta, assim devemos ser incansáveis em nosso meio.

Ao nos preocupar com as missões, temos que levar como prioridade que não basta fazer um anúncio qualquer de um conteúdo evangelizador e pronto. Como se isso fosse nossa parte no cumprimento de nossa obrigação missionária. Não mesmo.

Evangelizar exige uma caminhada, um trajeto, um processo. Levar uma pessoa a conversão, significa conduzi-la aos braços do Senhor. Nosso exemplo maior é o de João Batista que preparou o caminho para o Senhor. João fez discípulos que depois se tornaram discípulos do Mestre. João adiantou, introduziu as pessoas para receberem as palavras do Messias.

Esta deve ser nossa atitude. Não devemos levar ninguém a nós. Temos que levá-las a Jesus. Esta é a nossa missão. Levá-las ao discipulado do mestre. Fazê-las discípulas de Jesus.

São Paulo fala sobre nossa formação de cristão, de formar Cristo em nós a ponto de podermos dizer: "Já não sou eu quem vivo, é Cristo que vive em mim".

Neste processo temos que percorrer dias, semanas, meses, anos de aventura numa caminhada fascinate de altos e baixos, mas lutando constantemente para que consigamos mais avançar que regredir.

Nesse processo de formação integral do ser humano para viver a vontade de Deus, para alcançar a restauração e a fidelidade da "imagem e semelhança" de Deus forjada em cada um de nós, precisamos desenvolver várias áreas de nossa espiritualidade, humanidade e missão.

Há 4 grandes fases neste processo:

1ª Fase: Experiência com Deus - Nesta fase inicial é aquela em que "enamoramos" com Deus, buscando aquela experiência de amor, conhecer Jesus e amá-lo a partir do reconhecimento da imensidão do Amor de Deus por nós. É um momento de experiências, de conhecimento, de "namoro" com Deus. Retiros, encontros, orações, etc, nos auxiliam a ter uma verdadeira experiência espiritual com Deus.

2ª Fase: Cura - É a fase de restauração, de colocar as coisas nos eixos. Nossa vida no mundo nos deixa muito feridos e quando temos uma experiência com Deus precisamos renunciar, nos libertar dos males deste mundo que passa. Precisamos limpar o coração para que Deus possa agir melhor e com mais poder. Deus quer depender desta nossa liberdade de deixá-lo agir plenamente em nossa vida. Nesta fase precisamos perdoar todas as pessoas que nos ofenderam durante a vida, precisamos refazer nossa história com Deus. Rever nossa vida aos olhos de Deus. Livrar-se dos males que nos assolam, das correntes que nos aprisionam. Participar de orações de cura, ou situações de nossa vida que nos levam a rever toda nossa história e atitude são grandes sinais da ação de Deus para nos curar, nos restaurar.

3ª Fase: Formação: É a fase em que precisamos nos aprofundar no conhecimento das verdades de Deus. Precisamos sanar todas as nossas dúvidas e fortalecer nossa fé, nosso conhecimento da revelação de Deus. Conhecer melhor as Sagradas Escrituras e a doutrina riquíssima da Igreja. Conhecer e mergulhar na imensidão de maravilhas que Deus fez e está fazendo na história do Povo de Deus. Fazer a leitura orante da Palavra de Deus, conhecer o Catecismo da Igreja Católica, a vida dos Santos são alguns dos itens principais para que possamos viver neste tempo.

4ª Fase: Missão: É a fase em que temos que focar em atitudes mais missionárias, mais voltadas para o serviço do próximo. É hora de deixar de olhar para nós e cuidar do outro, dos outros. De doar-se por inteiro à família, às missões, à Igreja ou seja lá o que for que a pessoa se sentir chamada como vontade de Deus a ser feita dentro de sua realidade e vocação. Um coração que em tudo pensa em se dedicar por serviço ao Senhor e ao próximo e se sente preparado para por os "pés na estrada" são alguns sinais da vivência deste tempo.

É claro que vários quesitos destas fases devemos viver por toda a vida: devemos sempre viver numa experiência de intimidade de amor com o Senhor, devemos sempre buscar a cura, pois todos nós precisamos ser curados de alguma forma, devemos também buscar conhecimento sempre e sempre, desde o início da caminhada não deixar de anunciar Jesus.

Estas fases somente nos indicam uma predominância de vivência naquele período. E podemos analisar em qual fase desta estamos. Podemos levar um, cinco, dez anos ou mais em cada fase. Depende da nossa fidelidade, da nossa história e disposição. Em qual fase você está?

Compararia às 4 fases lunares, Lua Nova, Crescente, Cheia e Minguante. Acho que não precisa escrever muito sobre esta comparação né? Os nomes dizem tudo: Nova = início; Crescente = Cura; Formação = Cheia; Minguante = Missão.

O que você achou desta análise?
Deixe seu comentário e contribua para a reflexão.
Deus o abençoe!


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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12