1 de set de 2015

Nós todos somos convocados a ser protagonistas na política! Não se acovarde!


Hoje encontrei um tesouro na Exortação Apostólica do Papa São João Paulo II, Christifideles Laici, Vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo, falando claramente sobre a importância do cristão ser participante da política direta ou indiretamente.

Não deixe de ler! Afinal é nossa obrigação:

"Todos destinatários e protagonistas da política

42. A caridade que ama e serve a pessoa nunca poderá estar dissociada da justiça: uma e outra, cada qual à sua maneira, exigem o pleno reconhecimento efectivo dos direitos da pessoa, a que é ordenada a sociedade com todas as suas estruturas e instituições. (Sobre a relação entre justiça e misericórdia, cf. a Encíclica Dives in misericordia, 12: AAS 72 (1980), 1215-1217.).

Para animar cristãmente a ordem temporal, no sentido que se disse de servir a pessoa e a sociedade, os fiéis leigos não podem absolutamente abdicar da participação na « política », ou seja, da múltipla e variada acção económica, social, legislativa, administrativa e cultural, destinada a promover orgânica e institucionalmente o bem comum. Como repetidamente afirmaram os Padres sinodais, todos e cada um têm o direito e o dever de participar na política, embora em diversidade e complementariedade de formas, níveis, funções e responsabilidades. As acusações de arrivismo, idolatria de poder, egoísmo e corrupção que muitas vezes são dirigidas aos homens do governo, do parlamento, da classe dominante ou partido político, bem como a opinião muito difusa de que a política é um lugar de necessário perigo moral, não justificam minimamente nem o cepticismo nem o absenteismo dos cristãos pela coisa pública.

(...)

Estilo e meio de realizar uma política que tenha em vista o verdadeiro progresso humano é a solidariedade: esta pede a participação activa e responsável de todos na vida política, desde os cidadãos individualmente aos vários grupos, sindicatos e partidos: todos e cada um somos simultaneamente destinatários e protagonistas da política. Neste campo, como escrevi na Encíclica Sollicitudo rei socialis, a solidariedade « não é um sentimento de vaga compaixão ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas, próximas ou distantes. Pelo contrário, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum; ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos ». (João Paulo II, Encicl. Sollicitudo rei socialis, 38: AAS 80 (1988), 565-566.)

A solidariedade política deve hoje actuar-se num horizonte que, superando uma simples nação ou um simples bloco de nações, assuma uma dimensão mais propriamente continental e mundial.

O fruto da actividade política solidária, a que todos tanto aspiram, e, todavia, sempre tão imperfeito, é a paz. Os fiéis leigos não podem ficar indiferentes, estranhos e indolentes diante de tudo o que negue ou comprometa a paz: violência e guerra, tortura e terrorismo, campos de concentração, militarização da política, corrida aos armamentos, ameaça nuclear. Antes, como discípulos de Cristo « Príncipe da paz » (Is 9, 5) e « Nossa Paz » (Ef 2, 14), os fiéis leigos devem assumir o dever de serem « construtores de paz » (Mt 5, 9), tanto com a conversão do « coração », como com a acção em favor da verdade, da liberdade, da justiça e da caridade que são os fundamentos irrenunciáveis da paz. (Cf. João XXIII, Encicl. Pacem in terris: AAS 55 (1963), 265-266.)

Colaborando com todos aqueles que procuram verdadeiramente a paz e servindo-se dos específicos organismos e instituições nacionais e internacionais, os fiéis leigos deverão promover uma capilar acção educativa destinada a neutralizar a dominante cultura do egoísmo, do ódio, da vingança e da inimizade e a desenvolver a cultura da solidariedade a todos os níveis. Tal solidariedade, com efeito, « é caminho para a paz e simultaneamente para o progresso ».(João Paulo II, Encicl. Sollicitudo rei socialis, 39: AAS 80 (1988), 568.) Nesta ordem de ideias, os Padres sinodais convidaram todos os cristãos a recusar formas inaceitáveis de violência, a promover comportamentos de diálogo e de paz e a empenhar-se na instauração de uma ordem social e internacional justa.(Cf. Propositio 26.) "

Este é só um trechinho. Recomendo a leitura de todo o livro. Está à venda nas livrarias e você encontra de graça no site do Vaticano no link no final desta postagem.

Está claríssimo nossa responsabilidade direta nos rumos da política e no bem de nossa sociedade. Ainda mais como cristãos, deveríamos nos comprometer, dar a vida pelo bem comum, pelo bem das famílias, pelo bem dos povos. Irmãos, é muito triste ver muitos cristãos verdadeiros analfabetos políticos e outros simplismente lavando as mãos como Pilatos diante de Jesus crucificado no pobre, no povo, no irmão que não tem uma segurança digna, uma saúde básica, um ensino justo, uma liberdade verdadeira.

É gravíssimo nossa situação e mais ainda nossa omissão. Paremos de reclamar e arregacemos as mangas!

O mundo está do jeito que está porque eu e você fazemos muito pouco!

Já dizia Santo Agostinho há muito tempo atrás: "Os maus não são bons porque os bons não são melhores".



Fonte:
http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_30121988_christifideles-laici.html#fn149


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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12