14 de set de 2015

Santa Helena a Santa Cruz!! E flagelo


SEMPRE GOSTEI DE RELÍQUIAS. SE ELAS SÃO VERDADEIRAS OU NÃO TALVEZ NUNCA SABEREMOS EM VIDA.

PREFIRO ACREDITAR NA TRADIÇÃO, NOS MILAGRES, NA LENDA, POIS NÃO HÁ COMO COMPROVAR SE AS RELÍQUIAS MOSTRADAS  FORAM DE CRISTO E SEUS SANTOS MESMO.

SÃO RELÍQUIAS DOS PRIMEIROS SÉCULOS. MAS ACREDITO QUE A PIEDADE DE SANTA HELENA E DOS PRIMEIROS CRISTÃOS NÃO OS FARIAM ACREDITAR NUMA MENTIRA.

DE QUQLQUER FORMA É UMA HISTÓRIA LINDA, A DA DESCOBERTA DA SANTA CRUZ, E UM ESTÍMULO PARA TAMBÉM BUSCARMOS O CRISTO NA TERRA, SEJA EM SUAS RELÍQUIAS, MAS MUITO MAIS EM NOSSO CORAÇÃO.

Dirigiu-se Santa Helena à Terra Santa com o piedoso intuito de encontrar a Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.  Foi informada de que provavelmente ela estaria no local do Santo Sepulcro, pois os romanos costumavam enterrar junto ao corpo do condenado os instrumentos utilizados no suplício. Para impedir a devoção dos primeiros cristãos, o Santo Sepulcro fora coberto de entulho, sendo construído ao lado um templo para Vênus, e uma estátua para Júpiter!
Por ordem de Santa Helena, esse templo foi destruído e a estátua feita em pedaços. Em seguida, iniciaram-se as escavações. No dia 3 de maio de 326, foram encontradas no local três cruzes.
Tudo indicava serem a de Nosso Redentor e as dos dois ladrões. Como, porém, saber qual a de Jesus?
Nessa perplexidade, ocorreu uma solução ao Bispo Macário: mandou tocar uma delas numa mulher muito doente, certo de que a Providência se manifestaria para revelar qual a verdadeira Santa Cruz.
Ao contato com a primeira e a segunda, nada ocorreu.
Quando, porém, lhe foi tocada a terceira, a mulher imediatamente recobrou por completo a saúde. Não havia mais dúvida.
Jubilosa, a Imperatriz fez erigir no local a grandiosa Basílica da Santa Cruz, também chamada Igreja do Santo Sepulcro ou da Ressurreição, onde ficou guardada a principal parte da Cruz.

Outra parte foi enviada para Constantinopla, onde Constantino a recebeu com grande devoção. Tomado de respeito por essa relíquia, o monarca proibiu desde então o suplício da crucifixão em todo o Império Romano.

A mãe do Imperador levou para Roma o restante. Um importante fragmento é venerado até hoje na mencionada "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém", outro na Basílica de São Pedro.

Já na Igreja Santa Cruz de Jerusalém. Nela, em valiosíssimo relicário conservam-se um fragmento da coluna da flagelação, um dos cravos, o dedo de S. Tomé, uma parte da Santa cruz, um espinho da Coroa e a tabuleta .

Um Cravo

Foram encontrados no mesmo local os cravos usados para pregar na Cruz o Divino Redentor. O Imperador Constantino incrustou um desses cravos em rico diadema de pérolas, usado por ele em ocasiões solenes. Em 550, os outros foram levados para Roma, pelo futuro Papa São Gregório Magno. Um deles é venerado no escrínio da "Igreja da Santa Cruz de Jerusalém".

A tabuleta INRJ

Nesse mesmo escrínio o peregrino poderá contemplar também a tabuleta com a inscrição "Jesus Nazareno Rei dos Judeus" - em hebraico, grego e latim - mandada fixar por Pilatos na Cruz do Salvador.

Um Espinho da Coroa

Ao contrário do que se julga, comumente, a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor não tinha a forma de um diadema, mas a de um barrete, com 21 cm de diâmetro, cobrindo-Lhe toda a cabeça. É feita de ramos de longos espinhos trançados. Depois de colocá-la na adorável fronte de Jesus, os algozes golpearam-na de modo a provocar grandes ferimentos, como pode ser atestado pelas manchas de sangue no Santo Sudário.
A Coroa permaneceu na Basílica do Monte Sião, em Jerusalém, até 1053, quando foi levada para Constantinopla. Em 1238, o Imperador Balduíno II entregou-a - juntamente com a ponta da lança de Longinus - como penhor de empréstimo contraído com bancos de Veneza. De comum acordo com esse Imperador, São Luís IX, Rei de França, resgatou a referida dívida e recebeu em seu país as duas preciosas relíquias, com todas as demonstrações de veneração. O próprio rei, a rainha-mãe, inúmeros prelados e príncipes foram encontrá-los perto da cidade de Sens. São Luís e seu irmão, Roberto d'Artois, descalços, as levaram até a Catedral de Santo Estevão, nessa cidade.
Desejoso de acolher em lugar digno tão inestimáveis relíquias, o Rei santo fez construir em Paris uma verdadeira jóia da arquitetura gótica: a Sainte Chapelle (Capela Santa), uma maravilhosa igreja de vitrais, que extasia todos quantos tem a ventura de conhecê-la.

Atualmente, a Coroa de Espinhos está nos Tesouros da Catedral de Notre Dame de Paris.

Em Roma encontra-se apenas um desses espinhos.




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