3 de nov de 2015

Reflita sobre a Glória de Deus, com este texto de Santa Catarina de Sena:

Santa Catarina de Sena

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Ó Deidade eterna, Tu és a vida, eu sou a morte; Tu és a Sabedoria, eu a tolice;

Tu és a luz, eu as trevas; Tu és o infinito, eu a finita; Tu és a retidão suprema, eu a mísera falsidade; Tu és o Médico, eu a enferma.

Ó Deidade eterna, Altura suprema, quem poderá chegar a ti para agradecer pelos infinitos favores que nos fizeste?

Tu mesmo o farás, mediante a iluminação que infunde naqueles que a aceitam e através dos laços com que envolves as almas que, sem resistência, se deixam prender à tua vontade.

Pai benigníssimo, não demores! Volve teu olhar misericordioso para o mundo.

Ao lhe concederes a luz, serás mais glorificado do que se os homens permanecessem na cegueira e nas trevas do pecado mortal, muito embora Tu retires o louvor e glória ao teu nome de todas as coisas.

Vemos, de fato, que a glória da tua misericórdia brilha até nos pecadores, porque não desembainhas a espada da justiça contra eles.

Pelo contrário, concede-lhes tempo de conversão. Mesmo no Inferno, fulge a tua glória, pela justiça que se realiza nos condenados.

E usas até de misericórdia com eles, não lhes dando o castigo que merecem. Por tal misericórdia e tal justiça, glória e louvores que Te sejam dados.

Mas eu quero a tua glória e o teu louvor em cumpridores da tua vontade, como é seu dever, que atinjam a meta para qual os criastes.

Quero que tornes o teu representante um outro Cristo.

Mais do que os outros, ele necessita de uma iluminação perfeita, pois tem o dever de iluminar os demais. Pai benigníssimo e cheio de compaixão, concede tua suave e terna bênção. Amém.

                                                   
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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12