21 de mai de 2016

A Nova Era


Shalom, irmãos!
Gostaria de comentar mais um livro que li e foi muito significativo para mim.

INTRODUÇÃO
Antes de tudo, gostaria de citar que esta temática tem tudo haver com minha vida. Desde 1995, quando tivemos acesso às conspirações do movimento Nova Era para destruir o cristianismo de forma planejada, cultural e politicamente, montamos um material para divulgação.
Íamos em Igrejas, grupos, escolas, aonde fôssemos chamados, para palestrar sobre o movimento Nova Era, sua história, objetivos e o contraste com a doutrina cristã.
Fomos não só bem recebidos, como fomos convidados para ir em muitos outros lugares, tal a importância do assunto e interesse das pessoas.
Alguns achavam que era teoria da conspiração e que tudo aquilo era um exagero. A maioria não. A grande questão é que não pregávamos teorias, mas fatos históricos comprovados.
E assim é este tema. Apesar de haver muita teoria, tudo é parte de um plano sim muito bem registrado e divulgado pelos que acreditam nisso.

ATUALIDADE
Mas, passados 10 anos, essas teorias malucas ficaram enterradas no passado?
Não.
Olhando agora, uns dez anos depois, tudo se confirmou: as teorias estão incrustadas em nossa sociedade atual: na cultura, na música, nas novelas, nos games, no entretenimento, nos brinquedos das crianças, nos filmes e muito mais. Todos aceitam sem muito esforço as teorias e há até cristãos que aceitam de bom grado a conciliação entre as teorias da Nova Era e seu "pseudo-cristianismo teórico".
Já não eram teorias nos círculos da Nova Era. Mas no nosso meio era...
Mas atualmente não são mais teorias dentro da nossa realidade social e em nossa igrejas, até, infelizmente...
São realidades...

A Nova Era evoluiu e se uniu ao movimento socialista internacional e patrocinadas pelas grandes famílias ricas e a mídia mundial se tornou um movimento de grande força e influência direta na cultura das nações e famílias em todo o mundo.

Hoje a imagem subliminar imposta a todos através da influência da mídia é que todos os adeptos da Nova Era são pessoas da paz e amor, inteligentes, adeptos da natureza, tolerantes da diversidade, da esquerda democrática, etc; enquanto todos os que são opositores são retrógrados, conservadores, burros, cristãos radicais, hipócritas, intolerantes, preconceituosos, de direita fascista e gananciosos.

E, segundo os "novaerinos" ou os de 'aquário', a única forma de conter o avanço de tais 'conservadores' da era de 'peixes' é desmantelar a instituição família que tem uma força invencível de perpetuar a crença/cultura "judaico-cristã opressora".

DOCUMENTO DA IGREJA
Finalmente a Igreja Católica se expressou a respeito através de um importantíssimo documento exclusivo onde se uniram 3 grandes organismos da Igreja no Vaticano denunciando os males da Nova Era.

O Documento foi escrito com grande autoridade e competência por estes três órgãos da Igreja:


APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTO
O Documento nos diz que a motivação pela busca das pessoas para a espiritualidade da Nova Era é a falta de cultivo da espiritualidade e mística cristã. Que muitas vezes nossas igrejas não focam no quesito místico e aprofundamento da vida de oração. O que leva as pessoas procurarem sanar esta sede intrínseca, colocada por Deus no coração humano, em outras religiões.

A Nova Era não tem nada de novo. Se trata de uma reforma moderna da antiga heresia gnóstica. O novo é a apresentação e implantação de forma estratégica bem planejada e subliminar, infiltrando-se em vários meios em todo o mundo, na política, na cultura, inclusive na religião.

O Cardeal Paul Poupard, na apresentação deste documento sobre a Nova Era disse claramente:  "O fenómeno da New Age, juntamente com muitos outros Movimentos religiosos, constitui um dos desafios mais urgentes para a fé cristã. Trata-se de um desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural:  a New Age propõe teorias e doutrinas sobre Deus, o homem e o mundo, que são incompatíveis com a fé cristã. Além disso, a New Age é o sintoma de uma cultura em profunda crise e, ao mesmo tempo, uma resposta errónea a esta situação de crise cultural:  às suas inquietações e interrogações, às suas aspirações e esperanças".

Ele ainda diz que este documento "trata-se do fruto de uma autêntica e longa colaboração interdicasterial, precisamente com vista a ajudar a responder "com docilidade e respeito", como já recomendava o Apóstolo Pedro (1 Pd 3, 15), a este desafio religioso e, ao mesmo tempo, cultural."

O Cardeal entre outras coisas denuncia: "...é digno de nota o facto de que, desde há muito tempo, existe muito interesse pelas religiões esotéricas nalguns círculos maçónicos que visam uma religião universal."

E continua: "O espírito desta nova religião universal é explicado mais claramente, de maneira muito popular, no "musical" Hair (1960) quando, ao público do mundo inteiro, se disse que "esta é a aurora da Era do Aquário", uma Era fundamentada sobre a harmonia, a compreensão e o amor. Em termos astrológicos, a Era dos Peixes foi identificada com o período em que o cristianismo teria predominado, mas esta Era, ao que parece, deveria terminar depressa, para dar lugar à Era do Aquário, quando o cristianismo perderia a sua influência, abrindo caminho para uma religião universal mais humana. Uma boa parte da moral tradicional deixaria de ter lugar na nova Era do Aquário. O modo de pensar das pessoas seria transformado completamente e já não existiriam as antigas divisões entre homens e mulheres." 

Nesta declaração de 3 de fevereiro de 2003 o Cardeal diz mais sobre o Documento: "O Documento que hoje vos é apresentado constitui uma resposta à necessidade sentida pelos Bispos e pelos fiéis em diversas regiões do mundo. Foram eles que pediram muitas vezes ajuda para responder melhor a este fenômeno, hoje omnipresente. O próprio título deste Documento esclarece, desde o começo, que o Aquário nunca poderá dar aquilo que Jesus Cristo pode oferecer." (...)
"Em última análise, este Documento é um ulterior fruto da atenção da Igreja pelo mundo. Ele nasce do dever que a Igreja tem de permanecer fiel à Boa Nova da vida, da morte e da ressurreição de Jesus Cristo, que oferece verdadeiramente a água da vida a todos aqueles que se aproximam dele com a mente e o coração abertos."

Aí entra a necessidade de conhecermos tal conteúdo e o divulgarmos de todas as formas criativas possíveis. O Cardeal conclui: "Foi necessário um longo período de tempo, antes que o Documento fosse divulgado. Todavia, faço votos a fim de que ele suscite reflexões entre os Bispos e nas comunidades católicas e cristãs de todos  os  tipos.  Se  ele  for  substituído por um texto melhor e de índole mais definitiva, significará que alcançou a sua  finalidade,  estimulando  quantos estão comprometidos na pastoral e as pessoas que trabalham com eles, a reflectir sobre este tema de maneira teológica. O Documento quer encorajar os seus leitores a fazerem o melhor que puderem para entender correctamente o fenómeno da New Age. E isto exige uma atitude aberta..."


SOBRE O DOCUMENTO

Gostaria de trazer aqui alguns pequenos trechos que para mim foram os mais marcantes. Uma seleção especial de tudo que selecionei do documento.

O Documento abre dizendo da importância do mesmo: "As reflexões seguintes pretendem ser um guia para os católicos emprenhados na pregação do Evangelho e do ensinamento da fé, em todos os níveis, no seio da Igreja. (...) É um convite à compreensão desta corrente cultural e ao empenhamento de um diálogo autêntico com todos os que são influenciados pelo seu pensamento. (...) pretende ser um convite a todos os cristãos para levarem à sério a Nova Era e, como tal, exige dos seus leitores que entrem num diálogo crítico com pessoas que seguem perspectivas muito diferentes para enfrentar a mesma realidade. (...) As pessoas precisam de informações confiáveis sobre as diferenças entre Cristianismo e Nova Era".

Sobre se é possível acreditar tanto em Jesus Cristo quanto na Nova Era o Documento diz: "... se trata numa situação na qual, ou se está de um lado, ou do outro. 'Nenhum servo pode servir a dois senhores; ou há de aborrecer um e amar o outro ou dedicar-se a um e desprezar o outro' (Lc 16,13). (...) Nunca se deve esquecer que muitos dos movimentos que alimentaram a Nova Era são explicitamente anticristãos."

Acho que tudo dito até aqui já é o suficiente para despertar o interesse e a importância do estudo de tal problemática na nossa atual cultura. Lembro que a Nova Era é só um dos ramos principais de um grande plano arquitetado para a destruição do Cristianismo e implantação de um tempo anticristão.

Que Deus nos dê inteligência, sabedoria e parresia para conhecer, denunciar e lutar contra os males que o inimigo de Deus tem disseminado em nossa sociedade.

E agora? Não dá mais para os 'cristãozinhos light' continuar sustentando que tudo não passa de uma teoria de conspiração... para justificar uma vida vazia dos fundamentos evangélicos...

Como diz o teólogo Karl Rahner "O cristão de amanhã será um místico, alguém que experimentou alguma coisa, ou não será nada"; ou o Monsenhor Padre Jonas Abib: "Ou santos ou nada!".

É irmão! Acho que o Apocalipse estava certo: 'ou quente ou frio, porque o morno...' (Ver Ap 3,15-16)

Infelizmente este documento não se encontra em português no site do Vaticano. Temos somente em Inglês e Espanhol.

Para quem quiser ler em português terá que adquirir o livro. Recomendo o livro publicado pela Editora Cléofas do Professor Felipe Aquino. Segue o link:

http://loja.cleofas.com.br/a-nova-era-jesus-cristo-portador-da-agua-viva.html


Recomendo também a leitura do discurso do Papa João Paulo II sobre a Nova Era para os bispos americanos em 1993 neste link:

http://www.universocatolico.com.br/index.php?/nova-era-o-papa-fala-sobre-a-nova-era.html

Deus nos abençoe! Shalom!



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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12