14 de jul de 2016

1º dia da NOVENA MEDITATIVA À SANTA BRÍGIDA



Santo Papa João Paulo II proclama Santa Brígida uma das padroeiras da Europa

TRECHO DA CARTA APOSTÓLICA
EM FORMA DE "MOTU PROPRIO"
PARA A PROCLAMAÇÃO 
DE SANTA BRÍGIDA DA SUÉCIA, 
SANTA CATARINA DE SENA
E SANTA BENEDITA DA CRUZ 
CO-PADROEIRAS DA EUROPA
JOÃO PAULO PP. II
PARA PERPÉTUA MEMÓRIA

(...)
4. Brígida, a primeira destas três grandes figuras, nasceu de uma família aristocrática em 1303 em Finsta, na região sueca de Uppland. Ela é conhecida sobretudo como mística e fundadora da Ordem do Santíssimo Salvador. Porém, não devemos esquecer que transcorreu a primeira parte da sua vida como leiga felizmente casada, e teve oito filhos. Indicando-a como co-Padroeira da Europa, desejo torná-la familiar não só aos que receberam a vocação de uma vida de especial consagração, mas também aos que são chamados às ordinárias ocupações da vida laical no mundo e, sobretudo, à exímia e exigente vocação de formar uma família cristã. Sem se deixar influir pelas condições de bem-estar da sua classe social, ela viveu com o marido Ulf uma experiência conjugal, onde o amor esponsal se uniu à oração intensa, ao estudo da Sagrada Escritura, à mortificação e à caridade. Juntos fundaram um pequeno hospital, onde com frequência assistiam os enfermos. Brígida tinha também o hábito de servir pessoalmente os pobres. Ao mesmo tempo, foi elogiada pelos seus dotes pedagógicos, que teve ocasião de pôr em prática no período em que se lhe pediu que servisse na Corte de Estocolmo. Desta experiência amadurecerão os conselhos que, em diversas ocasiões, dará aos príncipes e soberanos para desempenharem corretamente as suas funções. É evidente, porém, que os primeiros a lucrar com isto foram os seus filhos, não constituindo um puro caso o facto de uma das suas filhas, Catarina, ser venerada como santa.
Porém, este período da sua vida familiar foi só a primeira etapa. A peregrinação que realizou com o marido Ulf a Santiago de Compostela em 1341 concluiu simbolicamente esta fase, preparando Brígida para a nova vida que iniciou alguns anos depois quando, com a morte do esposo, pressentiu a voz de Cristo que lhe confiava uma nova missão, guiando-a passo a passo com uma série de extraordinárias graças místicas.
5. Tendo deixado a Suécia em 1349, Brígida estabeleceu-se em Roma, Sede do Sucessor de Pedro. A transferência para a Itália constituiu uma etapa decisiva para a dilatação do seu coração e da sua mente, não só do ponto de vista geográfico e cultural, mas sobretudo espiritual. Foram muitos os lugares que a viram ainda peregrina, desejosa de venerar as relíquias dos santos. Nestas vestes ela esteve em Milão, Pavia, Assis, Ortona, Bari, Benevento, Pozzuoli, Nápoles, Salerno, Amalfi e no Santuário do Arcanjo São Miguel no Monte Gargano. A última peregrinação, realizada entre 1371 e 1372, levou-a a atravessar o Mediterrâneo em direcção à Terra Santa, permitindo-lhe abraçar espiritualmente, além de tantos lugares sagrados da Europa católica, as mesmas nascentes do cristianismo, nos lugares santificados pela vida e morte do Redentor.
Na verdade, mais que por estas devotas peregrinações, foi com o profundo sentido do mistério de Cristo e da Igreja que Brígida participou na construção da comunidade eclesial, num momento extremamente crítico da sua história. A união íntima com Cristo foi, com efeito, acompanhada per especiais carismas de revelação, que a tornaram um ponto de referência para muitas pessoas da Igreja do seu tempo. Em Brígida sente-se a força da profecia. Por vezes, esta parecia ser um eco dos grandes profetas antigos. Ela falava com segurança a príncipes e pontífices, revelando os desígnos de Deus acerca dos acontecimentos históricos. Não poupou advertências severas, inclusive no tema da reforma moral do povo cristão e do mesmo clero (cf. Revelationes, IV, 49; cf. também IV, 5). Alguns aspectos da extraordinária produção mística suscitaram, com o passar do tempo, compreensíveis interrogações, a propósito das quais a prudência eclesial realizou um discernimento eclesial, remetendo-se à única revelação pública, que tem em Cristo a sua plenitude e na Sagrada Escritura a sua expressão normativa. De facto, também as importantes experiências dos grandes santos não estão isentas dos limites que sempre acompanham a recepção humana da voz de Deus.
No entanto, não há dúvida que a Igreja, ao reconhecer a santidade de Brígida, mesmo sem se pronunciar sobre cada uma das revelações, acolheu a autenticidade do conjunto da sua experiência interior. Ela vem a ser uma testemunha significativa do espaço que pode ter na Igreja o carisma vivido com total docilidade ao Espírito Santo, e na completa conformidade às exigências da comunhão eclesial. Além disso nas terras da Escandinávia, pátria de Brígida, tendo-se separado da plena comunhão com a Sé de Roma após os tristes acontecimentos do século XVI, a figura da Santa sueca permanece concretamente como uma preciosa ligação ecuménica, também reforçada pelo esforço realizado neste sentido pela sua Ordem.
(...)

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