11 de jul de 2016

Sobrevivi para contar



Irmãos, acho que este é um dos melhores livros que já li este ano e recomendo a todos a leitura dele. Por ser uma história real, por sinal muito bem escrita, o livro já vale à pena. Mas não para por aí. A autora, Immaculée Ilibagiza, conta a história da sua vida e de sua família diante do genocídio ocorrido em Ruanda, África, em 1994. Uma história maravilhosa, que no meio de tanto sofrimento, ensina-nos o poder da fé, da oração e do perdão em meio a tanto sofrimento, ódio e violência.

Trago abaixo a sinopse do livro no site da Editora Fontanar:

Três meses confinada num banheiro minúsculo com mais sete mulheres famintas e aterrorizadas, sem condições mínimas de higiene, saúde e alimentação, lutando contra o desespero e ouvindo as vozes dos assassinos que queriam matá-la cruelmente. O período de tortura física e psicológica é só uma parte do que a jovem Immaculée Ilibagiza teve que suportar, aos 22 anos, para escapar dos soldados que exterminaram sua família e seu povo durante o genocídio que destruiu Ruanda em 1994. Naquele ano, em apenas cem dias, mais de um milhão de ruandeses foram barbaramente assassinados num holocausto provocado por conflitos étnicos ancestrais entre tútsis e hútus, principais etnias do país africano.
Da noite para o dia, a vida da tútsi Immaculée, filha de um respeitado casal de professores líderes de sua aldeia, mudou de forma radical. Os jovens hútus, que antes eram seus vizinhos, colegas de turma e até amigos, tomaram o poder e se transformaram em caçadores, treinados para matar os inimigos "como baratas", violar mulheres, esquartejar crianças e torturar todos os rivais que encontrassem pela frente. Única mulher de quatro irmãos, Immaculée conseguiu asilo na casa de um pastor hútu. Armados com facões, os extremistas hútus do movimento juvenil Interahamwe (aqueles que atacam em conjunto) revistaram a casa do religioso várias vezes, mas nada descobriram, segundo conta a autora, por puro milagre.
Antes de 1994, Immaculée era uma jovem feliz e esperançosa. Adorava seu país, tinha uma família unida e respeitada e gostava de estudar. Não conhecia a diferença que segregava os tútsis e os hútus quando a morte do presidente hútu de Ruanda, Juvenal Habyarimana, desencadeou o massacre frenético que destruiu sua vida idílica e obrigou sua família a se separar para sempre em plena comemoração de Páscoa.
Em Sobrevivi para Contar, escrito em forma de depoimento ao jornalista Steve Erwin, Immaculée conta, sobretudo, como conseguiu sobreviver emocionalmente ao massacre de sua família, cujos detalhes inacreditáveis ela também revela em sua narrativa de surpreendente final feliz.
Salva pelas forças da ONU com a ajuda de soldados tútsi da FPR (Força Patriótica de Ruanda), Immaculée emigrou para os Estados Unidos, onde passou a trabalhar para as Nações Unidas, em Nova York, casou-se e reconstruiu a vida. Atualmente, direciona seus esforços à organização que criou para amparar sobreviventes de guerras e genocídios.

O que gostaria de destacar é que a história é contata por essa mulher, que ouso chamar de uma mulher de aço. Uma incrível lição de perdão, de amor, em meio a tanto ódio. A nação sofreu uma revolução cheia de manipulações político-ideológicas que desembocou numa onda demoníaca de mortes, assassinatos e ódio irracional entre membros de família, vizinhos e amigos.

Nossa sociedade atual tem alguns sintomas dos sinais que precederam o genocídio em Ruanda. Acredito que tal livro é atualíssimo para refletirmos sobre os problemas de convivência humana que temos presenciado. Sinais nas redes sociais e em conversas informais de um ódio que tem crescido a cada dia amparado por idéias absurdas e irracionais, mas com grande carga ideológica. Uma verdadeira neurose psicopática que vemos nascer em alguns pensamentos e tem influenciado o pano de fundo da construção de conhecimento e julgamento de muitos jovens atuais, devido a uma educação torta, mentirosa e manipuladora.

Uma alienação da verdade concreta que tem distorcido a vida e o julgamento de cada um no seu posicionamento político, nos seus estudos, na sua convivência com familiares e amigos, nos seus julgamentos profissionais e, pior, no jeito de crer e viver a sua fé entre irmãos dentro da Igreja.

O politicamente correto, entre outras coisas, tem influenciado a todos, quer queiramos ou não, e produzido um pensamento coletivo de cerceamento da liberdade e do verdadeiro amor, trazendo uma falsa caricatura de igualdade e caridade.

O mais incrível é ver o poder da oração e da fé. Como que Immaculée vive Deus em cada momento e no meio do "inferno" em que passa, ela tem profundas experiências místicas com Deus de forma simples. Um grande exemplo do poder da oração, especialmente do Santo Rosário.

Recomendo especialmente a todas as mulheres a leitura deste livro. É um tesouro de exemplo concreto, um testemunho, de alguém que, como nós, venceu as forças do inferno pelo poder da Graça de Deus.

Ela possui mais três livros publicados no Brasil pela Vide Editorial que estão na minha lista de leitura futura e que, sem dúvida, também recomendo:



Immaculée escreve de modo magnífico, com verdade e amor, sobre as aparições da Virgem Maria na cidade de Kibeho, que começaram em 1981, onde Maria alerta sobre o perigo do genocídio a acontecer no futuro próximo... e aconteceu...



Esta é a mais surpreendente história jamais contada: a de um menino que conheceu Jesus e ousou fazer-lhe perguntas que têm consumido a humanidade por mais de 2 mil anos. 



"O poder do rosário trará às nossas vidas um número incontável de bênçãos. Ele é capaz de desfazer as nossas confusões mentais, pôr fim às tormentas do nosso coração, resolver os problemas que nos afligem, restaurar-nos a saúde e encher-nos de alegria e esperança..."


Um comentário:

  1. Fico encantado com este modelo de evangelização do Missão Cefas.

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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12