24 de jun de 2017

Como surgiu o Credo


Irmãos, trago aqui este texto sobre o Credo na História da Igreja pelo Prof. Felipe Aquino.


O Credo católico foi sendo elaborado a partir do ensinamento dos Apóstolos, daquilo que aprenderam com Jesus; por isso se chamou Símbolo dos Apóstolos, que acabou se transformando na Oração, expressão da fé católica. Surgiram os Credos batismais, e outros mais elaborados. O Credo é o Símbolo da fé, a coletânea das principais verdades sobre a fé. Daí o fato dele servir primeiramente como ponto de referência fundamental da catequese.

O Símbolo dos Apóstolos é o resumo fiel da fé cristã. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. Segundo Santo Ambrósio: “Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro Apóstolo, teve sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé” [sententia communis= opinião comum] (CIC §194). Desde a origem da Igreja os Apóstolos exprimiram e transmitiram a fé em fórmulas breves e normativas para todos, em resumos orgânicos e articulados, destinados, sobretudo, aos candidatos ao Batismo. São Cirilo de Jerusalém (†386) disse em suas Catequeses:

“Esta síntese da fé não foi elaborada segundo as opiniões humanas, mas da Escritura inteira recolheu-se o que existe de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém em um pequeníssimo grão um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento” (CIC §186).

Foram várias as formas de profissões ou Símbolos da fé na História da Igreja em resposta às necessidades das diversas épocas; temos o Credo Niceno-constantinopolitano (325); o Símbolo Quicumque, de Santo Atanásio (†373), as profissões de fé de certos Concílios (Toledo; Latrão; Lião; Trento) e de alguns Papas, como a Fides Damasi – Profissão de Fé de São Dâmaso (366-384) – ou o Credo do Povo de Deus de Paulo VI (1968). Nenhum dos Símbolos da fé das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado ultrapassado e inútil (cf. CIC §193).

Clique aqui para ler o que o Catecismo diz sobre o Credo e as duas versões, a apostólica e a Niceno-Constantinopolitano.

Mais sobre o Credo

23 de jun de 2017

O Apostolado de São Paulo

Irmãos, continuando a reflexão sobre história da Igreja, repasso aqui este excelente texto do Prof. Felipe Aquino sobre a vida do Apóstolo São Paulo.



São Paulo (5-67) teve um papel ímpar na história do Cristianismo nascente. Os Atos dos Apóstolos, narrado por São Lucas, companheiro de São Paulo, conta com detalhes a vida e a missão do Apóstolo dos gentios. Sugiro a leitura do excelente livro: Paulo de Tarso (Holfner, 1994), para quem desejar se aprofundar em sua vida e obra.

Paulo era judeu da Diáspora, nascido em Tarso (Cilícia), Turquia de hoje; recebeu a cultura grega que dominava a região. Seu pai comprou a cidadania romana, o que dava a ele a possibilidade de viajar por todo o Império Romano livremente. Sabia o grego, hebraico e latim. Aos 15 anos de idade foi para Jerusalém; estudou a Bíblia e as tradições judaicas na escola de Gamaliel (At 5,34; 22,3; 26,4) e tornou-se rabino. Deve ter aprendido a profissão de curtidor de couro, seleiro e fabricante de tendas. Era fariseu radical. Por volta do ano 33-34, aos 28 anos, era severo perseguidor dos cristãos, tendo aprovado o martírio de Santo Estêvão; se converteu quando o próprio Senhor lhe apareceu na estrada de Jerusalém para Damasco, onde foi batizado por Ananias (cf. At 9,19s). Cristo o escolheu para levar a Boa-nova aos gentios, os gregos pagãos. “Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome” (At 9,16). São Lucas relata três vezes o acontecimento fundamental para a vida da Igreja que foi a conversão de São Paulo (At 9,1s; 22,5-16; 26,9-18); e também aparece em Gálatas (cf. 1,12-17). Josef Holzner, citando Feine, um dos melhores conhecedores do Apóstolo, supõe que São Paulo pudesse estar aos pés da Cruz de Jesus com outros sacerdotes judeus, e imagina que a futura conversão de Paulo possa ser uma graça obtida aí no Calvário, como a do centurião romano que exclamou: “Verdadeiramente esse homem era filho de Deus” (Mc 15,39) (Holzner, 1994, p. 63).

Em seguida à sua conversão, Paulo permaneceu num lugar perto de Damasco chamado Arábia (33-36), por três anos. Certamente neste retiro Paulo compreendeu o que era ser verdadeiramente um crente e orar de verdade. Entendeu o que ele chamava de zelo pelas tradições paternas (Gl 1,14). Então, experimenta a verdadeira fé, [pistis] que lhe dá sentido a todas as coisas e acalma seu coração inquieto. Ele então experimenta que aquele que está em Cristo é uma nova criatura (2Cor 5,17).

Toda a teologia de Paulo está baseada na união com Cristo, que é o princípio, o meio e fim de toda a doutrina cristã. Para ele não houve a ‘crise’ da teologia moderna que contrapõe um Cristo da fé com o da História. “Estou crucificado com Cristo. Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

A teologia de Paulo foi tão eloquente que alguns que a compreenderam mal, tentaram jogá-la contra os Evangelhos, como se fossem incompatíveis; porém, a Igreja, assistida e guiada pelo Espírito Santo soube ver aí o ensinamento inspirado por Deus. Paulo de certa forma trazia do judaísmo a semente de toda a fé católica que iria então desabrochar nele com a graça de Cristo.

Assim Jesus preparou esse homem de fogo para ser aquele que levaria o Seu nome aos pagãos, aos reis e aos filhos de Israel tendo sido apreendido por Cristo (Fl 3,12). Ele sentiu a mão do Senhor pesar sobre ele e sentiu sua vocação definida: Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho! (1Cor 9,16).

Toda a bagagem bíblica que Paulo adquiriu como rabino, discípulo de Gamaliel, foi muito importante para que a luz de Cristo jorrasse em sua mente e fizesse dele o maior teólogo cristão de todos os tempos, em cujos escritos todos os demais teólogos se debruçaram.

Nos anos 36-37 aproximadamente, Paulo se encontrou com Pedro e Tiago em Jerusalém (Gl 1,18) e depois voltou para Tarso (At 9,26-30), expulso de Jerusalém. Ali ficou por cerca de 5 anos, até o ano 42. Parece-nos que Paulo passou alguns anos ainda em silêncio, aguardando um sinal e um chamado de Deus. As palavras do Profeta: Esperar em silêncio (Lm 3,26), podem ter sido para ele um programa de vida neste período. Certamente Paulo, afoito, teve de aprender uma frase que a Bíblia repete em vários lugares: Espera no Senhor (Sl 26), Sofre as demoras de Deus (Eclo 2,3).

Só os grandes homens são capazes de colocar a vontade de Deus acima de suas vontades.

Paulo era um erudito, diferente de Pedro e dos demais Apóstolos. É importante notar que Deus usou todos os talentos humanos desse homem para sua enorme missão apostólica. Ele aprendeu a eloquência de discutir e dominar a língua grega. Ao falar no Areópago de Atenas, aos pés do Partenon (At 17,28), ele cita uma passagem do seu compatriota Arato, que também consta na oração do poeta Cleanto a Júpiter: “Somos da sua raça”, e outra de Epimênedes: “Pois nele vivemos, nos movemos e somos”.

Na primeira Carta aos coríntios (15,32) ele cita duas frases tiradas de Menandro: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”, e também o provérbio: “As más companhias corrompem os costumes”. Na Epístola a Tito, seu fiel bispo de Creta, ele cita Epimênedes: “Os cretenses são sempre mentirosos, más bestas, ventres preguiçosos” (1,12). Paulo usou toda essa cultura grega do seu tempo a serviço da fé. Foi grande o trabalho intelectual do Apóstolo dos gentios; suas treze Cartas mostram isso. Certamente tudo isso foi fruto desses longos anos de meditação, estudo e oração.

Aí nasceu a teologia paulina que hoje bebemos. Thomas Edson disse que em todo gênio há 95% de transpiração e 5% de inspiração. Paulo conheceu a Cristo e o seu Evangelho na ‘contemplação do mistério de Cristo’, mas isso não dispensou a sua base cultural e religiosa anterior. Ele diz aos gálatas e coríntios sobre isso: “Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano. Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo” (Gl 1,11-12). Nesta época, Barnabé, talvez seu primo, que era discípulo em Antioquia, a importante comunidade cristã fundada por São Pedro, o levou para lá. No ano 44, Paulo e Barnabé foram encarregados pela comunidade de Antioquia para levar auxílio financeiro aos irmãos pobres de Jerusalém. Antioquia era a terceira maior cidade do Império Romano, após Roma e Alexandria, tinha mais de quinhentos mil habitantes na época; era a residência do legado imperial da Síria. Estava destinada a ser depois de Jerusalém, a segunda mãe da Igreja nascente. Paulo aí permaneceu vinte anos e partiu para evangelizar o mundo pagão. Era o lugar ideal para a expansão da fé cristã; seria a “Paris” do Oriente. Renan retratou Antioquia nos seguintes termos:

“Era uma mistura jamais vista de charlatães, comediantes, bufões, feiticeiros, sacerdotes impostores, bailarinas, heróis de circo e de teatro; uma cidade de corridas, jogos de gladiadores, bailes, cortejos e bacanais; um luxo desenfreado, toda a loucura do Oriente, as superstições mais doentias e as orgias mais fantásticas. Era o sonho de um fumante de ópio [...]” (Holzner, p. 91).

É nessa cidade, que tanto precisava de Jesus Cristo, que o Cristianismo cresceu. Nela as divindades sírias e os seus cultos faziam do assassinato e da impureza um serviço divino. O culto de Adônis e Astarte era a divinização do vício, e crianças e adultos lhe eram sacrificados e seus templos eram locais de prostituição. Antioquia era a capital internacional do vício. São Paulo logo começou a pregar; foi à Jerusalém e foi recebido pela comunidade cristã: “permaneceu com eles, saindo e entrando em Jerusalém, e pregando destemidamente o nome do Senhor” (At 9,28). E ali foi logo perseguido, e Jesus lhe diz: “Apressa-te e sai logo de Jerusalém, porque as gentes daqui não receberão o seu testemunho a meu respeito [...] vai porque eu te enviarei para longe aos gentios” (At 22,17s). Cristo guiava Paulo pelas mãos. Em Antioquia ele teve um êxtase marcante que narra na Segunda Carta aos coríntios; e que foi uma das maiores lições que recebeu. Paulo esteve com Pedro, como conta aos gálatas, depois de seu retiro nas Arábias: “Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. Dos outros Apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor” (cf. Gl 1,18-19). Segundo os Atos dos Apóstolos (9,26; 11,29s; 15,2) São Paulo fez três viagens a Jerusalém antes de visitar por duas vezes a Galícia (Gl 1,19; At 11,29; 16,6; 18,23). O grande Apóstolo realizou três grandes viagens missionárias em terras pagãs, fundando comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia. Ele não impunha aos pagãos a circuncisão nem as obrigações da Lei de Moisés, mas concedia-lhes logo o Batismo depois de evangelizados. Por isso foi fortemente perseguido pelos judeus e também sofreu forte oposição dos cristãos vindos do judaísmo; os chamados “judaizantes”, que queriam que os pagãos fossem circuncidados antes do Batismo e abraçassem a Lei de Moisés.

A Primeira Viagem Missionária de São Paulo (At 13,1-15-35) foi nos anos 45 a 48, por inspiração do Espírito Santo. São Paulo, São Barnabé e São Marcos (o evangelista) foram enviados a pregar aos gentios (At 13,1-3). Partiram para a ilha de Chipre, estiveram nas cidades de Salamina e Pafos, depois Perge da Panfília [onde Marcos os deixou], Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe [atual Turquia]. Voltaram a Antioquia e depois foram para Jerusalém.

É indispensável que o leitor releia atentamente os Atos dos Apóstolos e as Cartas de São Paulo para se inteirar detalhadamente da vida e de toda a fabulosa ação apostólica do grande Apóstolo dos gentios. Nesses escritos São Paulo traçou as bases de toda a teologia católica. Lendo-as compreendemos aquilo que Jesus disse aos Apóstolos na Última Ceia: “Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (Jo 16,12-13). Por meio de São Paulo, doutor em Sagrada Escritura, o Espírito Santo nos ensinou esta doutrina que Jesus não pôde ensinar aos Apóstolos.

Em 49 houve o importante Concílio de Jerusalém (At 15), quando Paulo e Barnabé foram defender junto aos Apóstolos a não necessidade da circuncisão para os gentios convertidos. Esta foi uma decisão fundamental para que o Cristianismo se desvinculasse do Judaísmo e não corresse o risco de se transformar apenas em mais uma facção judaica.

Depois disso, Paulo voltou para Antioquia e partiu para a segunda viagem apostólica de 49 a 52 (At 15,36; 18,22), onde pregou alegremente que os gentios não precisavam mais da circuncisão. Paulo acompanhado por Silvano passou por Derbe, Listra [onde se lhes juntou o jovem Timóteo], Icônio e Antioquia. Chegaram à Galácia, Trôade [onde se lhes juntou a Lucas], Neápolis, Filipos, Tessalônica, Bereia, Atenas e Corinto, onde permaneceram dois anos e conheceram o procônsul Galião no ano 52, tendo depois voltado a Antioquia. De 49 a 50 ficaram em Filipos, de 50 a 51 em Tessalônica e Bereia; de 51 a 52 em Atenas e Corinto, onde escreveu as duas cartas aos tessalonicenses.

A terceira viagem missionária de São Paulo foi de 53 a 58. Paulo partiu de Antioquia com Tito, Timóteo, Gaio e Aristarco (At19,29). Seguiram para Éfeso onde Paulo permaneceu durante três anos (At 18,18-19), pregando na escola do reitor Tirano em Éfeso. Em Éfeso, enorme cidade com trezentos mil habitantes, capital da província romana da Ásia Menor, foram perseguidos pelos pagãos e seguiram para Laodiceia, Colossos, Hierápolis, Trôade, Macedônia, Antioquia e depois para Jerusalém (At 20,3; 21,16).

Paulo ficou em Éfeso de 54 a 57, onde escreveu a Carta aos Gálatas por volta de 54-55; a primeira Carta aos coríntios, em 56; em 57 escreveu a Segunda Carta aos coríntios e fugiu de Éfeso; entre 57-58 escreveu a Carta aos romanos e em 58 fez a última viagem a Jerusalém.

No fim desta terceira viagem, logo que Paulo entrou em Jerusalém, os judeus voltaram ao ataque: foi preso (At 21,27s), compareceu diante do Sinédrio e para escapar da morte foi transferido para Cesareia pelas autoridades romanas. Aí compareceu diante do procurador Félix e o rei Herodes Agripa. Depois de dois anos (58- 60), Paulo apelou para ser julgado pelo imperador (At 25,11) em Roma. No ano 60, acompanhado por São Lucas, partiu para Roma, preso e guardado por um centurião. Depois de terem naufragado na ilha de Malta, onde passaram o inverno, chegaram a Roma em 61. De 61 a 63 teve o seu primeiro cativeiro em Roma; aí escreveu as Cartas do cativeiro: Filêmon, Efésios, Colossenses e Filipenses.

Em Roma Paulo foi inocentado e solto. De 63 a 66 deve ter feito viagens pelo Oriente e Espanha como era seu desejo (Rm 15). Em 66 a 67 escreveu as epístolas pastorais: a primeira Carta a Timóteo e Tito. Em 67 teve o seu segundo cativeiro em Roma onde escreveu a segunda Carta a Timóteo e sofreu o martírio com São Pedro sob o imperador Nero (54-68).



15 de jun de 2017

Resumo do Século I



Trago agora uma organização simples dos acontecimentos do Século I, conforme estamos estudando no curso do Professor Felipe Aquino sobre a História da Igreja. Um século de consolidação das raízes do cristianismo, do rompimento com o judaísmo, de muitos martírios e perseguições e o início de algumas heresias.

Segue abaixo uma linha do tempo, ano a ano de alguns dos acontecimentos principais neste século inicial:

SÉCULO I

Ano 7 ou 6 antes da nossa era  - (isto para a maioria dos historiadores; mas há outras tentativas de datação, que variam entre 7 a.c. e 7 d.C.): aconteceu o nascimento de jesus em Belém.
(Em 525, Dionísio, o Pequeno, monge em Roma, é o primeiro a fazer começar a nossa história pelo nascimento de Jesus; mas, na fixação do ano do nascimento, cometeu um engano).

Ano 26 a 36 – Pôncio Pilatos é procurador da Judéia.

Cerca de 29 - Aparição de João Batista (= o Batizador).

Cerca de 30 - Crucificação de Jesus.

Cerca de 40 - Morte de Fílon de Alexandria, judeu helenista, filósofo da religião. Suas numerosas obras (conservadas quase integralmente) consistem, em grande parte, de comentários do Pentateuco; as narrativas bíblicas são interpretadas de maneira alegórica (por exemplo: Adão é o símbolo da razão; Eva, o da sensibilidade). Em 39, Fílon foi a Roma, para conseguir a cidadania romana para os judeus de Alexandria.

Cerca de 42 - Morte de Tiago, o Maior, executado por Heródes Agripa.

Cerca de 50 - Segundo Suetônio (morto ao redor de 150), o imperador Cláudio expulsou "os judeus de Roma porque, por instigação de Chrestos, provocavam constantemente distúrbios" (Vita Claudii 15,4).

Ano 64 - Incêndio de Roma. Quando se suspeitou que o imperador Nero tivesse sido o instigador com vista à realização de seus projetos de novas construções, o imperador acusou os cristãos de serem os incendiários. Muitos deles morreram, para diversão do povo, na arena ou nos jardins de Nero, queimados como tochas vivas para iluminar as noites de festa, e sem que nenhuma prova tivesse sido fornecida da culpa deles. Pedro é martirizado e Lino o sucede na direção da Igreja (Papado).

Ano 66 a 70 - Revolta judaica contra a dominação romana. A insurreição termina com a conquista de Jerusalém por parte de Tito (70) e a destruição do Templo.

Ano 68 - Durante a guerra judaico-romana, Qumrã, centro de essênios, também foi destruído. A seita, cujo apogeu se situa entre o século II e I antes de Cristo, tinha-se separado com vista a uma observância mais estrita da Lei e se tinha instalado perto do mar Morto.

Ano 79 - Lino é martirizado e o sucede no papado Cleto ou Anacleto.

Ano 90 ou 92 - Cleto (ou Anacleto) é martirizado e o sucede Clemente I.


LISTA DE PAPAS

Pedro - até o ano + 64 (ou 67)
Lino - do ano 64 (ou 67) até 79
Cleto/Anacleto - do ano 79 até o ano 90 (ou 92)
Clemente I - do ano 90 (ou 92) até o ano 101


LISTA DE IMPERADORES ROMANOS

Augusto - do ano de 30 a.C. até 14 d.C.
Tibério - de 14 a 37 d.C.
Calígula - de 37 a 41 d.C.
Cláudio - de 41 a 54.
Nero - de 54 a 68.
Galba,Otão e Vitélio - de 68 a 69.
Vespasiano - de 69 a 79.
Tito - de 79 a 81.
Domiciano - de 81 a 96.
Nerva - de 96 a 98.
Trajano - de 98 a 117.



MARTÍRIO DOS PRINCIPAIS APÓSTOLOS

Para finalizar trago aqui uma lista organizada pelo professor Felipe Aquino onde ele lista como foi o martírio dos principais Apóstolo de Cristo:

Segundo a Tradição, assim terminaram as vidas dos apóstolos e evangelistas:


  • Mateus: Foi morto à espada na cidade de Etiópia.
  • Marcos: Foi arrastado pelas ruas de Alexandria e Egito, até expirar.
  • Lucas: Foi enforcado em uma oliveira na Grécia.
  • João: Foi metido numa caldeira de azeite a ferver, em Roma, mas escapou ileso e morreu mais tarde de morte natural, em Éfeso, Ásia Menor.
  • Tiago Maior: Segundo o testemunho da Bíblia, foi degolado em Jerusalém.
  • Tiago Menor: Foi precipitado de um pináculo do templo de Jerusalém ao solo; a seguir, foi esbordoado até morrer.
  • Filipe: Foi enforcado de encontro a um pilar em Hierápolis (Frígia, Ásia Menor).
  • Bartolomeu: Foi esfolado vivo por ordem de um rei cruel.
  • André: Foi crucificado e da cruz pregou ao povo até morrer.
  • Pedro: Foi crucificado de cabeça para baixo, em Roma, durante o reinado de Nero.
  • Paulo: Foi decapitado em Roma, também durante o reinado de Nero.






31 de mai de 2017

Linhas gerais da História da Igreja



Como tenho me dedicado a estudar a história da Igreja este ano e me juntei a alguns outros irmãos para fazermos um grupo online de estudos, vou trazer algumas postagens aqui a respeito. Trago aqui, como início, uma linha de tempo resumida da história da Igreja. Um esquema inicial, uma visão panorâmica para se compreender como geralmente tem se dividido a história. Cabe ressaltar que esse esquema tem algumas alterações entre alguns historiadores.

A história da Igreja se divide em 4 partes: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea:

I - HISTÓRIA DA IGREJA ANTIGA (Séc. 1 a 7)

  1. Ano 0 a 313 = Época das perseguições.
  2. Ano 313 a 692 = Roma começa a reconhecer o cristianismo.

II - HISTÓRIA DA IGREJA MEDIEVAL (Séc. 8 a 15)

  1. Ano 692 a 1054 = Idade média ascendente; época da reconstrução após as invasões bárbaras.
  2. Ano 1054 a 1294 = Alta idade média.
  3. Ano 1294 a 1450 = Baixa idade média; Igreja começa a perder a influência civil e há um empobrecimento da teologia e da espiritualidade.

III - HISTÓRIA DA IGREJA MODERNA (Séc. 15 a 20)

  1. Ano 1450 a 1789 = Surge o Renascimento; O Racionalismo cresce até estourar a Revolução Francesa.
  2. Ano 1789 a 1929 = Da Revolução Francesa até a restauração do estado pontifício.

IV - HISTÓRIA DA IGREJA CONTEMPORÂNEA (Séc. 20...)

  1. Ano 1929 em diante = A partir da restauração do estado pontifício começamos a marcar o período contemporâneo.





O estudo será por século. Nas próximas postagens estarei repassando aqui um resumo de cada século.

30 de abr de 2017

Bots de conteúdo no Telegram que recomendo


Irmãos, como já disse aqui em postagens anteriores o Telegram é o melhor comunicador que existe atualmente. Se você não conhece, instale imediatamente e verá que maravilha que é e quanto tempo você tem perdido com os benefícios que ele propõe. Eu fiz algumas publicações aqui que recomendo:




Hoje quero divulgar alguns bots de conteúdo que mais uso e acompanho. O que são bots no Telegram? São robozinhos que cumprem tarefas específicas. Como fazer para acompanhar um bot: Você vai clicar no link que lhe levará ao bot dentro do Telegram. Depois clique em "INICIAR". Pronto, agora é só aguardar que quando houver conteúdo o bot lhe enviará automaticamente. Veja abaixo a lista que recomendo e o conteúdo que cada um distribui. Tenho certeza de que serão muito úteis a você ter tais maravilhosos serviços na palma da mão.



PRINCIPAIS BOTs DO TELEGRAM QUE RECOMENDO



Papa Francisco

Publicações do Papa nas redes sociais e seus discursos e ações conforme publicações no site do Vaticano.

https://telegram.me/Pontifex_pt_bot








Pe. Paulo Ricardo

Publicações do Padre no site oficial.


https://telegram.me/padrepauloricardo_bot









Prof. Felipe Aquino

Publicações do Professor do seu site e redes sociais.

https://telegram.me/FelipeAquino_bot










Sagrado Coração de Jesus

Publicações de divulgação das mensagens de Jesus Cristo a Vassula Ryden nos escritos de "A Verdadeira Vida em Deus".

https://telegram.me/vvdjesus_bot









Chesterton

Publicações em alguns sites de divulgação do pensamento deste grande intelectual católico.

https://telegram.me/Chesterton_bot









São Luis Maria de Montfort

Bot para auxiliar na vivência da consagração à Jesus Cristo pelas mãos de Maria segundo o método de São Luis Maria de Montfort

https://telegram.me/luismaria_bot









Anjinho

Frases dos santos e pensamentos reflexivos para estimular a sabedoria para bem viver.

https://telegram.me/anjinho_bot









Orações Diárias

Liturgia diária, Liturgia das horas, Meditação diária, Rosário e outras orações e reflexões.

https://telegram.me/orar_bot











Ortodoxia

Sites que buscam a fidelidade ao depósito da fé da Santa Igreja.

https://telegram.me/ortodoxia_bot








Olavo tem Razão

Transmissão das publicações do filósofo Olavo de Carvalho.

https://telegram.me/OlavoTemRazaoBot









Mídia sem Máscara

Site de estudo e investigação sobre temas atuais e urgentes.

https://telegram.me/midiasemmascara_bot








Terça Livre

Site de cultura, reflexão, notícias, cursos e etc.

https://telegram.me/tercalivre_bot









O Antagonista

Notícias a respeito do que acontece no Brasil e no mundo com um variado ponto de vista.

https://telegram.me/oantagonistaBot







Café Brasil

Excelente site de reflexões sobre cultura geral.

https://telegram.me/cafebrasil_bot









Como disse acima, estes são bots de conteúdo. Existem vários bots no telegram que são melhores que os melhores canivetes suíços que você já viu. Para ver algumas dicas, sugiro este link: http://telegrambr.blogspot.com.br/search/label/Dicas%20de%20Bot

Futuramente farei um do Padre Pio e um voltado à Formação. Aguarde. Se tiver alguma ideia de bot para criarmos, deixe nos comentários. Deus te abençoe!




31 de mar de 2017

Partidos Socialistas - PSB


Irmãos, quero iniciar uma série aqui sobre a análise de alguns partidos políticos e a implicação de cristãos aderirem a eles, pois suas leis e estatutos muitas vezes tem conteúdos muito contrários ao que ensina a Santa Igreja.

Vou focar somente em analisar pontos de suas normas que não condizem com o que a Igreja exige de um cristão católico. Não vou entrar em discussão se é importante ou não um católico estar dentro do organismo para aí ser sal da terra no meio do joio. Não vou entrar nisso, pois é um debate muito complexo. A Igreja já se expressou claramente sobre isso proibindo o cristão católico de se filiar ou apoiar tais instituições. Quero apenas expor a problemática seríssima que se nos apresenta de fazer parte de um grupo ou votar num partido que possui ideais anticristãos.

Ano passado já fiz uma publicação aqui sobre um estudo, um apanhado que fiz sobre o problema que existe entre Socialismo e Cristianismo. Os dois termos são inimigos, conforme as expressões de várias autoridades que cito lá, inclusive bispos da CNBB. Se quiser ler CLIQUE AQUI. Esse texto é de importância fundamental que você o estude antes de ler o que se segue.

Apresento agora uma lista dos principais partidos socialistas/comunistas no Brasil. São eles:

PT
PSDB
PDT
PC do B
PSOL
PROS
PPL
PSTU
REDE
PCB
PCO
PTB
PPS
PSB

Uns optam por implantar o socialismo pela lutar armada e revolução enquanto outros por vias mais suaves da democracia, mas não importa, todos tem como missão injetar o veneno do socialismo em nossa nação. E um cristão não pode se omitir em conhecer essa realidade e principalmente não pode se calar, tem que se colocar contra tais grupos e nunca se unir, aliar ou alistar em qualquer um destes.

Isso não é exagero. Se você pensa assim é porque não estudou o bastante o texto que recomendei no link anterior. Recomendo muito que o leia, pois se trata da palavra oficial da Igreja por bispos e Papas. Precisamos ler e estudar essas coisas até para limparmos nossa mente de toda poluição do ensino público que recebemos cheio de mentiras e manipulação a favor de uma agenda marxista que visa moldar nosso julgamento a favor de uma agenda política específica e contrária ao cristianismo. Estude os textos e verá o que é que verdadeiramente ordena a palavra oficial da Igreja, e não achismos de católicos mornos, mais socialistas que católicos.

Até para compreender com profundidade a gravidade do significado e o alcance dos termos expostos nos documentos seguintes, faz-se necessário ler preliminarmente o texto que sugeri no link acima.

PSB - 40

Nesta postagem quero relatar os pricipais textos do Partido Socialista Brasileiro - PSB, que usa o número 40. O partido já começa errado por ser membro participante do Foro de São Paulo (confira aqui). O Foro de São Paulo é um dos maiores inimigos do Brasil (veja aqui).

Quero transpor aqui os principais pontos do estatuto e manifesto do PSB que não coadunam com o que a Igreja deseja expondo claramente seus objetivos socialistas:


ESTATUTO

§ 3º O PSB, fiel à democracia pluralista como valor político permanente, ao regime republicano e
à forma federativa de organização administrativa do país, às elaborações socialistas e à luta pelos
direitos individuais, coletivos, sociais, econômicos e políticos da cidadania, exerce suas atividades
visando à realização de seus objetivos programáticos, em particular:
(...)
III socializar os meios de produção considerados estratégicos e fundamentais ao
desenvolvimento, social, cultural e da democracia, e a preservação da soberania nacional;
(...)
Art. 2º É finalidade do PSB lutar pela implantação da democracia e do socialismo no País...
(...)
Art. 3º Poderão ingressar no PSB todos que, no pleno gozo de seus direitos políticos, proponham-se
a respeitar e cumprir seu Manifesto, Programa e Estatuto, observar integralmente as
resoluções partidárias tomadas democraticamente, e os ideais socialistas, e lutar pela realização
dos direitos fundamentais do ser humano e de cidadania.
(..)


PROGRAMA
Classes Sociais – O estabelecimento de um regime socialista acarretará a abolição do antagonismo de classe.
Socialização – O Partido não considera socialização dos meio de produção e distribuição a simples intervenção de Estado na economia e entende que aquela só deverá ser decretada pelo voto do parlamento democraticamente constituído e executada pelos órgãos administrativos eleitos em cada empresa.
Da Propriedade em Geral – A socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas, mantida a propriedade privada nos limites da possibilidade de sua utilização pessoal, sem prejuízo do interesse coletivo.
Da Terra- A socialização progressiva será realizada segundo a importância demográfica e econômica das regiões e a natureza de exploração rural, organizando-se fazendas nacionais e fazendas cooperativas, assistidas estas, material e tecnicamente, pelo Estado. O problema do latifúndio será resolvido por este sistema de grandes explorações, pois assim sua fragmentação trará obstáculos ao progresso social. Entretanto, dada a diversidade do desenvolvimento econômico das diferentes regiões, será facultado o parcelamento das terras da Nação em pequenas porções de usufruto individual o­nde não for viável a exploração coletiva.
Na Indústria – Na socialização progressiva dos meios de produção industrial partir-se-á dos ramos básicos da economia.
Do Comércio -A socialização da riqueza compreenderá a nacionalização do crédito, que ficará, assim, a serviço da produção.
DAS FINANÇAS PÚBLICAS
- Serão suprimidos os impostos indiretos e aumentados, progressivamente, os que recaiam sobre a propriedade territorial, a terra, o capital, a renda em sentido estrito e a herança, até que a satisfação das necessidades coletivas possa estar assegurada sem recurso ao imposto.
(...)
REIVINDICAÇÕES IMEDIATAS
Enquanto não lhe for possível, como governo, realizar esta programação, o Partido propugnará as seguintes, que serão ampliadas e desdobradas na medida em que a consecução de umas permita a apresentação das subseqüentes, bem como de outras que, dentro dos princípios gerais do Partido, devam ser levantadas em virtude do aparecimento de novas situações:
1º - Subordinação da nacionalização de bens pela União, Estados e Municípios, em cada caso particular, ao voto das respectivas câmaras legislativas.
2º - Administração das empresas nacionalizadas por órgãos constituídos de representantes dos respectivos governos, indicados pelo Executivo e aprovados pelo Legislativo, e de representantes eleitos pelos empregados das empresas.
3º - Nacionalização das fontes e empresas de energia, transportes e indústrias extrativistas consideradas fundamentais. Elaboração e execução de um plano destinado a colocar o potencial de energia hidráulica e de combustíveis a serviço do desenvolvimento industrial. Exclusividade da navegação de cabotagem, inclusive fluvial, para os navios brasileiros.
4º - Nacionalização das terras não exploradas, ou de terras cuja exploração atual não atende ao interesse público, a partir das situadas nas regiões populosas, de modo adequado, inclusive pela instalação de cooperativas de trabalhadores.
(...)


Para ler todos os documentos de forma completa você pode entrar no site oficial do partido: http://www.psb40.org.br/documentos/ .

Deixe seu comentário, observação e até crítica. Se erramos em algo, corrigiremos o mais rápido possível. Deus nos abençoe e nos dê discernimento para cumprir melhor possível o serviço na política, pois como disse o Papa Francisco, "a política é o melhor meio de caridade".




6 de fev de 2017

Sobre as Revelações Particulares



Dando continuidade à nossa série de publicações sobre o ano mariano, vamos nos ater sobre as revelações particulares, nome que é dado às aparições, manifestações, locuções interiores, etc. Um tema muito discutido e cheio de controvérsias. “Numa tentativa de se conceituar o fenômeno, pode-se dizer que aparições, no sentido religioso, seriam ‘a manifestação visível de um ser cuja visão naquele lugar ou naquele momento é inusitada e inexplicável segundo o curso natural das coisas’ (René Laurentin em Aparições – II Parte: Aspectos Históricos). São vividas pelo receptor como algo que ele não elaborou nem descobriu por si mesmo, mas como uma comunicação vinda de fora, de outro centro, que assinala uma variação incaracterística no seu estado de consciência. Costumam se apresentar como entendimentos sem palavras ou imagens, como audições, e visões, ou como ações automáticas” (Renan II de Pinheiro e Pereira em Fátima e Pontmain).

O Catecismo da Igreja Católica explica de forma direta e simples a relação entre tais revelações e a Revelação maior de Cristo a respeito das verdades de fé, dogmas fundamentais que devem ser cridos por todos: “No decurso dos séculos tem havido revelações ditas «privadas», algumas das quais foram reconhecidas pela autoridade da Igreja. Todavia, não pertencem ao depósito da fé. O seu papel não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja. A fé cristã não pode aceitar «revelações» que pretendam ultrapassar ou corrigir a Revelação de que Cristo é a plenitude. É o caso de certas religiões não-cristãs, e também de certas seitas recentes, fundadas sobre tais «revelações».” (Catecismo da Igreja Católica, item 67).

Sobre este tema é exigido sempre muita prudência. A Igreja possui vários documentos a respeito de como deve ser discernida uma nova revelação particular. Se qualquer revelação, inclusive qualquer ideologia filosófica, teológica, política ou social atentar contra as verdades do Evangelho devem ser imediatamente rejeitadas e denunciadas. Vejam o que nos diz a própria Sagrada Escritura na voz do apóstolo São Paulo: “Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1,8-10).

Mas assim como aceitar uma revelação falsa é errado, rejeitar uma verdadeira não é bom. Não devemos rejeitar todas as revelações sem antes as averiguar (“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo: abraçai o que é bom” – 1 Tessalonicenses 5,19-21). Sabemos que em todo o Antigo Testamento e no Novo temos centenas de revelações de característica particular deste tipo que foram consideradas públicas posteriormente (Gn18,1-33; 19,1-29; 32,25-33; Ex3,2; 31,18; 33,20-23; Jz 6,11-24.36-40; 1Sm3,1-14; Lc1,11-38; 2,9-15; 9,28-36; At6,15; 7,56; 9,3-9.12; entre outros). Por isso não devemos reprimir o profetismo (Am2,11-12; Is30,10; Jr11,21; Zc1,5; Ne9,30; Lm2,9-10; Ez2,26; Sl74,9; 77,9; Dn3,38). Deus se utilizou desta forma para nos falar e Jesus garantiu que o Espírito Santo continuaria a agir na história da Igreja nos acompanhando e orientando a caminho do conhecimento da verdade (Jo14,16). Rejeitar todas as revelações seria imprudente, pois por meio de muitas delas, Deus tem se comunicado com o mundo, as nações e com a Igreja. As aparições de Nossa Senhora de Fátima são um exemplo vivíssimo disso.

Compreender isso é importantíssimo, pois como disse o Catecismo, “apesar de a Revelação já estar completa, ainda não está plenamente explicitada. E está reservado à fé cristã apreender gradualmente todo o seu alcance, no decorrer dos séculos” (Catecismo da Igreja Católica item 66). A Constituição Apostólica Dei Verbum deixa claro que as revelações privadas nada acrescentam à Revelação Pública em Jesus Cristo, “mas podem contribuir para sua melhor compreensão, ou chamar a atenção para algum aspecto da vivência cristã esquecido ou indevidamente desvalorizado” (Stiwell, Peter e Carvalho, Cristina Sá, ‘Aparições’).

Perguntado sobre revelações particulares o Cardeal Albino Luciani, um ano antes de ser eleito o Papa João Paulo I, “o papa do sorriso”, respondeu: “...alguém perguntará: Então o Cardeal interessa-se por revelações privadas? Não saberá ele que o Evangelho contém tudo? Que as revelações mesmo aprovadas não são artigos de fé? Sei disso muito bem. Mas artigo de fé contido no Evangelho é também este outro: ‘Sinais acompanharão aqueles que crêem’ (Mc16,17). Se hoje se tornou moda perscrutar os sinais dos tempos, que assistimos a uma inflação e praga de ‘sinais’, creio seja lícito referir-me ao sinal de 13 de outubro de 1917 atestado por anticlericais e incrédulos. E por detrás do sinal é oportuno atender às coisas contidas naquele sinal:... arrepender-se dos próprios pecados... rezar... recitar o rosário... e que o inferno existe e podemos cair nele” (Renan II de Pinheiro e Pereira em Fátima e Pontmain).


3 de fev de 2017

Medida exata

Quando Cristo disse:
" ...amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado..."
 Dando a medida da salvação o caminho para a paz, o se estar bem, não pode esbarar na tristeza do outro, ser feliz, não pode ser sinonimo de dor alheia, nas redes sociais é fácil postar estou feliz, mas apenas nós sabemos como dói a alma, vamos dizer que as pessoas não precisem de felicidade, ou pior não precise sonhar em ser feliz, teriamos uma vida metódicamente igualitária, a base de apenas dor, pois ninquem estária disposto a amar diferente pois a medida seria a mesma, quem mais me fez mal, como desejar bem a ele? Quem me fez chorar, como desejar o bem a ele?
 Amados uma coisa é fato, não devemos levar magoas dessa vida, não devemos levar dores com outras pessoas, mas saiba que a alegria de cada dia se encontra apenas em teu coração!

Um bom dia a todos do amigo Bardo!

27 de jan de 2017

Cursos de História em áudio e vídeo



Como esse ano vou me dedicar ao estudar o básico em história, fiz uma seleção de cursos sobre o tema. 
Recomendamos aqui alguns cursos de história para quem precisa conhecer o básico da história geral, história da igreja entre outros temas:





1 - Revelação e Fé - Padre Paulo Ricardo


2 - Curso Bíblico Antigo Testamento - Pf Felipe Aquino


3 - História Antiga - Landmark


4 - Curso Bíblico Novo Testamento - Pf Felipe Aquino


5 - História Essencial da Filosofia - Olavo de Carvalho


6 - História da Igreja - Idade Antiga - Pf Felipe Aquino


7 - História da Igreja Antiga - Padre Paulo Ricardo


8 - História da Igreja - Idade Média - Pf Felipe Aquino


9 - História da Igreja Medieval - Padre Paulo Ricardo


10 - Templários - Padre Paulo Ricardo


11 - Inquisição - Padre Paulo Ricardo


12 - História da Igreja - Idade Moderna e Contemporânea - Pf Felipe Aquino


13 - A Igreja e o Mundo Moderno - Padre Paulo Ricardo


14 - História Européia - Landmark


15 - História da Igreja - Landmark


16 - História dos EUA - Landmark



17 - O Brasil não foi colônia - IMUB


18 - História do Brasil - Landmark



21 de jan de 2017

2017 – Um ano mariano para o Brasil e Portugal



Neste ano de 2017 temos duas grandes bênçãos, que podem redundar em grandes graças para todos nós.

1 – Vamos comemorar 300 anos da devoção à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, onde teve início em 1717 quando três pescadores cansados de tantas tentativas infrutíferas de lançar redes para pesca e não conseguirem nenhum peixe, acabaram pescando o corpo de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, negra por causa do rio. Na tentativa posterior pescaram a cabeça da imagem, coisa realmente extraordinária. Não bastava isso, ao lançarem novamente as redes, tiveram uma grande surpresa ao pescarem grande quantidade de peixes, tal como o milagre relatado nos Evangelhos em Caná da Galiléia onde os discípulos tiveram a mesma surpresa ao obedecerem a ordem de Jesus. Tal milagre os fez discípulos do mestre. Não vou contar aqui toda a história dos desdobramentos, pois não temos espaço o suficiente aqui. Você poderá aprofundar seus conhecimentos no próprio site do santuário ( http://www.a12.com/santuario-nacional ).

2 – Outro fato importantíssimo é a comemoração dos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima, Portugal. Nossa Senhora apareceu seis vezes a três criancinhas onde lhes deu 3 segredos: o primeiro deixando claro a verdade da existência do inferno, o segundo revelando os males do comunismo, os erros que se espalhariam pelo mundo e a importância de consagrar-se a Ela, e o terceiro segredo que dizia respeito ao futuro, o ocorrido com Papa São João Paulo II e revelado pelo Papa Bento XVI. Todos os dados destas aparições você pode ver no site (http://www.fatima.org.br/).

O Papa Francisco ao reconhecer o Ano Mariano brasileiro “autorizou a concessão de indulgência plenária aos fiéis, conforme indicações apresentadas pela Penitenciária Apostólica. Para alcançar a indulgência plenária, é preciso cumprir com as condições habituais, que são a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração na intenção do Santo Padre. Além disso, documento enviado pela Penitenciária Apostólica explica que poderão obter a indulgência os fiéis que “verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, se em forma de peregrinação visitarem a Basílica de Aparecida ou qualquer Igreja paroquial do Brasil, dedicada a Nossa Senhora Aparecida”. (fonte: Rádio Vaticano).

O Papa Francisco também divulgou os temas dos três anos das próximas Jornadas Mundiais da Juventude, que serão marianos:

2017: “O Todo Poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1,49).
2018: “Não temas, Maria, porque encontraste Graça junto de Deus” (Lc 1,30)
2019: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,38).

Irmãos, diante de tudo isso devemos celebrar este tempo com muita alegria, oração e esperança, pois na história da Igreja todo ano mariano vem acompanhado de muitas graças. Exemplos: Em 1985, nas Filipinas, foi proclamado um ano mariano. Em 1986 a nação se livrou do seu ditador através de uma revolução pacífica seguida de procissões com orações. Em 1988 o Papa São João Paulo II proclamou um ano mariano mundial. Em 1989 caiu o muro de Berlim, símbolo do comunismo internacional.
Sabemos que os erros da Rússia se espalharam pelo mundo como profetizado por Nossa Senhora em Fátima: o comunismo se infiltrou em todos os campos pelo mundo inteiro. O resultado é que temos um mundo cada vez mais promíscuo, ateu e com mais pobreza e violência como nunca antes. Oremos para que nossa nação receba grandes graças e que Deus abençoe para que haja o bem em todos os campos: religiosos, políticos, educacionais, de segurança e saúde, etc.

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nossa nação!




"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12