24 de jun de 2017

Como surgiu o Credo


Irmãos, trago aqui este texto sobre o Credo na História da Igreja pelo Prof. Felipe Aquino.


O Credo católico foi sendo elaborado a partir do ensinamento dos Apóstolos, daquilo que aprenderam com Jesus; por isso se chamou Símbolo dos Apóstolos, que acabou se transformando na Oração, expressão da fé católica. Surgiram os Credos batismais, e outros mais elaborados. O Credo é o Símbolo da fé, a coletânea das principais verdades sobre a fé. Daí o fato dele servir primeiramente como ponto de referência fundamental da catequese.

O Símbolo dos Apóstolos é o resumo fiel da fé cristã. É o antigo símbolo batismal da Igreja de Roma. Segundo Santo Ambrósio: “Ele é o símbolo guardado pela Igreja Romana, aquela onde Pedro, o primeiro Apóstolo, teve sua Sé e para onde ele trouxe a comum expressão de fé” [sententia communis= opinião comum] (CIC §194). Desde a origem da Igreja os Apóstolos exprimiram e transmitiram a fé em fórmulas breves e normativas para todos, em resumos orgânicos e articulados, destinados, sobretudo, aos candidatos ao Batismo. São Cirilo de Jerusalém (†386) disse em suas Catequeses:

“Esta síntese da fé não foi elaborada segundo as opiniões humanas, mas da Escritura inteira recolheu-se o que existe de mais importante, para dar, na sua totalidade, a única doutrina da fé. E assim como a semente de mostarda contém em um pequeníssimo grão um grande número de ramos, da mesma forma este resumo da fé encerra em algumas palavras todo o conhecimento da verdadeira piedade contida no Antigo e no Novo Testamento” (CIC §186).

Foram várias as formas de profissões ou Símbolos da fé na História da Igreja em resposta às necessidades das diversas épocas; temos o Credo Niceno-constantinopolitano (325); o Símbolo Quicumque, de Santo Atanásio (†373), as profissões de fé de certos Concílios (Toledo; Latrão; Lião; Trento) e de alguns Papas, como a Fides Damasi – Profissão de Fé de São Dâmaso (366-384) – ou o Credo do Povo de Deus de Paulo VI (1968). Nenhum dos Símbolos da fé das diferentes etapas da vida da Igreja pode ser considerado ultrapassado e inútil (cf. CIC §193).

Clique aqui para ler o que o Catecismo diz sobre o Credo e as duas versões, a apostólica e a Niceno-Constantinopolitano.

Mais sobre o Credo

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