20 de jan de 2018

Pescadores de Homens



Reflexão para este 3º Domingo Comum do Ano B, 2018 com o tema do Chamado do Senhor a seguí-lo, chamado à conversão e a sermos missionários.




19 de jan de 2018

Missão dos Leigos





Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana


"Na fonte do Concílio Vaticano II, vamos beber os ensinamentos que nos ajudam a aprofundar a reflexão neste Ano do Laicato. Diz a Constituição Dogmática sobre a Igreja: 'Cristo, o grande profeta, que pelo testemunho da vida e a força da palavra proclamou o reino do Pai, realiza a sua missão profética, não só por meio dos Pastores que ensinam em seu nome e com a sua autoridade, mas também por meio dos leigos e leigas; para isso os constituiu testemunhas, e lhes concedeu o sentido da fé e o dom da palavra a fim de que a força do Evangelho resplandeça na vida quotidiana, familiar e social. Nas estruturas da sociedade, os leigos cristãos manifestem a certeza de sua fé e a firmeza na esperança' (cf. LG 35).

O modo de evangelizar, próprio do laicato, proclamando a mensagem de Cristo com o testemunho da vida e com a palavra, adquire um caráter específico e uma particular eficácia por se realizar nas condições ordinárias da vida no mundo, nas várias circunstâncias, realidades e situações. Nesta obra, a vida matrimonial e familiar desempenha grande e importante papel. Aí se encontra uma admirável escola de apostolado dos leigos e leigas, se a religião penetrar toda a vida e transformar cada vez mais a realidade que envolve a família. Aí encontram os esposos a sua vocação própria, de ser um para o outro e para os filhos as testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família cristã proclama as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada. E deste modo, pelo exemplo e pelo testemunho, questiona o mundo com seus contra-valores e ilumina aqueles que buscam a verdade. Ocupados com os cuidados temporais, os leigos e leigas exercem valiosa ação para a evangelização e transformação do mundo (cf. LG 35).

Também por meio do laicato, o Senhor deseja dilatar o seu reino: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz, no qual a própria criação será liberta da servidão da corrupção, alcançando a liberdade da glória dos filhos de Deus (cf. Rm. 8,21). Por conseguinte, devem os fiéis conhecer a natureza íntima e o valor de todas as criaturas e a sua ordenação para a glória de Deus, ajudando-se uns aos outros a levar uma vida mais santa, para que assim o mundo seja penetrado do espírito de Cristo e, na justiça, na caridade e na paz, atinja mais eficazmente o seu fim. Na realização plena deste dever, os leigos ocupam o lugar mais importante e têm aí o protagonismo: Com a sua competência nos diferentes campos da atividade e do conhecimento humano, o laicato contribui eficazmente para que os bens criados sejam valorizados pelo trabalho, pela técnica e pela cultura para utilidade de todo o gênero humano, sejam mais bem distribuídos e contribuam para o progresso de todos. Além disso, também pela união das próprias forças, devem os leigos e leigas sanear as estruturas e condições do mundo, se elas porventura propendem a levar ao pecado, de tal modo que todas se conformem às normas da justiça e antes ajudem ao exercício da prática do bem. Agindo assim, os leigos e leigas infundirão os valores morais na cultura e na atividade humana (cf. LG 36).

“Perante o mundo, cada cristão leigo deve ser uma testemunha da ressurreição e da vida do Senhor Jesus e um sinal do Deus vivo. Todos em conjunto, e cada um por sua parte, devem alimentar o mundo com frutos espirituais (cf. Gl. 5,22) e nele difundir aquele espírito que anima os pobres, mansos e pacíficos, que o Senhor no Evangelho proclamou bem-aventurados (cf. Mt 5, 3-9). Numa palavra, como disse Diogneto no século II, sejam os cristãos no mundo aquilo que a alma é no corpo” (LG 38).



Fonte: http://www.arqmariana.com.br/noticia/1386/ano-do-laicato-iv

18 de jan de 2018

A vocação dos Leigos




Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana


"O Ano do Laicato que estamos celebrando em todo o Brasil tem como tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino” e como lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). O objetivo do Ano do Laicato foi assim formulado: “como Igreja, Povo de Deus, queremos celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

O Concílio Vaticano II nos recorda que os leigos e leigas têm por irmãos aqueles que, estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo. Desse modo, todos somos chamados a colocar em prática o mandamento do amor (cf. LG 32).

Unidos no Povo de Deus e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça, os leigos e leigas, como membros vivos e atuantes, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, são chamados a contribuir para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação. Com sua atuação, os leigos participam na própria missão salvadora da Igreja, à qual todos são destinados pelo Senhor, por meio do Batismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam o amor para com Deus e os irmãos.  Mas os leigos são especialmente chamados a tornar a Igreja presente e atuante nos locais e nas circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra e a luz do mundo. Deste modo, todos os leigos e leigas, pelos dons que lhes foram concedidos, são ao mesmo tempo testemunhas e instrumentos vivos da missão da própria Igreja.

Além disso, os leigos e leigas, por diversos modos, podem também cooperar com os ministros ordenados em suas atividades específicas, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o Apóstolo Paulo no serviço do Evangelho. De acordo com as necessidades da comunidade, eles podem ser chamados a exercer certos cargos e a assumir determinados ministérios e funções. Como acontece em muitos lugares, leigos e leigas podem ser instituídos ministros do Batismo, da Palavra, da distribuição da Comunhão Eucarística, assistentes leigos para o Matrimônio e outros serviços eclesiais.

Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os seres humanos de todos os tempos e lugares. Portanto, deve estar amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias capacidades e de acordo com as necessidades, os cristãos leigos e leigas possam participar com ardor na ação da Igreja (cf. LG 33).

Ensina ainda o Vaticano II que Jesus Cristo, supremo e eterno sacerdote, continua também por meio dos leigos sua ação salvadora no mundo. Por isso ele associou os cristãos leigos e leigas à sua própria vida e missão e lhes concedeu participação no seu múnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação do gênero humano. Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são dotados para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente. Pois todos os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo e os próprios incômodos da vida, suportados com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cfr. 1 Ped. 2,5); sacrifícios estes que são oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia. E deste modo, os leigos e leigas, agindo em toda a parte santamente, consagram a Deus o próprio mundo (cf. LG 34)."



17 de jan de 2018

O que é o Leigo



Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana


"Com toda a Igreja no Brasil, celebraremos o Ano do Laicato, que houve sua abertura no dia 26 de novembro de 2017 e será encerrado na Solenidade de Cristo Rei de 2018. Nas fontes do Concílio Vaticano II, queremos beber das águas cristalinas dos ensinamentos do Magistério da Igreja. O capítulo IV da Lumen Gentium é dedicado aos leigos e leigas. Os Pastores do Povo de Deus reconhecem “quanto os leigos contribuem para o bem de toda a Igreja” (LG 30). Mas, sempre surge a pergunta: O que se entende por leigo ou leiga? Muitas vezes, essa expressão é usada com sentido pejorativo. Por exemplo, quando alguém diz “eu sou leigo no assunto”, está afirmando sua falta de conhecimento. Então leigo é sinônimo de ignorante? De forma alguma! Diz o Vaticano II: Por leigos entendem-se todos os cristãos, isto é, os fiéis que, incorporados em Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e, a seu modo, tornados participantes da função sacerdotal, profética e real de Cristo, exercem, pela parte que lhes toca, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo (cf. LG 31).

O Concílio ensina que é própria e peculiar dos leigos a característica secular, isto é, sua missão no mundo. “Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e atividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. Os leigos e leigas são chamados por Deus para que, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais nada pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade. Portanto, especialmente a eles compete iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo, progridam e glorifiquem o Criador e Redentor” (cf. LG 31). Assim, o ensinamento do Vaticano II nos remete às palavras de Cristo: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-14).

Na riqueza dos dons, na diversidade dos ministérios e na variedade dos carismas, todos devem contribuir para a unidade da Igreja. Unidade não é sinônimo de uniformidade. Constrói-se a unidade na diversidade. Aliás, tanto a unidade como a diversidade são dons do Espírito Santo.  «Assim como num mesmo corpo temos muitos membros, e nem todos têm a mesma função, de modo análogo, nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros» (Rom. 12, 4-5).

Do mesmo modo como a expressão “Igreja” não se refere unicamente aos pastores, também a expressão “Povo de Deus” não se aplica somente aos fiéis leigos. Pastores e fiéis leigos formamos a Igreja, Povo de Deus. “Um só é, pois, o Povo de Deus: “um só Senhor, uma só fé, um só Batismo” (Ef. 4,5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos; comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Portanto, não pode haver nenhuma desigualdade em Cristo e na Igreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo. A diversidade de funções não deve levar a oposições. É preciso superar a contraposição entre ministros ordenados e cristãos leigos. “Ainda que, por vontade de Cristo, alguns são constituídos dispensadores dos mistérios e pastores em favor dos demais, reina, porém, igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à atuação, comum a todos os fiéis, em favor da edificação do corpo de Cristo” que é a Igreja (cf. LG 32).



Fonte:
http://www.arqmariana.com.br/noticia/1250/ano-do-laicato-ii

16 de jan de 2018

Objetivo do Ano do Laicato




"O Ano do Laicato, que teve início na Solenidade de Cristo Rei de 2017 e será encerrado na Solenidade de Cristo Rei de 2018. Essa coincidência nos permite aprofundar a reflexão sobre o Povo de Deus. Diz o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática sobre a Igreja: “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, embora se diferenciem essencialmente, e não apenas em grau, ordenam-se um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo, e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que exercem na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade operosa” (cf. LG 10).

O objetivo do Ano do Laicato é “como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

O tema do Ano do Laicato é: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14).  Assim, queremos oferecer aos leigos e leigas a oportunidade de aprofundar sua reflexão em vista de alimentar ainda mais o desejo de seguir Jesus Cristo como seus discípulos(as) e missionários(as)".

Dom Geraldo Lyrio Rocha

Arcebispo de Mariana

Fonte:
http://www.arqmariana.com.br/dom-geraldo-lyrio-rocha


15 de jan de 2018

Catequeses do Papa sobre a Eucaristia




Irmãos, o Papa Francisco começou uma série de catequeses às quartas-feiras sobre a Eucaristia, a Santa Missa e suas partes. Iniciou em 8/11/2017. Para estudarmos melhor estas catequeses, criei um canal no Telegram onde postarei os documentos relativos a cada catequese, os textos, os links, os vídeos, etc.

Se você ainda não tem o Telegram, instale ele no seu celular, cadastre-se e acesse o link abaixo entrando no canal com todo esse preciosíssimo material:

https://t.me/joinchat/AAAAAFGaKwGD791eJ6ON7Q


14 de jan de 2018

O grave cuidado com as vestes



Repasso aqui um excelente texto de um irmão, Marcelo Faria, que o publicou no facebook e pedi permissão para postar aqui:


"“Basta um olhar impuro para abrir as portas do inferno” (Santo Antão)

As mulheres, de um modo geral, parecem não mais se preocupar com a salvação dos homens. Claro, muitas são na ignorância, acham que o uso de uma calça jeans apertadíssima, um mini tudo (short, saia, vergonha), decotes escandalosos, não ofendem e nem causam mal algum. Mas o problema é que causa muito problema. Mesmo que um homem não chegue nem mesmo a te “xavecar” seduzido pela sua vestimenta, saiba que o homem te devora pelo pensamento. E aí está a porta do inferno aberta para este(s) homem(ens) que pecaram em seus corações. Acha exagero? O Senhor Jesus Cristo disse: “todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.”(Mateus 5,28). E o pior é que se a mulher, mesmo sabendo que com suas vestes – ou falta de veste melhor dizendo – pode estar levando seus irmãos para o inferno, é tão orgulhosa de dizer “ah, pensou besteira porque quis, não tenho culpa, os tempos são outros, quem pensou besteira não fui eu”; tome cuidado, porque nosso Senhor Jesus Cristo disse à Santa Ângela de Foligno o seguinte: “Quando a morte te arrancar deste mundo, cheio de vaidades e luxos sem razão, e chegardes a Minha Presença para ser julgada... vendo os pecados que os homens cometeram ao olhar para o teu corpo escassamente coberto, tu própria ficarás envergonhada”. Que pretexto poderás então apresentar-Me? Ai de ti mulher pelos teus escândalos! Ai de ti que perdeste o pudor e a vergonha! Porque procedes assim? Porque me crucificas novamente com os cravos da tua imodéstia? Quando, de forma irrespeitosa, Me recebes na Comunhão, quanta amargura sinto ao entrar no teu corpo, que é motivo de tantos pecados nos homens e de mau exemplo para as poucas mulheres que tu, com desdém e desprezo, chamas “antiquadas”,!... Asseguro-te, que muitas destas “antiquadas” estão Comigo, enquanto muitas “modernas” sem pudor, como tu, estão “gozando” no inferno”. – Então, queridas irmãs, não é perseguição ou algo do tipo, mas é corrida ruma a salvação. Essas mensagens de Jesus à Santa Ângela são fortes, e veja que ela morreu em 1309. Imagine a imodéstia dela, que Jesus já repudiava tanto; compare com as vestimentas dos dias de hoje. Tanto mini, tanta imundície. Tem short que algumas mulheres usam que mais parece um cinto ou um tapa-sexo. Como acham que poderão se salvar e colaborar na salvação dos homens a sua volta?

Uma mulher má vestida, indecente, imoral, imodesta, ela atrai multidões a si. Mas não multidões de homens. Porque homens querem mulheres de verdade, que se vestem como mulheres. Uma mulher vulgar, quando se veste da forma descrita, ela está se jogando numa lavagem, “se veste de esterco”, e o que ela atrai não são homens de verdade, mas porcos. Só o que você atrai, mulher, que veste de forma vulgar, são porcos que querem se lambuzar na lama do pecado. Pergunte para qualquer homem sério, se ele gostaria de casar – matrimônio verdadeiramente – com uma funkeira, ou qualquer outra mulher vulgar. Repito: se ele queria casar, e não transar em uma noite qualquer. Porque isso, até eu quando era um porco já desejei.

O homem tem que se precaver de uma forma tremenda, é difícil, mas devemos lutar. A luta pela castidade é uma eterna fuga. Quem não fugir das ocasiões de pecado, perderá. É comum sair da confissão e ao sair da Igreja ver mulheres com os citados “tapa-sexo” e aí temos que desviar o olhar e pedir a Virgem Maria para nos ajudar a preservar nossa pureza. Já tive a experiência de ir para a Santa Missa, e, de repente, ver garotas imodestas na rua, então, decido mortificar meu olhar, ou seja, mudar o caminho até a Igreja, e, quando viro, lá vem outra imodesta. É uma eterna luta/fuga. O mais triste é quando eu tento me socorrer na Igreja e lá encontro a causa do meu pecado: IMODÉSTIA! Acho se as mulheres não mudarem o jeito de se vestir, cada vez mais teremos ou homens caídos, ou homens corcundas de tanto ficar olhando para o chão (risos).

O homem ele deve fugir das ocasiões SEMPRE! Perdoe-me os rapazes que gostam de academia, mas, diga a verdade, no horário que você malha, tem muita mulher, certo? E quando você vê essas mulheres malhando com roupas mais justas que tudo, que desenha o órgão genital, e em posições que alimentam com lavagem a mente masculina, o que você faz? Ou melhor: o que você pensa? Por acaso você pensa: “Ô lá em casa rezando comigo o Rosário, ia ser só a unção poderosa de Deus”? Porque eu sou homem, e pela minha concupiscência eu pensaria coisas que seria imoral falar aqui. Então é melhor entrar no Reino dos Céus magrelo do que ser “bombado” e ter muito músculo queimando nos quintos dos infernos. É uma questão de escolha. São Domingos Sávio dizia “antes morrer do que pecar”. E se não me engano foi o mesmo jovem Santo, que ao andar com a cabeça baixa, perguntaram o motivo, e ele disse que era porque queria ver a Virgem Maria no Céu. Ou seja, preservar a pureza no olhar, para que não olhando as porcas na terra e pensando pecado, pudesse contemplar a toda pura e bela Virgem Maria Mãe de Deus no Céu. Isso é belo, e você, vai trocar a contemplação da Mãe de Deus e da própria face de Deus para ficar cometendo a impureza em seus pensamentos? “Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros a que o teu corpo todo seja lançado na geena.” (Mateus 5,28)

Mas, como disse, muitas mulheres são ignorantes neste ponto. Mas isso é algo que é da natureza feminina. Aliás, os dois lados: o pensamento do homem e a mulher mostrar seu corpo, ambos são consequências do pecado original. “Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás a luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio”(Gênesis 3,16). Por causa do pecado original que temos manchados em nossa alma, temos essa consequência terrível. Os desejos da mulher impelirão para o homem. É como se o homem e a mulher tivesse imãs: o homem tem o imã que faz a mulher querer se impelir, se “mostrar” para o homem; e a mulher, usando deste desejo de se mostrar que é consequência do pecado original, faz disso um imã, que atrai o homem para si, principalmente pelo olhar. Tanto é, que Deus não quis deixar Adão e Eva entregues a imodéstia: “O Senhor Deus fez para Adão e sua mulher umas vestes de peles, e os vestiu”(Gênesis 3,21) – O problema é que Deus vê mancha até nos anjos, e tem mulher que acha que é imaculada e que toda a humanidade é imaculada (A única Imaculada que conheço é a Santíssima Virgem Maria); tem mulher que não se espelha na Virgem Maria, mas em Eva: Não vive a modéstia mariana, mas quer viver pelada como Eva vivia antes do pecado original. E essa desordem está acabando com a humanidade. A mulher tem que ver que ela é uma potência, ela é um dom de Deus, para termos a vida Deus usa a mulher, o ventre da mulher. Quando Deus veio ao mundo encarnado na Pessoa de Jesus Cristo, Ele veio no ventre de uma Mulher. Por isso a mulher deve compreender a beleza feminina e não a cultura das porcas.

Lembro-me de São Padre Pio de Pietrelcina que expulsava da Igreja mulheres vestidas imodestamente. O santo dizia: “saiam daqui suas porcas, as carnes desnudas vão queimar no inferno”. Ele ainda chorando dizia que temia que não houvesse lugar no inferno para esta geração (São Pio era do século passado e se referia a nossa geração). Nossa Senhora em Fátima, em revelação à Beata Jacinta, disse que viriam modas que ofenderiam muito a Nosso Senhor, que as pessoas que servem a Deus não deviam andar com as modas. Aí eu te pergunto meus irmãos e minhas irmãs: O que inventaram de 1917 até os dias de hoje? Inventaram os vestidos, saias longas, véu, etc? Ou inventaram calças para mulheres que são apertadíssimas, inclusive a calça jeans que é terrível não só pela imodéstia em si, mas porque tira a feminilidade da mulher. Ou inventaram também as mini saias, mini shorts (cintos/tapa-sexo), decotões, etc.? É, ninguém deu importância a esta mensagem de Nossa Senhora porque a 100 anos atrás era quase impossível imaginar nas modas que estariam por vir. E, como sempre, minha Mãe Maria Santíssima estava certa. Sejamos sinceros: hoje as mulheres se vestem piores que as prostitutas à alguns anos atrás. E parece que se vestir como uma prostituta virou motivo de comemoração. Afinal, movimentos feministas se manifestam tirando a roupa. Um policial em um país disse que existia muito estupro porque as mulheres se vestiam como “vadias”, ai as mulheres feministas mostraram toda a sua dignidade inventando a “macha das vadias” aonde as porcas se lambuzam em seus estrumes de cada dia.

E, vale lembrar, que a imodéstia não existe apenas do lado feminino. Rapazes que entravam com camisetas regata na Igreja de São Pio de Pietrelcina, ele bradava a mesma coisa “as carnes desnudas irão queimar...” É um show de horror ver homens até mesmo dentro da Igreja de bermuda, shortinho, chinelo, camiseta todo marombado, seduzindo as “novinha”. Deixemos de ser este covil de impuros, exalemos a santidade da Virgem Maria! Se espelhem na Virgem Maria e não nas prostitutas!

Por isso, vos suplico, mortifiquem o olhar. É difícil. Até mesmo nos dias de hoje em que se acessa muito as redes sociais, e sempre tem uma pervertida ou um jovem insano postando foto pornográfica. Precisamos fugir dessas ocasiões. São Basílio nos ensina que para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer- se uma grande violência. Santa Potamiena, ao defender sua castidade, sendo condenada a morte por não ceder aos convites para pecar, disse: “Ao menos mandai, diz-lhe ela, que eu seja lançada vestida” (Ela foi jogada na caldeira). Veja que exemplo, esta santa se preocupou não com as dores, com a terrível morte que sofreria, mas preocupou-se em ser lançada para o martírio vestida. Queria preservar a pureza, e preservar os homens também deste pecado.

Gostaria de finalizar este post com um trecho de um sermão de São João Maria Vianney sobre a pureza: “Ó DEUS, QUANTAS ALMAS ESTE PECADO ARRASTA PARA O INFERNO!... Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo! ... Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração. Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas. Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá a morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza! Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do inferno por toda a eternidade.”

E lembre-se: roupa não define caráter, mas me ajuda a distinguir uma mulher de Deus de uma porca.
Salve Maria Imaculada! A Mulher que Deus colocou para que você mulher imitar".

12 de jan de 2018

Algumas informações coletadas sobre o movimento LGBT



Irmãos, para esclarecimento geral, vou compartilhar aqui uma série de artigos sobre verdades que não são divulgadas pelos grandes canais de mídias sobre o movimento LGBT, que, às vezes, ao invés de defender as minorias a que se propõe, tem servido de instrumentalização de uma pauta partidária política. Respeito os homossexuais e afins, o que está em jogo aqui é o uso desta minoria já bem discriminada a favor de agendas políticas e não de seus direitos.

Algo que me motivou foi a vergonhosa capa do círculo bíblico de fevereiro da CNBB (pelo menos é o símbolo que está na capa), onde expôs o 'escandaloso' índice de 340 casos de violência contra LGBT em 2016. Pena que a capa se omitiu dos mais de 60.000 assassinatos de pessoas em geral. Algo pior que uma guerra. Porque será uma capa dessa num ano político? Será que há alas instrumentalizando também a CNBB e a Campanha da Fraternidade para mandar mensagens ideológicas ao invés de promover a evangelização? Não estou afirmando nada, mas é uma dúvida que ronda este pequeno ser em dúvidas cruéis.

Os cristãos não devem nenhum respeito a um movimento que apoia protestos onde as imagens cristãs são profanadas, quebradas, raladas, maculadas com órgãos sexuais e escrotais, onde pintam obscenidades em hóstias e muitos outros crimes contra nossos símbolos sagrados de fé. Se querem respeito, devem se dar respeito.

Segue abaixo os links que coletei e que é importantíssimo que católicos conheçam tais informações:




Smith Hays é homossexual e inteligente. Mais informações: 

11 de jan de 2018

Os santos souberam fazer a Vontade de Deus





Texto da aula 41 do curso "Espiritualidade Católica" do professor Felipe Aquino:


“O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2,17).

Os santos ensinam, com unanimidade, que o caminho da santidade é “fazer a vontade de Deus”. Isto nos santifica porque nos conforma com Jesus, o modelo da santidade, que, acima de tudo queria fazer a vontade de Deus em todo tempo.

A Encarnação foi a maneira que Jesus encontrou para, como homem, fazer perfeitamente a vontade de Deus, que Adão não quis fazer.

A primeira coisa que temos de compreender, e aceitar na fé, é que a vontade de Deus nem sempre, ou quase sempre, não coincide com a nossa. E aí está o primeiro passo para amar a Jesus: abdicar do que nós queremos, para fazer o que Ele quer. É o que São Paulo chamava de “a obediência da fé” (Rm 1,5) sem o quê é “impossível agradar a Deus” (Hb 11,6) já que o “justo vive pela fé” (Hab 2,4; Rm 1,17).

O profeta Isaías disse: “Meus pensamentos não são os vossos, e vosso modo de agir não é o meu, diz o Senhor, mas tanto quanto o céu domina a terra, tanto é superior à vossa a minha conduta e meus pensamentos ultrapassam os vossos.” (Is 55, 89)

A lógica de Deus é diferente da nossa porque Ele vê todas as coisas perfeitamente, enquanto a nossa visão é míope e limitada. É como se olhássemos a vida como um belo tapete persa, só que pelo lado do avesso.

Não podemos duvidar de que a vontade de Deus para nós seja “a melhor possível”, mesmo que nos seja incompreensível no momento.

O que mais agrada a Deus é trocarmos, consciente e livremente, a nossa vontade pela Dele, porque isto é prova de muita fé, concreta. Quando damos esse passo, Ele substitui a nossa miséria pelo seu poder. Portanto, é preciso a cada dia, a cada passo, em cada acontecimento da vida, fazer esse exercício contínuo de aceitar a vontade do Senhor, que sabe o que faz.

São Bernardo disse que “se os homens fizessem guerra à vontade própria, ninguém se condenaria”. Este é o segredo para se abandonar aos desígnios de Deus: ele é Pai, ele nos ama, ele quer só o nosso bem, por mais adversas e incompreensíveis que seja a situação que vivemos. Ele está no leme do barco da nossa vida. É preciso confiar!

Deus é o maquinista do trem da nossa vida, por isso não precisamos nos preocupar para onde ele nos leva. O salmista diz: “Confia ao Senhor a tua sorte, espera Nele: Ele agirá.” (Sl 36,5)

“Mas eu Senhor, em vós confio (…) meu destino está em vossas mãos.” (Sl 30,1516)

São Paulo insistia nisso; dar graças a Deus em tudo é o que alegra ao Senhor, pois é o melhor testemunho de fé que lhe damos. Esta atitude consciente elimina a tristeza, arranca o mau humor, a impaciência, a grosseria com os outros e a perigosa lamentação.

É nessa perspectiva que São Paulo dizia: “Ficai sempre alegres, orai sem cessar. Por tudo dar graças (…) (1Ts 5,16).

Não seremos felizes de verdade e não teremos paz duradoura, sustentada, enquanto não nos rendermos à santa e perfeita vontade de Deus.
“Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos! (…). O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com nada; mas apresentai a Deus todas as vossas necessidades pela oração e pela súplica, em ação de graças. Então a paz de Deus, que excede toda a compreensão, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.” (Fl 4, 47)

O santo vive na paz e na perene alegria, embora caminhando sobre brasas muitas vezes. São João Bosco dizia que “um santo triste é um triste santo”, e o seu discípulo, São Domingos Sávio, dizia que a santidade consiste em “cumprir bem o próprio dever e ser alegre”.

São Paulo perguntava: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31). E o Apóstolo explicava a razão dessa esperança: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho (…) como não nos dará com Ele todas as coisas?” (Rm 8,32)

É nessa mesma fé e esperança que o santo vive; a cada instante repetindo para si mesmo aquela palavra do Senhor: “Não vos preocupeis por vossa vida (…). Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? (…). São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.” (Mt 6,2532)
Jesus ensina o que é essencial: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça” (Mt 6,33), isto é, fazer a vontade de Deus. Também conosco será assim; é nos momentos mais difíceis da vida, nas crises de toda espécie, que temos a oportunidade de fazer a vontade de Deus da melhor maneira; especialmente quando Deus nos pede beber o cálice da amargura. O que fazer? Correr, fugir?

A vontade do Pai deve ser perfeitamente realizada na terra como é no céu. Quando isto acontecer, então o Reino dos céus acontecerá na terra plenamente.

Na última Ceia Jesus disse a seus Apóstolos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14,15)

Quem não luta para guardar os Mandamentos de Deus, não ama a Deus. É por amor a Jesus que devemos amar os Mandamentos e não pecar. Eles são o caminho da conduta moral que nos leva à perfeição querida por Deus.

Infelizmente, em nossos dias, os homens querem fazer a própria moral e não mais viver a moral que Deus nos deu. É o que nos tem dito o papa Bento XVI, “a ditadura do relativismo”: cada um faz a moral e a doutrina que quer; como se Deus não existisse e não tivesse revelado suas leis; e quem não aceita esta “nova mentalidade” é, então, taxado de retrógrado, obscurantista e atrasado. É uma verdadeira ditadura do homem contra Deus. É como se a verdade não existisse e o bem fosse igual ao mal.
Ninguém como os santos viveram bem a vontade de Deus; então, vamos aprender com eles. Selecionamos alguns pensamentos de alguns santos doutores.



Ensinamentos dos santos doutores

• Santa Teresa de Ávila (†1582):
“É evidente que a absoluta perfeição não consiste nas alegrias interiores, nem nos grandes êxtases, visões, nem no espírito da profecia. Consiste em tornar nossa vontade de tal modo conforme a de Deus, que abracemos de todo o coração o que cremos querido por ele e que aceitemos com a mesma alegria o que é amargo e o que é doce, desde que compreendamos que Sua Majestade o quer.” (Fundações, cap. 5, n.10)

• São Bernardo (†1153)
“Quando se vê uma pessoa perturbada, a causa da preocupação não é outra coisa senão a incapacidade de realizar a própria vontade.”

• Santa Catarina de Sena (†1380) – dos Diálogos com Deus:
“O que faz o homem sofrer é a vontade própria.”
“Meus servidores não sofrem, porque se despojaram da vontade própria e se revestiram da Minha.”
“Venham de onde vierem as adversidades são instrumentos Meus que fazem meus servidores padecerem no corpo; perseguidos pelo mundo nada sofrem no espírito. Identificaram-se com a Minha vontade e até se alegram em tolerar males por Mim.”
“É indispensável que considereis como elemento básico de vosso aperfeiçoamento a eliminação da vontade própria; submetendo-a a Mim, fareis um ato de desejo agradável, inflamado, infinito para Minha honra e para a salvação dos homens.”
“O homem conformado à Minha vontade é desapegado de si mesmo, vence o mundo, o demônio e a carne; ao chegar o momento da morte, seu falecimento acontece na paz.”
“Mais sofria o rico epulão com suas posses, que o pobre Lázaro com sua lepra. No rico estava acordada a vontade própria; donde procede toda a infelicidade, enquanto que em Lázaro ela morrera.”


10 de jan de 2018

10 frases de S. Afonso de Ligório sobre o cumprimento da Vontade de Deus






Santo Afonso de Ligório, Doutor da Igreja, fundador da Congregação dos Padres Redentoristas, nos deixou vários ensinamentos sobre como fazer a vontade de Deus e sobre a importância de estarmos unidos a Ele em todas as situações:

1. Se estivermos unidos à vontade divina em todas as tributações, é certo, vamos nos tornar santos e seremos os mais felizes do mundo.

2. Quem vive inteiramente unido e abandonado à vontade de Deus, não fica orgulhoso com seus sucessos, nem fica desanimado com os fracassos, pois sabe que tudo vem da mesma mão de Deus.

3. O segredo da santidade é: “Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz”.

 4. Não se preocupe em fazer muitas coisas mas procura realizar perfeitamente aquilo que ache ser da vontade de Deus.

5. Coloque as menores obrigações de seu estado antes das ações mais grandiosas e gloriosas, porque nessas pode haver lugar para o amor próprio, enquanto que naquelas se encontra certamente a vontade de Deus.

6. O verdadeiro amor consiste em nos conformarmos em tudo, com a vontade de Deus, em renunciar a nós mesmos e em preferir o que mais agrada a Deus, somente porque ele o merece.

7. Quem ama de verdade a Jesus Cristo, ama só o que lhe agrada e só porque lhe agrada, quando, onde e como ele quer; seja em trabalhos importantes ou em ocupações simples, numa vida distinta no mundo ou escondida e desprezada.

8. A santidade consiste: primeiro, numa verdadeira renúncia de si mesmo; segundo, numa total mortificação das próprias paixões; terceiro, numa perfeita conformidade com a vontade de Deus.

9. É melhor colocar como finalidade das nossas ações a vontade de Deus, do que a sua glória. Pois, fazendo a sua vontade, buscamos também a sua glória. Mas, propondo-nos a glória de Deus, muitas vezes nos enganamos fazendo a nossa vontade, com o pretexto da glória de Deus.

10. Não podemos ter maior garantia de agradarmos a Deus, do que aceitando de boa vontade as cruzes mandadas por Ele.



9 de jan de 2018

Como Fazer a Vontade de Deus



Textos retirado do livro: "Como Fazer a Vontade de Deus" do Professor Felipe Aquino


"O cristão precisa aprender o que significa renúncia, não se revoltar contra as provações que, na sua sabedoria, Deus sabe serem necessárias para purificar a nossa alma. O Evangelho é uma escola de mortificação, ensina a “tomar a cruz a cada dia” e seguir Jesus.

“Em seguida, dirigiu­se a todos: Se alguém quer vir após mim, renegue­se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga­me. Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê­la­á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá­la­á. Pois quem aproveitar ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem perder­se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?” (Lc 9,23­26)

Há cristãos que só querem as consolações de Deus e as doçuras espirituais. Deus muitas vezes nos dá as suas consolações, conforta e anima a nossa pobre alma; mas muitas vezes também permite as tribulações da vida, e é durante esse tempo que lhe mostramos a nossa fidelidade. Precisamos buscar mais o Deus das consolações do que as consolações de Deus, senão não seremos verdadeiros filhos fiéis.

Não nos esqueçamos jamais que o Filho amado de Deu veio a esse mundo como um menino pobre, numa manjedoura, tremendo de frio numa gruta pobre, para realizar o grande projeto redentor traçado pelo Pai; e depois abraçou livremente a cruz por amor a cada um de nós.

O Sim radical de Jesus ao Pai, à sua obra salvadora, deve ser a referência para todos os que desejam se salvar, agradar a Deus, fazendo a sua santa vontade. Infelizmente hoje o mundo quer o contrário; deseja que Deus se acomode aos caprichos humanos. Seja feita a “minha” vontade!

Amar a Deus e querer fazer a Sua Vontade é o caminho diário da santificação. “Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu”, dizemos todos os dias.

(...)

É preciso nos convencermos, de uma vez por todas, sem a mínima desconfiança, que tudo que Ele permite que nos aconteça é para o nosso bem, principalmente para a nossa santificação. Jesus deixou isto muito claro quando disse que o Pai não nos dá pedra quando Lhe pedimos um pão, não nos dá uma cobra quando Lhe pedimos um peixe, e não nos dá um escorpião quando Lhe pedimos um ovo (cf Lc 11,9­13).

Frei Pascoal, um capuchinho que guia peregrinos na Terra Santa, costuma dizer­lhes: “Tudo o que nos acontece nos favorece, se a gente não se aborrece e ainda agradece”. Isso não é comodismo mórbido, não, é uma ação na fé. “Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai do Céu dará coisas boas aos que Lhe pedirem.” (Mt 7,11)

Também as provações que nos atingem são “coisas boas” para a nossa santificação e é, também, por amor a Deus que devemos acolhê­las. Esta é a maior prova do nosso amor: acolher a Vontade de Deus, qualquer que ela seja.

Quando aprendemos, de fato, a aceitar, incondicionalmente, a Vontade de Deus, em todas as circunstâncias da vida, então – ensinam os santos – nada poderá perturbar a nossa vida.

Somente com esta “reta intenção”, de tudo fazer só por Deus, e nada mais, é que conseguiremos vencer todos os obstáculos do apostolado e todas as dificuldades da vida.

Há um versículo que aparece pelo menos quatro vezes na Sagrada Escritura: “O justo vive pela fé” (Hab 2,4; Rm 1,17; Gl 3,11; Hb 10,36).

A palavra fé na Bíblia é também traduzida como “fidelidade” a Deus. É a atitude daquele que crê e que obedece ao Senhor. Neste sentido, São Paulo fala aos romanos da “obediência da fé” (Rm 1,5).

A fé é um ato de adesão a Deus; isto é, submissão que implica obediência à Sua santa e perfeita vontade. A fraqueza da nossa natureza humana impede muitas vezes que a nossa fé seja coerente; quer dizer, às vezes os nossos atos não estão conforme as exigências da fé. Portanto, não basta crer, é preciso obedecer.

(...)

A obediência sempre foi e sempre será a prova e a garantia da fidelidade. Foi por ela que Jesus salvou a humanidade, porque fez exatamente o que o primeiro Adão recusara fazer. Na obediência radical a Deus o Cristo “desatou o nó da desobediência de Adão” e nos reconciliou com o Pai. Da mesma forma, ensinam os santos padres, pela obediência da Virgem, ela desatou o laço da desobediência de Eva que lançou a humanidade na danação.

A partir daí, a obediência a Deus passou a ser a marca principal daquele que crê. Ela é o melhor remédio para os males que o pecado original deixou em nossa natureza: orgulho, vaidade, presunção, autossuficiência, exibicionismo, etc.

O profeta afirma que: “A obediência é melhor do que o sacrifício” (1Sm 15,22).

(...)

Como agrada a Deus o filho fiel! O profeta diz: “Iahweh guarda os passo dos que lhe são fiéis” (2Sm 22,26) e o Senhor Jesus disse: “Muito bem servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Vem alegrar­te com o teu Senhor” (Mt 25,21) tudo o que recebemos de Deus nesta vida, é este “pouco” sobre o qual é testada a nossa fidelidade a Deus.

Ser fiel a Deus é ser obediente às suas leis, à sua vontade e servir­lhe com toda a alma.

Santo Inácio de Loyola afirmava que viver bem é “amar e servir a Deus nesta vida”.

Jesus disse aos Apóstolos na última Ceia: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15) portanto, amar a Deus, mais do que um sentimento, é uma “decisão”: guardar os seus mandamentos, cumprir a sua vontade.

(...)

A fidelidade está muito ligada à perseverança e a paciência. Santo Agostinho disse: “Os que perseveram em vossas companhias sejam vossos modelos. E os que vão ficando pelas calçadas, aumentem vossa vigilância.”

E o grande São João da Cruz ensinava que: “A constância de ânimo, com paz e tranquilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando­lhes a solução conveniente.”

Mas, para que haja serviço a Deus, perseverante e alegre, e para que possamos amar e cumprir os seus mandamentos é preciso uma vida de piedade, vigilância e oração, sem o quê, a alma esfria. Sabemos que “mosca não assenta em prato quente”; quando a alma esfria, os demônios se aproximam dela para vencê­la pela tentação.

Não seremos julgados pela nossa capacidade intelectual e nem pela grandeza das nossas obras, mas, como disseram os santos, pela pureza do nosso amor a Deus e pela perseverança nesta vivência. Jesus garantiu que diante de todas as adversidades que virão, “quem perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13).




8 de jan de 2018

Sobre a mortificação das paixões



Segue abaixo algumas frases dos santos doutores sobre a mortificação das paixões. No final um link para um texto maravilhoso a respeito.


1 - É mister dar mais importância às virtudes que à mortificação. Esta última será um meio para aumentar as virtudes e será feita de acordo com a necessidade, na exata medida das forças pessoais.
(Santa Catarina)

2 – Não desprezo a penitência. Ela é útil para reprimir o corpo, quando ele se opõe ao espírito. Mas, filha querida, não a deves impor como norma. Nem todos os corpos são iguais, nem todos possuem a mesma resistência física.
(Santa Catarina)

3 – Para atingir o estado sublime de união com Deus, é indispensável atravessar a noite escura da mortificação dos desejos desregrados e da renúncia a todos os prazeres deste mundo.
(São João da Cruz)

4 – Desde  que me trato com menos cuidado e delicadeza, passo muito melhor.
(Santa Teresa)

5 – Prazer  e oração não se toleram.
(Santa Teresa)

6 – As melhores mortificações não são as que nós escolhemos, mas as que Deus escolhe para nós.
(São Fco Sales)

7 – As mortificações que nos vem de Deus ou dos homens, por permissão divina, são sempre mais preciosas do que aquelas que são filhas da nossa vontade.
(São Fco Sales)

8 - O que tem menos de nossa escolha, é o mais agradável a Deus e proveitoso para nossa alma.
(São Fco Sales)
9 – Os que procuram as mortificações voluntárias, caminham a pé sob o estandarte de Cristo. Aceitar, porém, as cruzes que Deus nos envia e pacientemente suportá-las, é andar a cavalo.
(São Fco Sales)
10 – As melhores mortificações não são as que nós escolhemos, mas as que Deus escolhe.
(São Fco Sales)

11 – O justo trata o seu corpo como um escravo. Mas como é feliz um homem, quando esse escravo lhe é de tal modo submisso que faz tudo o que lhe for ordenado!
(Santo Antonio)


Quero recomendar aqui este excelente artigo do site do Padre Paulo Ricardo com o tema "A mortificação, escada para subir ao céu":



7 de jan de 2018

Renúncia a si no "Imitação de Cristo"





Segue abaixo três capítulos marcantes do livro “Imitação de Cristo” sobre a renúncia de si mesmo:



Da consideração de si mesmo

1. Não devemos confiar demasiado em nós mesmos, porque muitas vezes nos faltam a graça e o discernimento.
Pouca luz há em nós, e esse pouco perdemos depressa, por nosso descuido.
Muitas vezes não conhecemos como cegos estamos na alma.
Muitas vezes também agimos mal, e, ainda pior, nos desculpamos.
Às vezes somos levados pela paixão, e julgamos que é o zelo.
Repreendemos nos outros as faltas pequenas e desculpamos as nossas, mesmo as mais graves.
Muito depressa sentimos e nos magoamos com o que sofremos dos outros; mas não pensamos muito em quanto os outros sofrem por causa de nós.
O que bem e retamente examinar suas ações não terá que julgar severamente as alheias.

2. O homem de vida interior antepõe o cuidado de si mesmo a todos os outros cuidados; e com zelo atende a si; com facilidade, se abstém de falar dos outros.
Nunca será homem de vida interior e devoto, se não calar dos outros e tiver especial cuidado de si.
Caso se ocupe totalmente com Deus e contigo, pouco o abalará o que vir à sua vida.
Onde está, quando não está consigo? Qual foi o proveito lembrar-se de tudo, se de você se esqueceu?
Se quiser ter paz e união verdadeira com Deus, deve desprezar tudo o mais, para cuidar de si só.

3. Adiantará, portanto, muito, caso se conserve livre de toda a preocupação temporal; mas muito atrasará, se tiver em estima alguma coisa temporal.
Nada se parecerá grande, elevado, agradável ou digno de aceitação, a não ser somente Deus o u o que a ele se refere.
Tem por vazio qualquer consolação que te vier da criatura.
A alma que deveras ama a Deus despreza tudo o que não é de Deus.
Só Deus, eterno, imenso e que tudo enche, é a consolação da alma, e a verdadeira alegria do coração.

É preciso deixar toda a criatura para poder encontrar o Criador

1. O Discípulo – Senhor, ainda me é necessário muita graça para chegar ao estado em que nenhuma criatura possa me impedir.
Porque, enquanto alguma coisa me prender, não poderei livremente voar a vós.
Aspirava a esta liberdade o profeta quando dizia: “Quem me dera asas como a pomba, para que pudesse voar e descansar?” (Sl 54,7).
Que descanso mais completo que o do homem que só pensa em vós? E quem mais livre que o que nada deseja na terra?
É necessário, pois, que a alma se eleve acima das criaturas, se desapegue totalmente de si mesma para que, assim, arrebatada fora de si, compreenda que vós sois o Criador de todas as coisas e que nenhuma semelhança tendes com as criaturas.
Quando não se desprender assim das criaturas não poderá ocupar-se livremente das
coisas de Deus.
A causa por que hoje há tão poucas pessoas contemplativas é porque são raros os que sabem desapegar-se inteiramente das criaturas e dos bens transitórios.

2. Para isto é necessário uma graça poderosa que levante a alma e a transporte acima de si mesma.
Enquanto não for o homem assim elevado em espírito, desapegado de toda a criatura e perfeitamente unido a Deus, de pouca valia é quanto sabe e quanto possui.
Quem não ama só o único, imenso e eterno bem permanecerá muito tempo no seu estado imperfeito.
Tudo o que não é de Deus é nada, e por nada se deve contar.
Há grande diferença entre a sabedoria do homem iluminado e devoto, e a ciência que o doutor adquire pelo estudo.
Muito mais nobre é a doutrina que flui da influência da graça, que a que se adquire pelo trabalho e esforço do engenho humano.

3. Há muitos que desejam elevar-se à contemplação, mas que não trabalham por adquiri-la.
O que nos impede de chegar a um estado tão ditoso é contemplarem as coisas exteriores e sensíveis, tratando pouco de mortificar o espírito e o coração.
Não sei o que é, nem que espírito nos leva, nem que pretendemos em passar por espirituais, quando empregamos tanto trabalho e cuidado nas coisas indignas e transitórias, e apenas ou quase nunca nos recolhendo de todo a considerar nosso inferior.

4. Grande desventura! Ainda bem não temos entrado em nosso coração já saímos dele para nos ocuparmos em coisas externas, sem fazemos um rigoroso exame sobre as nossas obras!
Não consideramos até onde descem nossos afetos, nem choramos vendo que tudo em nós é impuro.
“Toda a carne tinha corrompido o seu caminho”; eis porque veio o dilúvio (Gn 6,12).
Quando, pois, os nossos afetos interiores estão corrompidos, corrompem necessariamente nossas ações e descobrem assim toda a fraqueza de nossa alma.
Os frutos da boa vida não brotam senão de um coração puro.

5. Pergunta-se de um homem: o que faz ele? Mas não se atende se o fez por virtude.
Averígua-se com cuidado se é valente, rico, formoso, sábio, se é bom escritor, se canta bem, se é hábil em sua profissão; porém pouco se fala se é humilde, manso, paciente, devoto e recolhido.
A natureza não considera senão o exterior do homem; a graça, porém, penetra no seu interior. Aquela muitas vezes se engana, esta espera em Deus para não ser enganada.

Da abnegação de si mesmo e do desapego de toda a cobiça

1. Jesus Cristo – Filho, não pode gozar de perfeita liberdade sem que renuncie inteiramente a você mesmo.
Em escravidão vivem todos os que se amam e buscam a si mesmo. Andam inquietos, ávidos, curiosos, buscando sempre o que ajuda os sentidos e não o que me agrada, nutrindo-se de ilusões e formando mil projetos, que se dissipam.
Tudo que não vem de Deus não pode ser firme e permanente.
Imprima em sua alma esta breve, mas perfeitíssima máxima: “Deixe tudo e achará tudo”. Renuncie a seus apetites e terá sossego.
Medite bem este preceito; e quando o tiver cumprido, saberá tudo.

2. O Discípulo – Senhor, uma piedade tão pura não é obra de um dia, nem brincadeira de meninos; neste breve ditado se encama toda a perfeição da vida religiosa.

3. Jesus Cristo – Filho, não deve fraquejar nem logo perder o ânimo, quando te mostram o caminho dos homens perfeitos; mas antes esforçar-se por chegar a esse estado sublime ou pelo menos aspirar a ele com o desejo.
Oh! Se tivesse chegado a tanto que não amasse a si mesmo, submisso inteiramente à minha vontade e ao prelado que te dei! Então me agradaria sobremaneira e toda a sua vida passaria alegre e sossegada.
Ainda tem muito que deixar: e se não renunciar a tudo por amor a mim não alcançará o que pede.
Para que seja rico, aconselho “que me compre este ouro purificado no fogo”, quero dizer, a sabedoria celestial que pisa aos pés todas as coisas terrenas (Ap 3,18).
Para a possuir, renuncie à sabedoria terrena e a toda a falsa complacência de você mesmo.

4. Já te disse que as coisas mais desprezíveis ao parecer humano se devem comprar com as mais preciosas e altas.
Pois que esta sabedoria celestial, que nenhuma estimação faz de si mesma nem deseja que os outros a estimem, está hoje no último desprezo e quase no esquecimento de todos os homens; e se muitos a honram com a boca, a combatem ao mesmo tempo com as suas obras. Contudo, ela é “aquela pérola preciosa” a tantos escondida (Mt 13,46).

Texto retirado do livro: Imitação de Cristo; Tomás de Kempis; Editora AveMaria.



6 de jan de 2018

Escola da Fé Online




Irmãos, quero aqui recomendar o Escola da Fé Online do Professor Felipe Aquino. É uma plataforma de estudos teológicos. Contém já vários cursos. Não conheço plataforma melhor que essa para quem deseja estudar seriamente o conteúdo da nossa fé. Eu estou fazendo agora o Curso sobre a Espiritualidade Católica. Maravilhoso! Até chamei alguns irmãos para fazerem comigo. Devido a isso estarei nas próximas postagens focando mais essa temática compartilhando alguns textos indicados pelo professor. Deixo aqui essa recomendação dessa plataforma excelente. Para conhecer mais acesse o link abaixo:





5 de jan de 2018

Sobre a renúncia a si mesmo




Mas, o que é renunciar a si mesmo?
Certa vez alguém me disse: “Penso que renunciar a mim mesmo é algo mais difícil do que carregar a cruz. Renunciar a si mesmo é querer, de coração, deixar de fazer, ser,crer, o que queremos para nós, para nossa vida...e por amor a Deus, fazer o que Ele nos pede. Talvez com uma resignação mais intensa que a dos pais pelos filhos. É saber ser humilde, desprendido, é crer com o coração que Deus nos basta”. É uma boa reflexão.

"Fazer a vontade de Deus é, em primeiro lugar, fugir de todo pecado; é uma luta contra nós mesmos; por isso Jesus disse que “o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam”. (Mt 11, 12). Os violentos consigo mesmos; não com os outros. E isso é possível, com a graça de Deus, basta olhar a vida dos santos. É difícil renunciar a si mesmo; mas se Jesus manda isso, então, não pode nos negar a graça necessária.

Santo Agostinho lembra­nos que “o que é impossível à natureza, é possível à graça de Deus”. Por nós mesmos não conseguimos nos renunciar; Jesus avisou: “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Então, a primeira providência é pedir ao Senhor: “Tem compaixão de mim; não sou capaz de abandonar o que eu quero para fazer o que Tu queres! Socorre­me com Tua graça”. É preciso ser mendigo de Deus para ser atendido por Ele. Só damos uma esmola a quem de fato não tem nada.

Jesus disse aos Apóstolos na Santa Ceia: “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,15); isto é fazer o que Deus quer. Os 10 Mandamentos são a base da Moral católica; quem quiser “renunciar a si mesmo”, comece por obedece-­los.

Podemos também examinar a nossa conduta à luz dos pecados originais que a Igreja nos ensina que são os piores (soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça).

Renunciar a si mesmo é também não gastar o tempo e a vida com futilidades. João Paulo II dizia que “o cristão não pode viver uma vida na mediocridade”. Não podemos perder tempo com programas fúteis, vazios, que não deixam um crescimento para nós e para os outros. Jesus manda “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” (Mt 6,33). Jesus diz que “quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá­-la­-á”. É um “sacrifício” mesmo, de nossa vontade, para fazer a Dele. Perder a vida para ganhá-­la."

"A ordem de Jesus de “renunciar a si mesmo” pode parecer a princípio um contrassenso, mas é exatamente o que precisamos, é uma grande sabedoria.

“Renunciar a si mesmo”, não quer dizer se desvalorizar ou jogar a vida fora, ao contrário, é deixar Deus ser o guia da sua vida, e não você. É desocupar o trono de onde partem as ordens para a sua vida, e deixar Deus sentar na cadeira de comando.

Ora, afinal, quem é mais capaz, você ou Deus, para dirigir a sua vida? Se é Ele, por que então resistir? Quando Jesus diz: “... e siga­me”, Ele está mandando que você obedeça as suas leis, a Sua vontade, a doutrina que a Igreja ensina, e não, viver segundo a “sua” moral e a “sua” lei. Não queira você fazer as leis; obedeça as que Deus fez."

Prof Felipe Aquino

4 de jan de 2018

Textos sobre o Amor à Deus e ao próximo



"Somente serás agradável a Deus quando Deus te for agradável."
Santo Agostinho

"­O amor é como a mão da alma. Enquanto segura uma coisa não pode pegar outra. Por isso, quem ama o mundo não pode amar a Deus. Está com a mão ocupada. Se Deus é o bem supremo do homem, viver bem não pode consistir em outra coisa que em amá­-lo com toda nossa mente e alma."
S. Agostinho

"S. Paulo desprezava seu instinto de sociabilidade para ser amado por Cristo. A ver­-se privado desse amor e bem visto pelos homens “preferia ser o último de todos, ser contado entre os réprobos, do que encontrar-­se no meio de homens famosos, mas privados do amor de Cristo.”
S. João Crisóstomo

"Esses dois preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução."
Santo Agostinho

"Cada homem é aquilo que ama."
 (Santo Agostinho)

"Só se ama verdadeiramente o próximo quando se ama a Deus no próximo, seja porque Deus vive nele, seja para que Deus viva nele. Isto é amor. Amar por outro motivo não é amor, é ódio."
 (Santo Agostinho)

Deus à S. Catarina:
"Quem não Me ama, também não ama os homens; por isso não os socorre. Nada existe mais fácil do que amar; nem nada mais agradável. Todas as qualidades que vos dei, destinam­-se ao benefício dos outros. É vossa obrigação amar com o mesmo puro amor que Eu vos amo."

"Onde não há amor, põe amor e colherás amor."
 (São João da Cruz)

"Devido à malícia de nossa natureza, o amor ao próximo nunca desabrochará perfeitamente em nós se não brotar das raízes do amor de Deus.
Suplicai ao Senhor que vos conceda com perfeição o amor ao próximo."
 (Santa Teresa)

"Quando vedes alguma coisa que se pode fazer com amor, fazei­-o; o que não se pode fazer sem discussões, deixai­-o."
(Santa Teresa)

"Aquele que afirma: “Sem fé é impossível agradar a Deus”(Hb 11,6) também assevera:
“Mesmo que tivesse toda a fé a ponto de transportar montanhas, se não tiver a caridade, não sou nada”(1 Cor. 13,2)."
 (São Leão Magno)

"Amar é querer bem a qualquer um."
 (São Tomás)

"Diante dos homens é virtude suportar os inimigos, mas diante de Deus a virtude é amá-­los."
 (São Gregório Magno)

"Amar o inimigo como inimigo é uma loucura, Amá-­lo como irmão é caridade."
 (Santo Agostinho)

3 de jan de 2018

A importância de valorizar textos riquíssimos




Conta­-se que em certa ocasião, voltando de Saint Denis juntamente com alguns frades de sua ordem, São Tomás de Aquino viu de longe a imensa cidade de Paris. Um de seus companheiros comentou como seria de grande proveito para a obra de São Domingos, serem possuidores da cidade de Paris. O Doutor Angélico, atônito, perguntou­-lhe, então, o que haveriam de fazer com ela. O frade deu­-lhe a idéia de vendê­-la ao Rei da França e, com o dinheiro, mandar construir mosteiros para que a Ordem pudesse receber mais vocações. Porém, para o espanto do frade, São Tomás respondeu-­lhe que preferia antes os comentários de São João Crisóstomo sobre o evangelho de São Mateus, por serem eles de grande valor teológico e de enorme benefício às almas.



2 de jan de 2018

A Ascese




"A verdadeira ascese, mais do que um caminho em direção a si mesmo, comporta uma luta em direção aos outros. Faz­-se ascese como forma de consagração e amor. A pessoa se purifica para viver mais desimpedidamente pelos outros. Renuncia a coisas válidas para ser mais irmã e companheira...

Há outras formas de ascese. Na ascese da fé, a pessoa se aceita com seus dolorosos e insuperáveis limites, fraquezas e misérias, dor e desenganos da vida, e com o desfecho da morte, aparentemente o absurdo e total fracasso da vida. Na ascese moral, a pessoa diz sim ao bem e não ao mal, abraçando e renunciando ao mesmo tempo. Na ascese escatológica, a pessoa alimenta uma constante disposição para a partida e uma iluminada vigilância diante da vida em Deus. Para quem é cristão, existe ainda a ascese da cruz, que consiste em abraçar o escândalo do calvário, identificando­-se com o Cristo que não afastou o cálice da dor nem fugiu da 'idiotice' da cruz, fazendo­-se obediente à vontade do Pai.

Em conseqüência, parece claro que fazer ascese não consiste em mortificar simplesmente o corpo, mas em morti­ficar (fazer morrer) o velho Adão ou o animal que é egoísta, guloso, violento, preguiçoso e cruel em nós. Fazer ascese consiste em renunciar ao eu não intencionado por Deus e não em tentar ser, simplesmente, mais e melhor.

A verdadeira ascese visa a fazer­nos mais livres, levando­nos a viver mais plenamente.

Não procura arrancar qualquer erva daninha em nosso jardim espiritual, mas cultivar os frutos e as flores que ele pode, com a graça de Deus, com a ajuda dos irmãos e com a coragem pessoal, produzir."

Frei Neylor José Tonin
(Comunidade Shalom)


1 de jan de 2018

Mudanças em 2018

Biblioteca do Mosteiro de Strahov em Praga. Sala de Teologia em estilo Barroco em 1671 onde se abriga mais de 15 mil volumes.


Irmãos, feliz ano novo de 2018!
No início deste ano quero desde já comunicar que trarei mudanças no site e no projeto. Fiquem atentos e acompanhem. Deus os abençoe! Shalom!

"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.