28 de fev de 2018

Novena Meditada a S.Francisca Romana - 1º dia





Novena Meditada a S.Francisca Romana - 1º dia



Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Santíssima Trindade, Pai Filho e Espírito Santo, agradeço-vos todos os favores e todas as graças com que enriqueceste a alma de Vossa serva Santa Francisca Romana durante os anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida Santa concedei-me a graça que ardentemente Vos peço de nunca me apartar de Vós e sempre reconhecer que sou vosso(a) e também a graça (...), se for conforme Vossa Santíssima vontade e para a salvação de minha alma.

PRIMEIRO DIA

Santa Francisca, exemplo de santidade no século pelo desprezo do mundo.

I — Considerai que Santa Francisca, penetrada dos ensinamentos de São João, desprezava o mundo e tudo aquilo que ele oferece: riqueza, honra, pompas e grandezas. Deliciando-se somente nas coisas celestes, amou o retiro e a pobreza, servindo a Deus, para o qual é feito unicamente nosso coração, e buscando somente nEle a paz, o contentamento, a alegria e a felicidade. Seguindo o exemplo de Francisca, aprendamos a desprezar o que é terreno e a desejar somente as coisas celestes.

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai - Santa Francisca Romana, rogai por nós.

II — Considerai que Santa Francisca, obrigada a sufocar seu ardente desejo de ir para a clausura e a abraçar, por vontade dos pais, a vida conjugal, vivia no mundo com um perfeito desapego de suas adulações e conservando um espírito claustral e religioso. Para quem vive no mundo, é um bonito exemplo para seguir as máximas do Apóstolo: "et qui utuntur hoc mundo tamquam non utantur" (e os que usam deste mundo, como se dele não usassem - I, Coríntios, 7-31).

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai - Santa Francisca Romana, rogai por nós.

III — Considerai que Santa Francisca, constantemente unida a Deus e com Ele conversando familiarmente, detestava as coisas do mundo, convencida, como diz São Tiago, que o afeto às coisas terrenas, cedo ou tarde, nos torna inimigos de Deus. Aprendamos nós também, a exemplo de Santa Francisca, a não procurar os gostos e aprovações das criaturas, mas somente de servir àquele Deus que pode plenamente consolar-nos em vida e beatificar-nos por toda a eternidade.

Pai Nosso - Ave Maria - Glória ao Pai - Santa Francisca Romana, rogai por nós.

Oração. Ó amável Santa Francisca, vós que, conhecendo as armadilhas que o mundo tende às almas e a falsidade de suas promessas, desejaste, desde vossa mais tenra idade, retirar-vos em uma clausura para poder desfrutar mais livremente os frutos beatos da íntima união com Deus, obtende para nós, ainda tão sujeitos às adulações do século, uma santa execração do mundo e de suas estultas máximas, para que não triunfem nunca em nossos corações, e possamos compreender que não pode ser verdadeiro servo de Deus quem quer encontrar a aprovação dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.




Fonte: http://precantur.blogspot.com.br/2015/02/novena-meditada-santa-francisca-romana.html

27 de fev de 2018

165 - Santa Francisca Romana





Irmãos, continuando a proposta de apresentar em áudio, no Podcast CEFAScast, cada mês desse ano, um santo, beato ou servo de Deus com grandes exemplos de vida matrimonial, trago desta vez para contemplação deste mês de março a vida maravilhosa de Santa Francisca Romana. Uma mulher de grande exemplo de dedicação à família, aos pobres e amor à Deus.

Acesse:



26 de fev de 2018

164 - Via Sacra Meditada





Trazemos neste PODCAST CEFAScast uma meditação da Via Sacra baseada no livro 'A paixão de Cristo segundo um cirurgião" do dr. Pierre Barbet.

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25 de fev de 2018

7 Domingos a São José - 4º Domingo





Quarto Domingo

Medite-se sobre Lc 2, 22-35 e faça-se, depois, a seguinte oração.

Ó fidelíssimo santo, glorioso São José, que também tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer vos causou mortal angústia, também vos encheu de sumo gozo pela salvação e gloriosa ressurreição que, como igualmente predisse, teria de resultar para inumeráveis almas.

Por esta dor e por este gozo, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da santíssima Virgem, sua mãe, hão de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

V. São José,
R. Rogai por nós!


Oremos
Ó Deus, que com inefável providência Vos dignastes eleger São José esposo de vossa santíssima Mãe, fazei que mereçamos ter no Céu a intercessão daquele que veneramos na terra. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.



Fonte:
https://padrepauloricardo.org/blog/sete-domingos-em-honra-a-sao-jose



24 de fev de 2018

163 - Ide vós também para minha vinha





Neste podcast do CEFAScast venho trazer o início de uma reflexão da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christifideles Laici do Papa São João Paulo II sobre a Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo. Com o tema "Ide vós também para minha Vinha" refletimos no chamado que Deus faz a todo leigo, chamado que a nenhum é dado o comodismo de negar ou se fazer de surdo.

Acesse:






22 de fev de 2018

20 de fev de 2018

Família Evangelizar Nossa Missão




Irmãos, gostaria de divulgar aqui este importante projeto com a grande missão de levar a Palavra de Deus de forma simples e profunda a horizontes que só Deus conhece os limites.

Evangelizar, Nossa Missão é um projeto de Evangelização que prega a doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana. Tem por finalidade mostrar a beleza de nossa igreja, com informações, mensagens, orações e a meditação diária do evangelho do dia através de uma equipe de pregadores.
Sejam bem-vindos à família "Evangelizar, nossa missão".

Há várias rádios que fazem parceria com este projeto retransmitindo o conteúdo produzido. Abaixo segue os links das Redes Sociais do Projeto e as rádios parceiras. Acesse, acompanhe e divulgue:







RÁDIOS PARCEIRAS:









19 de fev de 2018

Plano de Vida Espiritual




Irmãos, trago aqui hoje os links para dois artigos do Padre Francisco Faus. Um sobre o que é fazer um Plano Espiritual e outro sobre a finalidade do mesmo. Recomendo para este tempo de quaresma que você leia e faça o seu.

Trago também no final um link com nossa publicação de proposta de um "Ciclo Temporal Católico", que creio que possa lhe auxiliar a montar seu Plano Espiritual.

Boa leitura e boas orações!











18 de fev de 2018

7 Domingos a São José - 3º Domingo





Terceiro Domingo

Medite-se sobre Lc 2, 21 e Mt 1, 25, e faça-se, depois, a seguinte oração.

Ó obedientíssimo das divinas leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na circuncisão derramou o Redentor Menino vos trespassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento.

Por esta dor e por este gozo, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expiar cheios de júbilo, com o nome de Jesus no coração e nos lábios.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

V. São José,

R. Rogai por nós!


Oremos
Ó Deus, que com inefável providência Vos dignastes eleger São José esposo de vossa santíssima Mãe, fazei que mereçamos ter no Céu a intercessão daquele que veneramos na terra. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.



Fonte:
https://padrepauloricardo.org/blog/sete-domingos-em-honra-a-sao-jose

17 de fev de 2018

Uso de imagens na Igreja





Artigo de Dom Estevão Bettencourt, OSB na Revista “Pergunte e Responderemos”, nº 270, Ano 1983, Pg. 412:

Em síntese: A proibição de confeccionar imagens contida no Antigo Testamento era devida a circunstâncias contingentes da história do povo de Deus; cercado de nações idólatras, Israel tendia ao culto pagão das imagens e a concepções de índole mágica que as imagens poderiam fomentar. De resto, já mesmo no Antigo Testamento o próprio Deus prescreveu a confecção de imagens como querubins, serpente de bronze, leões do palácio de Salomão, etc.

O mistério da Encarnação do Filho de Deus mostrou aos homens uma face visível de Deus, que, além do mais, se quis servir de numerosos elementos sensíveis (imagens, palavras, cenas históricas…) para comunicar a Boa Nova. Os cristãos foram então compreendendo que, segundo a pedagogia divina, deveriam passar da contemplação do visível ao invisível.

As imagens, principalmente os que reproduziam personagens e cenas da história sagrada, tornaram-se a Bíblia dos iletrados ou analfabetos. A controvérsia iconoclasta, inspirada por correntes judaizantes e heréticas nos séculos VIII e IX, terminou com a reafirmação do culto das Imagens no Concílio de Nicéia II (787). Tal culto é dito “de veneração” e é válido na medida em que as imagens representam os santos; não se confunde com adoração.

Os Reformadores protestantes rejeitaram as imagens por causa dos abusos do fim da                  Idade Média; Lutero, porém, se mostrou assaz liberal e tal propósito. Ultimamente entre os luteranos e atitude iconoclasta tem sido submetida a revisão.

As autoridades eclesiásticas católicas tem promulgado normas para se evitarem abusos e erros teológicos na confecção e no culto das imagens.

Comentário: Não raro levantam-se objeções contra o uso católico de confeccionar imagens sagradas, visto que estas parecem proibidos pela Lei de Deus. Com efeito, diz o livro do Êxodo: “Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus, ou do que existe embaixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto” (20,4).

Os fiéis católicos sentem-se às vezes em apuros para, diante de tal texto, justificar a praxe católica de venerar imagens. Eis por que, a seguir, abordaremos o assunto: 1) percorrendo mais a fundo a Sagrada Escritura, 2) estudando um pouco a história do Cristianismo e 3) elucidando o sentido que as imagens têm para o povo católico.

A doutrina bíblica
Distinguiremos duas etapas, ou seja, a mensagem do Antigo e a do Novo Testamento.

1.1. No Antigo Testamento
1. O Senhor vedou aos israelitas a confecção de imagens, estátuas, etc., visto que na antiguidade pré-cristã facilmente se atribuía a esses artefatos um caráter religioso; eram considerados pelos pagãos como símbolos em que a Divindade estava presente, ou como a Divindade mesma. Dada essa mentalidade dos povos vizinhos de Israel, o uso de imagens acarretava perigo para a fé monoteísta dos hebreus, que as poderiam ter na mesma conta em que as tinham os idólatras (coisa que de fato se dava quando os israelitas transgrediam o preceito do Êxodo; cf. 2Rs 18,4; Ez 8, 318).

Justamente para evitar a confecção de imagens, o Senhor não tomava forma nem figura quando falava a Israel; apenas fazia notar a sua presença por meio de raios, trovões, etc. Desta maneira subtraía ao seu povo qualquer ponto de apoio para fabricar alguma representação de Deus; o próprio Javé se dignou revelar o motivo da proibição no texto de Dt 4,15, paralelo a Ex 20,4s: “Estai atentos; já que não vistes forma nenhuma no dia em que Javé no Horebe vos falou em meio ao fogo, não prevariqueis e não façais imagem esculpida a representar o que quer que seja”.

Os Profetas foram assaz veementes na rejeição das imagens visto que, de fato, Israel tendia à idolatria; tenham-se em vista os textos de Is 40,18; 44,920; Jr 10,25…

As razões remotas que levavam os antigos a adorar imagens, eram muitas vezes de ordem mágica. Com efeito, julgavam os povos primitivos que a imagem participava da essência do indivíduo representado; a imagem era consubstancial com o indivíduo, ou mesmo a imagem era o próprio indivíduo. Em consequência, quem conseguisse fazer a imagem de um deus, capturava esse deus ou exercia poder e domínio sobre ele; encerrava a força da divindade dentro do respectivo artefato; poderia então dispor da ação poderosa da divindade.

Este fundo de cena, incompatível com a noção elevada e pura de Deus na revelação bíblica, explica adequadamente a proibição do uso de imagens no Antigo Testamento.

Como se vê, a proibição de imagens no Antigo Testamento não implicava oposição entre o visível e o Invisível, entre o material e o espiritual, nem pretendia incutir um culto espiritualizado dirigido diretamente ao Invisível. Muito diverso era o sentido dessa proibição; ela se prendia ao conceito mesmo de Javé e devia incutir que o Senhor era diferente dos deuses dos outros povos; estes podiam ser representados e fixados em determinado lugar, porque eram ficções dos homens; ao contrário, Javé se manifestava livre e soberanamente onde e quando queria, infinitamente acima das forças e dos seres sensíveis, pois Ele é o Criador de todos.

2. Não obstante, em certos casos, tomadas as cautelas contra o perigo de idolatria, o Senhor não somente permitiu, mas até mandou que se confeccionassem Imagens sagradas, a fim de elevar a piedade de Israel.

a) Foi, por exemplo, o que se deu na fabricação da Arca da Aliança: por ordem explícita de Javé, Moisés colocou dois querubins de ouro sobre o Propiciatório da Arca, tendo as asas voltadas para o alto e as faces dirigidas para a placa sagrada de metal; era pelo Propiciatório assim configurado que Javé falava ao seu povo; cf. Ex 25, 1722. Em vista disto, a Bíblia costuma dizer que “Javé está assentado sobre querubins”; cf. 1Sm 4,4; 2Sm 6,2; 2Rs 19,15; Sl 79,2; 98,1.

b) No Templo construído por Salomão, diz o texto sagrado que foram confeccionados querubins de madeira preciosa para ficar junto à Arca da Aliança (cf. 1Rs, 6,2328); e mais: as paredes do Templo foram todas revestidas de imagens de querubins (cf. 1Rs 6,29s). Tais obras se fizeram, sem dúvida, com a ordem ou a aprovação do próprio Deus (cf. 1Cr 22, 813), que, já no deserto, “comunicara a Beseleel o seu espírito – espírito de sabedoria, inteligência e ciência – para realizar toda espécie de obras, para conceber e executar projetos de obras em ouro, prata e bronze … assim como para talhar a madeira” (cf. Ex 31, 15). Vê-se assim com que apreço Deus considerava as esculturas de seu Templo, já mesmo no regime do Antigo Testamento.

c) Durante a travessia do deserto, o povo de Israel foi acometido por serpentes cuja mordedura fez perecer muita gente. Foi então que o Senhor Deus ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e a colocasse sobre uma haste; todo aquele que, mordido, a contemplasse, seria salvo. Cf. Nm 21, 49.

d) O mar de bronze ou reservatório de água lustral colocado à entrada do palácio de Salomão era sustentado por doze bois de metal, dos quais três olhavam para o Norte, três para o Oeste, três para o Sul e três para o Leste; cf. 1Rs 7, 2326.

e) Havia também entre os ornamentos do palácio régio de Salomão figuras de leões, touros e querubins; cf. 1Rs 7,28s.

Estes textos dão a ver que a proibição de confeccionar imagens não era absoluta no Antigo Testamento, mas condicionada por circunstâncias em que vivia o povo de Israel. A própria Tradição de Israel foi aos poucos interpretando com certa flexibilidade a proibição do Decálogo. Tenham-se em vista, por exemplo, certas sinagogas da Palestina do século III d.C., onde se encontraram afrescos e figuras humanas. Seja citada também a sinagoga de Dura-Europos (à margem do rio Eufrates), na qual estavam representados Moisés diante da sarça ardente, o sacrifício de Aarão, a saída do Egito, a visão de Ezequiel.

1.2. No Novo Testamento
Passaram-se os séculos… O mesmo Senhor que se mantivera invisível, quis tomar corpo humano e viver na terra; quis assim dirigir-se aos homens mediante uma figura (a do Cristo Jesus), que, sem dúvida, devia ser impressionante. Em sua pregação, Jesus houve por bem ilustrar as realidades transcendentais (o Reino de Deus, a Misericórdia do Pai, o dinamismo da graça …) mediante imagens inspiradas pelas realidades visíveis; tal foi o significado das parábolas e alegorias utilizadas pelo Divino Mestre, que aludiu aos lírios do campo, à figueira, aos pássaros do céu, ao bom pastor, à videira e a seus ramos, às crianças que brincam na praça pública, à mulher que perdeu sua moeda, ao administrador infiel, aos operários chamados à vinha…

Ademais a evolução das culturas fez que o ambiente greco-romano fosse menos dado à magia e mais penetrado pela filosofia do que o dos povos primitivos. Isto veio permitir melhor compreensão do alcance da Encarnação do Senhor e das imagens sagradas.

Um pouco de história
Nos primeiros séculos do Cristianismo, ainda se lêem testemunhos de escritores cristãos, que apontam mal entendidos ou abusos por parte dos fiéis no uso das imagens. Outros mostram-se hesitantes quanto à validade do uso das imagens. Tal é, por exemplo, o testemunho de Minúcio Félix no século III: “Que imagem poderia eu confeccionar para representar Deus, dado que o homem mesmo é a imagem de Deus?” (Octavius 32, Patr. Latina, ed. Migne, 3,339a).

“O próprio homem é a imagem viva de Deus”, eis o argumento que Clemente de Alexandria (+ antes de 215) repete, acrescentando ainda um adágio frequente na Igreja antiga: “Viste teu irmão, viste teu Deus” (Stromateis I 19 e II 15, PG 8,812 e 1009).

Todavia os cristãos foram percebendo que a proibição de fazer imagens no Antigo Testamento tinha o mesmo papel de pedagogo (condutor de crianças destinado a cumprir as suas funções e retirar-se) que a Lei de Moisés em geral tinha junto ao povo     de Israel. Por isto o uso das imagens foi-se implantando. As gerações cristãs compreenderam que, segundo o método da pedagogia divina, atualizada na Encarnação, deveriam procurar subir ao Invisível passando pelo visível que Cristo apresentou aos homens; a meditação das fases da vida de Jesus e a representação artística das mesmas se tornaram recursos com que o povo fiel procurou aproximar-se do Filho de Deus.

Considerem-se os antigos cemitérios cristãos (catacumbas), onde se encontram diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo... Nas Igrejas as imagens tornaram-se a Bíblia dos iletrados, dos simples e das crianças, exercendo função pedagógica de grande alcance. É o que notam alguns escritores cristãos antigos: “O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (S. Gregório de Nissa, Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).

“O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados” (São João Damasceno, De imaginibus I 17 PG, 1248c).

O Papa São Gregório Magno (􀀀 604) escrevia a Sereno, bispo de Marselha: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).

Nos séculos VIII e IX verificou-se na Igreja a disputa em torno do uso das imagens ou a luta iconoclasta. Por influência do judaísmo, do islamismo, de seitas e de antigas heresias cristológicas, muitos cristãos do Oriente puseram-se a negar a legitimidade do culto das imagens. Os imperadores bizantinos tomaram parte na querela, por motivos políticos mais do que por razões religiosas.

Desencadeada sob o Imperador Leão Isáurico (717741), a controvérsia foi levada ao Concílio de Nicéia II (787), que, na base dos raciocínios de grandes teólogos como São João Damasceno, reafirmou a validade do culto de veneração (não adoração) tributado às imagens. Com efeito; o Concílio distinguiu entre Istréia (adoração), devida somente a Deus, e proskynesis (veneração), tributável aos santos e também às imagens sagradas na medida em que estas representam os santos ou o próprio Senhor; o culto às imagens é, portanto, relativo, só se explica na medida em que é tributado indiretamente àqueles que as imagens representam.

Assim se pronunciaram os padres conciliares: “Definimos … que, como as representações da Cruz …, assim também as veneráveis e santas imagens, em pintura, em mosaico ou de qualquer outra matéria adequada, devem ser expostas nas santas igrejas de Deus (sobre os santos utensílios e os paramentos, sobre as paredes e de quadros), nas casas e nas entradas. O mesmo se faça com a imagem de Deus Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, com as da … santa Mãe de Deus, com as dos santos Anjos e as de todos os santos e justos. Quanto mais os fiéis contemplarem essas representações, mais serão levados a recordar-se dos modelos originais, a se voltar para eles, e lhes testemunhar … uma veneração respeitosa, sem que isto seja adoração, pois esta só convém, segundo a nossa fé, a Deus” (sessão 7, 13 de outubro de 787; DenzingerSchönmetzer, Enchridion Symbolorum nº 600s).

É interessante ainda salientar como argumentava o maior defensor das Imagens, que foi São João Damasceno (+ 749): “Como fazer a imagem do invisível? …Na medida em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o inviável se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível” (Tratado sobre as imagens I 8 PG 94, 12371240). “Outrora Deus, o Incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o “visível” de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria” (Ibid. I 16 PG 94, 1245s).

A Tradição cristã reconheceu constantemente o valor pedagógico e psicológico das imagens como suportes para a vida de oração. Assim, por exemplo, escrevia Jean Gerson (13631429), mestre de espiritualidade: “Doravante ninguém há tão simples e iletrado que possa desculpar-se de não saber como viver retamente para ganhar o paraíso, quando ele tem diante de si e para si, na representação da cruz e do Crucificado, um livro ilustrado, escrito, ornamentado muito clara e legivelmente, em que todas as virtudes são aprovadas e todos os vícios reprovados” (Moralité de la Passion, em Oeuvres complètes, ad. Glorileux, t. 7, Paris 1966, p. 143).

Santa Teresa de Ávila (􀀀 1582), ao ensinar as vias da oração às suas Religiosas, dizia : “Eis um meio que vos poderá ajudar… Cuidai de ter uma imagem ou uma pintura de Nosso Senhor que esteja de acordo com o vosso gosto. Não vos contenteis com trazê-las sobre o vosso coração sem jamais a olhar, mas servi-vos da mesma para vos entreterdes muitas vezes com Ele” (Camino de la Perfección, cap. 43,1).

Foi na base dos argumentos atrás aduzidos que se firmou na Igreja Católica a veneração das imagens, a qual nada tem que ver com adoração de alguma criatura ou com idolatria.

Examinamos agora a posição protestante:
Os Reformadores do século XVI reagiram contra os excessos do culto das imagens existente na Idade Média decadente; as suas invectivas provocaram a destruição de muitas imagens. Todavia o próprio Lutero não foi intolerante, mas, de certo modo, liberal no caso, como se depreende do texto abaixo, datado de 1528: “Tenho como algo deixado à livre escolha as imagens, os sinos, as vestes litúrgicas … e coisas semelhantes. Quem não os quer, deixe-os de lado, embora as imagens inspiradas pela Escritura e por histórias edificantes me pareçam muito úteis… Nada tenho em comum com os Iconoclastas” (Da Ceia de Cristo).

Calvino, porém, foi mais radical neste particular, como atestam os dizeres seguintes: “Não julgo ilícito representar Deus sob forma visível, porque Ele proibiu que o fizessem e também porque a sua glória é assim desfigurada e sua verdade falsificada. Se não é lícito representar Deus sob forma corpórea, tanto menos será permitido adorar imagem em lugar de Deus ou adorar Deus numa imagem. Por conseguinte, que ninguém pinte ou talhe senão as coisas visíveis ao olho” (Institution de la Religion Chrestianne I, c. 11, nº 12).

A propósito seja lícito observar que não se trata, para os católicos, de adorar imagens, mas apenas de adorar a Deus mediante o estímulo que os sinais visíveis possam oferecer à mente do cristão. Este, sendo psicossomático, é sempre sustentado por elementos sensíveis, mesmo quando exerce os atos da mais elevada espiritualidade.

A tradição protestante permaneceu avessa às imagens até os últimos tempos. Recentemente, porém, novas vozes aí se fizeram ouvir, como se pode depreender das Atas do VIII Congresso Evangélico de Arte Sacra realizado em Karlsruhe (Alemanha) no ano de 1956. Duas teses bem distintas se defrontaram nos debates: a) os Reformados (calvinistas) defendiam a opinião, tradicional entre os protestantes, de que as imagens não contrárias à Escritura Sagrada e acarretam o perigo de idolatria; b) Os luteranos, porém, replicaram que o preceito de Cristo mandando aos discípulos pregar o Evangelho em todas as línguas, inclui também o uso da linguagem figurada do artista (pintor ou escultor). Lembravam que a Bíblia se serviu de imagens, palavras de sentido metafórico, para exprimir verdades divinas; Cristo mesmo falou em metáforas variadas, de sorte que o pintor protestante Rembrandt não hesitou em pintar cenas dos Santos Evangelhos. Acrescentavam os luteranos que quem, com Lutero, reconhece na música o veículo apto da fé e do amor aos cristãos, não pode deixar de reconhecer também nas representações óticas aptíssimo instrumento para exprimir a verdade revelada.

Por que admitir, de um lado, as impressões auditivas visuais? Estas parecem ainda mais eficientes do que aquelas (documentação colhida no semanário “Der christiche Sonntag”, Herder, 14 Oktober 1956, 327). Assim é que a antiga cláusula de Ex 20,4, dada ao povo de Deus ainda muito rude, vai sendo, entre os próprios protestantes, mais e mais interpretada à luz do conjunto da Revelação, que é toda irradiada pela Encarnação do Filho de Deus.

Resta dizer breve palavra sobre:
A vigilância da Igreja
As imagens, lícitas como são, podem sempre acarretar o perigo de exageros e abusos na piedade católica. Consequentemente, as autoridades eclesiásticas, ao mesmo tempo que aproveitam a veneração relativa das mesmas, têm exercido controle sobre os tipos de imagens utilizadas no culto cristão; nunca poderão ser inspiradas unicamente pelo esteticismo ou pela devoção popular exuberante, fantasista.

Assim é que o Papa Urbano VIII em 1629 condenou a representação da Santíssima Trindade sob a forma de um tronco humano com três cabeças (monstruosidade!). Em 1745 Bento XIV rejeitou a cena de três pessoas humanas sentadas uma ao lado da outra para significar a Trindade Divina. Uma das principais razões dessas reprovações é que o Espírito Santo nunca apareceu sob forma humana; a Igreja quer que a arte cristã, para representar as Pessoas Divinas, só reproduza elementos mediante os quais estas aparecem na história sagrada ou na Bíblia: assim ao Filho será de todo oportuno atribuir figura humana; ao Espírito Santo só convém os símbolos da pomba (tenha-se em vista o batismo de Jesus, em Mt 3,16) ou das línguas de fogo (cf. a narrativa de Pentecostes, em At 2,3); quanto ao Pai Eterno, é representado por um Dedo ou uma Mão, sinais de ação e poder (note-se a expressão de Jesus em Lc 11,20: “Se é pelo Dedo de Deus que expulso os demônios …”) ou pelo tipo de um Ancião, consoante a profecia de Dn 7,9, que vê o Filho do homem adiantando-se em direção de venerável e antigo Varão de cabeleira branca, sentado sobre um trono.

De modo especial, com vistas à catequese, os Bispos franceses promulgaram certas diretrizes que devem orientar a confecção de imagens para crianças:
Não desejáveis as imagens que eduquem a fé, isto é, que façam pensar nas realidades sobrenaturais e despertem autênticos sentimentos de fé e de piedade; as imagens que levem em conta as reações da criança, e não as dos adultos;
as imagens que sejam concebidas dentro de certa preocupação com estética e não sejam feudo de alguma escola particular; as imagens que não apresentem pormenores inúteis aptos a desviar do essencial a atenção das crianças; as imagens que utilizem cor e movimentação, a fim de melhor prender a atenção e o interesse das crianças; todavia, sem exageros.
Não desaconselhadas as imagens que tratem o invisível com os mesmos traços concretos das realidades visíveis; assim os anjos configurados, sem mais, a seres humanos; as imagens que sejam capazes de impressionar e agradar, mas não suscitem sentimentos de fé e de piedade; por exemplo, aquelas que apresentam os personagens sagrados com semblante de boneca ou com expressionismo humano carregado demais, como são as imagens da Virgem SS. em geral e as de S. João Evangelista na última ceia produzidas por certos artistas do Renascimento (século XVI); as imagens que as crianças não possam facilmente compreender, por serem demasiado abstratas.

São condenadas as imagens que transmitam falsa noção da realidade, como, por exemplo, a do Menino Jesus pregado à Cruz ou detido no tabernáculo do altar ou imagens muito sentimentais; as imagens que contribuam, na mente das pessoas simples, para ridicularizar algum personagem sagrado, algum mistério da fé ou os ritos da Liturgia. Cf. La Documentation Catholique 15/09/1057.

Estas normas, sábias e prudentes como são, merecem plena atenção, visto que as imagens são veículo de instrução do povo de Deus. Sejam, pois, plenamente conformes à mensagem que elas devem transmitir.

Em conclusão: verifica-se que o culto de veneração relativa atribuído às imagens foi sendo paulatinamente integrado no patrimônio da vida da Igreja; tem o seu fundamento no mistério da Encarnação do Filho de Deus, que evidenciou o caráter provisório da proibição do Êxodo e a utilidade de representações sensíveis para o bom desempenho da catequese e o estímulo da oração. Não seria cristão recusar a arte na medida em que ela pode ser via de acesso a Deus.

Por conseguinte, a Igreja proclama: nem o Iconoclasmo nem o culto supersticioso e mágico das imagens. A cada cristão toca pessoalmente fazer o uso das imagens que melhor corresponda às suas disposições e necessidades pessoais: enquanto uns são altamente beneficiados por representações sensíveis, outros as dispensam quase por completo. Na verdade, as imagens são um meio, não um fim. Todavia que ninguém negue a legitimidade do uso moderado e teologicamente fundamentado das mesmas!”





16 de fev de 2018

O que são as horas canônicas




Felipe Aquino:

"Os judeus costumavam rezar três vezes por dia: de manhã, ao meio-dia, no fim do dia (cf. SI 55, 17s) Os cristãos herdaram esta prática; todavia não Ihes era estranha a oração noturna, da qual Jesus e os Apóstolos deixaram precioso testemunho; cf. Lc 6,12 (Jesus passou a noite em oração antes de escolher os doze Apóstolos) e At 16,25 (Paulo e Silas, à meia-noite, cantavam os louvores de Deus na prisão de Filipos).

No século III Tertuliano (􀀀 após 220) mencionava cinco momentos de oração: aurora, terça, sexta, nona e vésperas, ou seja, ao nascer do dia, às 9h, ao meio-dia, às 15h e ao pôr do sol. Esta prática se expandiu e recebeu dois acréscimos: o da hora primeira (Prima, 7h) e o de Completas (oração antes do sono da noite). Além disso, os cristãos estimavam também a oração durante a noite. Foram principalmente os monges que, dedicando-se especialmente à oração e ao trabalho manual, contribuíram para a formação do Ofício Divino com as suas oito Horas Canônicas: Laudes (na aurora), Prima, Terça, Sexta, Noa, Vésperas, Completas, além das Vigílias noturnas. Tal número foi observado durante séculos até o Concílio do Vaticano II, que suprimiu oficialmente o Ofício de Prima, por fazer duplicata, de certo modo, com o Ofício de Laudes; além disto, o Concilio não suprimiu as chamadas Horas Menores (Terça, Sexta e Noa), mas permitiu que se celebre uma só, escolhendo-se aquela mais adaptada ao momento em que se reza (a Terça, durante a manhã; a Sexta, por volta do meio-dia; a Noa, no decorrer da tarde).

Cada uma dessas Horas Canônicas tem sua motivação e sua ambientação espirituais, como passamos a ver: As Laudes e as Vésperas, como preces da manha e da tarde, são tidas como as Horas principais.

1) As Laudes (Louvores) têm por motivo inspirador o renascer da luz do dia após as trevas da noite. Esta Hora Canônica celebra, pois, a Ressurreição de Jesus, "luz verdadeira que ilumina todo homem" (Jo 1,9) e "Sol de Justiça, que nasce do alto" (Lc 1,78); por isto uma das tônicas dessa oração é a glorificação do Senhor, que obteve a vitória sobre a morte (daí a inserção do Cântico de Zacarias no final; cf. Lc 1,6879).

As Laudes, em resposta ao dom de Deus, tencionam consagrar ao Senhor o dia do cristão, dia de trabalho e esperanças. É São Basílio (􀀀 379) quem nos diz: "A oração da manhã tem por finalidade consagrar a Deus os primeiros movimentos de nossa alma e de nossa mente e, antes de nos ocuparmos com qualquer outra coisa, deixar que nosso coração se regozije pensando em Deus, segundo está escrito: 'Dei-me conta de Deus e me alegrei' (SI 77,4), pois o corpo não se deve entregar ao trabalho sem que antes tenhamos cumprido o que disse a Escritura: 'É a Vós que invoco, Senhor, desde a manhã, escutai-me, porque desde o raiar do dia Vos apresento minha súplica e espero' (SI 5,4s)" (Regulae fusius tractatae 37,3).

S. Cipriano (􀀀 258) observa ainda: "Deve-se rezar de manhã para que, pela oração matinal, seja celebrada a ressurreição do Senhor" (De oratione dominica 35).

2) As Vésperas tiram seu nome de Véspero (= Vênus), o astro luminoso que começa a brilhar logo que caem as trevas da noite. São, por isto, a oração que conclui o dia e dá início à noite. Entre as suas finalidades, está a de dar graças a Deus pelos benefícios recebidos pelo cristão durante o dia; além disto, as Vésperas comemoram a última Ceia do Senhor e a sua morte na Cruz, ambas ocorridas em hora vespertina. Mais elas devem avivar no orante a esperança da vinda consumada do Reino de Deus, que se dará no fim da jornada deste mundo, trazendo a luz sem ocaso. São palavras de S. Cipriano "Pedimos que venha de novo a nós a luz; rogamos pela vinda gloriosa de Cristo, que nos trará a graça da luz eterna" (De oratione dominica 35).

Os cristãos rezam as Vésperas como os operários da vinha da Igreja, que, no fim do seu dia de trabalho, se encontram com o Divino Patrão para receber o dom do seu amor. Como recompensa da labuta prestada (cf. Mt 20, 116). Ou ainda: o cristão, ao fim da caminhada de um dia, diz ao Senhor como os discípulos de Emaús: "Fica conosco, Senhor, porque o dia vai declinando" (Lc 24,29).

Consciente destes elementos, o orante procurará colocar o Ofício de Vésperas precisamente naquele horário que mais lhe possibilite conceber em si tais atitudes interiores.

3) Ofício das Leituras é o nome que tem atualmente o Antigo Ofício de Vigílias Pode ser celebrado a qualquer hora desde o anoitecer até o fim do dia seguinte; quando é recitado no coro, deve conservar a índole de louvor noturno. Este Ofício tenciona proporcionar ao povo de Deus um contato substancioso com a S Escritura e com as mais belas páginas dos autores de espiritual idade antigos e modernos Os textos bíblicos são selecionados de modo que se lêem no Ofício Divino as secções que não são lidas na Liturgia Eucarística; assim o cristão encontra na celebração da Liturgia o alimento correspondente à época do ano em curso (Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Páscoa...). Nas festas dos santos foram retiradas do Lecionário todas as leituras cuja veracidade histórica era discutida; de preferência, lêem-se então os escritos dos santos celebrados.

A ausculta da palavra, tão característica do Ofício de Leituras, não deve levar a esquecer a nota de louvor que é típica da Liturgia das Horas. Por isto tal Ofício consta também de salmos, hino, oração e outras fórmulas. A prece de louvor ou de súplica é a resposta da criatura a Deus que lhe fala.

 Observa a Instrução da Congregação para o Culto Divino sobre a Liturgia das Horas: "Os Padres e os autores espirituais exortaram muitas vezes os fiéis... à oração noturna pela qual se expressa e excita a espera do Senhor, que há de voltar: 'Á meia-noite ouviu-se em grande clamor: eis que chega o esposo, saí ao seu encontro' (Mt 25,6).

'Vela;' pois não sabeis quando chegará o Senhor da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; vindo de repente, não vos encontre dormindo' (Mc 13,35s). São, portanto, dignos de louvor todos os que mantêm o caráter noturno do Ofício de leituras" (n° 72).

 4) Terça, Sexta, Noa. Situadas às 9h, às 12h, às 15h, estas três Horas Canônicas colocam-se ao longo do dia de trabalho para santifica-lo.

Cada qual evoca algum acontecimento do Evangelho ou dos Atos dos Apóstolos Com efeito, Terça recorda a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos e Maria SS, reunidos no Cenáculo "à hora terceira do dia" (At 2,15). Por isto o hino de Terça comemora o dom do Espírito e pede-o para a Igreja contemporânea. A mesma hora terceira está associada à crucifixão de Jesus, conforme Mc 15,25.

Sexta é a hora em que Pedro rezava no terraço de uma casa e teve importante visão que o levaria a batizar o centurião Cornélio sem lhe impor a circuncisão (At 10,9). É também, conforme Mt 27,45, a hora da agonia de Cristo na Cruz. O hino de Sexta faz alusão ao calor que muitas vezes se faz sentir ao meio-dia e pede ao Senhor queira extinguir o fogo das paixões, que em plena labuta pode arder nos corações dos homens.

Noa lembra a oração de Pedra e João no Templo, onde Pedro curou o paralítico, conforme At 3,1; evoca também a morte de Jesus na Cruz, segundo Mt 27,46. O hino desta Hora pede "seja a tarde luminosa numa vida permanente; e da santa morte o prêmio nos dê glória eternamente".

5) Completas é a oração que se deve dizer antes do repouso da noite, mesmo que este comece após a meia-noite.

Tem, antes do mais, caráter penitencial, pois se inicia com um exame de consciência (o cristão tem interesse em se julgar tão lucidamente quanto Deus o julga, enquanto lhe é dado usufruir do perdão e da misericórdia divina); faz-se um ato penitencial pelas faltas do dia, ato que, se conscientemente realizado, obtém o perdão dos pecados leves cometidos durante a jornada."


112ª aula do Curso de Espiritualidade Católica da Escola da Fé Online do Professor Felipe Aquino.


15 de fev de 2018

O que é o Ofício Divino





Professor Felipe Aquino:

"O Ofício Divino consta de Horas Canônicas. Cada Hora Canônica é um modelo de oração, que compreende um hino, salmos e cânticos, leituras bíblicas, versículos e uma coleta final. O conteúdo desse modelo é adaptado às sucessivas horas do dia e da noite, a fim de facilitar a elevação da mente do cristão a Deus em todos os momentos da sua vida.

O Ofício Divino, portanto, traduz a consciência que a Igreja tem, de que todos os instantes da história são santos, ou são o cenário no qual Cristo desenvolve a obra da Redenção; por conseguinte, devem ser pela Igreja consagrados na medida em que vão ocorrendo.

Eis o que ensina a Constituição Sacrosanctum Concilium: "Por antiga tradição cristã o Ofício Divino está constituído de tal modo que todo o curso do dia e da noite seja consagrado pelo louvor de Deus. Quando, pois, os sacerdotes e as outras pessoas delegadas por vontade da Igreja para esse fim, ou os fiéis em união com o sacerdote executam religiosamente aquele admirável cântico de louvor, rezando em forma aprovada, então verdadeiramente é a voz da própria Esposa que fala com o Esposo ou, melhor, é a oração de Cristo com seu Corpo dirigida ao Pai" (n" 84)
"A santificação do dia é a finalidade do Offcio" (n" 88).
Retomando estes conceitos, a Instrução Geral sobre a Oração do Povo de Deus publicada pela Congregação para o Culto Divino em 1971 esclarece: "Tendo Cristo estabelecido que é preciso orar em todo tempo e não desfalecer (Lc 18,1), a Igreja, atendendo fielmente a esta exortação, nunca cessa de elevar suas preces e nos exorta com estas palavras: 'Por meio dele [Jesus] ofereçamos continuamente a Deus o sacrifício de louvor'(Hb 13,15). Este preceito se cumpre não apenas pela celebração da Eucaristia, mas também por outros modos, entre os quais sobressai a Liturgia das Horas, que, segundo a antiga tradição cristã, se caracteriza, entre as demais ações litúrgicas, porque por ela se consagra todo o curso do dia e da noite" (n" 10).

As Horas do Ofício Divino são ditas "canónicas" porque estão no cânon ou no padrão dos livros oficiais da Igreja Constituem a oração que a Igreja, a Esposa de Cristo, de modo especial, diz ser "sua oração" e que, com a Eucaristia, os sacramentos e os sacramentais, integra o culto oficial da Igreja. Levando-se em conta a sucessão dos fusos horários, pode-se dizer que tal oração vem a ser um louvor perene, oferecido a Deus Pai por Cristo com sua Igreja, porque a todo momento do dia e da noite deve haver um grupo de cristãos que esteja a rezá-la sobre a face da terra.

Valorizando de tal maneira o Oficio Divino, a Igreja não tenciona depreciar as demais formas de oração, derivadas da ação do Espirito em comunidades ou nos indivíduos; ao contrario, recomenda-as, mas subordina-as, quanto à dignidade, à oração oficial. São palavras da Constituição Sacrosanctum Concilium: "Os piedosos exercícios do povo cristão, conquanto conformes às leis e normas da Igreja, são encarecidamente recomendados, sobretudo quando realizados por ordem da Sé Apostólica... Assim, pois, considerando os tempos litúrgicos, estes exercícios devem ser organizados de tal maneira que condigam com a Sagrada Liturgia, dela de alguma forma se derivem, para ela encaminhem o povo, pois a Liturgia, por sua natureza, em muito os supera" (n" 13).

Tais piedosos exercícios são o Rosário, a Via Sacra, as devoções dos meses de Maio (N. Senhora), Junho (S. Coração de Jesus), Outubro (Rosário), as ladainhas, as procissões. São válido alimento para a piedade, mas nunca devem criar conflito com a S. Liturgia (Ladainhas durante a Missa, terço durante a Hora de Vésperas...).

Em nossos dias, todos os fiéis são exortados a que rezem diariamente o Ofício Divino, ao menos em parte, de acordo com as suas possibilidades pessoais E, para que nunca venha a desfalecer essa voz oficial da Igreja junto a Deus, o Direito Canônico confia o seu desempenho a determinados cristãos: "Cânon 276, § 2, n° 3: Os sacerdotes e os diáconos que aspiram ao presbiterado, são obrigados a rezar todos os dias a Liturgia das Horas, de acordo com os livros litúrgicos próprios e aprovados; os diáconos permanentes, porém, rezem a parte determinada pela Conferência dos Bispos.

Cânon 1174, § 1. Têm obrigação de rezar a Liturgia das Horas os clérigos, de acordo com o cânon 276, § 2, n" 3, e, conforme suas Constituições, os membros de Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apostólica.
§2. Também os outros fiéis são vivamente convidados, de acordo com as circunstancias, a participarem da Liturgia das Horas, já que é ação da Igreja.
Cânon 1175. Para se rezar a Liturgia das Horas, observe-se, na medida do possível, o tempo que de fato corresponde a cada Hora".

111ª aula do Curso de Espiritualidade Católica da Escola da Fé Online do Professor Felipe Aquino


14 de fev de 2018

Novena à Beata Rafaela Ybarra




Irmãos, hoje começamos a novena à Beata Rafaela Ybarra, um grande exemplo de vida para os casais cristãos. Para quem não conhece sua vida e história, recomendamos que ouça nosso podcast sobre sua vida: 161 - Beata Rafaela Ybarra.

Segue abaixo a oração para ser rezada todos os dias desta novena retirada do site da Fundação Rafaela Ybarra:


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Beata Rafaela, você que soube reconciliar admiravelmente o seu papel como esposa e mãe exemplar com uma vida cheia de amor por Deus, caridade com os pobres e solicitude pela educação das mulheres;

Conceda que, à imitação vossa, escolhamos para nossas vidas a prática da caridade e do desprendimento, assumindo as dificuldades e renúncias que todo compromisso cristão exige e vivamos a alegria de sermos fiéis à vontade de Deus e testemunhando seu amor com todos aqueles que nos cercam.

Obtenha para nós, do Senhor, a graça que agora lhe pedimos por sua intercessão, através de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém. 

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Fonte:
http://www.rafaelaybarra.com/come%C3%A7ado/beata-rafaela/novena/

13 de fev de 2018

Brava Quaresma





Irmãos, quero aqui fazer um convite aos homens nesta quaresma.
A equipe Bravus está com um plano quaresmal excelente para os homens viverem nesta quaresma de 2018. Acesse urgente o link abaixo e faça parte do grupo no facebook para viver este tempo forte de oração e penitência para nós, homens:




12 de fev de 2018

É importante saber escolher as leituras espirituais




Professor Felipe Aquino:

"Antes de mais nada, é preciso convencer-se da sua necessidade e tomar a decisão de fazê-la, sempre que possível, diariamente.

Ao tomar essa decisão deverá ter em conta:
Primeiro: como em todas as práticas espirituais, é importante escolher o momento do dia mais favorável. Antes do café da manhã? No escritório, antes de começar o trabalho? No começo da tarde (hora que pode ser útil para estudantes, para algumas mães de família...)? Ao visitar uma igreja, antes de voltar para casa? No ônibus ou no metrô, desde que possa sentar-se?
Reflita e defina.
Será mais fácil definir o horário se levar em conta que a leitura não precisa ser longa: ordinariamente bastam dez ou quinze minutos para tirar bom proveito dessa prática espiritual. Vivendo-a com constância, em pouco tempo terá lido e aproveitado mais bons livros do que imagina.

Mais um conselho prático: se você definir, por exemplo, dez minutos de leitura, faça sempre dez minutos como “norma”, nunca menos. Caso queira esticar essa leitura por mais tempo, ou deseje ler mais em outra hora, não há problema nenhum, mas considere esse acréscimo como “leitura extra”. É só em relação ao seu programa definido, aos seus dez ou quinze minutos bem definidos, que deve se sentir fielmente comprometido, com exigência responsável.

Escolha bem, em cada momento, o livro de leitura espiritual mais adequado. Para isso, é muito útil pedir conselho a uma pessoa de critério que conheça a sua alma e as lutas da sua vida. Em todo o caso, sempre que possível, procure ler um livro que vá ao encontro das suas necessidades espirituais e formativas, não um livro que satisfaça apenas a sua curiosidade.

Uma vez escolhido o livro, leia-o devagar, pausadamente, em sequência, e do começo ao fim (lendo, relendo, refletindo, rezando). Quem borboleteia nas leituras, “debicando” por curiosidade pedacinhos de vários livros ao mesmo tempo, sem completar nenhum, tira pouco proveito e permanece superficial na sua vida interior.

Não importa quanto tempo demore a terminar um livro, mesmo que seja breve. Também não importa, antes pelo contrário, reler vários dias em seguida os mesmos trechos do livro, se a sua intenção é a de gravá-los melhor, para tirar deles mais fruto.

Um livro bom pode ser relido todos os anos (por exemplo, um clássico sobre a Paixão de Cristo, no tempo da Quaresma; ou um bom livro sobre Nossa Senhora, em Maio, mês de Maria).

Depois da leitura diária, ao fechar o livro, pergunte-se: O que foi que eu compreendi, o que me ficou mais gravado?

É muito bom ter o desejo de conhecer e de ler as obras clássicas de espiritualidade, que têm ajudado inúmeras pessoas a se aproximarem de Deus. Como diz São Josemaria: «A leitura tem feito muitos santos» (Caminho, n. 116). Para ter ideia do tipo de livros de que estou falando, vou citar alguns, uns poucos dentre os universalmente mais conhecidos: Tomás de Kempis: A imitação de Cristo; São Francisco de Sales: Introdução à vida devota (também chamado Filoteia), Tratado do Amor de Deus (mais “teológico”); Santo Afonso Maria de Ligório: A oração, A prática do amor a Jesus Cristo, As glórias de Maria; Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha): História de uma alma (também chamada Manuscritos autobiográficos); Santa Teresa de Ávila: O livro da vida, Caminho de perfeição; Santa Catarina de Sena: O diálogo; São Josemaria Escrivá: É Cristo que passa, Amigos de Deus.

Há muitos outros livros de santos, que agora seria impossível citar, além de numerosas obras excelentes de autores antigos e contemporâneos, que podem fazer um bem imenso à nossa alma. Pesquise, pergunte, consulte a quem lhe possa dar um bom conselho. Acredite na leitura espiritual.

Antes de encerrar estes conselhos, queria fazer ainda dois esclarecimentos. Não confunda a “leitura espiritual” com a “oração mental” (ou a “meditação”). É muito frequente o engano de pessoas que utilizam determinados livros para fazer a sua oração mental (ou a sua meditação), e acham que nisso consiste a leitura espiritual.

Sem reparar, confundem dois conceitos diferentes.

Para a oração mental (que, como víamos, quase sempre vai unida à meditação), você pode escolher cada dia textos de livros diferentes, os que achar que lhe podem servir de apoio para “falar com Deus” naquele dia; pode variar muito. A “leitura espiritual” é coisa diferente: trata-se de ler em sequência, quase que de “estudar” um livro inteiro, completo, que garanta o aprofundamento da sua formação. Não esqueça essa distinção.

Segundo. Há outras leituras, que também nos fazem muito bem; mais ainda, que nos fazem muita falta: as que nos proporcionam formação doutrinal. Entre elas, podem-se destacar os catecismos: desde o Primeiro Catecismo da doutrina cristã ou o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, até o próprio Catecismo da Igreja Católica, amplo, profundo, excelente, por mais que exija certo preparo doutrinário para entende-lo bem. Um bom livro de teologia para leigos, que não hesito em recomendar, é a obra do americano Leo Trese, A fé explicada: excelente, pedagógico e claro. Em bastantes casos, essas obras podem ser usadas também como “leitura espiritual”. Hoje, num mundo de ideias confusas, o estudo da doutrina é uma necessidade vital para todos nós.

100ª aula do Curso de Espiritualidade Católica na Escola da Fé Online do Professor Felipe Aquino

11 de fev de 2018

7 Domingos a São José - 2º Domingo





Segundo Domingo

Medite-se sobre Lc 2, 1-20 e faça-se, depois, a seguinte oração.

Ó felicíssimo patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido como pai adotivo do Verbo humanado, a dor que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus Menino se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela noite brilhantíssima.

Por esta dor e por este gozo, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar dos esplendores da glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

V. São José,
R. Rogai por nós!

Oremos
Ó Deus, que com inefável providência Vos dignastes eleger São José esposo de vossa santíssima Mãe, fazei que mereçamos ter no Céu a intercessão daquele que veneramos na terra. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Fonte:
https://padrepauloricardo.org/blog/sete-domingos-em-honra-a-sao-jose

10 de fev de 2018

A importância da oração - parte 1




A oração é a chave para a nossa conversão. Nesse podcast veremos como nossa alma carrega tanta sujeira e como podemos fazer para que Deus a purifique. Baixe, ouça e divulgue:




9 de fev de 2018

Ano do Laicato contra o marxismo na Igreja




Neste ano de 2018 a Igreja do Brasil está pedindo maior protagonismo leigo na igreja e no mundo. Vamos trazer uma série de reflexões sobre o papel do leigo nos desafios que lhe é inerente. Neste episódio do Podcast CEFAScast eu trouxe uma reflexão sobre o mal do socialismo para a Igreja e para os cristãos, e como nós leigos podemos contribuir para combater esse mal conhecendo como ele é maléfico primeiramente, não segundo achismos, mas ouvindo a palavra oficial da Igreja a respeito.
Baixe, ouça e divulgue:





8 de fev de 2018

Santa Gianna Beretta Molla




Comecei uma série mensal no Podcast CEFAScast sobre o testemunho de santos, beatos e outros grandes exemplos de matrimônio, todos expostos no livro Matrimônios Santos da Editora Cléofas. Neste episódio comecei lendo e refletindo a vida de Santa Gianna Beretta Molla, uma médica pediatra que deu um grande testemunho de valor à vida. Ouça:




Ajude à evangelização divulgando estas mensagens.
Deus te abençoe!



7 de fev de 2018

Uma heresia chamada Teologia da Libertação





Irmãos, neste podcast nosso irmão Márcio começa uma série com uma análise sobre a teologia da libertação no nosso Podcast CEFAScast. Acesse o link abaixo para baixar e ouvir o programa:



E não esqueça de divulgar!
Deus te abençoe!


5 de fev de 2018

Retorno do Podcast CEFAScast





Irmãos, retomamos o Podcast CEFAScast neste ano de 2018. Para quem ainda não conhece se trata de um projeto de evangelização através de um podcast católico voltado à formação e espiritualidade.
Para nos acompanhar, você pode seguir este site ou nosso site principal:




Acesse, acompanhe, baixe e ouça os áudios e divulgue!


4 de fev de 2018

7 Domingos a São José - 1º Domingo



"Começa hoje, neste domingo, para todos os que são devotos do patriarca da Sagrada Família, a tradicional devoção dos “sete domingos de São José”, criada para recordar as principais dores e alegrias de sua vida.

Seguindo uma antiga tradição, a Igreja dedica os sete domingos anteriores à festa de São José, celebrada no dia 19 de março, para recordar as principais dores e gozos da sua vida. Esta devoção, no entanto, pode ser praticada em qualquer época do ano.

Como incentivo a esta prática de piedade, reproduzimos aqui o pensamento que Santa Teresa d’Ávila, grande doutora da Igreja, expressou certa vez em relação a São José:

"Não me lembro de até hoje lhe ter pedido alguma coisa que não ma tenha concedido, nem posso pensar sem admiração nas graças que Deus me tem concedido por sua intercessão e nos perigos de que me tem livrado, tanto para a alma como para o corpo. Parece-me que Deus concede aos outros santos a graça de nos auxiliar nesta ou naquela necessidade, mas sei por experiência que São José nos socorre em todas, como se Nosso Senhor quisesse fazer-nos compreender que, assim como Ele lhe era submisso na terra, porque estava no lugar de pai e como tal era chamado, também no céu não pode recusar-lhe nada".


Primeiro Domingo

Medite-se sobre Mt 1, 18-25 e faça-se, depois, a seguinte oração.

Ó esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim como foi grande a amargura do vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação.

Por esta dor e por este gozo, vos pedimos a graça de consolardes, agora e nas extremas dores, nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

V. São José,
R. Rogai por nós!

Oremos
Ó Deus, que com inefável providência Vos dignastes eleger São José esposo de vossa santíssima Mãe, fazei que mereçamos ter no Céu a intercessão daquele que veneramos na terra. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém.


Fonte: https://padrepauloricardo.org/blog/sete-domingos-em-honra-a-sao-jose


3 de fev de 2018

Como São José pode ajudar a salvar o nosso século?




Oxalá abríssemos os nossos olhos e compreendêssemos, como São José entendeu, que sempre o mais urgente a fazer é orar!


Para ler a matéria completa clique aqui!



MONSENHOR BERNARDO GAFÁ FALA DO 14° INTERECLESIAL EM LONDRINA PR







O 14° INTERECLESIAL ACONTECEU ENTRE OS DIAS 23 E 27 DE JANEIRO DE 2018.
Monsenhor Bernardo Gafá falou a respeito:


"O 14° Intereclesial, chamado das Comunidades Eclesiais de Base vieram mais de 3 mil representantes de todos os estados e até fora do país. Nós aqui na Catedral recebemos 50 pessoas do Acre pra serem hospedados, das famílias. Foi uma convivência boa, é muito interessante receber essas pessoas e viver na nossa família, conhecer nossos costumes, esses que vem de tão longe. Mas também aconteceram algumas coisas que nós queremos aqui repudiar. Um grupo fanático de Ideologia Esquerda mostrou que queria dominar o ambiente... E colocaram faixas e fotografias. Nós não podemos aceitar isso. Pra mim foi uma vergonha. E um encontro que deve ser pra Comunidades Eclesiais é pra pregar e viver o Evangelho e não Ideologias e Partidos Políticos.

Nós devemos nos respeitar. Cada um tem o direito de ter sua opinião, mas tentar manipular pessoas, até inocentes úteis e querer colocar um partido identificado como se fosse o Evangelho, isso aí não é aceito. E por isso então nós deploramos, condenamos tudo o que aconteceu por esse grupo. Não vamos achar que a Igreja é assim. Esse grupo que sempre existe em toda a história, eles seguem seu caminho e nós seguimos o nosso caminho. Mas fica aqui então a minha ideia sobre tudo isso que aconteceu pra que cada um souber o que significa isso. Então fica claro que esse grupo não representa legitimamente a Igreja, não representa a nós. O senhor esteja convosco [Ele está no meio de nós].

Abençoe vos o Deus Pai, Filho e Espírito Santo [Amém]"...





2 de fev de 2018

DOSSIÊ FREI BETTO – O "PAPA" DAS CEBs





Chegou a hora de conhecer o "papa" das CEBs: Frei Betto, dono de idéias aberrantes. Sua presença confirma a gravidade e a politização da 14ª Intereclesial das CEBs em Londrina. NÃO PERCA!





–PT E A IGREJA: https://www.youtube.com/watch?v=5-hnf... –NOVAS EVIDÊNCIAS: https://www.youtube.com/watch?v=qndau... Arquidiocese de Londrina: (43) 3371-3141 - Nunciatura Apostólica no Brasil: (61) 3223-0794 e 3223-0916 - E-mail Nunciatura Apostólica no Brasil: nunapost@solar.com.br __________________________________________________ APOIA-SE: https://apoia.se/bernardokuster Facebook: https://www.facebook.com/bernardopkuster Twitter: https://twitter.com/bernardopkuster Instagram: bernardo_kuster


1 de fev de 2018

NOVAS EVIDÊNCIAS E ANÁLISE DO PT NA IGREJA






Desde o último vídeo sobre o 14° Intereclesial das comunidades de base (CEBs) em Londrina muita coisa aconteceu. Descobri NOVAS EVIDÊNCIAS da esquerda nas CEBs, apresento uma ANÁLISE DETALHADA do evento e respondo certas ACUSAÇÕES.



- Arquidiocese de Londrina: (43) 3371-3141 - Nunciatura Apostólica no Brasil: (61) 3223-0794 e 3223-0916 - E-mail Nunciatura Apostólica no Brasil: nunapost@solar.com.br __________________________________________________
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"Despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da Luz" Rm 13,12
CEFAS, oriundo do nome de São Pedro apóstolo, significa também um Acróstico: Comunhão para Evangelização, Formação e Anúncio do Senhor. É um humilde projeto de evangelização através da internet, buscando levar formação católica doutrinal e espiritual.